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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Karin Slaughter - A Última Viúva [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 1 Outubro 2019

               Título Original: The Last Widow
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,90€ 
               Páginas: 544
               ISBN: 9788491394433

Sinopse: Um sequestro por resolver
Numa noite quente de verão, Michelle Spivey, cientista do Centro para o Controlo de Doenças (CDC) de Atlanta é levada por desconhecidos de um parque de estacionamento de um centro comercial. Não há pistas, ela parece ter-se desvanecido como se fosse fumo e as autoridades procuram-na desesperadamente.
Uma explosão devastadora
Passado um mês, a tranquilidade de uma tarde de domingo vê-se sacudida por uma explosão que faz tremer o chão a quilómetros em redor, seguida segundos depois por uma segunda, igualmente potente. O coração de Atlanta, onde se encontra a Universidade de Emory, a sede do FBI da Geórgia, os hospitais e o próprio CDC, foi atacado.
Um inimigo diabólico
A médica forense Sara Linton e o seu namorado, o polícia Will Trent, aparecem na cena do crime... E sem o saberem, mesmo no epicentro de uma conspiração letal que ameaça acabar com a vida de milhares de inocentes. Quando os terroristas sequestram Sara, Will vai-se infiltrar colocando a sua vida em perigo para salvar a mulher e o país que ama.

Sobre a autora: Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e ficção policial mais afamadas e galardoadas do panorama literário atual. Mundialmente aclamada pela sua potência narrativa e consagrada pelas suas repetidas aparições nas listas de best sellers do The New York Times.
Dos seus quinze romances, traduzidos para 32 línguas, venderam-se mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Convertida em fenómeno literário internacional, alcançou o número um da lista dos livros mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Países Baixos, onde é a única autora que conseguiu ter oito títulos simultaneamente na lista de best sellers, incluindo o número um.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Karin Slaughter - Sabes Quem É? [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de escrever a minha recensão crítica de Sabes Quem É?, devo congratular a editora pela rapidez na publicação deste livro, cuja edição original remota a Agosto deste ano. 
Confesso que, sendo uma fã ávida da autora, estava empolgada por iniciar a leitura desta obra. Infelizmente, as minhas expectativas foram defraudadas.

Após um início intenso, caracterizado por um banho de sangue num centro comercial, a trama acabou por perder o fôlego e encaminhar-se numa direcção que não foi a que eu teria idealizado. Aliás, atrevo-me a constatar que o desenvolvimento de Sabes Quem É? se distancia das tramas antecessoras de Slaughter pois, como os fãs da autora poderão comprovar, estas assentam, regra geral, sobre histórias com contornos macabros protagonizadas por personagens bastante complexas. 

Embora não considere que haja uma falha na profundidade das personagens - até porque o cerne da trama incide sobre a personagem de Laura e nos segredos que ela escondeu ao longo de uma vida - achei que a explicação para esta, sem querer adiantar mais do que a sinopse, não me convenceu. Confesso que não me agradam particularmente histórias alicerçadas sobre missões secretas, falsas identidades e outros ingredientes mais usuais do subgénero de espionagem e acção.
Atendendo a que estamos perante um livro de Karin Slaughter, esperava que as personagens fossem dotadas com aquela aura pesada a que a autora nos habituou outrora e que me deixavam desolada. Não me senti, em momento algum, destroçada com nenhuma personagem devido à sua conotação negativa, muitas vezes atribuídas a um passado conturbado, um sentimento comum quando li alguns livros da série de Will Trent, Flores Cortadas ou A Boa Filha.

Por norma aprecio a forma como a história foi conduzida, alternando entre duas linhas temporais distintos, o que permite contextualizar o leitor sobre os acontecimentos no passado e presente, não obstante ter sentido alguma indiferença relativamente à subtrama de 1986. Tal motivo ter-se-á prendido com a alegada história de espionagem, terrorismo e conspiração, temas que, particularmente, não me seduzem, e, como tal, segui com muito mais interesse a subtrama relativa à actualidade. 
Nem as reviravoltas alusivas da história de Laura nos anos 80 foram suficientes para me cativar pois imaginei sempre que a autora iria desenhar um passado bem mais tortuoso para esta personagem. 

O ritmo é muito lento, um aspecto comum na escrita da autora embora, habitualmente, eu relativize esse aspecto em detrimento das tramas bem conseguidas e que captam o meu total interesse.
Neste caso em particular, a morosidade da história tornou-se mais penosa dado que não senti afinidade com uma das subtramas.

Em suma, Sabes Quem É? não me cativou como esperava. Está muito aquém da bibliografia de Slaughter que sigo atentamente (tendo lido, inclusivé, alguns títulos de Will Trent em inglês - muito superiores, a meu ver). Particularmente não gostei desta abordagem que é realmente inovadora para a autora em questão contudo, para ser sincera, não revejo Karin Slaughter aqui.
Pelos motivos anteriormente explanados, e na minha modesta opinião, a mais recente obra de Karin Slaughter não é, de todo, o seu melhor trabalho. Deixarei esse lugar, definitivamente, para Flores Cortadas.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Karin Slaughter - Sabes Quem É? [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 2 Outubro 2018

               Título Original: Pieces Of Her
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 624
               ISBN: 9788491392804

Sinopse: O que aconteceria se a pessoa que julgas conhecer melhor acabasse por se revelar uma perfeita desconhecida...?
Andrea Cooper sabe tudo sobre Laura. Sabe que passou toda a vida em Belle-Isle, uma pequena cidade litoral; sabe que jamais lhe escondeu qualquer segredo. Porque todos nós sabemos tudo acerca das nossas mães, não sabemos?
A sua vida sofre uma reviravolta radical quando uma ida ao centro comercial se converte num banho de sangue e Andrea vê uma faceta completamente desconhecida de Laura. Ao que parece, antes de Laura ser Laura, era uma pessoa completamente diferente. Passou os derradeiros trinta anos a esconder a sua anterior identidade, sem dar nas vistas, na esperança de que ninguém descobrisse o seu paradeiro. Mas agora encontra-se exposta e já nada voltará a ser como antes.

