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sábado, 15 de agosto de 2020

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Bambi [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Bambi é o terceiro livro da série protagonizada por Zack Herry, uma personagem atípica na medida em que a sua actividade profissional de polícia não se coaduna com o seu problema de toxicodependência. Porém na presente trama, Zack parece estar mais orientado devido ao relacionamento com Mera, que se torna mais sólido na noite do Midsommar, altura em que, numa ilha do arquipélago sueco, alguns adolescentes se automutilam ou ferem os seus amigos, acabando por morrer em circunstâncias bastante suspeitas.

Numa fase inicial fiquei muito confusa com o comportamento destes jovens que, aparentemente do nada, se tornam muito violentos. As lesões infligidas são de uma brutalidade que não consegui ficar indiferente aos actos dos adolescentes ao mesmo tempo que me sentia intrigada sobre o que teria despoletado tamanha agressividade numa época tão alegre e importante para a comunidade sueca como o Midsommar.

Se a trama do livro antecessor, Leão, é pautada pela perda de uma personagem carismática, este elemento de cariz mais dramático volta a acontecer no presente título e confesso que me senti desolada nesta passagem, um sentimento mais intenso pelo que atrever-me-ei a dizer que esta narrativa mexeu mais comigo. Não obstante considerar que o caso em Leão, por envolver crianças, chocou-me mais do que este, cujas vítimas são adolescentes.
Começo a ter mais empatia pelo protagonista, Zack, e na presente história surgem algumas revelações sobre o passado deste, pelo que anseio ler os próximos volumes da série não só pela curiosidade no novo caso criminal inspirado nos mitos gregos como também pelo interesse sobre o desenvolvimento da personagem.
 
Como referi anteriormente em recensões críticas dos livros desta dupla de autores, as tramas assentam sobre o universo dos 12 trabalhos de Hércules. No que concerne ao presente título, confesso que não estava familiarizada com a Corça de Cerineia e, a meu ver, após uma pesquisa sobre o mito grego, creio que a trama se torna particularmente interessante se pensarmos na metáfora que estabelece uma analogia entre o ritmo frenético dos actos dos jovens e a velocidade da corça tal como é descrita na afamada lenda.
Frenético também é o ritmo de leitura, cada capítulo é instigante e Bambi proporcionou uma rápida e entusiasmante leitura, como tanto valorizo. Gostei, sobretudo, da forma como fui surpreendida quando me apercebi sobre o que simbolizava o Bambi. Devo ressalvar, claro, depois da provação a que Zack é submetido nesta obra, não há como evitar que ele se instale na minha retina.

Em suma, esta série está a mostrar superar-se a cada livro publicado e, acreditem, leria o próximo título já de seguida se estivesse editado. Assim sendo, resta-me aguardar pacientemente por mais uma obra escrita por esta dupla sueca. A avaliar pelos três primeiros livros, a saga inspirada nos mitos gregos poderá, muito bem, tornar-se tão carismática quanto a série protagonizada por Harry Hole.


segunda-feira, 6 de julho de 2020

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Leão [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que a obra em apreço residia na minha estante desde o ano passado, altura em que, por motivos vários, dei por mim a dar menos importância aos livros. Shame on me!
Acabei de me aperceber que já foi há mais de dois anos que li Zack, a obra que inicia esta nova série da autoria de Mons Kallentoft e Markus Lutteman e a verdade é nunca olvidei aquele protagonista tão atípico, com os seus problemas ligados à toxicodependência mas que, ainda assim, tenta não comprometer o seu profissionalismo.

Recordo-me de ter gostado bastante da primeira obra porém considero este título superior. Talvez esta minha percepção se prenda no facto de a narrativa se centrar em crimes cujas vítimas são crianças, o que, pessoalmente, me impressiona, assim como me impressionou também a invulgar caracterização do antagonista.
A história começa com uma breve contextualização: Zack continua a ter alguns problemas com drogas e, apesar de pertencer às forças policiais, ele conhece, por experiência própria, o submundo ligado ao tráfico e consumo de substâncias ilícitas.

Estranhamente e à semelhança do que me sucedeu com o primeiro livro, não senti uma afinidade imediata com a trama. Só a partir do momento em que surge um cadáver mutilado de uma criança, como se tivesse sido submetido a um ataque de um felino, é que a trama me prendeu. Esta adensa-se quando a polícia recebe um vídeo, de um menino, numa jaula juntamente com o seu raptor, caracterizado como um leão e ainda um relógio em contagem decrescente.

