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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Peter Brooklyn - Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: Há uns tempos, fui contactada pelo autor, Denis, que escreve sob o pseudónimo de Peter Brooklyn com uma finalidade: a de ler a sua obra de estreia, Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém. Devo agradecer, desde já, ao autor pela sua disponibilidade, pedir desculpa pelo atraso na leitura e, por conseguinte, na escrita da recensão crítica desta obra.

Sob uma capa apelativa, a história recai sobre dois homicídios, nas regiões de Lisboa e Porto. O autor disserta sobre os variados aspectos do nosso país, como a gastronomia ou elementos arquitectónicos o que, para uma apaixonada pelo nosso país como eu, é um verdadeiro deleite. Não obstante ter em mente que este é um livro policial e estes elementos intrínsecos à cultura portuguesa acabam por, de certa forma, se sobrepor à investigação criminal.
Teria apreciado caso o autor tivesse investido mais na investigação, sem dúvida. 
Um outro ponto que apreciei foi a forma estranhamente familiar que estão subjacentes nos homicídios. 

Falando sobre estes, os crimes, denotei uma certa elegância no trato das descrições dos mesmos, o que, de certa maneira, me remeteu para a escola clássica do policial. Não há uma componente forense envolvida (o que teria sido, certamente, muito interessante) e o inspector Pereira acaba por deslindar os casos, por alguns interrogatórios que careciam, a meu ver, maior aprofundamento.

Esta é uma trama célere. O livro é pequeno, nem ascende às 200 páginas (e a fonte da letra é grande), por isso é um caso de investigação bastante leve que, provavelmente, teria um maior impacto caso tivesse sido mais esmiuçada.

Gostei do detective Pereira, fã fervoroso de Fernando Pessoa (e como foi, para mim, tão agradável ler sobre o nosso poeta e seus heterónimos). Agradou-me muito o nível de cultura por parte do protagonista.

Portanto, e posto isto, nota-se que o autor eleva os aspectos tão típicos do nosso país e friso, uma vez mais, que valorizei os mesmos na história. No entanto, creio que a componente policial está francamente subdesenvolvida. E era isso que eu ansiava, até porque a capa assim mo prometeu.

É o primeiro trabalho do autor e gostaria que esta opinião funcionasse como uma crítica construtiva e desse mais alento a continuar a escrever e a partilhar mais casos do Pereira. Confesso que aguardava uma trama que abordasse um grotesco crime à portuguesa. Ao invés, deparei-me com um roteiro do melhor que existe em Portugal.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Peter Brooklyn - Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém [Divulgação]


Data de publicação: Junho 2017

               Título Original: Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 176
               ISBN: 9789897022906

Sinopse: Norte e Sul de Portugal. Dois homicídios. Os vícios do mundo do futebol e dos dirigentes desportivos, a corrupção política, o submundo da comunidade homossexual bar lisboeta, as práticas sadomasoquistas, são os ingredientes principais deste romance policial empolgante e polémico.
O inspector Pereira investiga um duplo homicídio: o arquitecto Coentro, número dois da Câmara da Marginal, é assassinado na véspera dum julgamento em que devia testemunhar sobre negócios de corrupção; o venerado presidente do Futebol Clube do Norte, José Castro, é encontrado morto no parque dum luxuoso bordel portuense. Mera coincidência ou estarão os dois crimes relacionados? O mistério aumenta à medida que novos suspeitos vão surgindo.
Deprimido pela chuva incessante e pela profunda crise que assola o País, o inspector Pereira tem de se apresentar no auge de todas as suas faculdades para resolver estes mediáticos homicídios. Pereira deverá proceder cautelosamente para encontrar os responsáveis pelos dois crimes.

Sobre o autor: Peter Brooklyn, casado com uma portuguesa, viveu cerca de 20 anos em Lisboa. Hoje, reside e trabalha em Nova Iorque. Entre Mortos e Feridos Não Escapa Ninguém é a primeira investigação do inspector Pereira a ser publicada em Portugal. O inspector, polícia culto, estudioso de Fernando Pessoa, é um apreciador de mulheres maduras e altas e da boa gastronomia portuguesa. Pereira não dispensa a colaboração de Godinho, veterano bon vivant e bem relacionado, e de Moreira, uma jovem polícia com forte temperamento.