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. Um Muro de Silêncio é o seu segundo livro traduzido entre nós.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Karin Slaughter - A Boa Filha [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: Outubro 2017

               Titulo Original: The Good Daughter / The Last Breath
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 704
               ISBN: 9788491391364

O novo e deslumbrante romance de uma das autoras mais vendidas do panorama literário internacional. Um thriller absorvente que mistura suspense psicológico com a investigação de um mistério por resolver. 
Contém a prequela Último Suspiro.

Sinopse: Duas meninas são obrigadas a entrar no bosque com uma pistola apontada. Uma foge para salvar a vida. A outra fica para trás.
Há vinte e oito anos, um crime horrível sacudiu a feliz vida familiar de Charlotte e Samantha Quinn. A sua mãe foi morta. O seu pai, um conhecido advogado de defesa de Pikeville,ficou prostrado de dor. A família desfez-se irremediavelmente, consumida pelos segredos daquela noite pavorosa.
Transcorridos vinte e oito anos, Charlie tornou-se advogada, seguindo os passos do pai. É a filha ideal. Mas quando a violência volta a aumentar em Pikeville e uma grande tragédia assola a localidade, Charlie vê-se imersa num pesadelo. Não só é a primeira pessoa a chegar à cena do crime, mas também o caso desperta as recordações que tentou manter à margem durante quase três décadas. Porque a surpreendente verdade sobre o acontecimento que destruiu a sua família não pode permanecer oculta para sempre. 

Sobre a autora: Karin Slaughter é uma das escritoras de suspense e ficção policial mais afamadas e galardoadas do panorama literário atual. Mundialmente aclamada pela sua potência narrativa e consagrada pelas suas repetidas aparições nas listas de best sellers do The New York Times.
Dos seus quinze romances, traduzidos para 32 línguas, venderam-se mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo. Convertida em fenómeno literário internacional, alcançou o número um da lista dos livros mais vendidos no Reino Unido, Irlanda, Alemanha e Países Baixos, onde é a única autora que conseguiu ter oito títulos simultaneamente na lista de best sellers, incluindo o número um.


domingo, 27 de agosto de 2017

Karin Slaughter - The Good Daughter [Opinião]


Adoro Karin Slaughter! É, indubitavelmente, uma das minhas autoras de eleição. Por isso quando soube que The Good Daughter, a mais recente obra da autora, fora publicada nos Estados Unidos, não tive qualquer dúvida em começar a ler (em inglês, claro, desconheço quando será editado cá em Portugal) no ereader. O audiobook foi fazendo companhia nas minhas caminhadas.

Gosto dos stand alones de Slaughter. Um dos meus livros preferidos foi Flores Cortadas e esperava ter uma semelhante experiência de leitura com este The Good Daughter. Até porque a nível de estrutura, estas duas obras são similares: vêm acompanhadas de um conto que serve de prequela (e que lerei em breve) e a obra relata, uma vez mais, uma história negra, repleta de personagens destroçadas.

Acho pertinente falar um pouco sobre a história até porque não tenho uma sinopse precisa: as irmãs Samantha e Charlotte tinham respectivamente 13 e 15 anos quando dois homens entraram na sua casa e assassinaram a mãe, Gamma e um deles alvejou Samantha. A tragédia irrompeu, assim, na vida de Charlotte e o pai, Rusty.
Vinte e oito anos mais tarde, Charlotte presencia um tiroteio de onde resultam duas vítimas: o professor Doug Pinkman e uma bebé, Lucy Alexander (que estava no local errado, à hora errada). Este acontecimento vai volver o trágico acontecimento que teve lugar há quase três décadas.

O primeiro aspecto que ressalvo, uma característica da autora, é o ambiente pesado onde a história tem lugar. A trama é igualmente sinistra, com muitos elementos gráficos e que chocam o leitor mais susceptível. O prólogo é convidativo e emocionante, onde o leitor assiste ao homicídio de Gamma e como as miúdas lidaram com o acontecimento, levantando uma questão pertinente: terá Samantha sobrevivido? Afinal de contas, os primeiros capítulos apenas se focam em Charlotte.

Os pormenores da tragédia são verdadeiramente arrepiantes e este acontecimento é mencionado duas vezes, um pouco mais adiante no livro. Embora haja uma natural sensação de repetição de informação, devo afiançar que estes testemunhos são mais pormenorizados e permite que o leitor conheça as reacções das miúdas aquando a tragédia. A minha percepção é que tinha um conhecimento muito superficial sobre o homicídio de Gamma apenas com o prólogo.
Fiquei arrepiada. Estas cenas são deveras intensas e perturbadoras. Senti-me arrasada nestes momentos, um sentimento que se apoderara de mim novamente aquando o aparecimento da personagem Kelly, a jovem suspeita do tiroteio na actualidade. Tive tanta compaixão por ela que simplesmente não queria crer que tivesse sido ela a cometer aqueles crimes.

