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quinta-feira, 10 de abril de 2014

Veronica Roth - Convergente [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Terminei a trilogia Divergente de Veronica Roth e fico com um gosto agridoce. Se por um lado ansiava em ler o final da série, por outro vou ter saudades desta sociedade dividida em facções. Confesso que inicialmente estabeleci algumas comparações com outras distopias que li, no entanto, esta série evoluiu para algo de muito diferente, com muitas revelações e surpresas. 

Antes de começar a leitura de Convergente, devo dizer que tive o prazer de ver a adaptação cinematográfica do primeiro livro. E gostei imenso. Além de ter considerado muito fiel à obra, é daqueles filmes que estão tão bons quanto o próprio livro. E note-se que, geralmente, considero o livro bem melhor do que as adaptações em filme.

Antes de mais, o título: Convergente. Não se relaciona com o título original, Allegiant. É uma palavra que penso não ter tradução, contudo, no decorrer desta leitura apercebi-me que a história converge, de facto, para um propósito.

Achei curioso a forma como está escrito Convergente, distanciando-se dos outros livros antecessores. A narrativa alterna entre o ponto de vista de Tris e o de Tobias, e pela primeira vez, o leitor atenta as observações do personagem masculino que tem tanto destaque quanto Tris. E penso que este prisma de narração acaba com qualquer expectativa sobre a mesma série reescrita pelo protagonista masculino, como já ouvi falar noutras trilogias.
Constatei que este volume é algo mais moroso mas também, a meu ver, mais fascinante. Isto porque se debruça sobre uma área que aprecio: a engenharia genética, e como tal a autora despende algum tempo em formulações da genética para explicar os carácteres das facções e em especial, dos divergentes. 
Continua a haver mortes, um ingrediente que, como podem depreender, é do meu agrado.

Outro ingrediente que gostei, e já referi anteriormente, é a relação de Tris com Tobias. Por isso, não me vou alongar sobre considerações sobre os actos das personagens e as consequências que acarretam para a relação. Mas gostei de conhecer a personagem Nita e como ela poderia ser uma ameaça no relacionamento.

Visto que Convergente é o livro final, são explicados muitas das pontas soltas que foram sendo deixadas em Divergente e Insurgente. É o culminar de muitas situações, associando algumas situações que não esperava de todo. O que, curiosamente, não ocorreu com o desfecho. Esse controverso desfecho. Confesso que não me chocou e até já tinha equacionado tal final. Apraz-me congratular a audácia da autora por ter enveredado por esta história pois é certo que poderia ter levado outro rumo que desencadeasse outras reacções por parte dos leitores. 

Em suma, finda a leitura esta trilogia, fez-me perceber a razão porque me fascina tanto o género da distopia. Para constatar o pior cenário para manter uma ordem no mundo que é, como temos constatado ao longo da História, por vezes utópica. Uma trilogia que reúne ingredientes tão fascinantes como a intriga, acção, o instinto de sobrevivência e acima de tudo, como em cenários tão caóticos e consequente, propícios à desconfiança pode ocorrer uma história de amor.
Apesar de rotulado como juvenil, é uma trilogia que acredito ser apreciada por um público adulto. E por último, uma série que, futuramente, considero reler.


sexta-feira, 28 de março de 2014

Veronica Roth - Insurgente [Opinião]


Sinopse: A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

Opinião: Após ter lido Divergente fiquei curiosa com esta trilogia distópica. Insurgente é o segundo volume e li-o tão avidamente quanto o primeiro. Aquando li Divergente, não consegui deixar de estabelecer comparações com a afamada trilogia Jogos de Fome, sensação que desvaneceu neste segundo volume. Ainda que não tenha lido muitas distopias, que achei este livro extremamente original.

O leitor não perde pitada da acção pois Insurgente inicia-se no preciso momento em que termina o livro antecessor. Este tinha deixado muitas questões em aberto, e terminado Insurgente, continuo com a mesma sensação. Fico ainda mais curiosa com a leitura do livro que encerra esta trilogia, Convergente, publicado na semana passada em Portugal.

