quarta-feira, 17 de julho de 2019

Especial MOTELx 2019: O Boneco Diabólico de Lars Klevberg


A sessão de apresentação da 13ª edição do Festival de Cinema de Terror de Lisboa, MOTELx, contou com a exibição do remake do filme homónimo de 1988. O mesmo estreará nos cinemas nacionais amanhã, dia 18 de Julho.

Apesar de não ser propriamente fã de filmes de terror protagonizados por bonecos, confesso que simpatizo com o Chucky, razão que dever-se-á ao facto de ser grande fã de cinema de terror dos anos 80. Além disso, recordo-me de ver este filme no início da década de 90, na altura sendo eu ainda uma criança, fiquei algo apreensiva com o boneco. Por estes motivos e para mim, Chucky tornou-se um símbolo icónico, daí estar extremamente expectante com este remake.

Este Child´s Play é um filme que segue as tendências actuais da sociedade, nomeadamente o novo paradigma de família, neste caso monoparental com uma situação cliché - a não aceitação do namorado da mãe pelo filho, Andy. Também Chucky já não é o convencional boneco de brinquedo, é um equipamento tecnológico, com aplicações fazendo-me inevitavelmente reflectir sobre a constante evolução da tecnologia, explorando, portanto, o lado mais perverso deste fenómeno.

Ao contrário do filme original em que sabíamos que o boneco estava possuído pela alma do serial killer, Charles Lee Ray, dando a sensação que Chucky era, de facto, muito perigoso, no remake, a origem do mal deve-se unicamente à incapacidade de discernir o bem e o mal. Por este motivo, o espectador dá por si a tentar desculpabilizar a conduta do vilão, uma percepção quase antagónica se fizer o exercício de comparar ambos os filmes.

Este é claramente um filme que não deve ser levado a sério. Foram mais os momentos em que soltei umas valentes e genuínas gargalhadas do que me assustei, e esse será sempre o grande propósito de um filme do género de terror. Tal dever-se-á maioritariamente às tiradas de Chucky, mostrando que, tal como Brad Douriff, actor que deu a voz ao boneco nos vários filmes do franchise, Mark Hamill mostra ter um igual talento. A título de curiosidade, devo mencionar que o slogan dos bonecos Buddi cantada pelo actor é simplesmente hilariante!

Ainda que o humor tenha um papel preponderante na película, não nos esqueçamos que este é um filme de terror e, como tal, tenho que tecer algumas considerações sobre os homicídios. Considerei que os mesmos foram violentos e bastante gore, ainda que não comprometam a leveza que o filme transmite.

Em suma, recomendo este filme aos que pretendem ver uma nova versão de Chucky. Apesar de ser um filme extremamente actual, tem uma vibe muito revivalista, o que muito me agradou. Divertida, esta abordagem ao Child´s Play garante 1h30 de entretenimento ao mais alto nível.

terça-feira, 16 de julho de 2019

Lina Bengtsdotter - Annabelle: Os Crimes de Gullspång [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 16 Julho 2019

               Título Original: Annabelle
               Tradução: Jorge Pereirinha Pires
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789897772221

Chega a Portugal Annabelle, da sueca Lina Bengtsdotter, o romance mais vendido em 2017 na Suécia, ambientado em Gullspång, a cidade natal da autora.

Sinopse: Charlie Lager é detective em Estocolmo quando chega um pedido de ajuda para investigar uma adolescente desaparecida em Gullspång. O problema é que ela é dessa localidade, de onde saiu aos catorze anos e não quer regressar.
À medida que tenta descobrir quem era Annabelle e o que lhe aconteceu, acabará por fazer descobertas surpreendentes sobre o seu passado, um caso que tomará proporções drásticas e que levará Charlie ao limite. A filha de Nora, Annabelle, desapareceu, vista pela última vez a caminho de casa após uma festa.
A inexperiente polícia de Gullspång está sob a mira da imprensa nacional e os moradores desesperados por respostas.
A detective Charlie Lager é persuadida a voltar à aldeia natal para encontrar Annabelle. Lugar a que jurara nunca mais voltar. Quer encontrar Annabelle, mas também quer sair de lá o mais rapidamente possível. Antes que descubram a verdade sobre o seu passado.