O que nos leva a um outro ponto característico da autora: a formulação de personagens destroçadas. Regra geral, rendo-me a estas personagens tão conturbadas, tão fragmentadas, contudo, com um trauma que lhe deu origem. Lembro-me de Will Trent, Angie Polaski, Sara Linton ou as irmãs Claire e Lydia (a juntar-se a estas, Charlotte e Samantha serão, certamente, protagonistas inesquecíveis).

Portanto a obra desdobra-se em dois momentos importantes: a subtrama relacionada com o passado de Charlotte e a actualidade, onde tem lugar a investigação dos homicídios. 
Ambas de grande interesse, a meu ver.

No entanto, demorei algum tempo a ler esta obra, o que não é muito usual. Costumo devorar as histórias de Slaughter mas esta pareceu arrastar-se, motivo que relaciono a algum cansaço e desmotivação geral para ler. Assim que voltou o mojo, não demorei muito para terminar a leitura e, como referi anteriormente, recorri também ao formato áudio para ouvir aquando não tinha tempo para ler. O livro também era longo, com mais de 500 páginas.

Em conclusão, The Good Daughter é um thriller fabuloso. Estabelecendo aqui uma comparação entre livros independentes, confesso que fiquei ainda mais impressionada com o stand alone Flores Cortadas, ao qual atribuí 5 estrelas no Goodreads, Este será um 4,5 muito redondo. 
Faço votos que The Good Daughter chegue rapidamente a Portugal. Tão negro, gráfico e devastador. Adorei! Deixo-vos o booktrailer.


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Karin Slaughter - A Mulher Oculta [Opinião]


Sinopse: AQUI 

Opinião: Confesso que hesitei um pouco em iniciar a leitura deste livro, afinal de contas, é o 8º da série protagonizada por Will Trent. Ainda que tenha lido previamente o 5º (e tencionava ler a série em inglês), estava algo reticente com um possível hiato na história.
Na minha opinião, ter lido Fallen, a obra que contém a viragem da vida pessoal de Will, amenizou este salto drástico. Neste livro, e não cometo qualquer indiscrição em mencionar este facto já que está explícito na sinopse, Will e Sara mantêm uma relação amorosa. É agora que os fãs da série se questionam sobre o paradeiro de Angie...

Posto esta observação, a única negativa que tenho relativamente à obra, as minhas considerações sobre mais uma história de Slaughter são, como de costume, dotadas de elogios. Adoro a autora e tem um lugar cativo na minha estante! É, decididamente, uma das minhas preferidas e felicito-a pelos seus enredos tão bem arquitectados. A Mulher Oculta não é excepção. Terá sido uma das melhores leituras deste ano!

O que me agrada nas suas obras, já tive oportunidade de referir anteriormente, é o realismo com que a história é dotada. Fascinam-me os vários pormenores forenses das cenas de crime. Há uma evolução na vida profissional de Linton, a par da já mencionada no âmbito pessoal. Ela que colaborava pontualmente com a polícia, passou a pertencer à equipa forense. Também não sei como foi essa ascensão. Fallen não o explicou.

O caso é extremamente interessante e gostei da forma como a trama se estruturou: primeiro sob o ponto de vista da investigação e numa fase posterior, relatando os acontecimentos numa perspectiva da antagonista. Por falar nisso, creio que é pertinente mencionar que a maior surpresa deste livro é, sem dúvida, a vilã. Uma personagem tão bem conhecida (os fãs já a conhecem pela sua toxicidade, uma característica que ela teimou em demonstrar desde os primórdios da série) e cuja maldade parece assumir o seu expoente máximo em A Mulher Oculta.
Ainda que o leitor saiba que a responsável é esta, as várias torções da história e associações desta personagem com outras, faz com que a trama seja deveras interessante. 

Foi uma leitura viciante e apanhou-me despercebida diversas vezes. Não tenho mais argumentos para vos convencer a ler não só A Mulher Oculta como toda a série. Creio que é das melhores do género no mercado.

E o melhor? Parece-me que aquele vilã, fantástica, ainda pode vir a dar cartas na série. A Mulher Oculta, publicado em 2016, é, até à data, o último livro protagonizado pelo Will Trent escrito por Karin Slaughter. A autora nem imagina o sufoco que deixa aos seus leitores: ter que esperar pelo próximo livro da série.
Quanto aos meus pedidos, de cariz mais pessoal, apenas gostaria que a editora atendesse à publicação das obras que medeiam entre Broken - Destroçada e esta. 
E não me canso de referir: - Que livro espectacular! 


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Karin Slaughter - Fallen [Opinião]


Como muitos de vós puderam constatar, o mais recente livro publicado por cá da autora Karin Slaughter, A Mulher Oculta, corresponde ao 8º livro da série protagonizada por Will Trent. Será também pertinente lembrar que o último livro publicado, Broken, é o 4º, colocando-nos a nós, leitores, numa posição algo ingrata. Simplesmente ficámos com um hiato de três livros e um conto (#5 Fallen, #5.5 Snatched, #6 Criminal e #7 Busted). Muito sinceramente, não consigo compreender estas opções editoriais. 
Achei pertinente, antes de enveredar pela mais recente obra publicada, ler o quinto da série (e os outros que faltam). Assim, fui obrigada a optar pela leitura em inglês de Fallen. Começo a lidar com as leituras em inglês com um outro ânimo.

