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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Stephen King - Escrever [Opinião]




Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais, Escrever é uma reedição muito desejada pelo que devo congratular a Bertrand por ter ido ao encontro do apelo dos fãs de Stephen King.

Escrever - Memórias de um Ofício, é uma obra que, como se depreende pelo título, se dedica ao processo de escrita, um tema que considero interessante uma vez que sou uma ávida leitora ao mesmo tempo que equaciono, com alguma frequência, enveredar pela escrita do meu próprio thriller. Considero que este título é deveras inspirador: a minha percepção é que o autor incentiva o leitor a aventurar-se na escrita do seu próprio livro, seja ele que género for. A cada página que lia, mais reflectia naquelas ideias que fui tendo, ao longo dos anos, para escrever a minha história.

Contudo, não vejo este título como um livro exclusivamente de auto ajuda, se é assim que podemos categorizá-lo, por conter inúmeros dados biográficos do autor. Assim, tenho para mim que esta obra não é apenas para aqueles que pretendem escrever, esta destina-se, sobretudo, aos fãs de Stephen King.
Por me assumir grande seguidora do trabalho do autor, já conhecia vários dos factos que são descritos na obra, não obstante ter-me sentido deslumbrada por redescobri-los contados na primeira pessoa como as suas considerações sobre as primeiras obras, factos que considerei bastante interessantes, como fã de Carrie ou Misery que sou.

A vida de King não foi fácil, tendo passado por uma infância pautada pela escassez de dinheiro. Nas páginas iniciais, o autor revela algumas partidas de crianças, protagonizadas por si e pelo irmão, que me fizeram sorrir embora tenha sido sol de pouca dura. Os testemunhos do autor vão sendo progressivamente mais duros e acabei por ficar estarrecida com as revelações relacionadas com o consumo de álcool e, posteriomente, de drogas. A sua relação com substâncias ilícitas já era de conhecimento público embora conhecer estes factos, vindos do próprio testemunho do autor e sem qualquer tipo de floreado, de certa forma, fez com que passasse a admirar, ainda mais, o mestre do terror. Os seus relatos estão pejados de grande sinceridade.

Confesso não ser especialista a avaliar livros que não sejam de ficção, porém reconheço que esta obra tem uma magia muito própria. Tenho consciência que este sentimento será transversal àqueles que, tal como eu, admiram esta personalidade. Ter lido este livro fez-me sentir, de certa forma, mais próxima de Stephen King.

No final somos brindados com duas listas, uma delas mais actualizadas, com as preferências literárias do autor. Dei por mim a pesquisar pelos livros que não conhecia e a adicionar mais títulos à minha lista de aquisições.

Honestamente sinto que os livros a que estou habituada, de ficção, estão associados a uma componente de entretenimento, o que não correspondeu inteiramente à minha percepção com esta leitura. Além de me ter cativado com a sua história de vida, King também me ensinou, de certa forma, a escrever e a estruturar uma trama e incentivou-me para que um dia vá para a frente com o meu próprio manuscrito.

Estamos, por isso, perante uma obra do autor que sendo diferente das demais, é imperdível, sobretudo para os fãs do autor.


sexta-feira, 10 de julho de 2020

Stephen King - Escrever [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 10 Julho 2020

               Título Original: On Writing
               Tradução: E. Santos
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789722540018

Chamo-me Stephen King. Estou  a  escrever  a primeira  versão  desta  parte na minha  mesa  (aquela  sob  o  telhado  inclinado), numa manhã de neve de dezembro de 1997.

Tenho algumas coisas na cabeça. Escrever, a autobiografiada arte de Stephen King, será publicado a 10 de julho. Considerado pela Time um dos melhores 100 livros de não ficção  de todos os tempos, este registo de memórias do mestre  do suspense revela  a  sua  história familiar e, sobretudo, o relacionamento com a escrita.

Iniciada em 1997, esta obra permitiria a Stephen King falar sobre o seu trabalho e sobre  si.  Contudo,  em  1999,  um  grande  acidente quase  lhe  tirou  a  vida  e, nos meses de recuperação, o nexo entre a escrita e a existência tornou-se mais crucial do que nunca para o escritor. O resultado? Uma obra clara, útil e reveladora.

Escrever é um relato fascinante que, partindo da experiência concretado autor, proporcionará aos leitores uma nova perspetiva sobre a formação de um escritor, com conselhos práticos e inspiradores sobre todas as fases, desde o desenvolvimento da intriga e a criação das personagens até aos hábitos profissionais e à fuga ao trabalho. Publicada originalmente em folhetim na New Yorker e vivamente aclamada, esta obra culmina com um testemunho comovente do modo como a  necessidade irresistível de escrever estimulou a recuperação de Stephen King e o trouxe de  volta à vida.

