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domingo, 22 de maio de 2016

Dia do Autor Português

Parece que hoje, dia 22 de Maio, se celebra o Dia do Autor Português. Confesso que é uma grande falha minha ler obras de autores nacionais, todavia, não quero deixar de salientar alguns que, através das suas histórias, se tornaram inesquecíveis. Admito ainda, com bastante vergonha, que ainda não li um dos autores mais emblemáticos português no género Policial, Francisco José Viegas. Quero muito adquirir alguns títulos dele na Feira do Livro de Lisboa.


Pedro Garcia Rosado dispensa apresentações. É autor de três trilogias: O Estado do Crime (Bertrand), Não Matarás (ASA) e As Investigações de Gabriel Ponte (TopSeller), estas últimas já as li e gostei imenso. Guardo O Estado do Crime pois temo não ter mais livros para ler dele. Não é estranho? Também ainda não li A Guerra de Gil, livro ofertado pelo próprio Pedro numa Feira do Livro de Lisboa, há dois anos, num evento em que participei. Podem ler aqui as minhas opiniões sobre os livros supra referidos.


Nutro um grande carinho pelo autor Nuno Nepomuceno e sinto-me grata por ter participado na apresentação dos seus livros. Por estas razões, a trilogia Freelancer tem um lugar cativo na minha estante. O Espião Português é, provavelmente, o único livro que tenho em duplicado na prateleira. 
Os livros do Nuno despertaram o meu interesse até então ao mundo desconhecido dos livros de Espionagem. Aqui se encontram os meus pareceres sobre a trilogia. 

 

L. Ville e Ela Cantava Fados de Fernando Sobral foram policiais bastante interessantes que espelham com realismo a cultura portuguesa. Apesar de os ter lido há algum tempo, ainda me recordo de ter andado pelas ruas de Lisboa, sem sair de casa, a investigar sobre a morte da fadista. Estas foram as minhas opiniões sobre as obras.


O Bruno Franco é também um outro promissor autor de policiais. Sinto um grande carinho por ele e pela história de Contagem Decrescente. Ainda não li O Novo Membro mas não há de tardar. Tenho vindo a adiar a sua leitura pois na obra que li, é-nos desvendado muito sobre o livro antecessor. 
A minha opinião? Está aqui.

 

Na minha estante também vivem os livros do Vasco Ricardo. O autor, que é também blogger no blog Viajar Pela Leitura, escreveu A Trama da Estrela e O Diplomata, livros que estimo com muito carinho e que me proporcionaram boas leituras. Estas foram as minhas opiniões dos mesmos. 

 

Nunca me irei esquecer do Justino, o protagonista de O Filho de Ninguém da autora Olívia Darko, pseudónimo de Débora Afonso. Recordo-me da tarde em que passei a ler este livro e do impacto aterrador que caracterizou o desfecho. É uma autora promissora e, pessoalmente, gostaria que tivesse mais obras. Sou sua fã! Saibam aqui porquê.

 

No início do ano passado, recebi um email de uma autora que escreveu um thriller e gostaria de ser lida pela Menina dos Policiais. Rose foi o primeiro livro de Patrícia Silva e os seus contornos sombrios bem como o cenário claustrofóbico foram os pontos fortes de uma leitura plazerosa e cujos detalhes podem ser lidos neste link.


O Baloiço Vazio de Carla Lima conta uma história com contornos obsessivos e que li num abrir e fechar de olhos. Convosco, as minhas considerações sobre esta obra.

Neste dia do Autor Português, agradeço-vos por me terem proporcionado bons momentos literários!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Vasco Ricardo - O Diplomata [Opinião]


Depois de ter lido A Trama da Estrela, foi com bastantes expectativas que aguardei este Diplomata do escritor Vasco Ricardo. Desde já agradeço a sua disponibilidade em ofertar este exemplar que li praticamente num dia.

Num registo completamente diferente do seu romance de estreia, o Diplomata é um poderoso thriller que se debruça sobre a temática de conspiração. Já assumi publicamente que este não é o meu tema preferido, mas a forma como Vasco Ricardo o expõe é deveras empolgante, daí a ávida leitura.

A estrutura do livro é extremamente envolvente e regista-se sob a forma de duas narrativas, que inicialmente aparentam ser independentes. Por um lado a vida de Gabriel, um diplomata oriundo dos Estados Unidos, extremamente profissional e dedicado a questões políticas mas ao mesmo tempo um pai e marido extremoso. Ele tem uma faceta desconhecida, a de matar homens. Mas a escolha dos assassínios não é aleatória e os motivos desta, desvendados à medida que a história se desenvolve, tornam a narrativa particularmente interessante.
Por outro lado, a negrito e narrado na primeira pessoa, retratos de uma infância cruel, numa aldeia regida pela ditadura e onde escasseiam alimentos, água e conforto, condicionando toda uma vida em sociedade que, felizmente, é uma realidade desconhecida para nós.

Existe claramente uma notória evolução entre a Trama da Estrela e este Diplomata. Ou talvez seja o meu gosto pessoal, que se inclina para este tipo de livros. Em particular, este agradou-me muito não só pela história e a temática que aborda como os flashbacks a negrito, que achei extremamente emocionantes e realistas.
Uma coisa é certa: o autor é extremamente versátil. A Trama da Estrela é narrada com uma escrita mais juvenil, uma imposição das personagens que, passo a relembrar, eram adolescentes. O Diplomata é munido de uma escrita mais madura, até porque o protagonista é um personagem bem mais complexo do que os jovens Dana, Rohan e Mark.
Não obstante, a Trama da Estrela que diria estar destinada a qualquer público, pelas razões anteriormente apresentadas, O Diplomata sugere um público alvo: os apreciadores de thriller e policial.