Na minha óptica, agora que terminei a obra, creio que esta história adianta alguns factos importantes para a série doravante. O mais evidente é a vida pessoal do Will Trent que tem uma mudança significativa nesta história. Depois dos acontecimentos referentes a Trent, sinto que nada será como antes, não obstante considerar que a personagem Angie Polaski ainda dará que falar. A relação entre esta e Trent continua a ser marcada por uma toxicidade incomum se tivermos em conta que são um casal e choca-me que haja/tenha havido paixão ou atracção sexual naquelas circunstâncias. Claro que o passado de Will terá sido abonatório. É novamente trazido à baila o assunto da infância de Will e Angie que é bastante angustiante, como se devem recordar, reforçando que aquele jogo de subjugação e manipulação que ela exerce sobre ele já vem desde tenra idade.

Além disso, esta história debruça-se sobre Evelyn Mitchell, a mãe de Faith, uma personagem que tem algum destaque na série por ser parceira de Will. Muito sinceramente não me recordo se esta personagem foi devidamente esmiuçada nos livros anteriores. Até então, a minha ideia sobre ela era muito redutora e foi consolidada com esta história. 

Ao contrário das outras obras de Slaughter em que os crimes são, predominantemente, de cariz sexual, em Fallen este debruça-se sobre o desaparecimento de Evelyn. 
O cenário inicial é aterrador. A história começa quando Faith se dirige à casa da mãe e apercebe-se de que algo está muito errado: a mãe não atende o telemóvel, há uma dedada de sangue na porta da entrada, a filha bebé, Emma, que estava aos cuidados da avó, foi encontrada sozinha no anexo da casa.
A acção do livro é frenética, nunca me aborreceu, quer pelo desenvolvimento do caso, quer pelos avanços nas tramas pessoais de Will/ Angie e Sara Linton e até núcleo familiar de Faith.

À medida que a história evoluía, pensei nas várias hipóteses: Evelyn terá sido assassinada? Ou a reformada capitã da polícia de Atlanta fora raptada? E se sim por que motivos? 
É uma trama que, à semelhança das outras da autora, nos deixa a remoer sobre a história. A violência é explícita e, novamente, fiquei rendida às histórias de Slaughter. O desfecho é surpreendente e nunca me passou pela cabeça a resolução do puzzle que a autora nos apresenta.

Em suma, parece-me bastante audaz passar do 4º livro da série, Broken, para o 8º de imediato. Creio que se perdem muitos pormenores sobre as personagens. 
Considero de facto que esta obra é uma mais valia a fazer a ponte entre as recentes obras publicadas por cá. Não achei que o inglês da obra fosse demasiado exigente e devo dizer que estou rendida à experiência de ouvir o audiobook enquanto leio neste idioma. Facilita a experiência de ler em inglês quando não se tem muita prática, como eu. Um livro que, por razões óbvias não fosse a Karin Slaughter uma das minhas autoras de eleição, recomendo vivamente.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Karin Slaughter - A Mulher Oculta [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: Abril 2017

               Titulo Original: The Kept Woman
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 416
               ISBN: 9788491391203

Sinopse: Maridos e esposas. Mães e filhas. O passado e o futuro.
Os segredos unem-nos e os segredos podem destruí-los.
A autora do famoso Flores cortadas regressa com um eletrizante thriller, muito complexo emocionalmente, e que submergirá o protagonista nas obscuras profundidades de um caso que pode destruí-lo.
A descoberta de um assassinato numa obra abandonada, conduz Will Trent e o Bureau de Investigação da Geórgia a um caso que se torna muito mais perigoso quando o cadáver é identificado como sendo o de um ex-polícia. 
Depois de fazer a autópsia, Sara Linton, a nova forense do GBI e amante de Will, descobre que a grande quantidade de sangue encontrada não pertence à vítima. Decerto, um rasto de sangue que não encaixa na cena do crime, indica que há outra vítima, uma mulher que desapareceu… e, se não a encontrarem rapidamente, morrerá.
A cena do crime pertence ao habitante mais famoso da cidade: um atleta rico, poderoso e politicamente bem relacionado, protegido pelos advogados mais caros dos Estados Unidos, um homem que já se tinha livrado de um caso de violação, apesar dos esforços de Will para o prender. Mas o pior ainda está para vir. As provas ligam o passado turbulento de Will ao caso… e as consequências irão arrasar a sua vida com a força de um tornado, causando estragos a Will e a todos os que estão à sua volta, inclusive aos seus colegas, familiares, amigos e também aos suspeitos que persegue.

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Karin Slaughter - Broken: Destroçada [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Broken, Destroçada é quarto livro da série protagonizada por Will Trent, uma das sagas que mais tenho em consideração. Não obstante dar 5 estrelas aos livros da autora (incluindo o stand alone Flores Cortadas que li no início do ano), considerei que esta obra está um pouco aquém das anteriormente lidas, como Tríptico, Fracturado e Genesis, justificando assim as 4 estrelas atribuídas no Goodreads.