Brilhantemente  estruturado e cativante, este livro ensinará – e divertirá – todos os que o lerem. Começa assim: coloque a mesa num canto e, sempre que se sentar para escrever, lembre-se da razão de ela não estar no meio da sala. A vida não é um suporte à arte. É exatamente o contrário.

Sinopse: Em 1997, Stephen King começou a escrever sobre o seu ofício e a sua vida. A meio de 1999, um acidente muito noticiado quase lhe tirou a vida e, nos meses de recuperação, o nexo entre a escrita e a existência tornou-se mais crucial do que nunca para o escritor. O resultado é uma obra clara, útil e reveladora. Escrever é, assim, um relato fascinante que, partindo da experiência concretado autor, proporcionará aos leitores uma nova perspetiva sobre a formação de um escritor, com conselhos práticos e inspiradores sobre todas as fases, desde o desenvolvimento da intriga e a criação das personagens até aos hábitos profissionais e à fuga ao trabalho. Publicada originalmente em folhetim na New Yorker e vivamente aclamada, esta obra culmina com um testemunho comovente do modo como a necessidade irresistível de escrever estimulou a recuperação de Stephen King e o trouxe de volta à vida. Brilhantemente estruturado e cativante, este livro ensinará – e divertirá – todos os que o lerem.

Sobre o autor: Romancista norte-americano, Stephen King nasceu em 1947 em Portland, no  Maine. Filho de um marinheiro, que abandonou a família em 1950, foi criado pela mãe, em Durham, juntamente com o seu irmão David. A mãe viu-se forçada a trabalhar precariamente para poder sustentar os filhos. Aos seis anos de idade, o jovem Stephen teve de se submeter à punção do tímpano por diversas vezes, experiência dolorosa que nunca conseguiria esquecer. Deu início aos seus estudos secundários na Lisbon Falls High School, onde começou a escrever contos ao mesmo tempo que fazia parte de um grupo amador de rock.
No ano de 1960, Stephen King submeteu o seu primeiro manuscrito para publicação, o qual seria rejeitado. Em 1974, estreou-se como autor com Carrie, a história de uma rapariga com poderes telecinéticos, um trabalho resgatado do lixo pela sua esposa, que sempre o encorajou a escrever. De início, a obra teve um sucesso modesto, mas, com a adaptação para cinema e com a publicação do romance A Hora do Vampiro (1976), conseguiu estabelecer-se no panorama literário internacional. 
Em junho de 1999, o escritor ficou gravemente ferido na sequência de um atropelamento por uma carrinha. Não obstante, no mês seguinte começou a publicar uma série de folhetins virtuais no seu website, sendo o primeiro escritor de renome a recorrer ao suporte virtual. Em convalescença do acidente, decidiu finalizar Escrever (2000), obra principalmente destinada a aconselhar potenciais escritores. 
Enumerar a sucessão de êxitos, que, desde então, marcam a sua carreira seria fastidioso e  por isso não o faremos, limitando-nos a sublinhar que Stephen King ocupa hoje um lugar apenas reservado aos mais destacados escritores.www.stephenking.com



segunda-feira, 8 de junho de 2020

Lionel Shriver - Temos que Falar Sobre o Kevin [Opinião]


Sinopse: Eva nunca quis ser mãe, especialmente de Kevin, que há dois anos matou sete colegas da escola, um funcionário do bar e uma admirada professora que tentou compreendê-lo. Tudo isto dois dias antes de completar dezasseis anos, e agora o rapaz vive numa prisão temporária para jovens delinquentes. Ao contar a história do filho em cartas endereçadas ao marido, agora separado dela, Eva expõe os seus receios face à maternidade e à influência que pode ter exercido no desenvolvimento da personalidade de Kevin. Até que ponto poderá ela ser culpabilizada?

Opinião: Tão difícil quanto falar sobre o Kevin, é escrever sobre este livro e, consequentemente, sobre os sentimentos que a obra em apreço nos desperta. Creio que a sinopse é explícita, esta trama debruça-se sobre uma família que vive uma situação dramática: e complexa Kevin, o filho mais velho, foi responsável por um ataque a uma escola que vitimou uma professora e alguns colegas e está preso.