Achei verdadeiramente original a premissa da narrativa: devo dizer que já li inúmeros thrillers mas não me recordo de nenhum com um raptor que apresentásse um comportamento tão invulgar, como se de um animal selvagem se tratasse. Saliento ainda que esta série se intitula "Hercules" e pelo que me apercebi a principal fonte de inspiração para a caracterização deste antagonista, bem como a sua metodologia, terá sido a mitologia grega, designadamente o primeiro trabalho de Hércules, no qual o herói semi-divino foi encarregue pelo rei Euristeu de matar o Leão de Nemeia.
Considero que as passagens da obra dedicadas ao vilão se revelaram assaz intimidantes ao ponto de me ter questionado várias vezes sobre a natureza das suas motivações. Será o Leão um homem cujo modus operandi é baseado nalgum motivo em particular ou será ele alguém que age instintivamente, assemelhando-se assim a um animal selvagem?

É, portanto, uma obra que, à semelhança do primeiro título da série, não se coíbe nos pormenores de cariz mais gráfico. A trama que, numa primeira análise, parecia linear, toma um rumo mais complexo e intrincado, tendo como pano de fundo a realidade da sociedade escandinava actual.

Devo salientar ainda que achei interessante que fosse levantado um pouco do véu sobre a infância de Zack. Creio que o seu passado se afigura como um ponto interessante para ser esmiuçado no decorrer da série.

Em suma, a série protagonizada por Zack está a revelar-se uma verdadeira surpresa. Com o terceiro volume já na lista de espera para ler em breve, considero que as várias lendas da mitologia clássica adaptadas à literatura policial escandinava e protagonizadas por um polícia tão alternativo, poderão muito bem fazer desta série uma lufada de ar fresco ao género.


terça-feira, 17 de março de 2020

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Bambi [Divulgação Dom Quixote]



Data de publicação: 17 Março 2020

               Título Original: Bambi
               Colecção: Hércules - vol 3
               Tradução: Ricardo Gonçalves
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 440
               ISBN: 9789722069632

Sinopse: BAMBI é o terceiro volume (depois de Zack e Leão) da saga do jovem detetive Zack Herry que, como um Hércules dos tempos modernos, tenta combater o crime no submundo de Estocolmo. Zack é uma personagem contraditória que nos seduz desde o primeiro momento.
Neste volume Zack e a Unidade Especial deparam-se com aquilo que inicialmente parece ser um suicídio coletivo de adolescentes  baseado em rituais satânicos, mas que a investigação leva a outras conclusões. Um thriller cheio de ritmo, suspense, amor e drama mas não só. 
É preciso chegar ao final para começar a levantar-se o véu sobre a real história de Zack, o mistério que envolve as origens do nosso jovem herói.
NESTE VOLUME O NOSSO HÉRCULES DOS TEMPOS MODERNOS TERÁ DE APANHAR A CORÇA DE CERINEIA

Sobre o autor: 
Mons Kallentoft nasceu em 1960. O caminho para o seu percurso de escritor passou pela publicidade, o jornalismo e os bairros mais sombrios de Madrid.
O seu livro de estreia, Pesetas , recebeu o prémio da Associação Sueca de Escritores para um primeiro livro. Depois de dois outros romances e de um livro sobre viagens e comida, Kallentoft escolheu dar o seu toque pessoal ao clássico romance policial sueco. Em 2007 começou a série protagonizada por Malin Fors e que conta já com nove romances publicados.


Markus Lutteman nasceu em 1973. É escritor e jornalista, tendo trabalhado em Svenska Dagbladet, Aftonbladet e Nerikes Allehanda. Escreve policiais e biografias. O seu livro de estreia foi El Choco, em 2007, uma biografia de Jonas Andersson que foi condenado à prisão na Bolívia em 2002 por tráfico de droga.
Em junho de 2014, Markus Lutteman e Mons Kallentoft lançaram o romance Zack, agora publicado pela Dom Quixote, o primeiro de uma série alicerçada sobre o jovem detective Zack Herry, da Polícia de Estocolmo.


terça-feira, 28 de maio de 2019

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Leão [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 28 Maio 2018

               Título Original: Leon
               Colecção: Hércules - vol 2
               Tradução: Ricardo Gonçalves
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 392
               ISBN: 9789722063449

Sinopse: A Unidade Especial da Polícia Criminal de Estocolmo recebe um vídeo onde se pode ver um rapazinho aterrorizado fechado numa jaula. O raptor aparece em segundo plano, escondido numa pele de leão, por baixo de um relógio em contagem decrescente.Ao ver que o vídeo foi colocado na Internet em tempo real, o jovem detetive Zack Herry compreende que não há um minuto a perder se quer evitar que a criança conheça o mesmo destino de uma primeira vítima, encontrada crucificada no cimo de uma chaminé de uma fábrica desmantelada. Mas Zack corre o risco de perder tudo: a sua luta contra a toxicodependência, o seu amigo Abdula, a confiança da sua colega Deniz, e também de Ester, a jovem adolescente que vive no andar de cima. A morte ronda impiedosa e os dilemas acumulam-se para Zack que joga, literalmente, à roleta russa, correndo o risco de morrer ou tomar-lhe o gosto. Numa Estocolmo sombria e glacial, Zack entra numa corrida contra o tempo, e são muitos os desafios que tem de enfrentar, alguns assumindo por vezes o azul-metálico dos olhos de uma misteriosa mulher...
Sobre o autor: 
Mons Kallentoft nasceu em 1960. O caminho para o seu percurso de escritor passou pela publicidade, o jornalismo e os bairros mais sombrios de Madrid.
O seu livro de estreia, Pesetas , recebeu o prémio da Associação Sueca de Escritores para um primeiro livro. Depois de dois outros romances e de um livro sobre viagens e comida, Kallentoft escolheu dar o seu toque pessoal ao clássico romance policial sueco. Em 2007 começou a série protagonizada por Malin Fors e que conta já com nove romances publicados.


