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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Alastair Campbell - Maya [Opinião]

Confesso que desconhecia Alastair Campbell, autor de um livro publicado pela Bizâncio, Está Tudo na Cabeça. Não li esta obra mas assim que foi publicado Maya, fiquei curiosíssima em ler este livro, dado que na sinopse, este seria catalogado como um drama/thriller. E então no post de hoje vou fazer algumas considerações sobre este livro.

Uma capa bonita mas simples que é essencialmente o retrato do enredo deste livro. Steve Watkins conta em primeira mão, a história da sua melhor amiga Maya Lowe. A amizade deles recua desde há vinte anos, altura em que Steve achava que estava apaixonado pela amiga, e com receio de deitar tudo a perder, nunca o confessou. Agora que tantos anos se passaram, Steve é casado com Vanessa e prestes a ser pai. Por sua vez, Maya é uma bem sucedida estrela de cinema, também casada com um homem das artes do entretenimento, Dan Chivers. O que Steve relata é basicamente, uma sequência de acontecimentos que explora ao limite a obscuridade associada ao poder excessivo da amizade, abordando o cruel mundo da fama.

Escrito na primeira pessoa, o leitor faz os seus juízos a partir do que é relatado e eu penso que esta é uma personagem dúbia. Sim, neste livro o protagonista é altamente duvidoso: se por um lado é compreensível toda a sua preocupação pela amiga, por outro é incoerente a forma como ele faz precipitar os podres sobre a relação de Maya com Dan. Será este um bom amigo? Aquele que elabora diversos esquemas menos éticos para que a verdade venha ao de cima?

A meio do enredo pensava para mim própria como era possível ser descurada a relação com a esposa em detrimento de Maya e como Steve, um homem aparentemente com valores, começa a agir na ausência de ética, para ajudar, se é assim que podemos dizer, a amiga. Por isso à medida que nos deparamos com quase uma obsessão pouco saudável por Maya, a empatia que se gerou inicialmente por Steve fácil e gradualmente se transforma em desagrado.
Este é Steve, casado com Vanessa que vai desculpando os mais esfarrapados esquemas do marido, que de certa forma, o esquivam da responsabilidade de ser pai, afastando-o de Vanessa mas aproximando-o de Maya. E esta por outro lado demonstra a sua fragilidade face às inúmeras situações sobre Dan e não só. O próprio mediatismo sobre a sua pessoa abafa-a da felicidade pessoal.
No meio de tantas personagens vulgo fictícias, o autor insere umas quantas personalidades numa tentativa de tornar a trama o mais realista possível.

Numa escrita fluída, inicialmente mais morosa com as inúmeras descrições que gradualmente convergem numa leitura compulsiva e cheia de acção, o autor explora o mundo da fama e ao que lhe traz associado como a falta de privacidade através de constantes assédios por parte de jornalistas ou paparazzis e pressões várias face aos media. Para enriquecer a trama, descreve com brilhantismo, aquela que poderá ser uma relação compulsiva e quase que obsessivamente doentia, dentro dos limites da amizade.
Não há violência, a trama é praticamente desenvolvida num registo de tensão psicológica.
Muitas manipulações, intrigas, mentiras e acções que à partida agoiram um final menos colorido para Steve são os ingredientes base de uma trama que não se engendra propriamente nas minhas preferências literárias, mas que gostei de ler.

domingo, 15 de abril de 2012

Marek Halter - Os Mistérios de Jerusalém [Opinião]