A trama acaba, desta forma, por nos ser apresentada de uma forma extremamente peculiar: ora, por um lado, o leitor tem conhecimento imediato sobre o final da obra, por outro, a narrativa apresenta uma invulgar estrutura, sob a forma de cartas da mãe, Eva, destinadas ao marido. Imediamente, a sensação que temos prende-se com a fragilidade da relação de ambos, fazendo um contraponto dos relatos iniciais, relacionados com algumas vivências com o pai de Kevin, ainda na fase de namoro, e como a relação evoluiu para o casamento. Pessoalmente, achei o início muito lento e de ritmo moroso. Estava sedenta de saber mais sobre o protagonista, Kevin, pelo que achei que o autor se perdeu nos ínfimos detalhes sobre Eva. Compreendo que estes visam enriquecer a personagem mas eu sou impaciente e queria chegar ao cerne da história. Será, portanto, uma percepção muito pessoal que se prende com o facto de eu ser entusiasta de tramas ágeis.

Estas introspecções traduzem-se num dilema que me parece ser algo comum e igualmente tabu: a decisão de uma mulher em recusar experienciar a maternidade. Pessoalmente acredito que nem todas as mulheres sintam necessidade de ter filhos muito embora haja pressão da sociedade para que isso aconteça. Eva não esconde, desde uma fase precoce da trama, que pertencia a esse grupo de mulheres.Talvez tenha sido este sentimento, embora camuflado, que tenha influenciado o Kevin a ser mau ou, simplesmente, a psicopatia já seja genética e esta revela-se desde tenra idade. Nunca saberemos e creio que o fascínio desta obra recai sobretudo a esta dúvida constante. 
Toda a história é escrita sob o ponto de vista da mãe pelo que me questionei se os factos descritos pela Eva correspondem totalmente à realidade ou se os terá exagerado. Sou sempre céptica quando ouço apenas um lado da história.

Através das cartas, Eva vai relatando alguns episódios protagonizados pelo seu filho, que vão progressivamente escalando para acontecimentos de cariz mais grave. A partir do momento em que Kevin nasce, comecei a sentir um maior interesse pela história. Não mencionei que alguns dos acontecimentos estão retratados no filme baseado nesta obra, não obstante considerar que o livro está munido de muitos mais pormenores e a história é, desta forma, ainda mais profunda. Aliás, como acontece na grande maioria das vezes que é feita uma adaptação cinematográfica a partir de um livro.

Em suma, esta obra revela uma intimidade muito peculiar. Se a trama mexeu muito comigo, que não sou mãe, acredito que a percepção de quem o seja, seja ainda mais intensa. Faz-nos questionar sobre inúmeros aspectos e, acima de tudo, merece ser atentada pois urge reflectir sobre o Kevin e aqueles que, aparentemente, são desprovidos de empatia.
Infelizmente este título está esgotado. É, portanto, digno de uma reedição!

Stephen King - Elevação [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Elevação é uma novela - um conto mais extenso - que se lê numa penada.
Numa primeira análise, diria que esta história tem a mesma premissa de um outro do autor, "Thinner" - escrito sob o pseudónimo de Richard Bachman - alicerçando-se sobre uma desenfreada perda de peso que irá resultar, obrigatoriamente, no anulamento do mesmo. O caso é verdadeiramente bizarro porque este peso só é perceptível na balança, não sendo notado a nível físico. É este o processo pelo qual passa Scott Carey, o protagonista, habitante da cidade idealizada por Stephen King, Castle Rock.

Pessoalmente temia que as narrativas fossem demasiado semelhantes e congratulo o autor por enveredar por uma história completamente diferente da de "Thinner", ainda que com o mesmo denominador comum.

Confesso que não sou particularmente fã de contos por achar, em grosso modo, que estes são subdesenvolvidos. Apesar de não ter sentido fragilidades no enredo, tão pouco na descrição de personagens, teria apreciado que a leitura se arrastasse por mais páginas. A escrita de King é cativante e única e estou habituada que os seus livros me acompanhem por mais horas.
A história de Elevação não é de terror, e creio que já li trabalhos bem mais fascinantes do que este em apreço, uma percepção que é muito pessoal uma vez que este é o género que prefiro e que me leva a ler as obras do autor, ainda que nem todas se categorizem como horror. Ainda assim, a trama é pautada por uma carga sobrenatural, aspecto comum às narrativas de King.
Portanto, no decorrer da leitura fui estabelecendo comparações com múltiplas obras que li do autor e que tenho em grande consideração. O título em apreço poderá muito bem servir para primeira experiência do autor, se bem que rapidamente enumero algumas sugestões bem mais desafiantes.

No que concerne à presente história, centrada na perda de peso de Scott e a sua relação com duas vizinhas, lésbicas, alvo de discriminação em Castle Rock. Tal como nas diversas narrativas do autor, há uma moral que se prende, no presente caso, com a aceitação da homossexualidade. Sendo este, um dos assuntos que estão na ordem do dia, a presente história não poderia ser mais actual, com o próprio autor a tecer algumas críticas ao governo conservador de Donald Trump.