Talvez esta minha percepção tenha a ver com a omissão da participação de personagens tão marcantes quanto Faith e Amanda bem como Angie (em relação a esta, fui vendo, cada vez mais, o seu papel mais diminuto na trama). 
Para compensar a ausência destas figuras, Will e Sara acabam por estreitar a sua interacção e surge Lena, uma personagem com algum destaque na investigação do caso. Sinceramente, não me recordo se esta aparece nas tramas anteriores (julgo que não mas poderei estar enganada) mas há uma dinâmica muito intrigante entre esta e Sara Linton, relação esta que me parece mais bem explicada na série protagonizada pela médica legista. Sim, a série iniciada pela Gótica e que teve entre nós apenas dois livros. Creio que ler essa série é uma mais valia para saber os pormenores sobre a morte de Jeffrey, o marido de Sara, que me parece muito enublada sempre que se menciona a mesma nas tramas de Will Trent.

Pela primeira vez, não tive a sensação que a trama é povoada por personagens intoxicantes. Will pouco fala do seu passado (menciona apenas um aspecto), embora Sara, como já referi, ainda esteja presa aos acontecimentos relativos à morte de Jeffrey. Pessoalmente não considerei nem as vítimas nem sequer o vilão com esta característica tão patente nas tramas de Slaughter. Há uma personagem com um problema de alcoolismo e, na minha opinião, achei as cenas da interacção desta com a parceira, Lena, algo exasperantes. Portanto a parelha da polícia com Will é, à partida, bastante mais frutífera do que com Frank. Ainda sobre as personagens, devo confessar que considerei o perfil do antagonista algo subdesenvolvido.

O caso é, mais uma vez, bastante intrigante. Há uma rapariga (que o leitor pode constatar que é aparentemente normal, logo no prólogo) e que acaba morta num lago. Inicialmente, o caso remete para um suicídio, todavia, numa fase mais tardia, começa-se a perceber que terá sido um homicídio e Lena e Frank prendem o homem que se julga ter sido o responsável. 
Aparenta ser um caso linear mas garanto que é mais intrincado do que parece. Como é habitual, Slaughter conduz-nos aos meandros do mal através de uma incursão, ainda que breve, ao mundo universitário.
Os detalhes de procedimentos forenses são uma constante, agora mais do que nunca, com a participação em pleno da médica Sara Linton. Ainda assim, e pensando no desconforto que senti ao ler as obras da autora, não creio que este seja o que mais me tenha chocado. Há apenas dois homicídios, cujas descrições não foram tão macabras comparando com outras da autora.

Ainda assim, Broken Destroçada é um excelente livro. Sou suspeita, adoro a autora e não lhe consigo apontar muitos defeitos. Mas fiquei satisfeita com o quebra-cabeça que me deixou inquieta no decorrer da leitura e a sensação ao ler a última página de uma obra de Karin Slaughter persiste: quero mais! E espero que para breve!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Karin Slaughter - Broken: Destroçada [Divulgação HarperCollins Iberica]


Data de publicação: Novembro 2016

               Título Original: Broken
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 464
               ISBN: 9788416502738

Sinopse: Quando o agente especial Will Trent chega ao condado de Grant, depara-se com uma esquadra determinada a proteger as inúmeras questões sem resposta, acerca da morte de um detido. Não percebe por que motivo a detetive Lena Adams lhe oculta segredos; não compreende o seu papel na morte do popular chefe da polícia do condado de Grant; também não entende por que motivo a viúva desse homem, a doutora Sara Linton, precisa dele mais do que nunca, para a ajudar a deslindar esse caso. Enquanto a polícia investiga o homicídio de uma mulher jovem encontrada num lago gelado, Trent investiga a própria polícia, pressionando Adams precisamente quando ela está prestes a ceder. Encurralado entre duas mulheres complexas e determinadas, e tentando compreender a desconfiança passional de Linton por Adams, os factos que rodearam a morte do chefe Tolliver, bem como as complexidades dessa cidade insular, Trent vai encarar um caso pejado de segredos explosivos e deparar-se com uma linha muito ténue que, a ser pisada, poderia ser fatal.

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. 

segunda-feira, 21 de março de 2016

Karin Slaughter - Arrancada [Opinião]


Sinopse: Uma bonita jovem caminhava pela rua quando de repente...
Julia Carroll sabe que muitas histórias começam assim. Bela e inteligente, com os seus dezanove anos, recém chegada à universidade, deveria viver despreocupadamente. Mas tem medo. Porque na sua cidade estão a desaparecer raparigas muito jovens. Primeiro foi Beatrice Oliver, uma estudante. Em seguida, Mona Sem Sobrenome, uma jovem sem abrigo. Ambas desaparecidas em plena rua. Ambas sem deixar rasto.
Julia está decidida a averiguar os motivos por trás destes desaparecimentos. E não quer ser a próxima...

Opinião: Arrancada é um pequeno conto, de apenas 73 páginas, que serve de prequela à história de Flores Cortadas. No livro físico, o conto encontra-se nas páginas finais. Eu li em e-book, durante o dia de hoje. Sendo um conto de poucas páginas, lê-se de uma assentada.
Este conto serve, portanto, para contextualizar o leitor dos desaparecimentos e violações de algumas jovens ainda Julia era adolescente e vivia com as irmãs. A história debruça-se precisamente sobre os últimos momentos dela com a família, amigos e pseudo-namorado.
Desde que terminei o livro Flores Cortadas, que estava curiosa em ler mais sobre o universo de Julia Carroll, ainda esta era adolescente e as irmãs, Lydia e Claire eram crianças. 

