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domingo, 11 de março de 2018

Peter James - Marcada Para Morrer [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Já devo ter contado esta história por aqui mas creio não ser demais mencionar que esta paixão desenfreada pelos thrillers e policiais nasceu devido ao autor britânico Peter James. Por este motivo, devem compreender a razão pela qual fico em êxtase quando sei que é publicada mais uma obra do autor. Assim que Marcada Para Morrer me chegou às mãos, não tardou para que tivesse devorado a obra!

O único aspecto que me desola relativamente à publicação da série, é que tenha havido um salto nos volumes publicados. Este é o 11º, o segundo editado pelo Clube do Autor, e pessoalmente faço votos que haja um investimento na edição dos livros antecessores. Creio que para os fãs do autor, como eu, seria interessante saber mais um pouco sobre o controverso caso do desaparecimento de Sandy, a primeira mulher do protagonista, o detective Roy Grace.

No que concerne a Marcada Para Morrer, só tenho a dizer: uau! É um thriller que se devora, devido aos curtos capítulos, repletos de acção. Daria uma excelente adaptação cinematográfica.
A trama debruça-se sobre um sádico vilão que rapta mulheres com as mesmas características físicas e entrosa com a descoberta de ossadas de uma mulher que terá aparência similar. Além disso, todas apresentam a mesma tatuagem. Suspeito, não vos parece?
À medida que os raptos se sucedem e o antagonista parece ludibriar a polícia com grande mestria, mais cativante é a trama. 

Algo que me agradou particularmente na história foi ter a investigação e em paralelo o testemunho de Logan numa situação adversa. Poderíamos estar a ler mais uma história cliché sobre rapto mas creio que o carisma de Roy Grace é preponderante para que a história ganhasse outro ânimo. Bem como aquele vilão deveras sádico.

O único senão é talvez, a difícil retenção dos nomes das personagens, factor que associo às semelhanças físicas das mulheres que desaparecem e à minha constante inquietação em resolver o caso, juntamente com Roy Grace. Além disso, tenho para mim que aquele final em aberto terá como principal propósito atiçar a curiosidade futuros romances do autor. É neste momento que torno a apelar à editora para que não tardem em publicar um novo título dele para que nós, leitores, possamos revisitar Roy Grace em breve.

Em suma, o ritmo alucinante da história bem como os contornos do caso fizeram com que Marcada Para Morrer proporcionasse um excelente momento de leitura. Gostei muito!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Peter James - Marcada Para Morrer [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 24 Janeiro 2018

               Titulo Original: You are Dead
               Tradução: Dina Antunes
               Preço com IVA: 18,50€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789897244094

Se há livros capazes de interromper a respiração normal do leitor, este é um deles. Tal como a
obra anterior de Peter James, autor multipremiado com mais de 19 milhões de exemplares
vendidos, eis um thriller que promete dar que falar (e noites sem dormir).
Primeiro, há uma mulher raptada. Depois, surgem os corpos assassinados, uns no passado e
outros no presente. No final, a perversidade por trás destes crimes vai surpreendê-lo e arrepiá-lo.

Sinopse: Um grito assustador. Foi a última coisa que Jamie Ball ouviu da sua noiva Logan. Depois, a chamada caiu e Logan desapareceu. Nessa tarde, os restos de uma jovem mulher morta há trinta anos são encontrados numa escavação.
Para o detetive superintendente Roy Grace e a sua equipa estes dois casos não parecem estar relacionados. Até que outras jovens mulheres desaparecem, mais corpos emergem e uma nova pista surge: uma informação crucial que um distinto psiquiatra descobre através de um paciente, mas que só a polícia deveria saber… E o detetive tem a arrepiante impressão de que é essa a chave para entender os crimes do passado e do presente. Se é o mesmo assassino, porquê a pausa entre as mortes? Quem se esconde por trás destes crimes brutais?
O detetive Roy Grace nem imagina a perversidade que o espera…
Tem um encontro marcado com o mal.

Sobre o autor: Peter James estudou em Charterhouse, e depois na escola de cinema. Viveu nos Estados Unidos durante vários anos, onde trabalhou como argumentista e produtor de filmes (os seus projectos incluíam a galardoada série Dead of the Night), antes de regressar a Inglaterra.
Os seus romances anteriores, incluindo o best-seller Possession, foram traduzidos em 26 línguas. Todos os seus livros reflectem um profundo interesse pela medicina, a ciência e o paranormal. Recentemente produziu vários filmes, incluindo O Mercador de Veneza, protagonizado por Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes; e The Bridge of San Luis Rey, com Robert de Niro, Kathy Bates e Harvey Keitel. Foi também co-autor da famosa série Bedsitcom do Channel 4, nomeada para um Rose D’Or, e presentemente colabora na adaptação para televisão do seu primeiro romance Despedida de Solteiro (Gótica 2006). Peter James ganhou o Prémio de Melhor Escritor Policial do Ano de 2005 da Krimi-Blitz, na Alemanha, e Despedida de Solteiro venceu o Internacional Prix Polar 2006 e o Le Prix Coeur Noir 2007 em França. Peter James divide o seu tempo entre as suas casas em Notting Hill, Londres, e no Sussex.

