segunda-feira, 13 de março de 2017

Jo Nesbø - Polícia [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Polícia é já o 10º livro da série protagonizada pelo Harry Hole.Mas a verdade é que não parece. Ainda não me sinto cansada dos casos deslindados por este invulgar protagonista, não obstante parecer-me que à medida que a saga avança, os seus problemas com o álcool, vão-se mitigando progressivamente.

O caso aqui presente debruça-se sobre os homicídios de vários polícias e, hei de jurar que por entre as primeiras vítimas, os nomes eram algo conhecidos. Talvez tenham entrado em O Morcego ou Baratas (ou até em demais títulos da série) mas a dificuldade em reter ou mesmo de associar estes nomes escandinavos às obras, é uma tarefa, a meu ver, assaz complexa.
Confesso que, até ao presente livro, a morte que mais me tinha chocado, nesta série protagonizada por Harry Hole, tinha sido a do seu colega, o jovem polícia Halvorsen, o qual deixara, como legado, um filho bebé que, tenho visto mencionado, pontualmente, em outros livros da série. Teria sido importante, e omito as minhas razões, que se tivesse falado igualmente desta criança na presente trama. Com isto quero apenas dizer que ao longo desta leitura deparei-me com o homicídio de uma personagem muito querida e da qual, doravante, sentirei falta. 

Afinal de contas, não é apenas sobre a vida pessoal de Harry que o autor se debruça. Os fãs da série sabem igualmente as vidas de personagens tão carismáticas, ou não, como é o caso de Beate Lønn, Stale Aune e até mesmo Silje. Deixo uma ressalva, ainda sobre as personagens secundárias, para a forma como Anton Mittet progride ao longo da trama. Ele é um desconhecido investigador policial e, aparentemente, sem grande importância. Rapidamente essa minha percepção foi deitada por terra. E não, não estou a revelar a verdadeira identidade do antagonista, Valentin.

Durante as primeiras 200 páginas, sentia-me algo desinteressada pelo livro, confesso. No decorrer da primeira parte da história, o protagonista Harry Hole manteve-se oculto e eu sentia-me inquieta com a possibilidade de uma secundarização deste protagonista. O final de Fantasma não fora o mais abonatório para o detective e estava expectante sobre a sua participação em Polícia. As dúvidas ficaram desfeitas quando o caso passou, finalmente, para as mãos de Harry. Agradou-me muito o desenrolar da trama mais pessoal do personagem principal. A situação relativa a Rakel e Oleg que teve início em O Boneco de Neve, parece-me, enfim, ultrapassada.

Não foi o meu livro favorito da série. Esse lugar ainda está preenchido pel'O Boneco de Neve e O Leopardo. No entanto, noto que ao 10º livro, o autor ainda logra cativar os seus fãs. Não me senti defraudada, de forma nenhuma, com Polícia. Finda a leitura, fui de imediato averiguar como prosseguia a série. Ficarei, certamente, expectante com um novo caso de Harry Hole, porém, nas livrarias a partir da próxima semana, teremos um stand alone, O Filho. Sempre ameniza o tempo de espera até voltar a ler mais um caso do nosso inspector norueguês de eleição.


2 comentários:

  1. é um dos meu preferidos da série Hole, especialmente pelo final feliz para o policial. E acho que Hole está sempre presente na trama, mesmo quando não aparece. É frequentemente citado pelos demais personagens. e a questão envolvendo a Beate Lonn acho um dos momentos mais dramáticos da literatura policial, escrito com maestria.

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  2. não poderia concordar mais contigo! das melhores séries policiais publicadas com esse momento que, realmente, é de uma intensidade inesquecível, escrito, como dizes, com grande mestria. Beijinhos grandes e boas leituras

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