Se Divergente funcionou como uma apresentação sobre as facções e suas ideologias, em Insurgente são reveladas as verdadeiras motivações das mesmas e o leitor apercebe-se que é iminente um conflito politico-ideológico. E a trama basicamente oscila muito entre algumas revelações desencadeando conflitos e traições, imperando um poderoso sentimento de sobrevivência. 

Não tenho a adiantar muito mais das personagens, que são familiares pois o leitor esteve em contacto com as mesmas no livro antecessor. Se outrora achei que Beatrice ou Tris era a protagonista, agora considero Tobias ou Quatro, tão importante quanto a personagem feminina. 
Houve alturas em que as atitudes de Tris mexeram comigo e algumas decisões suas não achei consistentes. Tal facto contribuiu para um maior dramatismo por parte de Tris. E isso foi tão intenso que, finda a leitura, acho que passei a gostar mais da personagem. E há que pensar que atitudes contraditórias reforçam o ser Divergente, que é afinal de contas, a essência da personagem feminina. 
Gostei de ver o aprofundamento da sua relação com Tobias. 

Com este volume, verifica-se novamente que a realidade distópica concebida por Roth é extremamente imprevisível. Além disso bastante sólida. Apesar da trilogia ter como publico alvo o juvenil, creio que os adultos também são fãs. Até porque Insurgente promete capítulos muitos intensos, pautados por muitas tragédias e mortes. Bem, para quem adora estes ingredientes, como eu, este é o livro indicado! Não hesito em começar Convergente já, já!

Para quem aprecia este género, não deixo de recomendar a leitura desta trilogia. Curiosa que sou, irei no próximo dia 1 à ante-estreia do filme baseado em Divergente. Por falar no primeiro livro da saga, este foi reeditado com a capa alusiva ao filme:

E por falar no filme. Se ainda não viram, convido-vos a espreitar o trailer e ficarem tão curiosos quanto eu:


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quarta-feira, 12 de março de 2014

Veronica Roth - Convergente [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 21 Março 2014

               Titulo Original: Allegiant
               Tradução: Alcinda Martinho
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 416

Nunca a data de publicação de um livro motivou tantos leitores a contactarem a Porto Editora. Finalmente, é oficial: Convergente, o último livro da trilogia Divergente, de Veronica Roth, é publicado em Portugal a 21 de março. 
Este livro sucede a Divergente e Insurgente, obras que garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um sucesso à escala global e muitos fãs em Portugal. 

As aventuras desta saga desenrolam-se em cenário futurista, verosímil e sem figuras sobrenaturais. Figuraram em várias listas de melhores do ano – Amazon, Publishers Weekly, Goodreads, Barnes & Nobles – e chegaram a número um do top do The New York Times. 
Convergente chega às livrarias poucos dias antes de estrear nos cinemas portugueses, a 3 de abril, o filme Divergente, produzido pela Summit Entertainment/Lionsgate, estúdio conhecido pela saga Crepúsculo.

Sinopse: A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. 
Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.

Sobre o autor: Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida. 
Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.

Anteriormente publicados
OPINIÃO












terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Veronica Roth - Divergente [Opinião]


Sinopse: Na Chicago distópica de Beatrice Prior, a sociedade está dividida em cinco fações, cada uma delas destinada a cultivar uma virtude específica: Cândidos (a sinceridade), Abnegados (o altruísmo), Intrépidos (a coragem), Cordiais (a amizade) e Eruditos (a inteligência). Numa cerimónia anual, todos os jovens de 16 anos devem decidir a fação a que irão pertencer para o resto das suas vidas. Para Beatrice, a escolha é entre ficar com a sua família... e ser quem realmente é. A sua decisão irá surpreender todos, inclusive a própria jovem.
Durante o competitivo processo de iniciação que se segue, Beatrice decide mudar o nome para Tris e procura descobrir quem são os seus verdadeiros amigos, ao mesmo tempo que se enamora por um rapaz misterioso, que umas vezes a fascina e outras a enfurece. No entanto, Tris também tem um segredo, que nunca contou a ninguém porque poderia colocar a sua vida em perigo. Quando descobre um conflito que ameaça devastar a aparentemente perfeita sociedade em que vive, percebe que o seu segredo pode ser a chave para salvar aqueles que ama... ou acabar por destruí-la