De «um dos escritores de policiais mais consistente da atualidade» segundo o Daily Mail, este é «um thriller de primeira qualidade», diz a Literary Review, «concebido de forma cuidadosa, com personagens realistas, um livro extraordinário e digno de destaque», acrescenta a Publisher’s Weekly.
Mais, o The Times considera que «este livro consegue reunir todos os atributos de James e ser a sua história mais cativante e assustadora até agora», ideia corroborada pelo Huffington Post («Este pode ser o melhor livro de Peter James até agora. Realmente talentoso. Um livro que não se consegue pousar.») 


quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pierre Lemaitre - A Cicatriz do Mal [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 4 Outubro 2017

               Titulo Original: Camille
               Preço com IVA: 17,50€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789897243844

Temos boas e más notícias para os leitores portugueses. Camille Verhoeven está de regresso às livrarias nacionais mas A Cicatriz do Mal é o último livro da trilogia protagonizada pelo célebre comandante Verhoeven criado por Pierre Lemaitre. 
Verhoeven é uma personagem inesquecível, que se dá a conhecer ainda mais profundamente neste livro. Bom amigo, bom polícia, de convicções fortes e incomparável capacidade de argumentação, Verhoeven vai certamente deixar saudades.
Neste livro, como sempre acontece com Pierre Lemaitre, temos a impressão de se tratar de uma narrativa clássica, numa abordagem literária ao mais alto nível. E a verdade é que A Cicatriz do Mal revela um escritor na plena posse das suas qualidades estilísticas.

Sinopse: Galerie Monier, Paris. Uma mulher é apanhada de surpresa por três homens armados que assaltam uma joalharia em plena galeria de lojas dos Campos Elísios. A mulher chama-se Anne Forestier. Trata-se nada mais nada menos do que a companheira do comissário Camille Verhœven, responsável pela Brigada Criminal. Fazendo tábua rasa da lei e correndo o risco de perder o posto de trabalho, o comissário esconde dos demais polícias o facto de conhecer Anne e toma a investigação a seu cargo. É o primeiro passo de uma manipulação orquestrada por um assassino vingativo. 
Na realidade, quem dá caça a quem? E quem é a verdadeira presa?
Gravemente ferida e coberta de cicatrizes, Anne fica internada no hospital, até que Camille a esconde na casa isolada que herdou da mãe. Perseguida por um dos atacantes, esta misteriosa mulher manterá o comissário na corda bamba, tanto a nível pessoal como profissional. 
Digno herdeiro de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, com uma costela de Philip Marlowe, o comandante é um mestre na arte de bem investigar, mas este caso revela-se uma manipulação com requintes de vingança pessoal.
Como habitualmente acontece na escrita de Lemaitre, as aparências enganam, e Camille acabará por compreender que é vítima de uma intriga que remonta ao passado, vendo-se obrigado a recorrer a todos os expedientes e mais algum para descobrir o responsável, bem como as razões que motivam o enigmático assassino.

Sobre o autor: Pierre Lemaitre nasceu em Paris, em 1951. Deu aulas de Literatura francesa e americana durante vários anos e atualmente dedica-se à escrita e ao teatro.
Os cinco thrillers que escreveu, premiados pela crítica e aplaudidos pelos leitores, fizeram dele um dos grandes nomes das letras francesas e granjearam-lhe o reconhecimento internacional.
A trilogia do comandante Camille Verhoeven recebeu, entre outros, os prémios Dagger, Prix du Premier Roman Policier de Cognac, the Prix du Meilleur Polar Francophone e Melhor Romance Policial Europeu. Até nos vermos lá em cima, a sua primeira incursão fora do romance «negro», foi galardoado com o Prémio Goncourt de 2013, o Prix du roman France Télévision, o Prix des lycéens en toutes lettres, o Prix des librairies Nancy/Le Point e o Prix littéraire de la ville de Brignoles.
As suas obras estão traduzidas em trinta línguas, e várias foram adaptados ao cinema e ao teatro.

Imprensa
«Lemaitre eleva o género negro a um nível que raramente se encontra: o lugar onde mora a literatura.» 
Le Figaro Magazine

«Um excelente escritor de livros de suspense.» 
Stephen King

«Uma trama que proporciona o melhor de Lemaitre: qualidade literária, ritmo, controlo da narrativa e uma personagem distinta, por vezes enternecedora e sempre tocante.» 
El País

«Lemaitre é um autor imprescindível no panorama literário atual. […] A cicatriz do mal é um romance de ação vibrante, visualmente perfeito.» 
El Periódico de Catalunya

«Lemaitre sabe renovar-se constantemente, surpreender a cada romance, e isso torna a verificar-se nesta obra, construída graças a uma maquinaria perfeita, com desenvolvimentos imprevisíveis. Decididamente, estamos perante um verdadeiro escritor.» 
L’Humanité

«Fascínio e medo. Uma arte maior.» 
Avantages


quinta-feira, 27 de julho de 2017

Ruth Ware - A Mulher do Camarote 10 [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Depois de ter lido Numa Floresta Muito Escura, tencionava revisitar a autora Ruth Ware. Não precisei de ter lido The Woman in Cabin 10 em inglês, a editora Clube do Autor já publicou a obra, de forma que a pude ler na minha língua materna.

Trata-se de uma história muito diferente da anterior, mantendo apenas como denominador comum o cenário claustrofóbico. Não existe, a meu ver, nenhum local mais ermo do que um camarote, num cruzeiro, que navega Oceano fora. E até a localização geográfica foi deliciosa: este cruzeiro navegava até aos fiordes noruegueses, um destino que, pessoalmente, considero deveras estimulante.