Markus Lutteman nasceu em 1973. É escritor e jornalista, tendo trabalhado em Svenska Dagbladet, Aftonbladet e Nerikes Allehanda. Escreve policiais e biografias. O seu livro de estreia foi El Choco, em 2007, uma biografia de Jonas Andersson que foi condenado à prisão na Bolívia em 2002 por tráfico de droga.
Em junho de 2014, Markus Lutteman e Mons Kallentoft lançaram o romance Zack, agora publicado pela Dom Quixote, o primeiro de uma série alicerçada sobre o jovem detective Zack Herry, da Polícia de Estocolmo.




quinta-feira, 21 de junho de 2018

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Zack [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Fiquei extremamente entusiasmada quando tive conhecimento que iria ser publicada mais uma obra de Mons Kallentoft. Desta vez, em parceria com um outro autor sueco que desconhecia, Markus Lutteman. 
Kallentoft já é, para mim, uma referência no que concerne à literatura policial nórdica pois uma das séries escandinavas que mais apreciei, até à data, foi a protagonizada por Malin Fors.

Zack é o título da presente obra, que inaugura uma série cujo protagonista tem precisamente este nome. Devo confidenciar que as páginas iniciais não me aliciaram. Zack é, à semelhança de Malin Fors (simplesmente não consigo deixar de estabelecer uma comparação entre as duas personagens criadas por Kallentoft), uma figura complexa, com os seus esqueletos no armário.
As primeiras páginas condicionaram-me a caracterizar Zack como uma espécie de anti-herói, percepção que se foi alterando no decorrer da leitura. Numa fase inicial parecia-me inconcebível que um membro da força policial tivesse um comportamento tão borguista e que não comprometesse o seu profissionalismo mas, posteriormente, comecei a ter mais empatia com este.

Pelo que pude apurar, na concepção de Mons Kallentoft, Zack é uma espécie de Hércules contemporâneo e parece-me que a série será inspirada nos 12 trabalhos da personagem grega.
Portanto, a avaliar por este primeiro volume, será uma série promissora.

Como tem vindo a ser hábito, a literatura policial nórdica tem vindo a dissecar alguns problemas sociais no contexto da realidade escandinava. Foi precisamente este ponto que mais me cativou na trama. Sem querer deslindar muito sobre a narrativa, afinal de contas senti que a maior surpresa residiu precisamente na omissão de factos concretos sobre a história, posso afiançar que esta levanta questões convidativas à reflexão. Tendo como ponto de partida o brutal homicídio de quatro prostitutas tailandesas numa cidade sueca, a trama debruça-se sobre a investigação do caso focando alguns pontos bastantes interessantes, como as consequências do fenómeno crescente da emigração. 

Considerei algumas das passagens de cariz atroz. Contudo, estes pormenores gráficos entusiasmaram-me bem como a acção, de ritmo alucinante. Uma cena em particular, no capítulo 16, ficar-me-á na retina por muito tempo devido ao explícito teor violento.
Esta obra, Zack, seria, a meu ver, passível de ser adaptada para o grande écran, com a certeza de que resultaria muitíssimo bem. 

A conclusão foi extremamente excitante. Confesso que fiquei sem fôlego na última página pois o final fica em suspenso. Muito bom sinal, portanto, para esta série não obstante sentir-me um pouco frustrada por não ter acesso imediato ao segundo livro.

Em suma, um livro cujos pormenores gráficos e acção trepidante fazem com que espere atentamente pela publicação do próximo da série. Quero manter esta dupla, Kallentoft e Lutteman, debaixo de mira. Uma obra imperdível para quem, como eu, é fascinado pelas tramas policiais nórdicas.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Mons Kallentoft & Markus Lutteman - Zack [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 8 Maio 2018

               Título Original: Zack
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722063449

Sinopse:  Belo e irreverente, Zack é um jovem detetive da Polícia de Estocolmo à procura de si próprio.
ZACK é o primeiro livro de uma série sobre o jovem detetive Zack Herry que, como um Hércules dos tempos modernos, tenta combater os criminosos do submundo de Estocolmo, enquanto se debate com as memórias de uma noite estrelada com cheiro a relva e sangue. Zack é uma personagem contraditória que nos cativa desde o primeiro momento. A série é já um sucesso em vários países entre os quais se contam a Alemanha, a França, o Japão e os Estados Unidos da América.