Sobre a autora: Lina Bengtsdotter cresceu em Gullspång e, após viver em Inglaterra e Itália, fixou-se em Estocolmo, onde vive com o marido e os filhos.
É professora de Sueco e de Psicologia e publicou artigos na imprensa.


Imprensa
«A nova sensação do policial sueco» 
Dagbladet

Lars Kepler - Lazarus [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A minha primeira impressão sobre este título, mal me apercebi que iria ser publicado em Portugal, foi atentar que o nome, Lazarus, tem uma conotação bíblica. Lázaro foi a primeira pessoa ressuscitada por Jesus Cristo. 
Assim sendo, esperava, de certa forma, que a força motriz da narrativa estivesse relacionada, porventura, com algum vilão dos livros antecessores, relembrando que este título é o sétimo da série protagonizada pelo carismático Joona Linna.

Confesso que, uma vez que acompanho atentamente esta série e leio-a à medida que os títulos são publicados, acabei por não ter presente muitos pormenores sobre este "Lázaro". Lembrava-me vagamente dos contornos dos crimes perpetrados por este vilão bem como alguns traços da sua personalidade atroz, factores que, de certa forma, me instigaram a uma releitura da série, um dia mais tarde afim de relembrar todos os pormenores sórdidos.

À semelhança de livros antecessores, o autor preocupa-se com o nível de detalhe, o que, para mim, torna a acção mais palpável, justificando o avolumado número de páginas da obra em apreço.
Apesar de reconhecer que são inúmeras as passagens de descrições exaustivas, não perdi o interesse nesta história de contornos muito peculiares, afinal de contas Joona Linna está atrás de um vilão que, ao que tudo indica, já terá morrido. Por vezes senti que esta caça ao homem poderia ser encurtada, mas compreendo que Kepler queira ter ido mais longe e caracterizar este vilão como um dos mais impressionantes da literatura policial.

Devo referir que, por duas vezes, as passagens de cariz mais perturbador, deixaram-me tão desconfortável ao ponto de sentir necessidade de interromper a leitura para fazer uma actividade que me desanuviasse. 

Apesar de ser uma trama com um clima genuinamente tenso, repleto de cenas arrepiantes e incómodas, não considerei que fosse uma narrativa de violência gratuita. É certo que os homicídios são mórbidos e é preciso ter estômago para ler os detalhes dos vários crimes assim como os contextos de algumas novas personagens, contudo, achei inteligente a forma como o autor alicerçou alguns aspectos na mitologia grega. 

Continuo a ser fã de Joona Linna e, em variadas ocasiões, temi por ele e pelas personagens directamente ligadas ao inspector da polícia. Ainda assim, senti-me destroçada com os destinos trágicos de algumas personagens secundárias com as quais sentia empatia. 

Quanto ao final é, uma vez mais, deixado em aberto para que a saga possa prosseguir, o que me deixa um pouco ansiosa pela publicação do próximo livro. Infelizmente, deve tardar pois, pelo que pude apurar, este título foi o último a ser lançado lá fora.

Em suma, tenho para mim que os fãs do autor não ficarão decepcionados com este Lazarus. Vale pela reunião com um dos mais perturbadores homicidas da série e as sensações despertadas por este encontro. 
Lars Kepler é, indubitavelmente, um dos meus autores de eleição!


segunda-feira, 8 de julho de 2019

Simone St. James - O Fantasma de Maddy Clare [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 8 Julho 2019

               Título Original: The Haunting of Maddy Clare
               Tradução: 
               Preço com IVA: 17,69€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789896685256

Sinopse: Londres, 1922
Sarah Piper é uma jovem solitária que vê a sua vida mudar quando uma agência de trabalho temporário a contrata para ajudar Alistair Gellis, um caçador de fantasmas. Alistair é um veterano da Primeira Guerra Mundial, rico, atraente e com uma grande obsessão pelo sobrenatural. Foi convocado para investigar e expulsar o fantasma de Maddy Clare, uma criada de 19 anos que assombra o estábulo onde alegadamente se suicidou.