Não sendo um aspecto inovador mas funciona no género de thriller é a caracterização da narradora, Jo Blacklock, como não confiável. Esta percepção assenta logo nas primeiras páginas, altura em que há um acontecimento insólito entre ela e o seu namorado Judah. Além disso, esta impressão intensifica-se quando nos apercebemos que ela toma medicação, combinando-a com o álcool. Por esta razão, reconheci uma certa dificuldade em empatizar com a protagonista, embora julgue ser consensual que ela é detentora de algum poder. 
Sem dúvidas, estamos perante mais uma história que acentua o poder da mulher.

Portanto este tipo de narradores faz-nos duvidar da veracidade dos acontecimentos, não obstante crer que essa impressão se vai desvanecendo à medida que a trama se desenvolve e, finalmente, temos alguma certeza que efectivamente ocorreu um crime na altura em que aparece uma mensagem apelando à desistência de Lo em investigar o caso. Não podia ser mais revelador: aconteceu, com certeza, um crime e o que Lo ouviu não é fruto da sua imaginação.

O interesse na história até então divide-se em duas vertentes: o leitor fica curioso sobre a identidade da misteriosa mulher do camarote 10 e, acima de tudo, quem a teria morto. É legítimo afiançar que um dos pontos positivos é precisamente este.

É uma trama que desperta grande curiosidade desde os primeiros instantes e cujo desenvolvimento é francamente apelativo. Sendo uma história que ocorre num ambiente tão fechado, quis crer, a dada altura, que o desfecho seria previsível mas antes pelo contrário, a resolução do puzzle apanhou-me despercebida.

Ainda sobre a história, creio que esta é ágil e dinâmica, devido às transcrições de emails e mensagens em redes sociais. Na minha óptica, são elementos que poderão, eventualmente, ajudar o leitor a elaborar uma hipótese sobre o clímax, hipótese que cairá por terra. Volto a realçar que o final é completamente imprevisível e coerente.

Perante estas considerações, e tendo presente que gostei do livro anterior da autora, creio que este é ainda superior. A sensação claustrofóbica é palpável (mais ainda do que a floresta inóspita da história anterior); o desenvolvimento da história é intrigante e o final bastante satisfatório. Gostei! 


quarta-feira, 21 de junho de 2017

Ruth Ware - A Mulher do Camarote 10 [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 5 Julho 2017

               Título Original: The Woman in Cabin 10
               Preço com IVA: 17,50
               Páginas: 344
               ISBN: 9789897243806

Ruth Ware.
Se o nome lhe é familiar talvez isso se deva às muitas comparações a Agatha Christie ou então porque ainda tem presente o primeiro livro da autora publicado em Portugal, Numa Floresta Muito Escura. 
A autora está de volta às livrarias nacionais com A Mulher do Camarote 10, um thriller pleno de suspense e reviravoltas, à boa maneira da talentosa escritora britânica.

Sinopse: Tudo começa com um convite inesperado para uma viagem de sonho. Lo Blacklock, jornalista, recebe um convite irrecusável: acompanhar a primeira viagem do cruzeiro de luxo Aurora Borealis. O serviço é exclusivo e a bordo estão vários empresários e pessoas influentes da sociedade. No entanto, a viagem ganha outros contornos para jornalista. Certa noite, testemunha aquilo que acredita ser um crime no camarote ao lado do seu.
Desesperada, denuncia o ocorrido aos responsável pela embarcação. Ninguém acredita na sua versão pois todos os passageiros continuam no navio. Blacklock decide investigar o crime por conta própria. Colocando a carreira e a própria vida em risco, ela não vai descansar enquanto não encontrar resposta para o mistério do camarote 10.
“Não aconteceu nada. Estamos todos seguros. Para de procurar."

Sobre a autora: Ruth Ware cresceu em Lewes, em East Sussex. Depois de se formar pela Universidade de Manchester mudou-se para Paris, antes de se estabelecer no norte de Londres. Casada, com dois filhos pequenos, trabalhou como empregada de mesa, livreira, como professora de Inglês de língua estrangeira e assessora de imprensa. O seu thriller de estreia, Numa Floresta Muito Escura, foi um bestseller do Sunday Times e do New York Times Top Vinte.


sábado, 13 de maio de 2017

Andrew Gross - 72 Horas: O Último Resgate de Auschwitz [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: Maio 2017

               Titulo Original: The One Man
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789897243653

Sinopse: Europa, 1944. E se houvesse algum preso nos campos de concentração cujo conhecimento pudesse alterar o desfecho da guerra?
72 horas é a história de uma missão improvável: o resgate de um único preso, em Auschwitz, em 72 horas.
O objetivo é salvar o cientista que pode definir os vencedores da guerra. Mas como se pode escapar do lugar mais bem guardado no mundo?
Baseado em factos reais, 72 Horas é um thriller arrojado e emocionante sobre a Segunda Guerra Mundial.
Uma combinação engenhosa e inquietante de sentimentos como o dever, o heroísmo, a coragem e a dor, a perda e a culpa.

Sobre o autor: Andrew Gross trocou uma carreira de sucesso nas vendas pela escrita e é hoje um autor best-seller do New York Times, tendo escrito 6 thrillers em parceria com o consagrado James Patterson. Vive no estado de Nova Iorque com a mulher e os três filhos.