Sobre o autor: 
Mons Kallentoft nasceu em 1960. O caminho para o seu percurso de escritor passou pela publicidade, o jornalismo e os bairros mais sombrios de Madrid.
O seu livro de estreia, Pesetas , recebeu o prémio da Associação Sueca de Escritores para um primeiro livro. Depois de dois outros romances e de um livro sobre viagens e comida, Kallentoft escolheu dar o seu toque pessoal ao clássico romance policial sueco. Em 2007 começou a série protagonizada por Malin Fors e que conta já com nove romances publicados.


Markus Lutteman nasceu em 1973. É escritor e jornalista, tendo trabalhado em Svenska Dagbladet, Aftonbladet e Nerikes Allehanda. Escreve policiais e biografias. O seu livro de estreia foi El Choco, em 2007, uma biografia de Jonas Andersson que foi condenado à prisão na Bolívia em 2002 por tráfico de droga.
Em junho de 2014, Markus Lutteman e Mons Kallentoft lançaram o romance Zack, agora publicado pela Dom Quixote, o primeiro de uma série alicerçada sobre o jovem detective Zack Herry, da Polícia de Estocolmo.


terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mons Kallentoft - A Quinta Estação [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: A Quinta Estação foi um livro muito aguardado pelos fãs do autor sueco. Pessoalmente, já esperava pela publicação deste título há 4 anos! Afinal de contas, a tetralogia de Mons Kallentoft abordava o delicado caso de Maria Murval, sem, no entanto, o ter concluído. A Quinta Estação debruça-se sobre os contornos mórbidos da jovem que fora violada e brutalmente agredida, concluindo a saga. Todavia e felizmente, parece-me que a série terá continuação.

Malin Fors deixou saudades e ei-la tão convicta em fechar o caso que a obcecou logo desde o primeiro livro da saga, Sangue Vermelho Em Campo de Neve. Depois, ao longo que a série prosseguia com Anjos Perdidos em Terra Queimada, Segredo Oculto em Águas Turvas e Flores Caídas no Jardim do Mal, o autor foi criando um suspense maior em torno da situação de Maria Murvall. Assim sendo, não faz sentido enveredar pela leitura de A Quinta Estação sem previamente ter lido a tetralogia das estações do ano.

Lamento o compasso de espera entre a publicação da tetralogia e do presente livro, que desencadeou um natural esquecimento de factos mais concisos referentes às histórias anteriores. Não me recordava de todo de Peter, o companheiro de Malin. Não tinha presente as vidas dos colegas de Malin e suas interacções. Lembrava-me apenas, em linhas gerais, da relação entre Malin e a filha que me parece mais consolidada nesta trama e de vagos pormenores referentes à Maria Murval.

Mons Kallentoft é um autor bastante peculiar, dando voz às vítimas das tramas. Há uma enorme carga melancólica que se revela na escrita e em A Quinta Estação, o autor não esqueceu de enfatizar as vítimas da violação bem como os inúmeros apelos de Maria a Malin para que apanhasse quem tanto a fez sofrer. Nem todos os leitores apreciam, no entanto, penso que estes trechos tornam a trama ainda mais convincente e torna a dor muito mais realista.

A definição dos sentimentos não interfere com a acção e rapidamente nos apercebemos da dimensão do episódio sofrido por Murvall. E torna-se bastante chocante na medida que aborda uma série de crimes infames contra as mulheres. Pessoalmente sou bastante sensível ao tema e este é tratado de uma forma bastante directa, sem floreados e o ambiente torna-se soturno. A intensificar esta percepção, a constante luta interior de Malin Fors.

Em suma, A Quinta Estação foi um livro que muito me agradou. Apesar deste quinto volume ter fechado já a situação arrastada de Maria Murval, a série tem potencialidade para continuar. Lá fora já saiu até ao 9º. E eu aqui com imensa vontade para acompanhar a série! Faço votos que continue a ser publicada.


quinta-feira, 23 de junho de 2016

Mons Kallentoft - A Quinta Estação [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 19 Julho 2016
  
               Título Original: Den femte årstiden
               Preço com IVA: 19,90
               Páginas: 504
               ISBN: 9789722060752 

Sinopse: "A Quinta Estação" é o quinto volume da série do autor sueco Mons Kallentoft, iniciada em Sangue Vermelho em Campo de Neve, que descreve a trajetória pessoal e profissional da inspetora Malin Fors.
"A Quinta Estação" é o tão esperado volume que vem resolver por fim o mistério sobre Maria Murval, a jovem assistente social condenada a viver numa clínica psiquiátrica depois de ter sido violentamente agredida, violentada e encontrada em estado grave numa floresta da suécia.
Em "A Quinta Estação", em que inverno, verão, outono e primavera se fundem, Malin Fors leva por fim a sua obsessão sobre Maria Murval às últimas consequências para desvendar um caso que há muito a intrigava.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Mons Kallentoft - Flores Caídas no Jardim do Mal [Opinião]