Como Maddy se recusa a interagir com homens, caberá a Sarah a difícil tarefa de a enfrentar. Para isso, contará com o apoio de Alistair e do seu enigmático assistente, Matthew Ryder. Em pouco tempo, os três veem-se perante uma missão perigosa, pois o fantasma de Maddy é real, está zangado e tem poderes que desafiam toda a razão.
Conseguirão eles descobrir quem era Maddy, de onde veio e o que estará a impulsionar o seu desejo de vingança, antes que ela os destrua a todos?

Sobre a autora: Simone St. James é uma escritora canadiana, vencedora de dois prémios RITA e ainda o prémio Arthur Ellis para escrita de policiais. 
Antes de se dedicar à escrita a tempo inteiro, trabalhou 20 anos em televisão. Vive nos arredores de Toronto com o marido e um gato mimado, que adotou. É viciada em sushi, romances góticos dos anos setenta, dias de chuva, café e na série Sherlock, da BBC.

Imprensa
«Um romance com uma atmosfera fantasmagórica e um cenário pós Primeira Guerra Mundial muito bem desenvolvidos. St. James é uma autora a ter debaixo de olho.»
RT Book Reviews

Malin Persson Giolito - Areias Movediças [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A estreia da série baseada no livro homónimo no catálogo da Netflix foi determinante para que iniciasse a leitura desta obra que já habitava nas minhas estantes há cerca de um ano, quando foi publicada. Na altura, este título despertou-me muito interesse pois pensei que fosse uma abordagem aos massacres nas escolas, um tema que me impressiona muito.

Trata-se de um invulgar thriller que poderia muito bem ser catalogado como jurídico. Contudo, ainda que se passe maioritariamente entre julgamentos de uma jovem, Maja, acusada de ter morto o namorado, a amiga, alguns colegas e um professor, a história assume contornos ainda mais profundos, dando-me a sensação que estamos perante um poderoso thriller psicológico.

O que mais me agradou na história foi, sem dúvida, a minha percepção sobre a protagonista que mudou de forma drástica, atribuindo, evidentemente, esta sensação à profundidade dos acontecimentos descritos.
A minha primeira impressão sobre Maja situava-se algures entre a incredulidade e a incompreensão pelo que não gostei imediatamente da protagonista. Contudo, à medida que a trama se desenvolve, a autora recorre a flahsbacks para relatar alguns factos do passado de Maja e a pouco e pouco, as peças do puzzle começam a fazer sentido e os sentimentos que se instalaram nas primeiras páginas, modificaram-se.
É, portanto, uma obra com um grande enfoque na componente psicológica, apesar de, como referi anteriormente, me ter parecido um thriller jurídico. 

Confesso que a obra demorou a conquistar-me. Escrito num ritmo moroso e, por conseguinte, tendo levado algum tempo a cativar-me, este título prima pelo desconforto e inquietação que transmite. Por mim falo que me senti constantemente inquieta e questionava-me em que circunstâncias Maja teria morto o namorado e amiga, dúvidas estas que vão sendo respondidas através de pequenas pistas na interacção de Maja com o namorado, Sebastian, a amiga, Amanda e restante comunidade escolar.

Apesar da autora se debruçar sobre o quotidiano da juventude que, eventualmente, poderia ser um aspecto com o qual já não me identifico tanto, confesso que não me senti descontextualizada, antes pelo contrário, estava cada vez mais surpreendida com o crescendo de relações abusivas de Maja. Creio que a abordagem do tema de relações disfuncionais está bastante credível e, pessoalmente, deixou-me muito incomodada. Acredito que informação como a que está relatada na trama, ainda que esta seja ficcionada, possa servir de alerta aos jovens que sofrem subjugados a comportamentos de manipulação.
A narrativa é complementada com o trato de outros temas como, por exemplo, um bastante actual, a emigração crescente e consequente fenómeno de xenofobia. Consubstancia-se, portanto, como um livro propenso à reflexão sobre questões sociais na Europa.

Em suma, ainda que estejamos perante uma trama arrastada, Areias Movediças é um livro interessante na medida em que aborda uma série de temas sobre os quais devemos estar alerta. Fica, portanto, a vontade em ver a série e estabelecer um paralelismo entre a obra e sua adaptação. Estou curiosa!


