terça-feira, 14 de maio de 2019

M.J. Arlidge - A Floresta do Mal [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este livro, o oitavo da serie protagonizada por Helen Grace, foi extremamente aguardado por mim e demais fãs do autor. Neste momento podemo-nos regozijar com o facto da a série completa já estar publicada em Portugal, uma vez que A Floresta do Mal foi o último livro de M.J. Arlidge a ser lançado mundialmente.

Por diversas vezes mencionei que esta é uma das minhas séries de eleição e, como tal, fiquei extasiada quando soube que este título iria ser publicado por cá. Sou uma fã atenta, confesso, e tinha conhecimento que, lá fora, esta obra saíra no final do ano passado pelo que congratulo a TopSeller pela célere publicação em terras lusas.
E claro, como tem vindo a ser habitual com as obras deste autor, as minhas expectativas foram largamente superadas!

Desta vez, o cenário dos brutais crimes é uma floresta o que, para mim, conferiu, quase de imediato, um efeito mais sombrio que os vulgares ambientes urbanos das anteriores narrativas.
Continuo a apreciar a maneira como o autor descreve os homicídios, de uma forma bastante explícita. ainda que estes sejam, na minha opinião, menos chocantes do que os modus operandi de outros antagonistas desta mesma série.

A trama é viciante, estruturada em capítulos curtos, terminando, muitos deles, em cliff hanger, incentivando a uma rápida e voraz leitura. E, como é hábito do autor, o desenvolvimento da investigação policial tem uns contornos inesperados como falsas pistas que conduzem, consequentemente, a hipóteses infundadas. Senti-me, por isso, constantemente expectante e em suspenso à medida que me aproximava do desfecho da narrativa.

Um dos elementos de sucesso da série é, indubitavelmente, a protagonista, Helen Grace. A personagem feminina, de extrema complexidade, tem vindo a surpreender pela capacidade de resolução dos casos e simultaneamente lidar com a sua atribulada vida pessoal. Muito sinceramente, não considerei que este título trouxesse novos desenvolvimentos para esta protagonista que tanto admiro, todavia, não poderei dizer o mesmo relativamente a Charlie que vive ainda ensombrada pelos eventos decorridos do livro antecessor, facto que se reflecte na presente trama.

Apesar da obra em apreço nos apresentar um caso independente dos demais resolvidos por Helen ou Charlie, fazendo apenas algumas alusões a acontecimentos anteriores, creio ser pertinente ler os livros da série cronologicamente, a fim de tirar maior proveito da série.

Em suma, embora A Floresta do Mal não seja o livro mais macabro da série, proporcionou-me uma leitura verdadeiramente emocionante. Difícil será mesmo aguardar pelo próximo livro protagonizado por Helen Grace.


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