Flores Caídas no Jardim do Mal é o quarto volume da que inicialmente era a tetralogia de Mons Kallentoft, correspondente às estações do ano. Mas este livro não encerra a saga de Malin Fors, que tanto ainda tem por contar. Efectivamente, a trama referente a Maria Murvall e que tem vindo a arrastar-se durante a saga, ainda não tem solução conhecida, o que me deixa uma vez mais, a ansiar pela leitura do próximo livro protagonizado por Fors.

Antes de mais nada, penso que a primeira coisa a destacar é a capa, lindíssima. De toda a saga é a minha favorita, e é bastante representativa da estação primaveril, época onde ocorre a acção. Mais tarde vim a perceber o porquê da presença de um varano.

A trama inicia-se com um atentado bombista numa praça de Linköping, fazendo duas vítimas: duas irmãs gémeas de seis anos Tuva e Mira Vigerö. A mãe fica em estado grave, dando entrada no hospital. A trama adensa-se quando de averigua as verdadeiras intenções do atentado...

Ora estamos perante uma temática até bastante actual dado o atentado por parte de Anders Breivik o ano passado na Noruega. O que acontece é que se duvida que o atentado aqui detalhado pelo autor, tenha motivações políticas ou ideológicas. Desde os estereotipados motoqueiros até extremistas de esquerda, todos são considerados suspeitos até que a investigação os leva numa pista, desencadeando uma espiral de revelações por parte das personagens que deixarão o leitor bastante surpreendido.

Como o autor nos tem vindo a habituar, existe uma ênfase da componente pessoal das personagens face à trama policial. E assim, em Flores Caídas no Jardim do Mal, Fors sofre um abalo face à morte da mãe, que lhe trás a revelação de inúmeros segredos que perduram desde a infância da personagem. Face ao que sabemos sobre Fors nos anteriores livros, esta revelação pode parecer um pouco abrupta, mas o facto é que eu até gostei. Assim, a reflexão principal neste livro são as relações familiares e o paradigma que reside na ocultação ou na revelação de um segredo que poderá abalar por completo uma relação tão forte como a de pai/filho.
Por outro lado, a fórmula de Mons que tanto me fascina, é o testemunho dos falecidos que apelam a Fors para a rápida resolução do caso, transparecendo uma certa sobriedade perante a morte. Neste caso o autor recorre às meninas de seis anos, sendo a primeira vez na saga que estes discursos sejam feito por alguém de tão tenra idade. Não se nota, o autor simplesmente mune estes testemunhos de uma maturidade não muito comum se tivermos em conta a idade das meninas.

Outro aspecto incomum é a forma como o autor introduz o animal varano, originário da Indonésia, num país tão climaticamente diferente como a Suécia. Se este se dará bem na gélida Suécia, bem, isso desconheço. O certo é que o varano é por si, um animal temido e ameaçador (eu por mim falo, que não sou muito amiga de répteis), o que auxilia na tensão e suspense nas passagens em que estes bichinhos são cabeças de cartaz.

Tal como os livros anteriores de Kallentoft, Flores Caídas no Jardim do Mal cativou-me imenso o que se reflectiu na rápida e compulsiva leitura. Adoro a escrita do autor que se consagrou precocemente num dos autores escandinavos da minha preferência. Através de quatro partes que exploram as vertentes policial e pessoal de Fors, trazendo revelações em catadupa, aliando-se a uma investigação com contornos pouco previsíveis, este é um livro que altamente recomendo juntamente com os restantes volumes da saga.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Divulgação Editorial Dom Quixote: Mons Kallentoft - Flores Caídas no Jardim do Mal


Depois de Sangue Vermelho em Campo de Neve (Inverno), Anjos Perdidos em Terra Queimada (Verão) e Segredo Oculto em Águas Turvas (Outono), o tão aguardado 4º volume da tetralogia de Mons Kallentoft, referente à Primavera, está prestes a chegar às livrarias.