Imprensa 
«O mais sincero e convincente livro de Andrew Gross. (…) Verdadeiramente imprescindível. Deve ser lido por todos os estudiosos e curiosos da Segunda Guerra Mundial.»
The Washington Post
 

«Gross revisita os horrores de Auschwitz neste angustiante thriller, tematicamente rico e com suspense de princípio ao fim... .»
Publishers Weekly


quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Kate Hamer - Inseparável [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 25 Agosto 2016
  
               Título Original: The Girl in The Red Coat
               Preço com IVA: 17€
               Páginas: 392
               ISBN: 9789897243028 

Sinopse: Carmel é uma menina que está desaparecida. Mas não sabe que está perdida.
Depois do divórcio, Beth vive um medo constante. Acima de tudo, receia que a filha de oito anos, Carmel, com tendência para se furtar à vigilância maternal, possa desaparecer. Um dia, com efeito, o seu pior receio concretiza-se. Um sábado, numa manhã de nevoeiro, Beth leva a filha a um festival infantil ao ar livre, separam-se por breves instantes e Carmel nunca mais torna a ser vista. Vestindo o casaco vermelho de que tanto gosta e que a transforma ao mesmo tempo numa mancha reconhecível e num alvo fácil de identificar, Carmel acaba por cair nas mãos de um homem que lhe diz ser o avô há muito desaparecido. Não tendo outro remédio senão ficar entregue à sua nova família, a menina apercebe-se, à medida que os dias se transformam em semanas e meses, de que o avô possui um dom muito especial... Destroçada, Beth empreende uma busca desesperada e solitária, nunca perdendo a fé no reencontro. Carmel, por seu turno, empreende também uma estranha e angustiante viagem, que a obriga a recorrer a todo o engenho que a caracteriza desde pequena, a fim de manter sempre na sua mente (e na memória) a imagem da mãe.
Alternando entre a história de Beth e o relato de Carmel, numa prosa apaixonante e que nos deixa em suspenso até ao fim, Inseparável é um romance inesquecível.

Sobre a autora: Kate Hamer nasceu em Inglaterra e cresceu no País de Gales. Trabalhou durante dez anos na rádio e na televisão, a fazer documentários. Em 2011, a sua história "One Summer" conquistou o prémio Rhys Davies para o melhor conto. Inseparável, o romance de estreia, fez parte dos finalistas dos prémios Dagger Award e Costa Book Award, ambos na categoria de primeira obra, e foi traduzido para dezasseis línguas. Actualmente, a escritora vive e trabalha no País de Gales.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Jill Alexander Essbaum - Uma Boa Mulher [Opinião]


Sinopse: O fascínio e a culpa de uma mulher dividida entre o amor e a luxúria. Complexo e íntimo, "Uma Boa Mulher" é a história de uma mulher que enfrenta o vazio no seu casamento e procura dar um novo sentido à sua vida. Este é um romance que explora a sensualidade e o desejo em toda a sua força libertadora e subversiva.Muito elogiado pela crítica internacional e pelos leitores, "Uma Boa Mulher" é um livro profundo e intenso sobre o casamento, a moralidade e o amor-próprio.

Opinião: Toda a gente falava maravilhas deste livro e saí da minha zona de conforto para enveredar por uma leitura diferente. Numa primeira análise achei que a trama se baseava exclusivamente numa mulher, Anna Benz, que mantém relações extraconjugais. Uma consideração que se revelou insuficiente: o tema é complexo e vai além dos deslizes de Anna no seu casamento.

Anna é casada com Bruno e tem três filhos. A família mudou-se para a Suiça e a mulher está a aprender alemão uma vez que ela é americana e ainda não fala a língua do país onde reside agora. Frequenta uma terapeuta a quem desabafa os seus pensamentos mais íntimos, conferindo uma ampla gama de sentimentos: solidão, necessidade de carinho, culpa, vergonha. 
Trata-se, portanto, de uma obra sensorial onde a ode aos sentimentos será até à última página. No entanto estes serão substituídos por outros, de natureza mais devastadora. À emoção de ter um amante (que, pessoalmente, creio não ser tão alta como o risco de ter uma vida dupla) segue-se algo de muito aterrador, curiosamente, um dos elementos que tanto aprecio nas minhas leituras. E tudo muda...

Não, a obra não é um thriller. É um romance contemporâneo que explora, sobretudo, as dimensões (irreflectidas ou não) do adultério. E nisto, devo dizer que é bastante frontal: as imagens sexuais desfilam por entre as páginas e há um crescendo correspondente à situação de Anna. Será ela descoberta?
Por mim falo, se por um lado condeno a traição, por outro não consigo deixar de pensar na comodidade e falta de comunicação que se instalou naquela relação e por consequente, na busca quase desenfreada por sexo. Há um segredo respeitante àquela família que me deixou apreensiva e, mais uma vez, levou-me a reflectir sobre a ausência do diálogo, algo que me parece tão simples e, ao mesmo tempo, tão difícil. Em suma, o estilo da obra é, assim, convidativo à ponderação sobre relações. 

Como referi, por intermédio das sessões de terapia, o leitor consegue conhecer muito bem a protagonista. Tem acesso não só às situações que protagoniza como os sentimentos que despertam. Confesso que a minha percepção é que a avidez por sexo com os amantes faz com que a família seja remetida para segundo plano. E isso vai trazer consequências penosas. Ao contrário de outras tramas que, provavelmente, iriam florear os acontecimentos finais, em Uma Boa Mulher, o desfecho é coerente e devastador, tal como foram as páginas anteriores. 

Termino a minha opinião dizendo novamente que este livro não é a minha praia. Prefiro sempre o género thriller e policial embora admita que tive prazer ao folhear esta obra. Não só pela diferença do estilo literário, como pela obrigação em reflectir sobre alguns temas abordados. 
Um livro interessante.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Peter James - Quero-te Morta [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Assim que soube que iria ser publicado um livro de Peter James, fiquei em êxtase! Vós não sabeis mas foi este autor que teve um peso quase decisivo no aparecimento da menina dos policiais. Foi através de uma obra sua, publicada pela extinta editora Gótica, que fiquei viciada no género do thriller numas férias em 2008. E desde então que vivo fascinada pelo género, como se vê.