Por ser uma prequela, creio ser indiferente a ordem da leitura do conto. Como afirmei, li-o depois de Flores Cortadas mas conheço quem tenha optado por ler primeiro e ter disfrutado de ambas as leituras.

Dei apenas 3 estrelas no Goodreads a este livro (arrecadando assim, a pontuação mais baixa que alguma vez dei a uma obra de Karin Slaughter) pelas razões que irei enunciando. Sei perfeitamente que este é um conto, e como tal, há um subdesenvolvimento das personagens a não ser sobre Julia que tem os seus típicos dilemas de adolescente. Sobre as personagens que participam mais activamente em Flores Cortadas, Lydia e Claire, pouco é desenvolvido. Eram ainda umas crianças traquinas.

Estamos perante um cenário de várias raparigas desaparecidas mas é apenas isto. Falta aquela escrita típica de Karin Slaughter que se debruça sobre os detalhes mais mórbidos. E é precisamente esse tom tão negro que aprecio nas histórias de Slaughter.
Por fim, creio que este conto pouco acrescentou à história que não o desaparecimento de Julia. Até o final de Arrancada é dúbio, e, caso o leitor não tenha lido Flores Cortadas, vai instalar a dúvida sobre o que terá acontecido a Julia. Eu, que li antes, sei o que aconteceu à jovem.

Não me querendo alongar mais ainda sobre o conto, este é apenas uma pequena história sobre Julia e a sua família, ainda a tragédia não se tinha abatido sobre eles e eram felizes. Uma trama curta que revela pouco mais que um role de dilemas de uma jovem numa sociedade em que as raparigas adolescentes estão na mira de um violador. Como tal, queria mais. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Karin Slaughter - Flores Cortadas [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei há uns dias a leitura da mais recente obra publicada por cá de Karin Slaughter, desta feita pela Harper Collins, mas ainda hoje penso na história e sinto-me devastada. Se um livro tem este efeito em mim, é porque é qualquer coisa de espectacular.

Flores Cortadas é um stand alone e nada tem a ver com a série de Will Trent e a de Sara Linton. Na minha opinião, a presente obra não consegue destronar as séries mencionadas embora a história tenha um grande impacto tal como as que li outrora da autora, daí ter arrecadado a pontuação máxima no Goodreads, 5 estrelas.

A história assenta sobre o desaparecimento de Julia de 19 anos, há mais de duas décadas. A família destronou-se face a este acontecimento e as irmãs Claire e Lydia seguiram caminhos diferentes. As irmãs reúnem-se após a morte do marido de Claire e as circunstâncias levam a que elas descubram uma verdade aterradora.

O livro está muitíssimo bem escrito, estruturado sob três perspectivas diferentes que vão intercalando: a de Claire, Lydia e umas pequenas cartas do pai delas para a filha que desapareceu. E estes testemunhos são extremamente tristes, emotivos, sentimentos que, de certa forma, contrastam com os sentimentos que a acção desperta. Se há um aspecto em que Karin Slaughter é exímia é na descrição mórbida, tornando grande parte das passagens bastante incómodas e perturbadoras. E foi assim que me senti no decorrer desta leitura, muito incomodada.

Para maior impacto aquando a vossa leitura, vou omitir o tema central da história e que torna o livro angustiante, adiantando apenas que, para mim, é das temáticas mais inconcebíveis. Creio que ainda não lera nada sobre esta, tornando, a meu ver, esta trama original e perturbadora.
Não percebo como é que um ser humano pode ser assim tão horrível. E quando esperamos que a história não assuma proporções piores, eis que acontece uma reviravolta que nos deixa sem chão. Até à última página.

No meu ereader tenho agora a bibliografia completa em inglês da autora. Karin Slaughter é, decididamente, uma das minhas autoras preferidas. Quando acho que nada me consegue chocar, eis que leio uma das suas histórias e termino-as com uma sensação avassaladora.

Há um conto que acompanha este livro, uma espécie de prequela, intitulado Arrancadas, que ainda não li mas faço questão de fazê-lo em breve.

Em suma, Flores Cortadas é um livro chocante e perturbador, ideal para os fãs dos thrillers mais pesados. Ainda que o ano esteja no início, decididamente que Flores Cortadas será dos melhores livros de 2016.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Karin Slaughter - Flores Cortadas [Divulgação Editorial Harper Collins]


Data de publicação: 1 Fevereiro 2016

               Título Original: Pretty Girls
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 560
               ISBN: 9788416502523
         