A essência da obra é, de facto, de louvar, mas devo confessar que esta leitura não me satisfez tanto quanto outros livros, a título de exemplo, A Coisa, Misery ou a trilogia do Senhor Mercedes que vão mais ao encontro do que habitualmente procuro na literatura. É, volto a reforçar, uma percepção altamente pessoal.

Em suma, Elevação é um título que se lê numa assentada mas não creio que esteja ao mesmo nível que muitos outras obras suas que li anteriormente. Vejo este título como um aperitivo: os fãs do terror sentir-se-ão como eu, impelidos a ler quanto antes um título que realmente nos arrebate.


terça-feira, 5 de maio de 2020

Mary Higgins Clark - Lar Doce Lar [Opinião]


Sinopse: Liza Barron tinha dez anos quando matou acidentalmente a mãe e disparou contra o padrasto. Mas dessa tragédia que abalou a pacata cidade de Mendham muito ficou por explicar. Passaram-se 24 anos e Liza Barton é agora Celia Nolan, uma mulher bem sucedida e apaixonada que tenta esquecer o seu terrivel passado e levar uma vida normal. No entanto, tudo muda quando recebe, como presente de aniversário, a casa da sua infância - o último lugar do mundo onde quereria morar.

Opinião: Já há algum tempo que não lia um livro da autora. Optei por este título por considerar as primeiras obras mais desafiantes do que as mais recentes e achei interessante a premissa desta trama. Contudo, e a meu ver, Lar Doce Lar apresenta uma narrativa que é bastante linear e sem grandes surpresas de maior. 

Analisando meramente a história, creio que é de fácil entendimento que existe uma personagem que conhece a verdadeira identidade de Celia, ou simplesmente tê-la-á reconhecido mesmo passado todos estes anos, e que pretende aterrorizá-la. O motivo poderá simplesmente estar ligado a uma vingança pessoal.
Após alguns anos a ler exclusivamente este género, acabo por ficar um pouco mais exigente e acompanhei, portanto, o desenvolvimento desta história com esta percepção presente. Acabei por considerar que a trama peca por se tornar óbvia e nem fiquei surpreendida com o desfecho. Já vi inúmeras conclusões similares noutras obras do género. 

Embora seja um enredo relativamente fácil de descodificar, sem sombra de dúvida, que o desenvolvimento da trama é cativante: rapidamente há uma ligação entre o leitor e as personagens que são caracterizadas de forma exímia e a acção desenvolve-se com grande fluidez e convidativa a ler mais um capítulo. 

A estrutura também é interessante pois apresenta-se sob o ponto de vista da protagonista, dando-nos acesso ao seu estado de espírito, fragilizado devido ao acidente que envolveu a sua mãe, alternando com capítulos relativos a outras personagens com quem a Celia convive. 
É inevitável emocionarmo-nos com a relação desta com o pequeno Jack, o seu filho. Creio que a criança acaba por ser um elemento importante na caracterização de Celia, além de protagonizar momentos ternos e que me fizeram esboçar um sorriso. 

Em suma, embora seja um livro envolvente, como a grande maioria da bibliografia da autora, não creio que tenha trazido um fôlego ao género. É, no entanto, um simpático mistério para ler e disfrutar numa tarde de ócio. 


sexta-feira, 13 de março de 2020

Stephen King - Elevação [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 13 Março 2020

               Título Original: Elevation
               Tradução: Ana Lourenço
               Preço com IVA: 14,40€
               Páginas: 120
               ISBN: 9789722538886 

Sinopse: Castle Rock é uma pequena cidade, cenário de muitos livros de Stephen King, e as notícias correm depressa. É por isso  que  Scott  Carey  quer  confiar  o  seu  estranho  segredo  apenas  ao  Dr.  Bob  Ellis:  anda  a  perder  peso  sem emagrecer,e a balança regista o mesmo peso independentemente da roupa que usa.Scott tem duas vizinhas que abriram uma «requintada experiência gastronómica» na cidade, mas a população não está  convencida.  Deirdre  e  Missy  Donaldson formamum  casal  de  lésbicas  que  não  encaixa  muito  bem  nas expectativas da comunidade. E agora Scott parece estar em guerra com elas, porque os cães do casal gostam de ir fazer as necessidades ao seu relvado.Scott começa a compreender a vida difícil das vizinhas e tenta ajudar. Enquanto a comunidade se une e se prepara para mais uma comemoração do Dia de Ação de Graças, são criadas alianças improváveis, mostrando que podemos encontrar uma base comum apesar das nossas diferenças tão enraizadas.