Quero-te Morta é o 10º livro da série protagonizada por Roy Grace. É a principal crítica que tenho a apontar: após quatro livros lidos da editora Gótica, fica um hiato de 6 livros na publicação de livros do autor em Portugal. Este parece ser um problema secundário se tivermos em conta que os primeiros 4 foram publicados pela Gótica sendo, actualmente, livros muito difíceis de encontrar.

Uma vez que li o último há tanto tempo, muito sinceramente, não me apercebi bem do que perdi entre o último livro publicado e este. A série terá estagnado no que concerne à vida pessoal de Roy Grace?
O detective refez a sua vida amorosa mas ainda está assombrado pelo desaparecimento da sua mulher Sandy, que entretanto foi dada como morta. E ao reler a minha opinião do 4º livro, apercebi-me que a situação já estava assim, embora não me recorde se Cleo já existia. Não me recordo de todo de Noah, querendo-me fazer parecer que esta será o elemento novidade que perdi no intervalo dos seis livros.

Em relação à trama propriamente dita, devo confessar que me envolveu pela temática. Ora como explicita a sinopse, é sobre um homem obcecado por uma relação que terminou. Todos os desenvolvimentos acabam por ser previsíveis e não houve nenhum twist que me surpreendesse. Desde cedo que se conhece a identidade do vilão e, como refere o título, ele quer matar a mulher, de seu nome Red, que o rejeitou outrora. 
O que torna a trama interessante é a forma como psicologicamente está afectado o antagonista pelo término da relação e a maneira como leva a cabo os seus principais objectivos: prejudicar as pessoas próximas de Red e a própria.

Posto isto há também o desenvolvimento pessoal de Roy Grace, um personagem que se tornou distante talvez pelo esquecimento da personagem, consequência dos anos em que não li nada do autor. Espero que a editora insista em mais obras de James. Não obstante, há um desenvolvimento que diz respeito ao seu passado que me pareceu fulcral neste livro. Decididamente, a continuar a publicação das obras do autor (espero que sim!), a vida pessoal de Grace terá uma surpresa doravante.

Ponto positivo número dois: os capítulos curtos. Cada capítulo tem uma ou duas páginas e esta estrutura acelera, indubitavelmente, o ritmo de leitura. É um livro que se lê num ápice também devido ao ritmo frenético da acção.

Em suma, Quero-te Morta peca apenas pela previsibilidade da história, embora seja uma abordagem realista das relações obsessivas.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

Peter James - Quero-te Morta [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 14 Julho 2016
  
               Título Original: I Want You Dead
               Preço com IVA: 17,50
               Páginas: 474
               ISBN: 9789897242755

Sinopse: Quando uma mulher conhece o atraente e charmoso Bryce Laurent através de um site de encontros, a atração é imediata. Contudo, à medida que a ligação entre eles se torna mais intensa, a verdade sobre o passado de Bryce, e o seu lado mais negro, começam a emergir. Tudo o que contou sobre a sua vida revela-se uma teia de mentiras e, aos poucos, a paixão de Red Westwood converte-se em terror.

Sobre o autor: Peter James estudou em Charterhouse, e depois na escola de cinema. Viveu nos Estados Unidos durante vários anos, onde trabalhou como argumentista e produtor de filmes (os seus projectos incluíam a galardoada série Dead of the Night), antes de regressar a Inglaterra.
Os seus romances anteriores, incluindo o best-seller Possession, foram traduzidos em 26 línguas. Todos os seus livros reflectem um profundo interesse pela medicina, a ciência e o paranormal. Recentemente produziu vários filmes, incluindo O Mercador de Veneza, protagonizado por Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes; e The Bridge of San Luis Rey, com Robert de Niro, Kathy Bates e Harvey Keitel. Foi também co-autor da famosa série Bedsitcom do Channel 4, nomeada para um Rose D’Or, e presentemente colabora na adaptação para televisão do seu primeiro romance Despedida de Solteiro (Gótica 2006). Peter James ganhou o Prémio de Melhor Escritor Policial do Ano de 2005 da Krimi-Blitz, na Alemanha, e Despedida de Solteiro venceu o Internacional Prix Polar 2006 e o Le Prix Coeur Noir 2007 em França. Peter James divide o seu tempo entre as suas casas em Notting Hill, Londres, e no Sussex.


segunda-feira, 27 de junho de 2016

Richard Castle - No Calor da Noite [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 27 Junho 2016
  
               Título Original: Heat Rises
               Tradução: Carmo Romão 
               Preço com IVA: 17,00
               Páginas: 368
               ISBN: 9789897242977

Sinopse: Estes dias têm estado muito quentes mas também há emoções a fervilhar No Calor da Noite. Este é já o terceiro livro do protagonista da série de TV Castle. Depois dos volumes anteriores, que têm igualmente como personagens centrais Richard e kate, No Calor da Noite narra a nova aventura de Nikki Heat, determinada e ousada, tão fascinante e bem-humorada como a série em exibição no AXN. Nikki Heat foi afastada da polícia e embarca sozinha numa investigação. Só James Rook a poderá ajudar a recuperar o seu distintivo, fazendo aumentar a temperatura da sua relação.