Porque está provado que a ficção nacional está ao nível em termos de qualidade dos policiais estrangeiros, esta é a minha sugestão: O Diplomata. Emocione-se com uma dura infância no meio da censura e com o fortíssimo poder da vingança, um dos sentimentos mais intensos que o ser humano experiencia. Felicito o autor Vasco Ricardo pelo seu dom da escrita que se traduziu num momento de leitura extremamente plazeroso.
Aguardo com muitas expectativas pela terceira obra do autor. Gostei muito!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Divulgação de autor: Vasco Ricardo - O Diplomata


Depois do sucesso de "A Trama da Estrela", Vasco Ricardo apresenta-nos mais um thriller, com todos os ingredientes que um bom thriller deve ter! O tão esperado: "O Diplomata"

Sinopse: Gabriel é um político norte-americano de topo que possui uma família perfeita e uma reputação imaculada. Contudo, por detrás da sua figura exemplar, um outro homem emerge. Violento, frio e calculista, Gabriel parte em busca de algo e não parará enquanto não for bem-sucedido.

"...E quando já ninguém chorava, dei por mim a verter lágrimas que cheiravam e sabiam a sangue..."


O autor irá apresentar o seu novo thriller já no próximo dia 6.


Podem ver o booktrailer aqui.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Vasco Ricardo - A Trama da Estrela [Opinião]

Vasco Ricardo é o mais recente promissor autor lusófono de thrillers (venham mais daí!), tendo publicado o seu livro de estreia na também recente editora Pastelaria Studios.
Antes de tecer algumas considerações sobre a obra, agradeço ao autor, a sua disponibilidade no envio deste livro que proporcionou um agradável momento de leitura.

O livro compreende duas subtramas num contexto futurista (ano de 2014): uma referente a um grupo organizado, denominado ENDIVADAL que planeia e executa actos terroristas por diversas cidades europeias. A outra respeitante a um grupo de três jovens de diferentes nacionalidades: Dana, inglesa; Rohan, indiano e Mark, alemão. Desde logo estas duas subtramas suscitam no autor a dúvida de como poderão estar correlacionadas.

Sendo duas tramas, aparentemente sem ligação e de cariz diferente, denota-se imediatamente a versatilidade da escrita do autor. Desde os informais e até divertidos diálogos dos adolescentes na internet (muito mordaz a alusão à cantora Rita RedShoes) até aos equacionados planos da organização, que despertam tensão e suspense. Penso que há um equilíbrio nas duas tramas, que permite ao leitor descomprimir e, dado que os capítulos são pequenos, num súbito instante indignar-se.
Achei aprimorada a descrição dos cenários das várias cidades europeias faz com que o leitor viaje até às mesmas, uma sensação nem sempre conseguida quando as tramas se passam em países estrangeiros.
As subtramas desenvolvem-se paralelamente, de forma a que acompanhemos detalhadamente o planeamento/execução das acções da ENDIVADAL, sem que inicialmente se conheçam as motivações e por outro lado conheçamos os protagonistas.

Assim há por parte de Vasco Ricardo, uma escrita fluída, sem registos de violência explicita e até bastante ligeira e mordaz, o que direcciona o livro para um sem número de público. Penso que os mais jovens reconhecerão e identificar-se-ão com os adolescentes da trama, o restante publico respeitará a audácia dos investigadores.
São estas as personagens que são mais empáticas com o leitor: a curiosidade pelos vários atentados e o debate num chat da internet sobre os mesmos, gera uma forte relação entre eles que faz-nos lembrar o quão forte é o poder da amizade sem que obedeça a qualquer fronteira geográfica.
As passagens sobre os vários atentados estão muitíssimo bem conseguidas, são tensas e a cada acto está associado um simbolismo que o autor, faz questão de relacionar coerentemente no final, de forma a que o leitor fique simplesmente incrédulo.
E no fim percebo o porquê do título e o quão este assenta na história que terminei de ler.

O aspecto menos positivo que gostaria de comentar, intrínseco à edição do livro, é o seguinte: pessoalmente achei que o espaço entre linhas é muito reduzido, o que pode tornar a leitura um pouco cansativa.

Em suma, A Trama da Estrela é um bom livro de estreia. Junta em doses harmoniosas o humor, a acção, a aventura, a tensão e o suspense, sendo um livro que pode ser lido por um público de qualquer idade. Se gosta de teorias da conspiração este é o livro que recomendo. Gostei e aguardo com interesse a segunda obra do autor!

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Divulgação Pastelaria Studios Editora: Vasco Ricardo - A Trama da Estrela

Sinopse: Enquanto uma negra conspiração se vai expandindo por algumas cidades europeias, três adolescentes divertem-se, navegando pela Internet, tentando decifrar mistérios e crimes até então irresolúveis.
Dana, Mark e Rohan são provenientes de nações distintas mas os seus interesses e suas motivações convergem. À medida que uma onda de crimes vai assolando o território do velho continente, os jovens vão interagindo através das comuns salas de chat, falando sobre um infindável número de temas.
O percurso das suas vidas toma, porém, um rumo diferente, acompanhado de estranhos acontecimentos que podem mudar os seus destinos.
Paralelamente, uma sociedade secreta, cujos elementos parecem tão competentes quanto obstinados, move-se de forma obscura e sanguinária, onde todos os seus passos são criteriosamente preparados, na tentativa de alcançar um marco até então inatingível.