Sinopse:  Irmãs. Desconhecidas. Sobreviventes. Passaram mais de duas décadas desde que Julia, a irmã mais velha de Claire e de Lydia, desapareceu aos 19 anos, sem deixar rasto. Algum tempo depois, elas deixaram de se falar e seguiram caminhos opostos. Claire tinha-se convertido na esposa decorativa e ociosa de um milionário de Atlanta. Lydia, uma mãe solteira, namorava com um ex-presidiário e esforçava-se por fazer com que o dinheiro chegasse até ao fim do mês. No entanto, nenhuma delas recuperara do horror e da tristeza da tragédia partilhada. 
Uma ferida atroz, que se reabriu cruelmente quando o marido de Claire foi assassinado. O desaparecimento de uma jovem e o assassinato de um homem de meia-idade, separados quase por um quarto de século. Que relação podia haver entre ambos? Depois de alcançar uma trégua precária, as irmãs sobreviventes olharam para o passado em busca da verdade, começaram a desenterrar os segredos que destruíram a sua família, a descobrir uma possibilidade de redenção e vingança onde menos esperavam.Potente, perturbador e absorvente, repleto de personagens inesquecíveis e de reviravoltas assombrosas, "Flores Cortadas" é um thriller magistral, de uma das melhores escritoras de suspense do panorama literário atual. 


quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Karin Slaughter - Génesis [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 14 Setembro 2015 

               Título Original: Undone
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Preço com IVA: 19,99€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898086532

Sinopse: Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.
A caça ao homem já começou.
Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…

Sobre a autora:
Karin Slaughter é uma autora americana de ficção policial, nascida em janeiro de 1971. O seu primeiro thriller, Blindsighted, publicado em 2001, tornou-se um êxito imediato. Desde então, já publicou cerca de vinte títulos, que atingiram consecutivamente o top dos mais vendidos no Reino Unido, nos EUA, na Holanda, na Alemanha, na Irlanda, na Dinamarca e na Austrália.
Karin Slaughter já vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo, e os seu livros são editados em 32 línguas. A Topseller orgulha-se de publicar esta autora consagrada, iniciando-se com Tríptico, o primeiro thriller da série Will Trent.


Imprensa
«Karin Slaughter é uma das melhoras autoras de thrillers da América.» 
The Washington Post 

«Sem dúvida nenhuma uma história bem conseguida, irresistível e complexa, com poder suficiente para pôr toda a gente a querer passar para a página seguinte.» 
The Daily Express 

«Esta obra confirma que Karin está no topo do grupo de escritores que se especializaram na medicina forense e no terror.» 
The Times  

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segunda-feira, 2 de março de 2015

Karin Slaughter - Fraturado [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Esqueci-me por completo de escrever sobre um dos melhores livros que li em 2014 (e espero que, com continuação muito esperada neste ano). Fraturado é o segundo livro protagonizado por Will Trent e, ao contrário de Tríptico, a participação da personagem Angie Polaski é bem mais reduzida no caso abordado da presente obra.

O factor que sobressai Fraturado (e Tríptico) das demais obras do género é, indubitavelmente, a caracterização das personagens. Tanto Angie como Will têm passados muito conturbados e enveredaram pela carreira de investigação. 
Na presente narrativa, a autora esmiuça o passado de Will, confrontando-o com uma outra personagem que o conhece do orfanato. As vivências desse tempo tornam-se mais intensas do que na trama antecessora. A autora intensifica a peculiaridade da personagem com o seu problema de dislexia que, à primeira vista, parece incongruente com o facto de ser um dos melhores investigadores do Georgia Bureau of Investigation.

Dado o papel diminuto da agente Angie, na presente obra, o autor emparelha com uma personagem igualmente misteriosa, Faith, que me despertou alguma curiosidade em saber mais sobre a mesma. Será esta mais desenvolvida nos seguintes volumes da série de Will Trent? Ficará a dúvida e a expectativa.

Não consegui ficar indiferente a alguns aspectos que tornaram esta leitura ávida, e consequentemente, ter classificado esta obra com a classificação máxima do Goodreads, 5 estrelas. 
Um dos aspectos que mais gostei neste livro foi o cenário. Grande parte da história tem lugar numa universidade e são explanadas as relações numa residência ou mesmo no campus, trazendo-me boas recordações de quando eu própria era estudante universitária. Bem, exceptuando, claro, a componente criminal. 
O mote da narrativa é um homicídio levado a cabo por uma mãe em autodefesa depois de ver o cadáver da filha. Mas a autora tira-nos o chão quando nos apercebemos que Abigail Campano cometeu um erro. Quero deixar uma ressalva na forma como a autora brilhantemente descreve este cenário de terror logo nas primeiras páginas. Senti-me desconfortável mas curiosa com o que aí viria.
E de facto, esta é a primeira reviravolta de uma trama vertiginosa e pejada de surpresas.

Além disso, a autora envereda novamente por uma escrita gráfica e sombria, aspectos que me agradam muito. As personagens são, novamente, caracterizadas de forma umbrosa e o crime bastante tétrico em conjugação com a narrativa bastante intrigante, proporcionando uma leitura compulsiva.

E mais, a tradução foi feita novamente pelo fantástico autor português de policiais, Pedro Garcia Rosado!

Em suma, Karin Slaughter é uma autora a manter debaixo de olho! Deixo um apelo à editora para que publique, o mais brevemente possível, o terceiro livro da série de Will Trent, Undone.


sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Karin Slaughter - Fraturado [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 6 Novembro 2014

               Titulo Original: Fractured
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Colecção: Will Trent #2 
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898626844

Sinopse: Abigail Campano chega a casa e entra num cenário de pesadelo. Uma janela partida, uma pegada de sangue na escada e, a visão mais devastadora de todas, a sua filha adolescente morta no chão. Sobre ela está um homem com uma faca ensanguentada na mão. A luta que se segue vai mudar a vida de Abigail para sempre.
Quando a polícia local comete um erro que não só ameaça a investigação mas também coloca em perigo a vida de uma jovem, o caso é entregue ao agente especial Will Trent do Georgia Bureau of Investigation. Will terá como parceira a detetive Faith Mitchell, do Departamento de Polícia de Atlanta, que logo no primeiro encontro lhe mostra que não é a sua maior fã.
Sob o calor implacável do verão de Atlanta, Will e Faith percebem que só trabalhando juntos conseguirão travar o homicida brutal que tem como alvo uma das comunidades mais ricas e privilegiadas da cidade. Antes que seja tarde demais. 