Sobre o autor: Stephen King nasceu  em  1947  em  Portland,  no  Maine. Deu  início  aos  seus  estudos  secundários  na  Lisbon  Falls  High  School,  onde  começou  a escrever  contos,  ao  mesmo  tempo  que  fazia  parte  de  um  grupo  amador  de rock.  No ano  de  1960,  Stephen  King  submeteu  o  seu  primeiro  manuscrito  para  publicação,  o qual seria rejeitado. Entretanto, editava o jornal do liceu, The Drum, e escrevia para o jornal local, o Lisbon Weekly Enterprise. Publicou o seu primeiro conto, In a Half-World of Terror, num fanzine de terror.Em 1970, licenciou-se pela Universidade do Maine e, de 1971 a 1974, deu aulas numa escola secundária até ter publicado o seu primeiro romance, Carrie(1974), a história de uma rapariga com poderes telecinéticos. Atirou as primeiras páginas do trabalho ao lixo, mas foram resgatadas pela esposa, que o encorajou a continuar.  A  obra  não  teve  senão  um  sucesso  modesto,  mas,  depois  da  sua adaptação  ao  cinema  e  com  a publicação  do  romance A  Hora  do  Vampiro (1976), Stephen  King  conseguiu  afirmar-se  como  um  importante escritor.

Imprensa
«Do lendário contador de histórias Stephen King, uma história aliciante sobre “um homem comum num estado extraordinário erguendo-se acima do ódio”.»
The Washington Post

«Stephen King, “o nosso recurso renovável mais precioso”, lembra Shakespeare com a maleabilidade da sua obra.»
The Guardian 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Kerry Daynes - O Lado Negro da Mente [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que o género de não ficção será aquele que, com menor frequência surge, nas minhas escolhas. Creio que tal dever-se-á ao facto de haver poucas obras publicadas por cá que se debrucem sobre matéria criminal. Este título em particular centra-se na área da Psicologia Forense e recordou-me uma outra obra, Mindhunter de John Douglas.

Além de se apresentar como uma enumeração dos variados casos de investigação da autora e psicóloga, O Lado Negro da Mente é também um livro de memórias no qual Kerry Daynes vai partilhando o seu percurso profissional, de cerca de 20 anos de experiência na área, além de alguns detalhes de natureza mais pessoal.
Os seus pacientes, todos eles criminosos, apresentam um espectro variado de perturbações: desde a pedofilia ao homicídio em série, manifestando personalidades intimidantes perante os leitores da presente obra. Não obstante este facto e talvez por ter ainda a obra Mindhunter na retina, considero que os casos dos serial killers mais sonantes me pareceram bem mais chocantes do que os do título em apreço.

A principal ilação que tiro deste livro é, sem dúvida, que por mais que se leia sobre o tema da saúde mental, nunca seremos verdadeiramente capazes de compreender, na totalidade, a mente de um psicopata, pois apercebemo-nos que existem diversas motivações e origens, muitas delas recalcadas e que requerem um estudo mais aprofundado. Confesso que, para mim, é fascinante aprender mais sobre a mente humana que me parece, mesmo após inúmeros estudos, algo quase indecifrável. 

O facto do livro ter sido escrito por uma psicóloga forense com uma vasta experiência na área, relatando os casos em primeira mão, de uma forma objectiva e praticamente sem juízos de valor, torna os testemunhos mais credíveis e reais por mais inverosímeis que possam soar. 

Na minha concepção, um livro de não ficção não será para todos os públicos, mas será, com certeza, uma leitura mais valorizada por todos aqueles que, como eu, sintam um fascínio pela área da Psicologia, em particular, a forense. 
É, sem dúvida, uma obra de contornos chocantes mas com uma componente didáctica que nos convida a reflectir sobre as questões do foro mental. Como tal, não poderei deixar de recomendar!


sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Kerry Daynes - O Lado Negro da Mente [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 7 Fevereiro 2020

               Título Original: 
               Tradução: Rute Mota
               Preço com IVA: 16,60€ 
               Páginas: 240
               ISBN: 978972253836