Sinopse:
O sol primaveril brilha em Linköping, no centro da Suécia, e aquece os poucos habitantes, ainda pálidos da escuridão de um inverno prolongado que ousaram sair para tomar café n...as esplanadas da cidade. Já há andorinhas a voar em círculos no céu e as bancas de flores já exibem tulipas coloridas.
Uma mulher passeia com as duas filhas pela Praça Grande da cidade e dirige-se à caixa automática de um banco para levantar dinheiro.
E, subitamente, há um som aterrador que atravessa a cidade e faz estremecer as construções mais sólidas e os corações mais endurecidos.
Momentos depois, Malin chega à praça e a visão que a atinge dificilmente poderá ser apagada. Num manto de flores despedaçadas e ramos espalhados por toda a praça há vidros partidos, o sapato de uma criança, um pombo a debicar o que aparenta ser um pedaço de carne e, a pairar sobre este cenário de tragédia, um silêncio absolutamente ensurdecedor.
Alvo de um atentado, Linköping nunca mais será a mesma.

domingo, 27 de novembro de 2011

Mons Kallentoft - Segredo Oculto em Águas Turvas [Opinião]


Este é o terceiro livro da tetralogia de Mons Kallentoft, tetralogia essa onde cada volume corresponde a uma estação do Ano. Acompanho desde o início, esta saga protagonizada por Malin Fors que teve como primeira investigação, Sangue Vermelho em Campo de Neve, correspondendo ao crime ocorrido na estação do Inverno.

Um dos aspectos que é importante destacar é a rapidez com que a editora D. Quixote publicou este livro. Após ter lido Anjos Perdidos em Terra Queimada, no passado Verão, foi com uma enorme surpresa e agrado que tive conhecimento da publicação do terceiro livro, pouquíssimos meses após a saída do segundo volume. A editora tenta acompanhar as estações do ano para lançar o livro alusivo aos mesmos, mas Mons Kallentoft não terá certamente equacionado este estranho fenómeno das alterações climáticas, tendo nós a sensação de ter passado do Verão imediatamente para o Inverno.

Esta é daquelas sagas onde não considero fundamental a leitura dos livros por ordem de publicação. É certo que os protagonistas são os mesmos, mas os casos descritos são completamente independentes. Neste livro, a personagem fulcral da trama é Jerry Petersson, um advogado ávido por dinheiro e que compra o castelo de Skogsa à estranhíssima família abastada Fagelsjo. Eis que este, misteriosamente aparece morto no fosso do castelo. Quando Malin Fors e a sua equipa investigam o caso irão descobrir que Petersson era mais do que um simples advogado. Tem segredos que poderão explicar o porquê deste destino...

As primeiras páginas do livro ditam um destino conturbado para Malin Fors. que se depara com um problema pessoal. Para os mais ansiosos, diria talvez que este início é um pouco lento, debruçando-se essencialmente na vida pessoal de Fors. Desta forma, é feito um enquadramento da situação familiar da inspectora que mudou radicalmente nas suas relações nomeadamente com a filha Tove e o ex-marido Janne. Conforme sabem os leitores da tetralogia de Mons Kallentoft, o último livro, Anjos Perdidos em Terra Queimada, teve um desfecho não muito positivo para Tove. De facto, as marcas na filha da inspectora tiveram tal proporção que catapultaram a mãe para um precipício de destruição. No entanto, este contexto pessoal da inspectora é importante, especialmente para quem pretende ler o Segredo Oculto em Águas Turvas, sem recorrer à leitura prévia dos livros anteriores.

O autor volta a usar aquela que foi a fórmula que o distingue dos restantes policiais: a introdução de relatos dos falecidos intercalados na narrativa. Inevitavelmente isto resulta... Se é maçudo ou repetitivo, perguntam vocês, eu diria que não. Com estes testemunhos, acabamos por conhecer um pouco da personagem que até aí funcionou quase como um mero figurante, mas que acaba por ter um papel vital na trama: o de vítima de homicídio. Kallentoft preocupa-se assim em dar um ponto de vista sobre a morte, e o que terá sido a existência dessa personagem para que o leitor sinta alguma proximidade e eventualmente empatia com a mesma. E em geral, estas vítimas que vão sendo comuns nos livros do autor, têm diferentes personalidades e todas carecem de um mau íntimo.
Afinal "dar vida" aos mortos é uma ideia controversa mas de certa forma inovadora na literatura policial e interage muito mais com o leitor do que as vítimas de homicídio com que nos costumamos deparar.
Também denotei uma evolução no autor, nomeadamente através do realismo de descrições espaço físico onde decorre a acção, falo sobretudo do castelo. Senti uma familiaridade com certos elementos portugueses e tentava constantemente estabelecer comparações com os nossos castelos e palácios. Agrada-me particularmente a escrita de Kallentoft, que abraça a vida pessoal das personagens com a investigação dos casos, mas sobretudo, acho aqueles monólogos dos mortos, algo de outro mundo. O leitor quase que sente na pele o clima de sobrenaturalidade que o autor realça nessas passagens, e que, brilhantemente, se adaptam no meio da narrativa do "mundo real".