Sobre a autora: Karin Slaughter é uma autora americana de ficção policial, nascida em janeiro de 1971. O seu primeiro thriller, Blindsighted, publicado em 2001, tornou-se um êxito imediato. Desde então, já publicou cerca de vinte títulos, que atingiram consecutivamente o top dos mais vendidos no Reino Unido, nos EUA, na Holanda, na Alemanha, na Irlanda, na Dinamarca e na Austrália.
Karin Slaughter já vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo, e os seu livros são editados em 32 línguas. A Topseller orgulha-se de publicar esta autora consagrada, iniciando-se com Tríptico, o primeiro thriller da série Will Trent. Chega agora às livrarias o segundo volume da série, intitulado Fraturado.


Anteriormente publicado
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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Karin Slaughter - Tríptico [Opinião]




Sinopse: AQUI

Opinião: Há uns bons anos li, publicados pela Gótica, dois livros que me marcaram profundamente: Morte Cega e Um Muro de Silêncio. Desde então que lamentava o facto de não encontrar mais nenhuma obra de Karin Slaughter publicada no nosso país (atente-se bem o apelido da senhora que significa chacina em português). 
Assim, foi com muito entusiasmo que tive conhecimento da publicação de Tríptico por parte da TopSeller, o primeiro livro protagonizado por Will Trent. 

Não há adjectivos suficientes que façam jus a este Tríptico, um excepcional thriller, diria até um dos melhores que li este ano. 
Tendo lido já alguns livros do género, identifico uma fórmula que resulta muito bem em policiais e thrillers: o efeito surpresa na descoberta da identidade do vilão. Em Tríptico, esta informação é desvendada precocemente. As reviravoltas essas, debruçam-se noutros planos da história. O que mais cativa nesta obra, é sem duvida a forma como a autora construiu as personagens.
Finda a leitura, para mim, Tríptico (o quadro composto por três pinturas) acaba por constituir uma metáfora da história. Uma trama dividida em três partes, sob o ponto de vista de três investigadores: Michael Ormewood, Will Trent e Angie Polaski. Cada personagem tem a sua história pessoal que interligadas, dão origem a uma história conjunta, complexa e de contornos poucos evidentes.

Como referi, o livro estrutura-se em três partes: a primeira em que o leitor conhece Michael Ormewood, um polícia ex-militar, casado e com um filho deficiente. Quando é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira. Slaughter não se poupa a pormenores macabros e esmera-se na violência e mutilação. 
Estão, desta forma, lançados os dados para o início de uma sórdida investigação. Tudo indica que o enredo irá seguir um rumo comum quando somos apresentados a Jonathan Shelley, um homem recém-libertado da prisão após cumprir uma pena de vinte anos por ter morto uma adolescente, nos anos 80. Eis que a segunda parte se dedica a esta personagem sem que o leitor se aperceba como é que a ligação entre a actualidade é feita com estas analepses. As pistas sucedem-se, embora Slaughter as dissimule. Só farão sentido quando o leitor comece a relacioná-las, na terceira parte.

Dado que a identificação do vilão não constituiu surpresa, a meu ver, o que tornou Tríptico tão fascinante foi sem dúvida, acompanhar os contornos do crime, descritos com a maior precisão e grafismo quanto possíveis. Tão importante quanto a acção, é, sem dúvida como referi anteriormente, o desenvolvimento psicológico e emocional das personagens, sendo notório que o contexto da trama está directamente ligado à intimidade das mesmas. Todos os intervenientes acabam por revelar um lado sombrio ou um trauma que condiciona os seus carácteres. 

Uma outra particularidade que gostei no livro foi a sensação de mau presságio que se fez sentir no decorrer da sua leitura. Senti-me tensa constantemente. O ambiente é obscuro, as descrições verossímeis e as marcas psicológicas facilmente transponíveis para o leitor em muito contribuíram para este estado de espírito, tendo desencadeado uma leitura compulsiva. 

Como ponto final, remato com o facto da tradução ter sido feita por aquele que é o meu autor preferido em matéria de literatura policial portuguesa, Pedro Garcia Rosado.
A TopSeller revela que em 2014 será publicado o segundo volume da saga, Fraturado. Estou ansiosa! Sem dúvida, classificação de cinco estrelas!

Para mais informações sobre o livro Tríptico, clique aqui.


sábado, 19 de outubro de 2013

Karin Slaughter - Tríptico [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de Publicação: 7 Novembro 2013

               Título Original: Triptych 
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898626288

Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores.
Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.
Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. A sequela, Um Mundo de Silêncio, foi o segundo e o último livro traduzido por cá da autora, tendo como protagonista Sara Linton. 
Em 2013 é finalmente publicado um novo livro de Slaughter, o primeiro da saga de Will Trent.