Jørn Lier Horst - A Porta Oculta [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 9 Julho 2019

               Titulo Original: Blindgang
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789722067928

Sinopse: Sofie Lund está pronta para um novo começo quando se muda com a filha pequena para a casa que herdou do avô. Sofie tem lembranças tão dolorosas da sua infância que decide livrar-se de todos os vestígios do Velhote, todos os vestígios exceto um cofre trancado que está preso ao chão da cave.
Dentro do cofre, Sofie encontra algo chocante que se irá tornar uma prova crucial num caso que tem atormentado o inspetor William Wisting há demasiado tempo, e levantar dúvidas sobre o real culpado de outro caso de homicídio que está prestes a ser julgado. No entanto, para seguir essa pista, Wisting terá de pôr em causa lealdades importantes e abalar a confiança dos cidadãos nas forças policiais.

Sobre o autor: Jørn Lier Horst nasceu em Bamble, em 1970. Estreou-se na escrita em 2004, com o livro Nøkkelvitnet (Testemunha-Chave), baseado num crime real, e em 2013 abandonou a carreira na polícia para se dedicar à escrita a tempo inteiro.
Distinguido com inúmeros prémios, são de destacar o Prémio dos Livreiros da Noruega 2011, pelo livro Fechada para o Inverno, o Prémio Riverton/ Revólver Dourado 2012 (para o melhor romance policial norueguês), o Prémio Chave de Vidro 2013 (para o melhor policial escandinavo) e o Prémio Martin Beck 2014 (da Academia Sueca de Escritores de Policiais), os três atribuídos a Cães de Caça.
Os seus livros têm a qualidade de agradar tanto ao público como aos críticos, e encontram-se traduzidos em várias línguas, tendo vendido mais de um milhão de exemplares.

Anteriormente publicado




Catherine Steadman - Há Algo Estranho na Água [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O presente título não poderia começar de melhor forma! No prólogo, é relatado que Erin, a protagonista, está a escavar uma sepultura. No meio de considerações repletas de sarcasmo e humor negro, instala-se no leitor uma inquietação e a dúvida da identidade da vítima que Erin tem que "despachar" e como é que escalou àquela situação.

A acção recua alguns meses. Erin, realizadora de documentários, está noiva. Encontra-se numa excelente fase da vida tanto no nível profissional como pessoal, uma situação que não se aplica a Mark, o seu noivo, uma vez que está desempregado.

Confesso que, após um prólogo tão bombástico, esperava que os capítulos seguintes me tirassem o chão. Fiquei um pouco decepcionada pois, a meu ver, toda a organização do casamento de Erin foi demasiado exaustiva e eu simplesmente queria chegar à situação que despoletara o acontecimento das páginas iniciais.
Apesar de considerar que a trama se tornara, de certa forma, algo maçuda, devo reconhecer que a autora estruturou a história de uma forma extremamente inteligente. Não há como não ficar indiferente ao primeiro capítulo, aquela informação inicial é tão importante que estamos expectantes com o culminar daquele acontecimento.
Também os detalhes sobre a actividade profissional de Erin me deixaram um pouco entediada, contudo, finda a leitura, reconheço que estes foram importantes para atar algumas pontas soltas da narrativa.

É na lua de mel de Erin e Mark que a acção toma fôlego e eu rendi-me, finalmente, à história. O que mais apreciei nesta obra foi a complexidade da trama e a forma como esta me surpreendeu. Os twists mantiveram-me em suspense no decorrer da leitura.
Ainda que seja um thriller, penso que este é um livro propenso à reflexão sobre os valores morais e éticos. Também fiz o exercício de me colocar na pele de Erin e pensar como agiria numa situação semelhante. Creio que a história acaba por funcionar, desta forma, como um desafio ao leitor convidando-o a priorizar e pesar certos aspectos na vida.
Apesar do casal ser, claramente, a força motriz da história, sem dúvida de que Erin se destacou mais pela sua forma de ser tão eufórica e plena em tiradas de humor negro. Ainda que discorde de algumas acções desta personagem, é impossível não gostar de Erin. A leveza da protagonista foi também um aspecto muito positivo e afigura-se uma característica pouco usual se tivermos em conta que este título é um thriller.

Apesar de ter alguns capítulos detalhando pormenores que, a meu ver, seriam dispensáveis para a trama, Há Algo Estranho na Água acabou por me cativar muito. Como referi, esta minha percepção prende-se essencialmente com o efeito surpresa sobre a natureza do achado na água bem como o desenvolvimento a partir deste acontecimento.
Por motivos óbvios, omitir-vos-ei este elemento para que possam desfrutar da obra tanto quanto eu. Recomendo!