Opinião: Devido à minha recente curiosidade pelo género do Fantástico, mais concretamente as distopias, aquele que é o blogue que sigo para me inteirar mais sobre o género, fez-me uma surpresa. A Sofia Teixeira do blogue Morrighan ofereceu-me este livro, já há uns meses, e deixei-o para agora que estava mais cansada dos meus policiais. Foi uma excelente leitura! Ainda sou muito verdinha neste tipo de literatura mas tenho vindo a fascinar-me a cada dia que passa e já tenho mais alguns na estante para ler mais tarde.

Divergente é um livro mais juvenil, de rápida leitura. Assim, não tive reservas em recomendar este livro aos meus alunos na escola.
Mesmo não tendo lido a célebre trilogia de Suzanne Collins, tendo apenas visto as adaptações cinematográficas, atrevo-me a dizer que Divergente é algo semelhante aos Jogos de Fome, que tenciono ler em breve.
Aparentemente as distopias (não que tenha grande experiência, apenas li Destinos Interrompidos), apresentam na sua essência graves regras de subsistência numa sociedade futurista, focando-se essencialmente na sobrevivência. Divergente não foge à regra.
Em particular no presente livro, existe um conceito interessante: desde cedo que os jovens têm que definir a sua principal característica, e assim inserirem-se numa das cinco facções. Percebe-se o porquê do nome Divergente, uma ideia que acaba por ser coerente com a própria adolescência. O que a mim me pareceu ser uma medida arrojada foi a forma algo tão simples como a decisão de facção pode significar um afastamento da família, praticamente total.

A heroína da história é Beatrice Prior, posteriormente chamada de Tris. O livro está narrado na primeira pessoa, sob o seu ponto de vista. A jovem submete-se aos testes pois não tem uma inclinação sobre a facção a que irá pertencer. Gostei do conceito dos testes de iniciação, em que os jovens são desafiados física, emocional e mentalmente, alguns dos desafios com terríveis consequências. Estes rituais públicos e extremamente competitivos de ordenação, por se regerem principalmente em batalhas entre facções, afunilaram as coincidências com os já referidos Jogos de Fome já que os confrontos físicos se davam também em praça pública e com o intuito da sobrevivência. Um pouco violento, portanto, mas nada a que o meu leitor não esteja habituado (na literatura policial há bem mais chocante).
Ainda sobre Tris, penso que o aspecto mais notório é a forma como a personagem evolui face às provações, representando na sua maioria, grandes situações de perigo e incerteza.

As personagens, apesar de na sua grande maioria serem ainda adolescentes, são profundas, maduras e resistentes. Afinal de contas, na sociedade de hoje tal como a conhecemos, acharíamos muito improvável um adolescente ser submetido a tantas provas tão desgastantes como as que são contempladas em Divergente. Apesar da tenra idade, são também mais fortes a nível emocional, divergindo dos demais adolescentes que se centram em si próprios. Uma sociedade diferente...
Contudo, são estes mesmos testes que determinam os verdadeiros amigos da protagonista. A traição está tão perto de si. Ainda que futurista, as intrigas e os conflitos estão lá bem como uma doce e subtil história de amor.

A acção desenvolve-se num ritmo bastante célere, pelo que Divergente constitui um livro de rápida leitura. Acompanhado de alguns acontecimentos improváveis, reviravoltas e muitas emoções fortes, manteve-me na expectativa até ao final. O conceito das facções é, sem dúvida, é interessante e relativamente inovador. Congratulo a autora Veronica Roth por tamanha imaginação nos vários pormenores, um deles o ambiente além da cidade de Chicago dividida em facções. Quem não consegue optar por nenhuma delas, também tem um destino marcado.
Diferente do que costumo ler, fiquei muito curiosa com o desenvolvimento da história, tanto que já tenho o segundo volume na estante, Insurgente, para ler em breve.