Atreva-se  a entrar no mundo de uma psicóloga forense. Nenhum dia é igual ao outro,  nenhum paciente é previsível. O trabalho é assumidamente perigoso e quase sempre  inquietante: mergulhar na psique de homens e mulheres condenados, para tentar entender  o que está por trás das suas ações, muitas vezes brutais. 
O Lado Negro da Mente, que tem por base as memórias da autora, a sua vida e  experiências enquanto psicóloga forense, transporta-nos para cenários de crimes tão  assustadores que, por certo, não deixarão o leitor indiferente; mas não só; é um livro que nos leva, também, a reflectir sobre a forma como criminosos e vítimas são tratados pelo sistema judicial – e o que isso diz de nós enquanto sociedade.  
Nas livrarias a 7 de fevereiro.
Kerry Daynes é uma conceituada psicóloga forense do Reino Unido, que dedicou a sua carreira ao estudo do lado mais sombrio da mente e da alma humanas. Conheceu assassinos em série, criminosos sexuais e autoresde  crimes  violentos, e ajudou por  diversas vezes a polícia britânica em casos de alto risco. Foi vítima de um stalker, uma experiência que a fez ter uma nova perspectiva sobre os procedimentos policiais ,o  sistema prisional e as marcas psicológicas que ficam nas vítimas de crimes violentos.
 Em O Lado Negro da Mente, relata os casos que definiram os seus 20 anos de carreira e também aqueles que a moldaram como ser humano. 

Passar  todos  os  momentos  da  vida  a  olhar  para  o  lado  mais  negro  da  psique  humana  tem um  preço...  O testemunho  de  Daynes oferece-nos  uma  visão  única  das  causas  psicológicas de algumas das formas mais extremas do comportamento humano, das marcas psicológicas que os crimes violentos deixam nas vítimas e dos perigos que  uma mulher com a sua profissão encontra no dia-a-dia. 
 Kerry Daynes faz-nos ainda refletir sobre o sistema judicial, as prisões e a importância da reabilitação humana.

Sinopse: «Toda  a minha  carreira  se  baseia  no  trabalho  que  desenvolvo  com indivíduos que cometeram crimes graves e no apoio que presto às vítimas na sua tentativa de superar o trauma. Vítima ou criminoso, lido com seres humanos nos seus momentos de maior desespero.»Bem-vindo  ao  quotidiano  de  uma  psicóloga  forense.  Não  há  dois  dias  iguais.  Não  há  pacientes  previsíveis. O trabalho é muitas vezes perigoso e quase sempre inquietante. Kerry  Daynes  trabalha de perto com alguns dos criminosos mais violentos e desafiantes das prisões e hospitais psiquiátricos do Reino Unido – e também com as vítimas dos seus crimes. O seu dia é passado olhos nos olhos com o lado negro da mente humana, a tentar entender as ações brutais de homens e mulheres que foram condenados pelo sistema judicial e a ajudá-los a encetar o caminho para se tornarem cidadãos respeitadores da lei.Mas olhar para o abismo todos os dias tem os seus custos, e o testemunho lúcido e rico de Daynes mostra-nos os perigos  pessoais e profissionais que ela incorre e as experiências e pessoas que mais a influenciaram como psicóloga forense. O Lado Negro da Mente é uma viagem inesquecível às causas do comportamento humano mais extremo e a um conjunto de sistemas mal adaptados para lidar com ele.

Sobre a autora: Kerry Daynes é psicóloga forense e consultora do governo britânico para casos de alto risco. O  seu  trabalho  levou-a  das  celas  de  prisões  de  alta  segurança  a  salas  de  interrogatório  da Polícia,  às  alas  de  hospitais  psiquiátricos  e  ao  banco  de  testemunhas  do  tribunal,  na qualidade de perita, contribuindo para solucionar casos abandonados, trazer os culpados à justiça e até prevenir ataques violentos.



Mary Higgins Clark & Alafair Burke - Até ao Último Suspiro [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 7 Fevereiro 2020

               Título Original: 
               Tradução: Ana Cunha Ribeiro
               Preço com IVA: 16,60€ 
               Páginas: 288
               ISBN: 9789722538091

A gala do Metropolitan é uma das mais glamorosas festas de angariação de fundos do mundo. Virginia, administradora do Metropolitan,foi encontrada morta na rua, tendo sido presumivelmente empurrada do terraço do museu durante a gala. 
Um caso não resolvido que constitui um novo desafio para Laurie Moran. Chega hojeàs livrarias Até ao Último Suspiro, mais um volume da série bestseller escrita a quatro mãos. Mary Higgins Clark e Alafair Burke regressam aos estúdios do programa televisivo de Laurie Moran, no qual são investigados assassíniosnão resolvidos. 
Neste caso, Laurie envolve-se de tal maneira numa teia de segredos há muito enterrados que agora teme pela sua própria vida.Com  ingredientes essenciais  tão  característicos  nos  livros  de  Mary Higgins  Clark, Até  ao  Último  Suspiro acompanha  a  investigação  de um assassínioperpetradona gala do Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque, uma das mais glamorosas festas de angariação de fundos do mundo. O caminho sinuoso para o desfecho levará Laurie Morgan a confrontar-se com o perigo e com o terrível risco de uma catástrofe.
Mary  Higgins  Clark,  autora  de  dezenas  de  livros  e  com  mais  de  150  milhões  de  exemplares  vendidos  em  todo  o mundo,  faleceu  a  31  de  janeiro  de  2020,  deixando  uma  vasta  obra  literária  que  lhe  valeu inúmeros  prémios  ao longo  da  sua  carreira,  adaptações  televisivas  e  cinematográficas,  e  um  vasto  trabalho  desenvolvido  na Mystery Writers of America e no International Crime Congress, entre outros.