Para mais informações sobre o livro Há Algo Estranho na Água, clique aqui
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sexta-feira, 5 de julho de 2019

Stephen King - O Intruso [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 5 Julho 2019

               Título Original: The Outsider
               Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 536
               ISBN: 978972253751

Numa altura em que a marca King é mais forte do   que   nunca,   chega-nos   uma   das   suas   histórias   mais   perturbadoras   e compulsivas: O Intruso.
Se dúvidas houvesse, com este livro Stephen King prova uma vez mais que é o mestre do terror e suspense.
O Intruso é  um thriller arrepiante. Acompanha a investigação   da   morte   de   um   rapaz de   onze   anos   que   foi   brutalmente assassinado.
Para além dos elementos sobrenaturais tão característicos nas suas obras, bem como da  aura  de  mistério, Stephen  King apresenta  uma  história  muito  bem sustendada  em  termos forenses.
Mas  vai  mais  longe  ao  incluir em  alguns momentos   uma   perspetiva   política  e   até social no livro, evocando uma multidão  com  chapéus Make  America  Great  Again que  marcou  recentemente a campanha de Donald Trump e analisando como é que a sociedade trata os criminosos sexuais. 


Sinopse: Um rapaz de onze anos é encontrado morto. Todas as evidências apontam para que o assassino seja Terry Maitland, um dos cidadãos mais queridos de Flint City, professor de inglês, marido exemplar e pai de duas meninas.
O detetive Ralph Anderson dá-lhe voz de prisão. Maitland tem um álibi forte, estava noutra cidade quando o crime foi cometido, mas os indícios de  ADN encontrados no local confirmam que ele é culpado. Aos olhos da justiça e da opinião pública, Terry Maitland é um assassino e o caso está resolvido. Mas o detetive Anderson não está satisfeito. Maitland parece ser uma boa pessoa, um cidadão exemplar, terá duas faces? E como era possível estar simultaneamente em dois lugares?
Por  ser  um  romance  de  Stephen  King,  quando  conhecemos  a  resposta, arrependemo-nos  de  ter  formulado  a pergunta.

Sobre o autor: Stephen  King,  apelidado  por  muitos  de  «mestre  do  terror»,  escreveu  mais  de  quarenta  livros,  incluindo  a  série  da Torre Negra e  clássicos  como Carrie, The  Shining ou Misery. Vencedor  do  prestigiado  National Book  Award  e  nomeado  Grande Mestre nos prémios Edgar Allan Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.
www.stephenking.com



Iain Reid - Intruso [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: No ano passado li I´m Thinking Of Ending Things da autoria do canadiano Iain Reid, um livro que considerei algo bizarro. Com grande surpresa minha, o autor foi publicado em Portugal e a estreia do mesmo por cá é feita através da edição do seu segundo romance, Intruso.

Apesar dos dois livros supra referidos do autor se debruçarem sobre tramas completamente diferentes, há um denominador comum a ambas: dissecam o comportamento humano.
Junior e Henrietta vivem numa pacata quinta longe da cidade até ao dia em que recebem a visita de um homem, Terrance, alegando que o marido foi destacado para uma viagem longínqua de colonização espacial. A trama adensa-se quando Terrance assegura a Henrietta que não ficará sozinha durante o período de ausência de Junior.

A premissa é, no mínimo, intrigante e tal como acontecera na leitura do livro antecessor do autor, logo nas primeiras páginas, inexplicavelmente, instalou-se um sentimento de desconforto. 
À medida que a história se desenvolvia, expondo possíveis fragilidades da relação entre Junior e Henrietta face à eminente partida do marido, mais considerava a história bizarra e mais se entranhava uma estranha necessidade de reflectir sobre a minha própria relação e de me colocar na pele dos protagonistas.