Opinião por Ricardo Grosso


Foi com alguma expectativa que descobri esta obra da colecção Ilhas Encantadas, da editorial Bizâncio, uma colecção da qual, muito honestamente, apenas tinha ouvido falar.
Deparei-me então com um livro cujo género poderemos categorizar, à partida, como thriller histórico, pese embora quase toda a acção se desenrole na actualidade, a verdade é que as alusões ao passado, sobretudo aos tempos bíblicos, estão sempre presentes ao longo da narrativa como, de resto, verificaremos adiante.
Ao visualizarmos a sinopse na contracapa, reparamos que esta obra nos remete, quase imediatamente, para um tema sobre o qual já muito se escreveu, os chamados Manuscritos do Mar Morto e a sua suposta relação com o tesouro perdido do Templo de Jerusalém, em busca do qual já muitos pereceram ao longo de quase dois milénios. O nome da antiquíssima cidade de Jerusalém traz à memória imagens de um destino longínquo e exótico, mas também um dos principais focos de tensões religiosas do globo.
É com esta espécie de cartão de apresentação que o autor convida os leitores a entrarem nesta narrativa que efectivamente os leva de Nova York a Jerusalém, com breves passagens por Paris.
Travamos então conhecimento com um dos protagonistas da história, Tom Hopkins, um jornalista do New York Times que na sua busca incessante pelo prestigiado prémio Pulitzer acabou de sair do anonimato da sua redacção, após ter feito uma reportagem de investigação. Abro aqui um parêntesis para dar a minha explicação sobre o significado de reportagem de investigação, uma vez que admiro a forma como as mesmas levam o conceito de “sociedade de informação” a um novo patamar, e que, pela espectacularidade com que são publicadas nos jornais, ou transmitidas num qualquer canal de televisão, nos põem a pensar sobre “quem, afinal, deverá ser encarregue de fazer investigações? A polícia ou os jornalistas?”
Fechado este parêntesis, voltemos então ao protagonista Tom Hopkins que conhecemos após a conclusão da sua investigação sobre uma zona muito particular de Nova York denominada Little Odessa e as ligações da mesma com organizações mafiosas russas. Porém, a investigação de Tom parece ter aberto uma caixa de Pandora com cerca de 2000 anos, uma caixa que também desperta o interesse da máfia que não hesitará em afastar quem quer que se lhes atravesse no caminho.
Fazendo uso do velho ditado “todos os caminhos vão dar a Roma”, em apenas meia centena de páginas percebemos que, neste livro, todos os caminhos irão dar a Jerusalém e às suas muralhas milenares, onde os ecos do passado se ouvem a cada esquina, em cada ruína e em cada alfarrábio.
É neste contexto que o protagonista Tom irá travar conhecimento com o outro protagonista que é, nada mais, nada menos que o próprio… Marek Halter. Na verdade, antes do protagonista conhecer o seu “criador”, temos alguns capítulos anteriores onde Marek Halter já aparece, mas com uma narrativa mais de índole pessoal e aparentemente paralela, ou seja, sem qualquer relação com a narrativa do que se passa em Nova York.
Na minha modesta opinião de leitor, se as narrativas se tivessem mantido paralelas, eu, nada teria a obstar, porém, e pedindo antecipadamente desculpa se o que vou escrever parece ofensivo, parece-me demasiado narcisista, já para não dizer naif, que o autor se coloque a si próprio na pele de protagonista, uma vez que eu entendo que o autor é, por assim dizer, o demiurgo da obra, em toda a sua plenitude, desde a narrativa, o espaço, o tempo, até ao processo de criação de personagens, tendo inclusive, direito de vida e morte sobre as mesma, sendo por isso que, a mim, pessoalmente, faz-me alguma confusão que um autor queira ser simultaneamente o criador e um protagonista da sua criação qual deos ex machina.
Apesar deste aspecto, a meu ver, menos positivo, a narrativa pareceu-me muito bem estruturada apesar de, como referi no início, focar um tema já bastante debatido, como os manuscritos do mar morto e o paradeiro do tesouro dos templos de Jerusalém, quer o de Salomão, como o de Herodes, o Grande.
É, contudo, uma narrativa que também requer alguns conhecimentos de história bíblica, uma vez que é considerável a quantidade de diálogos em que se faz alusão, com elevado grau de detalhe, aos textos bíblicos, estando também presentes várias referências a civilizações da antiguidade oriental, como a Pérsia Aqueménida, a Babilónia, a Assíria ou o Egipto, civilizações essas que, em ao longo da antiguidade, dominaram o território que corresponde, actualmente, ao Estado de Israel.
Em resumo, posso afirmar que, do ponto de vista de um leitor com formação em história, é uma obra cativante onde à acção e ao romance se juntam a religião e a arqueologia, formando os condimentos de uma narrativa rica e diversificada e levando-nos a conhecer os recantos e os arredores da cidade que é considerada sagrada para as três grandes religiões monoteístas, Judaísmo, Cristianismo e Islão.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Divulgação Editorial (Bizâncio): Alastair Campbell - Maya


Pela capa não parece mas ontem vi este livro na secção dos Thrillers/Policiais :)

Sinopse: Maya Lowe é uma das actrizes mais famosas da actualidade e Steve Watkins o seu velho amigo dos tempos de escola. Ambos juram que nada mudou na sua amizade desde então. Mas pode uma amizade sobreviver à fama mundial? Pode um homem como Steve, que trabalha numa empresa de distribuição para as bandas de Heathrow, fazer parte da vida desta estrela? Ele está convencido disso… Mas, por entre as voltas e reviravoltas da vida pública e privada de Maya, a distância entre o que Steve pensa e a realidade é cada vez maior. No mundo em que a obsessão com a celebridade é uma constante, a descoberta da realidade pode ser dura.

Este novo romance de Alastair Campbell, em parte thriller, em parte uma análise da psicologia da fama, retrata-nos uma sociedade que se alimenta da vaidade, do êxito, e que sofre as perigosas consequências desta voragem.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Passatempo "Marek Halter - Os Mistérios de Jerusalém" - Resultado

Com a colaboração da Bizâncio, a menina dos policiais tinha para sortear um exemplar deste livro. Neste passatempo contei com 188 participações, quatro das quais inválidas :(

As respostas correctas eram então:

1. A que colecção da Bizâncio pertence este livro?
Colecção Ilhas Encantadas. (uma resposta errada)

2. Quantos são os enigmas que protegem o tesouro do Templo de Jerusalém?
64 ou sessenta e quatro. (duas respostas erradas)

3. Onde nasceu Marek Halter?
Polónia. (uma resposta errada)

4. Em que ano foi atribuído o prémio Aujourd’hui ao primeiro livro do autor?
Em 1976.

Depois de um sorteio no www.random.org, o vencedor é:

27 - Daniela Alves (Porto)

O livro será enviado amanhã de manhã antes de rumar para férias!

Muitos parabéns à vencedora! A todos os que tentaram e ainda não conseguiram, não desistam, terei todo o gosto de voltar a fazer passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Passatempo Marek Halter - Os Mistérios de Jerusalém


O Verão já chegou e antes de ir de férias a menina dos policiais não podia deixar de presentear os seus seguidores com um passatempo, desta feita com a colaboração da Bizâncio. Assim, tenho para sortear um exemplar do novo livro policial da Bizâncio, Os Mistérios de Jerusalém de Marek Halter. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes:

Regras do Passatempo:

-O passatempo começa hoje dia 28 de Julho de 2011 e termina às 23.59h do dia 7 de Agosto de 2011;

-O participante vencedor será escolhido aleatoriamente;

-O vencedor será contactado via e-mail;

-Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar a sinopse aqui



Só me resta desejar boa sorte aos Participantes!