Grande parte das personagens são comuns aos livros anteriores. Comecemos então por Malin Fors. Se a inspectora era alvo de admiração anteriormente, aqui esta personagem decai e no início, o leitor muito dificilmente sentirá algo além de pena e compaixão... As restantes personagens, já nossas conhecidas, debatem-se com os seus problemas pessoais, nem os considerados heróis da trama (toda a hierarquia da polícia) estão imunes a uma panóplia de problemas que se reflectem essencialmente nas suas vidas.
Em relação aos irmãos Katarina e Fredrik Fagelsjo, que família! Fiquei impressionada por duas personagens que nem se dão muito a conhecer, mas que conseguem fascinar sobremaneira o leitor. São de facto personagens complexas, mas muito reais, ao longo da narrativa, levanta-se a dúvida "Que terão eles a esconder em relação à sua fortuna e a necessidade de terem vendido o castelo?"
Só apontaria o facto do autor, a certo ponto, me ter confundido com nomes das personagens tão parecidos quanto Anders e Andreas e que desempenham papéis relacionados na trama... Por si a antroponímica sueca já é consideravelmente complexa.

Achei que o livro aborda temas bastante credíveis e até comuns na sociedade actual. Falo portanto do alcoolismo (e a facilidade que se cai num vício deste tipo) e as consequências de uma mentalidade deveras ambiciosa, explorando o trauma e a evolução deste quando o mesmo não fica bem resolvido.

Um livro cuja estrutura é deveras fascinante. O autor envolve a trama com dois pormenores: o primeiro, já comentado, os monólogos dos mortos, que conferem uma certa originalidade à narrativa. O outro, já visto outrora em policiais, é o recuo temporal. O autor, à semelhança da conterrânea Camilla Lackberg, incorpora acções passadas nos anos 70 e 80, para nos apresentar em primeira mão, factos que terão alguma importância na actualidade. Ao longo de todo o livro, há o desvendar de inúmeros pormenores tanto sobre Petersson como sobre a família que deixarão o leitor boquiaberto.

Se o livro acaba bem...? Terá que ser o próprio leitor a descobrir, embora me sinta impelida a chamar a atenção para o desfecho da narrativa relativamente à personagem Maria Murvall, desfecho esse que nos deixa com uma enorme curiosidade relativamente ao último volume da saga.

Um livro que não posso deixar de recomendar aos fãs do policial. E não escondo que, dos três livros, o segundo foi até à data o meu preferido. Ainda assim fico, ansiosamente, à espera do quarto e último volume desta saga que acredito, irá marcar os fãs deste género.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Divulgação D. Quixote - Mons Kallentoft: Segredo Oculto em Águas Turvas

Sinopse: Chove torrencialmente sobre Skogsa, a relíquia medieval nos arredores de Linköping, e as grandes gotas caem sobre o corpo que flutua nas águas do fosso que rodeia o castelo. O advogado Jerry Petersson, o novo e rico proprietário, conhecido pelo seu espírito impulsivo e irascível, nunca mais resolverá novos casos. Chamada a investigar o crime, Malin Fors suspeita dos Fagelsjö, uma família aristocrática que, por problemas financeiros, foi forçada a vender a Jerry Petersson a propriedade há séculos na família. Mas seria isso motivo suficiente para o homicídio? Ou será que por detrás dos muitos milhões, das obras de arte valiosas, dos fatos caros e do sucesso nos negócios, Jerry Petersson não era quem parecia?

Nas livrarias a 24 de Outubro.

domingo, 21 de agosto de 2011

Mons Kallentoft - Anjos Perdidos em Terra Queimada [Opinião]

Fiquei grande fã deste autor após a leitura de Sangue Vermelho em Campo de Neve. Terminada esta leitura, rapidamente me tornei determinada em acompanhar esta tetralogia sueca.

Malin Fors, a protagonista comum a esta saga, encontra-se agora sozinha: o seu marido Janne levou a filha Tove de férias. Ocorre então aquele que é o caso deste livro: uma rapariga nua, coberta de sangue aparece num parque. Possivelmente violada e agredida, devido ao choque, a rapariga não consegue expressar-se, informando apenas a polícia do seu nome: Josefin Davidsson. Por esta altura, e na cidade onde Malin cresceu, desaparece uma rapariga, de seu nome Theresa Eckeved. Estão os dois acontecimentos, de algum modo, relacionados? O que terá acontecido às raparigas?

Uma das maiores críticas a Kallentoft no que diz respeito ao primeiro volume da sua tetralogia, foi a estrutura do livro, intercalando testemunhos em primeira mão do cadáver com o relato da investigação. Esta fórmula não se mantém na íntegra, até porque o leitor desconhece inicialmente o destino de Theresa. Esta não está necessariamente morta. Apesar destas nuances, estes registos, na minha opinião, quebram bastante a monotonia, podendo o leitor sentir na pele o papel de "presa" ou "predador". Sim, neste livro também há as narrações por parte do vilão, deitando antever um pouco do perfil psicológico extremamente perturbado da personagem.