Apesar de Intruso ser claramente um livro de scy-fy, ocorrendo num cenário futurista não muito longínquo, com alguns elementos de terror, muitas passagens conduzem a uma reavaliação sobre os valores numa relação de compromisso. Ainda que os thrillers tenham o propósito de nos apoquentar, pessoalmente, gosto do exercício de ponderação que muitos nos propõem como aconteceu com este título.
Mencionei anteriormente que existem uns laivos de terror e, a meu ver, os elementos mais tenebrosos da trama residem no ambiente de isolamento da quinta bem como a natureza dúbia desta viagem, que me deixou algo inquieta e um pouco receosa. O desenvolvimento da trama é imprevisível e apresenta contornos originais, facto que talvez possa atribuir ao parco consumo de literatura de ficção científica.

É um livro pequeno com pouco mais de 200 páginas, estruturado em capítulos curtos, convidando a uma rápida leitura. Aliando-se a este facto, senti-me sugada pela história, de tal forma que terminei a leitura em poucas horas. 

Como ponto negativo, e como já pude verificar no primeiro livro, este autor regista algumas mensagens com cariz metafórico, consubstanciando um elemento que, pessoalmente, não me seduz. 
Falo em particular de uns escaravelhos que aparecem pela casa e cujo significado tive que investigar, lendo algumas interpretações de leitores, afim de aferir a sua importância na trama. Para mim, um escaravelho é pura e simplesmente um insecto.

Em suma, Intruso é um livro que transmite, genuinamente, sensações de paranóia e desconforto. Embora seja uma história de ficção científica, creio que se destinará a todos que procurem um livro intenso e out of the box mas que, ainda assim, vos convide a reflectir em concreto sobre questões de foro mais pessoal.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Nicholas Blake - A Fera Tem de Morrer [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 4 Julho 2019

               Titulo Original: The Beast Must Die
               Tradução: Lima da Costa
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789897110474

A Livros do Brasil publica esta quinta-feira, 4 de julho, na coleção Vampiro, A Fera Tem de Morrer, o famoso e intrigante policial de Nicholas Blake, pseudónimo do poeta irlandês Cecil Day-Lewis.
Várias vezes adaptado ao cinema e com adaptação para televisão a decorrer, pela BBC, este é
considerado um livro fundamental na história da literatura de mistério, tendo sido escolhido por Jorge Luis Borges e Adolfo Bioy Casares para estrear a sua própria coleção de policiais na Argentina, em 1945.

Sinopse: Em A Fera Tem de Morrer, o filho do afamado escritor de policiais Frank Cairnes, o pequeno Martie, é atropelado por um condutor que se põe em fuga. A partir desse momento, Cairnes decide: «Vou matar um homem. Não sei o seu nome, não sei onde vive, não tenho ideia de com quem ele se parece. Mas vou descobri-lo e matá-lo...» Até que George Rattery, o infeliz condutor, aparece morto. Afigurando-se o principal suspeito, Cairnes insiste então que está a ser vítima de uma conspiração e um seu velho amigo decide chamar o detetive privado Nigel Strangeways para ajudar na investigação. Terão os planos de Frank Cairnes sido apenas expressão de pesar? Que segredos esconde a família Rattery? O carismático Strangeways, ajudado pela sua perspicaz mulher, Georgia, e pelo sempre rigoroso inspetor Blount, terá pela frente um enredo diabólico para desvendar.

Sobre o autor: Nicholas Blake é o pseudónimo do poeta Cecil Day-Lewis. Nascido na Irlanda em 1904, Day-Lewis cresceu em Londres e licenciou-se pela Universidade de Oxford em 1927, tendo publicado em 1925 a sua primeira coletânea de poemas. De forma a conseguir um rendimento suplementar àquele que lhe advinha da sua obra lírica, trabalhou como professor, crítico literário e editor e, em 1935, lançou, com o pseudónimo Nicholas Blake, a sua primeira história policial, A Question of Proof, já protagonizada pelo atraente detetive Nigel Strangeways, que viria a marcar presença em quase todos os vinte romances de mistério que Blake assinaria. Em 1968, Cecil Day-Lewis foi nomeado Poeta Laureado do Reino Unido. Faleceu em 1972 em casa do escritor Kingsley Amis, seu amigo.


Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers 
No. 24. A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace 
No. 25. O Mistério do Ataúde Grego, de Ellery Queen
No. 26. O Enigma do Casino, de S.S. Van Dine 
No. 27. Mistério em Branco, de J. Jefferson Farjeon 
No. 28. Crime na Alta-Roda, de Margery Allingham 
No. 29. O Mistério do Quarto Amarelo, de Gaston Leroux 
No. 30. À Beira do Abismo, de Raymond Chandler

terça-feira, 2 de julho de 2019

Niklas Natt och Dag - 1793 [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Julho 2019

               Título Original: 1793
               Tradução: Rita Figueiredo
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789896657925

Sinopse: No seu romance de estreia, 1793, Niklas Natt och Dag pinta um retrato convincente do final do século XVIII em Estocolmo. Através dos olhos dos diferentes narradores, o verniz em pó e a pintura da época são retirados para revelar a realidade assustadora, mas fascinante, escondida além dos factos secos dos textos de História.
Com um pé firmemente cravado na tradição literária e outro na literatura de suspense, Natt och Dag cria um género inteiramente novo de thriller histórico sugestivo e realista. Retrata a capacidade de se ser cruel em nome da sobrevivência ou da ganância — mas também a capacidade para o amor, a amizade e o desejo de um mundo melhor.

Sobre o autor: Niklas Natt och Dag (n. 1979) estreia-se como autor com o thriller histórico 1793. Tem uma inegável ligação com a história sueca, sendo membro da mais antiga família nobre da Suécia. Quando não está a escrever ou a ler, gosta de tocar violão, bandolim, violino ou flauta de bambu japonesa, a shakuhachi
Vive em Estocolmo com a esposa e os dois filhos.

Imprensa
«Uma obra-prima inesperada, uma mistura selvagem e inusitada de géneros, que, de uma só vez, consegue renovar toda a ficção policial.»
Arne Dahl

«Forte, sangrento, intrincado e cativante. O melhor thriller histórico que li em vinte anos.»
A. J. Finn

«Um thriller histórico sem paralelo e de grande qualidade literária. É cru, elegante, comovente e extremamente cativante até à última página. 1793 merece um lugar entre os clássicos do género.»
Erik Axl Sund


Viveca Sten - Nas Águas Mais Calmas [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 2 Julho 2019

               Título Original: I de lugnaste vatten
               Tradução:
               Preço com IVA: 19,95€
               Páginas: 440
               ISBN: 9789897772429 

Esta série policial da autora foi adaptada para uma série de televisão na Suécia, não só devido à caracterização realista das personagens protagonistas como ao cenário idílico onde decorre a acção. 
Está a ser também transmitida em vários países alcançando mais de 6 milhões de espectadores.

Sinopse: Numa manhã quente de Julho, na idílica ilha de Sandhamn, na Suécia, um homem passeia com o cão e faz uma descoberta horrível: um corpo, emaranhado numa rede de pesca, deu à costa.
O detective Thomas Andreasson é o primeiro a chegar ao local. Em pouco tempo, identifica o cadáver como sendo Krister Berggren, um homem do continente que está desaparecido há meses. Enquanto os moradores da ilha se tentam recuperar dos assassínios, Thomas recorre à amiga de infância, a advogada Nora Linde.
Juntos, tentam desvendar os enigmas misteriosos deixados nestes dois estranhos – enquanto se esfoçam por perceber os rumos difíceis que as suas vidas tomaram desde os dias comuns de Verão da sua juventude.


Sobre a autora: Viveca Sten é uma das autoras contemporâneas mais populares no seu país. Foi durante muitos anos chefe do departamento jurídico dos correios.
Em 2008 publicou o primeiro livro da série protagonizada por Thomas Andreasson e Nora Linde que se transformou num êxito imediato. Viveca vive em Estocolmo com o marido e três filhos, mas prefere passar o tempo em Sandhamn para escrever e passar férias em família.