Olá, sou Richard Castle e recomendo a leitura deste livro!



sábado, 16 de abril de 2016

Ruth Ware - Numa Floresta Muito Escura [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Alternando entre o tempo passado e o presente, Numa Floresta Muito Escura é um livro bastante misterioso. Sabemos que Nora, a protagonista do livro, se encontra num hospital mas esta não se recorda das razões que a trouxeram ao local. Por isso vai relatando que foi convidada para uma despedida de solteira de uma amiga com quem não se relaciona há dez anos.
Daí que, na minha opinião, o factor de mistério instala-se logo nas páginas iniciais. Porque motivo a presença de Nora é tão desejada numa festa de alguém de quem não se sabe há tanto tempo?

A despedida de solteira, que ocorre num casebre num local ermo, deixa antever logo desde início que não terá um final feliz, como a acção presente comprova. 
A paisagem de Londres, cidade onde vive Nora contrasta com a neve e a floresta densa que engole a casa dos familiares de Flo, uma das amigas da noiva. Portanto, um ponto positivo pela sensação de claustrofobia que é palpável na trama. 
Muito sinceramente, não consegui eleger o elemento mais obscuro entre as personagens e o ambiente onde decorre a acção. Isto porque até os participantes da festa me pareceram bastante duvidosos, com especial incidência em Flo, obcecada com os planos da despedida de solteira e Nina, uma amiga comum de infância de Nora e Claire, a noiva.

À medida que folhamos as páginas apercebemo-nos de alguns segredos que povoam as personagens, sendo os mais interessantes aqueles que dizem respeito a Nora e a Claire. 
A autora consegue manter o interesse na narrativa, desenvolvendo um crescendo de emoções. Confesso que na minha cabeça surgiram algumas explicações, rapidamente descartadas pelo evoluir da narrativa. Algo de muito errado viria a acontecer na festa... O marketing em torno deste livro 'Alguém se Vai Casar, Alguém Vai Desaparecer' aligeira o que de facto acontece.

Numa Floresta Muito Escura é um thriller psicológico e emocionante que li em pouco mais de um dia. De louvar as revelações que me apanharam desprevenida num ambiente tenebroso, razões pelas quais considero esta obra um excelente romance de estreia de Ruth Ware, uma autora que vai ficar debaixo da mira! 


segunda-feira, 11 de abril de 2016

Marcello Simoni - A Abadia dos Cem Pecados [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Abadia dos Cem Pecados é o primeiro livro de uma trilogia. Já foi publicada uma outra trilogia da sua autoria, no entanto, nunca tive oportunidade de ler. Foi com esta obra que me estreei não só com este autor como no próprio género histórico. Bem, apesar de ser um romance histórico, há um mistério.

Agradeço à editora Clube do Autor que me enviou esta obra de surpresa e por conseguinte proporcionou a leitura da obra que, volto a realçar, nunca teria escolhido.

Enveredar pela leitura de A Abadia dos Cem Pecados foi como viajar até à Europa Medieval. 
Não há como não ficar rendido ao cenário (até porque, pessoalmente, não leio muitos livros cuja acção ocorra no século XIV). Além disso, a obra cativou-me ao ponto de dar por mim a indagar ao meu marido (que é historiador) ou verificar na internet se certos factos terão sido verídicos. Senti-me cativada com a descrição da sociedade medieval (e que tanto estudo com os meus alunos), com a imponência das catedrais e com o próprio ambiente em si, dominado pela religião.
Congratulo o autor Marcello Simoni, pelo exímio trabalho de pesquisa.

A história é cativante e misteriosa. Como é referido na sinopse, após a derrota francesa na batalha de Crécy, o rei da Boémia, já moribundo, entrega ao cavaleiro francês Maynard de Rocheblanch um pergaminho com um enigma. Ao ser detentor deste documento, o cavaleiro francês enreda-se numa teia de intrigas. A batalha de Crécy (e não Grécy como é referido na sinopse) foi o primeiro confronto da Guerra dos Cem Anos, pelo que achei que esta batalha foi magistralmente descrita. 

O que mais apreciei, a passo do fantástico cenário, foi esta dita teia de intrigas que se instala entre Maynard e as demais personagens, algumas de cariz maquiavélico, que mostram uma luta incessante pelo poder.

Gostei do livro, achei-o interessante e deixou-me mais open minded para ler outras obras do género. No entanto, A Abadia dos Cem Pecados é o primeiro de uma trilogia, servindo quase como uma introdução à história. Ficou tanto por explicar e eu curiosa para deslindar mais sobre este mundo!


quarta-feira, 30 de março de 2016

Ruth Ware - Numa Floresta Muito Escura [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 5 Abril 2016

               Título Original: In a Dark, Dark Wood 
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789897242779

Sinopse: Uma mulher solitária recebe um convite inesperado para a despedida de solteira de uma amiga que não via há muito tempo. Relutantemente, ela aceita participar na reunião de amigas, algures numa casa isolada na floresta.
Quarenta e oito horas depois, Nora acorda numa cama do hospital. Está ferida mas não se recorda exatamente do que se passou. Sabe, no entanto, que alguém morreu. O que fiz eu?, pergunta-se ela, consciente de que algo muito grave aconteceu naquela casa na floresta escura, muito escura…

Sobre a autora:  Ruth Ware cresceu em Sussex, Inglaterra. Depois de se formar na Universidade de Manchester, mudou-se para Paris antes de assentar em Londres. Trabalhou como empregada de mesa, foi livreira e professora de Inglês para estrangeiros. É casada e tem dois filhos pequenos. Numa Floresta Muito Escura é o seu thriller de estreia.  