Sinopse: Uma nova investigação de alto risco de Laurie Moran. A gala do Metropolitan Museum of Art em Nova Iorque é considerada uma das mais glamorosas festas de angariação de fundos do mundo. É uma noite de confraternização irrepetível, recheada de ricos e famosos que se exibem vestidos pelos mais notáveis estilistas. Muitas pessoas seriam capazes de matar para receber um convite para esta festa. Há três anos, Virginia Wakeling, administradora do Metropolitan Museum of Art e um dos seus mecenas mais generosos, foi encontrada morta, na rua, junto ao museu. Apurou-se que presumivelmente foi empurrada do terraço durante a gala, mas a polícia nunca acusou ninguém pelo seu homicídio. A suspeita sempre pairou sobre o namorado de Virginia, muito mais jovem do que ela, mas há uma multidão de outros suspeitos. Um caso não resolvido que constitui um novo desafio para a produtora televisiva Laurie Moran, que, quanto mais se embrenha no assassínio, mais se confronta com o perigo que pode rodear um convite para a gala do Metropolitan.

Sobre as autoras: Mary Higgins Clark é autora de mais de trinta romances que obtiveram um êxito assinalável, tendo vendido mais de 150 milhões de exemplares dos seus livros em todo o mundo. Foi secretária e hospedeira, mas depois de se casar dedicou-se à escrita. Com a morte prematura do marido, que a deixou com cinco filhos pequenos, a autora investiu na escrita de guiões para rádio e, depois, nos romances. Rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura de suspense, conquistando os tops de vendas, a crítica e os fãs. Foi eleita Grand Master dos Edgar Awards 2000 pela Mystery Writers of America, que também lançou um prémio anual com o seu nome. Já foi presidente da Mystery Writers of America, bem como do International Crime Congress.

Alafair Burke é autora bestseller de mais de uma dúzia de livros. Antiga advogada de acusação, é hoje professora de Direito Criminal em Manhattan.




sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Stephen King & Owen King - Belas Adormecidas [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 15 Novembro 2019

               Título Original: Sleeping Beauties
               Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço
               Preço com IVA: 22,20€
               Páginas: 760
               ISBN: 9789722537889

Sinopse: Num futuro próximo, algo muito estranho começa a suceder. Quando as mulheres adormecem, dos seus corpos emerge uma espécie de casulo que as isola do mundo exterior. Enquanto dormem, são transportadas para um lugar onde não existe violência e onde tudo é harmonioso. Se, durante esse processo, forem incomodadas, acordadas ou se o invólucro for tocado, elas tornam-se extremamente violentas. Mas há uma mulher, Evie, que é imune a esse fenómeno. Tratar-se-á de uma singularidade médica que deve ser estudada ou de um demónio que deve ser exterminado?
Os homens, abandonados aos seus instintos mais primários e divididos em fações guerreiras, ou tentam destruí-la ou salvá-la.

Sobre o autor: Stephen  King,  apelidado  por  muitos  de  «mestre  do  terror»,  escreveu  mais  de  quarenta  livros,  incluindo  a  série  da Torre Negra e  clássicos  como Carrie, The  Shining ou Misery. Vencedor  do  prestigiado  National Book  Award  e  nomeado  Grande Mestre nos prémios Edgar Allan Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.
www.stephenking.com

Owen King é o filho mais novo de Stephen e Tabitha King. O seu primeiro livro, We’re All in This Together, uma colecção de três contos foi publicado em 2005. O seu trabalho de escrita mais recente é Belas Adormecidas, escrito em parceria com o seu pai.


quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Doutor Sono, de Stephen King, chega às salas de cinema


Stephen  King  volta  a  ver  uma  das suas obras adaptadas ao cinema, desta vez com o livroDoutor Sono, editado  em  Portugal  pela  Bertrand  Editora  em  2016. Coincidindo com  a  chegada  dofilme De  Stephen King -Doutor  Sonoàs  salas  de cinemano  dia  31  de  outubro,  a  Bertrand  Editora  disponibiliza  este título  com  uma  nova  imagem,  que  estará  disponível  nas  livrarias nacionais a partir desse mesmo dia. Em Doutor  Sono, Stephen  King  recupera  um  dos  seus  livros  mais célebres,  adaptado  ao  cinema por  Stanley  Kubrick,  e  prossegue  a história de Danny Torrance, o menino com poderes psíquicos e uma sensibilidade    para    as    forças    sobrenaturais    no    asfixiante    e perturbador  Hotel  Overlook.  Danny  é  agora  o  adulto  Dan  e  tenta escapar  a  um  passado  tortuoso,  numa  história  de  regeneração  em que o bem e o mal irão medir forças numa guerra épica.