Imprensa
«Nas Águas Mais Calmas leva-nos às águas agitadas da graciosa sociedade sueca e o leitor vai suster a respiração até ao fim.» 
Le Parisienne

«Uma estreia excepcionalmente bem escrita.» 
De Telegraaf

«É muito raro que personagens e histórias sejam tão precisas e cuidadosamente elaboradas. Este livro deve garantir ao autor um lugar de destaque com os seus colegas nórdicos. Aguardamos ansiosos mais, muito mais!» 
Crimezone.nl

«Um policial maravilhoso à moda antiga.» 
Veronica Magazine

«A resolução é espectacular e inesperada.» 
Misdaadromans.nl

«A mistura perfeita de idílio, assassínio e tragédia familiar.» 
Grazia

«Viveca Sten em pouco tempo gerou muito entusiasmo no mercado de livros sueco.» Aftenposten (Norway)

«Um romance policial muito emocionante com belas descrições da paisagem sueca e duas personagens principais muito simpáticas.... Um livro... que da melhor maneira possível é interessante e que agarra!»
Buchvergleich.de

segunda-feira, 24 de junho de 2019

John Marrs - Almas Gémeas [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 24 Junho 2019

               Título Original: The One
               Tradução:
               Preço com IVA: 19,99€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898864895

Sinopse: Basta um simples teste de ADN para se encontrar o amor.
Esta é a promessa da aplicação Match Your DNA, que apresenta aos seus utilizadores o parceiro que a genética lhes destinou. Desde que este novo sistema surgiu, milhões de pessoas em todo o mundo já encontraram a sua cara-metade. Mas as consequências não se fizeram esperar: os resultados da aplicação ditaram o fim de inúmeros relacionamentos e muitos casais começaram a pôr em causa as ideias tradicionais de amor, romance e compromisso.
Christopher, Jade, Mandy, Nick e Ellie acabaram de saber os resultados dos seus testes e estão prestes a descobrir, nesta demanda pelo amor, que nem sempre o final feliz está garantido? mesmo quando encontram o seu par ideal. Afinal, até as almas gémeas escondem segredos, uns mais chocantes do que outros.

Sobre o autor: John Marrs é um autor britânico e ex-jornalista, que passou 25 anos em Londres a entrevistar celebridades do mundo da televisão, cinema e música para jornais e revistas do Reino Unido. Escreveu para publicações como The Independent, The Guardian, Total Film, Empire, GT, Star, OK!, Reveal, Company, Daily Star, Q e News of the World.
A sua paixão pela escrita de ficção levou-o a desistir da área do jornalismo, dedicando-se agora aos livros a tempo inteiro. 

Imprensa
«Uma leitura envolvente e inquietante que nos vai dar que pensar.» 
The Sun 

«Um thriller negro para os céticos do Dia de São Valentim.» 
The New York Post

Alex North - O Homem dos Sussurros [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 24 Junho 2019

               Título Original: The Wisper Man
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 384
               ISBN: 9789898864659

Sinopse: Se deixares a porta entreaberta, ouvirás os sussurros na certa.
«Ao longo dos anos, disse-te inúmeras vezes que não deverias ter medo de nada. Que os monstros não existiam. Desculpa ter-te mentido.»
Após a morte da mulher, Tom Kennedy muda-se com o seu filho, Jake, de 7 anos, para uma pacata povoação chamada Featherbank em busca de um recomeço de vida. Mas Featherbank tem um passado sombrio.
Há 20 anos, Frank Carter, um perverso assassino em série, raptou e assassinou cinco rapazes. Ficou conhecido como «o Homem dos Sussurros», pois atraía as suas vítimas à noite sussurrando-lhes da janela. Logo após o seu quinto homicídio, Frank acabou por ser detido.
Estando o assassino atrás de grades, Tom e Jake não deveriam ter motivos de preocupação. Só que agora um novo rapaz desapareceu, e as semelhanças entre este acontecimento e os crimes de há 20 anos são desconcertantes. É então que Jake começa a comportar-se de modo estranho?
Diz escutar sussurros vindos do lado de fora da janela do seu quarto... 

Sobre o autor: Alex North é o pseudónimo de um conhecido autor inglês.
Estudou Filosofia na Universidade de Leeds, onde depois trabalhou no departamento de Sociologia, antes de se tornar escritor. Vive em Leeds, no norte de Inglaterra, com a mulher e o filho.
O Homem dos Sussurros, o primeiro thriller que escreveu sob este pseudónimo, foi um verdadeiro êxito internacional, tendo os seus direitos sido vendidos para mais de 20 países. 

Imprensa
«Um enredo fantástico, maravilhosamente bem escrito, com nuances de Thomas Harris e Stephen King, mas brilhante por mérito próprio.» 
C. J. Tudor, autora bestseller internacional