Imprensa 
«Não vai largar o livro até chegar à última página. A atmosfera densa e as revelações surpreendentes vão deixá-lo sem fôlego.»
Entertainment Weekly

segunda-feira, 21 de março de 2016

David Baldacci - A Memória [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 22 Março 2016

               Título Original: 
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 424
               ISBN: 9789897242809

Sinopse: A Memória é um livro poderoso e surpreendente: a história de um homem dotado de uma memória perfeita e perseguido por um crime sangrento. Ele não se consegue esquecer de nada - mas há uma noite que ele gostaria de apagar para sempre da sua mente… Ou então descobrir finalmente quem destruiu o seu mundo.

Sobre o autor: David Baldacci nasceu em 1960, na Virgínia, onde reside atualmente. Exerceu advocacia durante nove anos em Washington, dedicando-se depois à escrita. Do seu currículo faz parte um impressionante número de bestsellers, entrando frequentemente no primeiro lugar da lista dos mais vendidos do New York Times.

Imprensa
«Uma obra magistral devido à velocidade da narrativa, à originalidade do herói e ao enredo empolgante. (…) Irresistível.» 
Washington Post 

«Uma obra intensa que mostra um escritor no auge da sua maturidade.»
Richmond Times


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Marcello Simoni - A Abadia dos Cem Pecados [Divulgação Clube do Autor]


Data de publicação: 23 Fevereiro 2016

               Título Original: L'abbazia dei cento peccati
               Tradução: Inês Guerreiro
               Preço com IVA: 17,50
               Páginas: 366
               ISBN: 9789897242786

Marcello Simoni é por muitos considerado o escritor sensação do romance histórico e está já publicado em vários países. A sua obra tornou-se internacionalmente conhecida com O Mercador de Livros Malditos, o seu romance de estreia, distinguido com o Prémio Bancarella e o Prémio Literário Emilio Salgari, entre outros.

O autor estará em Portugal de 7 a 9 de Março para apresentar o primeiro romance da sua mais recente trilogia, a trilogia das abadias. A abadia dos cem pecados é o novo livro do autor que, tal como a trilogia dos livros malditos, também ambienta os leitores na idade Europa medieval. Neste novo volume, o autor tece uma história de religião, batalhas e alianças numa época muito marcada por lutas de supremacia política e domínio religioso.

Sinopse: Agosto de 1346. França e Inglaterra estão em guerra. No final da batalha de Grécy, o rei da Boémia, já moribundo, entrega a um cavaleiro francês, Maynard de Rocheblanche, um pergaminho com um misterioso enigma. Este obscuro texto faz referência a uma relíquia preciosa, o Lapis exilii. São muitos os que procuram apoderar-se dele, nomeadamente um ambicioso cardeal de Avinhão e o príncipe Karel do Luxemburgo, ansioso por se fazer coroar imperador.
Para proteger o valioso documento, Maynard será obrigado a fugir. Refugiar-se-á primeiro em Reims, junto da irmã Eudeline, abadessa do convento de Sainte-Balsamie, e depois na abadia de Pomposa. Será aí que encontra o abade Andrea e o jovem pintor Gualtiero de’Bruni, com os quais tentará descobrir a verdade sobre o pergaminho. No entanto, o único que a conhece é um monge de aspeto disforme, que arrebatou o segredo do Lapis exilii de um lugar inacessível, o mosteiro de Mont-Fleur...

Sobre o autor: Marcello Simoni nasceu em Comacchio, em 1975, onde atualmente vive e trabalha. Licenciado em Letras, trabalha como bibliotecário mas já foi arqueólogo. O Mercador de Livros Malditos foi o seu romance de estreia, que rapidamente conquistou o público internacional e a crítica, tendo sido distinguido, entre outros, com o Prémio Bancarella.


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pierre Lemaître - Irène [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Há uns anos li um livro que me ficou retido na memória. Alex de Pierre Lemaître foi um dos melhores policiais que alguma vez li e, finda a sua leitura, procurei obras do autor, cujo protagonismo pertencesse à personagem Camille Verhoeven, embora sem sucesso.

No entanto, em Outubro tive conhecimento que o Clube do Autor iria publicar o primeiro da trilogia protagonizada por Verhoeven, intitulado Irène. Fiquei radiante! Há tanto tempo que esperara por este livro!

Embora tivesse lido Alex e até me recordava bem da história, Irène foi uma excelente surpresa.
Tal como a obra que lera anteriormente, este livro é repleto de reviravoltas e dotado de uma crueldade nas descrições providas de cenas gráficas e susceptíveis aos leitores. Fica a sensação que estamos junto de Camille, nas cenas do crime.
Irène é muito mais do que violência literária, claro. Para mim, é um hino a algumas obras consagradas no género de policial isto porque o serial killer da trama reproduz os homicídios retratados em alguns livros.
Desperta, portanto, uma vontade em ler estas obras mencionadas.

Como no livro antecessor, a investigação por parte de Camille mescla com a sua vida pessoal. Dado que tinha já lido Alex, sabia de antemão que este é uma personagem amargurada. Só não sabia a razão que é esmiuçada na presente trama. Tal acontecimento deixou-me abalada. Isto porque durante a trama, é inevitável sentir uma empatia por Camille e pela sua esposa Irène, que está grávida.
No entanto, creio que o ambiente tenso devido aos crimes sobrepõe-se aos momentos felizes do casal. Categorizaria, por isso, este livro como noir. O desfecho deixou-me devastada pois não é um final politicamente correcto.