Com um arranque relativamente lento, o autor coloca em perspectiva a vida de Malin Fors, fazendo com que a leitura deste Anjos Perdidos em Terra Queimada possa ser independente do 1º volume da tetralogia. São explorados os medos de uma mulher que, ainda na casa dos 30s, já passou por um casamento e praticamente é mãe solteira. E é este facto que se destaca na narrativa e faz com que o desconforto de Malin na investigação do caso seja extremamente credível. É que esta tem uma filha, sensivelmente da idade da vítima, o que faz com que a detective se envolva profundamente e expresse toda uma angústia ao leitor, de uma forma perfeitamente realista. Este autor, Mons Kallentoft, de sexo masculino, tem uma sensibilidade mais fina em escrever sobre temáticas de amor e ao sexo.

Um enredo intrincado e complexo, relembrando os livros de Camilla Lackberg, na forma harmoniosa com que o autor sueco incorpora componentes de acção passada como factores explicativos do presente.
Na minha honesta opinião, há apenas um aspecto nada credível, relacionado com acessórios sexuais (não que seja entendida no assunto, mas aquela teoria dos vibradores não convence ninguém!). Um outro ponto negativo, pertencente a um plano secundário e mais filosófico prende-se com a incorporação de duas personagens suspeitas, dados os seus antecedentes criminais, Behzad Karami e Ali Shakbar. Estamos a falar portanto, de um indivíduo de ascendência iraniana e outro árabe. O livro é de 2008 mas não deixou de fazer com que reflectisse num aspecto: estes pequenos pormenores poderão contribuir para o forte espírito nacionalista norueguês e potencializando o fenómeno de racismo num grau mais extremo. Atrevo-me a perguntar se terá sido esta mentalidade que poderá ter conduzido aos atentados de Anders Breivik. Polémico, não vos parece?

Um livro que, na minha modesta opinião, cativa mais do que Sangue Vermelho em Campo de Neve, cujo foco era o homicídio de um homem obeso. Neste livro, a temática choca-me mais (crimes com crianças ou até adolescentes), sendo que estes causam em mim uma maior angústia. Também denotou-se uma evolução a nível de enredo por parte do autor que conseguiu arquitectar uma história bem mais complexa, apresentando um desenlace convincente e surpreendente.

Daí que recomendo vivamente este livro! Imprescindível aos adeptos de policiais nórdicos.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novidade Julho - Dom Quixote


Anjos Perdidos em Terra Queimada - Verão é o segundo volume da tetralogia de Mons Kallentoft que tem na inspectora Malin Fors a principal personagem e que os leitores começaram a conhecer em Sangue Vermelho em Campo de Neve - Outono, também editado pela Dom Quixote.
Nesta nova história, somos transportados para um enredo perturbador onde os preconceitos sexuais, a desconfiança face aos imigrantes, os amores desesperados e o ódio acumulado ao longo dos anos dão origem a um arrepiante cenário de crime e mistério.

Nas livrarias a 18 de Julho

Finalmente! Eu esperava por este já à algum tempo... O estranho é que passou do Inverno para o Verão sem passar pela Primavera. Das duas uma: ou na Suécia simplesmente não existe Primavera ou então o fenómeno das alterações climáticas entrou em vigor no mundo literário!


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Mons Kallentoft - Sangue Vermelho em Campo de Neve


É com muito gosto que acabo de ler o primeiro da nova tetralogia sueca. Apesar de ser um bom policial, apresenta uns pontos fortes e fracos que gostaria de discutir.

À semelhança do conterrâneo Stieg Larsson, este livro transmite a sensação de estarmos em plena Suécia, tais são as descrições daquele clima frio. Contudo, na minha opinião, estes autores não são comparáveis. A trilogia Millennium tem uma trama bem mais rápida do que a história que Mons Kallentoft apresenta, uma vez que o autor incorpora elementos alusivos às descrições do morto enquanto entidade espiritual. Também é descrito os laços de família entre a protagonista e a sua filha pré-adolescente Tove, com toda a problemática que implica esta fase etária com a progenitora.

No que diz respeito à resolução do crime, focando apenas nessa parte, tenho a afirmar que tem várias surpresas até ao desenlace final, que obedece à receita do Assassino é quem menos se espera. Como a acção é de si lenta, o clímax revelou-se nas demais várias paginas do final, que tornou um vício ler o fim do livro!

No global considero um livro com um qb de complexidade na medida em que existem demasiadas personagens, com nomes suecos, sendo que muitas delas superficiais, tendo tido alguma dificuldade inicialmente, de associar quem é quem. Gostei menos das descrições do morto, estarem ali ou não são indiferentes. Adorei a investigação do crime e o facto do autor ter relacionado este mesmo com aspectos outsiders, tendo tido um desenlace inesperado! Foi interessante ler sobre a relação Malin Fors e filha e chegar à conclusão que afinal os pré adolescentes suecos são em tudo semelhantes aos portugueses.

Apesar de tudo é um bom policial, recomendável a quem gosta de emoções fortes! Estou ansiosa pelos restantes 3 livros :)