Em suma, Irène é um livro tenso, violento e chocante. Mexeu muito comigo no decorrer da leitura logo, e na minha opinião, é um dos melhores policiais que li nos últimos tempos.

Em jeito de remate, faço figas para que o terceiro volume da trilogia seja publicado. Pelo sim, pelo não, já tenho os ebooks em inglês, contudo não consigo conter a vontade em ler o terceiro. 
Urge ler boa literatura neste novo ano.


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pierre Lemaître - Irène [Divulgação Editorial Clube do Autor]


Data de publicação: 21 Outubro 2015 

               Título Original: Irène
               Tradução: Miguel Serra Pereira
               Colecção: Verhœven, #1
               Preço com IVA: 17,00€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789897242595

Irène é um dos mais originais e poderosos thrillers dos últimos anos. Uma homenagem à literatura policial que só poderia ser escrita por um apaixonado pelo género e por um grande escritor como Pierre Lemaitre. 
O autor recorre a cinco cenas clássicas de crimes – de Bret Easton Ellis a James Ellroy – para criar uma obra psicologicamente densa, surpreendente e arrebatadora.

Sobre o autor:  Pierre Lemaitre nasceu em 1951. Escreveu cinco thrillers, todos premiados pela crítica internacional. Irène recebeu, entre outros, os prémios Dagger e Melhor Romance Policial Europeu.


Imprensa
«Um romance viciante, arrepiante, inteligente e genial.»
El Periódico

«Um romance de cinco estrelas, destinado a figurar entre os clássicos do género.»
ElCultural


 

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tana French - O Sítio Secreto [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Sítio Secreto é o quinto livro da série Dublin Murder Squad, depois de três títulos publicados por cá. Ainda hoje não sei muito bem o que pensar sobre a autora pois a minha opinião diverge consoante os títulos publicados. Gostei muito de Desaparecidos e Sombras do Passado mas fiquei desiludida com A Semelhança.
Ainda assim, estava extremamente expectante com o "regresso" de Tana French.

Antes de mais, aponto como principal crítica a omissão da publicação do 4º volume da série, ainda que a leitura deste seja completamente independente dos livros anteriores. Pessoalmente teria gostado de acompanhar a saga cronologicamente. 

Tal como a sinopse indica, a trama aponta para o homicídio de um jovem e na investigação da sua morte após uma aluna ter recebido um bilhete misterioso. Em detrimento deste acontecimento, o caso toma maior fulgor.

A trama é envolvente, sendo narrada em dois momentos distintos: a actualidade onde se desenrola a investigação conduzida pelo detective Stephen Moran intercalada com flashbacks de episódios passados que envolvem a vítima, Chris Harper, e um grupo de alunas do colégio. No entanto, no que concerne a esta componente, achei-a demasiado juvenil na medida em que são esmiuçados uma gama de dramas intrinsecamente ligada à fase da adolescência. Um retrato realista e que amplifica o número de suspeitos. Não deixa de ser interessante a forma como os interrogatórios ao grupo de alunas desvenda algumas mentiras e falsas pistas, tendo sido surpreendida em alguns momentos de revelações.

O Sítio Secreto é, à semelhança das obras anteriores de French, um livro de leitura ávida, cativando o leitor pelo mistério que se instala, de cariz psicológico visto não abundar cenas gráficas.
Os frequentes diálogos agilizam a acção.

Pelo que percebi, a personagem de Stephen Moran já fora introduzida no romance Sombras do Passado mas sinceramente não me recordo do mesmo nessa obra. Terá tido, certamente, um papel mais fugaz.

Como balanço final poder-se-á dizer que estamos perante um bom mistério que dá ímpeto ao leitor para descortinar a identidade do homicida (e as razões pelas quais matou o jovem estudante). No entanto creio que as analepses eram demasiado enraizadas naqueles dramas adolescentes, pelo que achei que a trama era algo juvenil.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Richard Castle - Ondas de Calor [Divulgação Editorial Clube do Autor]


Data de publicação: 1 Julho 2015 
  
               Título Original: Heat Wave
               Tradução: Dina Antunes
               Preço com IVA: 15,00€
               Páginas: 280
               ISBN: 9789897242243

Se está a pensar que o nome Richard Castle o recorda vagamente da popular série do AXN, Castle, tem toda a razão! 
O autor de Ondas de Calor é mesmo o escritor de livros policiais de sucesso que colabora com a polícia de Nova Iorque, em conjunto com a detetive Kate Beckett, na série televisiva. Este é o primeiro romance do autor a passar do pequeno ecrã para livro.

Sinopse: A história não podia ser mais escaldante. Ou não fosse ela protagonizada pela sensual e decidida Nikki Heat, personagem inspirada em Kate. 
No meio de uma vaga de calor, a detetive tem um duplo desafio pela frente: desenredar o nó que lhe permitirá desvendar os segredos dos mais poderosos e decidir o que fazer perante a faísca escaldante que surgiu entre ela e Rook, o jornalista presunçoso e bem-parecido com a mania de que é polícia, que a acompanha nesta investigação. Será que esta dupla inusitada vai ser eficaz?

Sobre o autor: Richard Castle é autor de vários bestsellers, incluindo a série Derrick Storm, tendo já sido distinguido com o prémio Tom Straw Award for Mistery Literature. 

Imprensa
«Ondas de Calor é um êxito de vendas do mestre dos thrillers. Escaldante!»
James Patterson