Sinopse do filme De Stephen King - Doutor Sono:
Doutor  Sono dá  continuação  à  história  de  Danny  Torrance,  40  anos  depois  da  sua  aterradora estadia  no  Hotel  Overlook  em Shining.  Ewan  McGregor,  Rebecca  Ferguson  e  a  novata  Kyliegh  Curran,  são  os   protagonistas   do     thrillersobrenatural,  realizado  e  escrito  por  Mike  Flanagan,  baseado  na  obra  de  Stephen  King. Ainda traumatizadopelos acontecimentos noOverlook quando era criança,  Dan Torrance tem lutado para encontrar uma  vida  pacífica.  Mas  essa  paz  é  quebrada  quando encontra  Abra,  uma  adolescentecorajosa    com    um    poder  sobrenatural  apelidado  de “shine”. Quando reconhece instintivamente que Dan tem omesmo poder, Abra procura-o,  desesperada  por  ajuda contra  a  impiedosa  Rosethe  Hat  e  os seus  seguidores,  The  True  Knot,  que  se alimentam dos  poderes  de  inocentes(o “shine”)em  busca  deimortalidade. Dan  e  Abra  formam  umaaliança  improvável  e envolvem-se numa batalha mortíferacontra Rose. A inocência e coragem de Abra em aceitar os seus poderes, obriga Dan  a  recorrer  aos  seus,como  nunca  antes  o  tinha  feito,  levando-o  a  enfrentar  os  seus  medos  e  a  despertar  os fantasmas do passado.De Stephen King -DoutorSonoé protagonizado por Ewan McGregor (Star Wars: Episódios I, II & III, T2 Trainspotting) como Dan Torrance, Rebecca Ferguson (dos filmes Missão: ImpossíveleO Grande Showman) como  Rose  the  Hat,  e  Kyliegh  Curran,  na  sua  grande  estreia  numa  longa-metragem,  como  Abra.  O  elenco  principal inclui  também  Carl  Lumbly,  Zahn  McClarnon,  Emily  Alyn  Lind,  Bruce  Greenwood,  Jocelin  Donahue,  Alex  Essoe  and Cliff  Curtis.  Trevor    Macy    e    Jon    Berg  produziram  o    filme,    juntamente    com  Roy    Lee,    Scott    Lumpkin,  Akiva Goldsman e Kevin McCormick como produtores executivos. Atrás  das  câmaras,  a  equipa  criativa  de  Flanagan  foi  liderada  pelo  diretor  defotografia  Michael  Fimognari  (A Maldição de Hill House), os diretores de arte Maher Ahmad (Faz-te Homem) e Elizabeth Boller(Hush),e a diretora de guarda-roupaTerry  Anderson  (Covil  de  Ladrões).  A banda  sonorafoi  composta  por  Andy  Grush  e Taylor  Newton Stewart (A Maldição de Hill House) também conhecidos por The Newton Brothers. 

Sinopse do livro:
Uma tribo de gente chamada o Nó Verdadeiro viaja à procura de sustento pelas autoestradas da América. Parecem inofensivos e são, sobretudo, velhos. Mas, tal como Dan Torrance bem sabe, e Abra Stone não tarda a descobrir, os membros do Nó Verdadeirosão quase imortais e vivem do vaporproduzido pelas crianças com o brilhoquando são lentamente  torturadas até à morte. Assombrado pelos residentes  do Hotel Overlook,  onde  passou um ano horrível da sua infância, Dan anda há décadas à deriva, tentando libertar-se  do legado de  desespero, alcoolismo e  violência deixado pelo seu pai.Por fim, instala-se numa cidade de New Hampshire, numa comunidade de Alcoólicos Anónimos que  o  apoia e  num  trabalho  num  lar, onde  o brilhoque  lhe  resta  oferece  um  derradeiro  conforto aos  moribundos. Com o auxílio de um gato presciente, torna-se o «Doutor Sono». E depois Dan conhece a evanescente Abra Stone, e é o espetacular dom dela, o brilho mais vivo que ele já viu, que dá novo alento aos fantasmas de Dan e o impulsiona para uma guerra épica entre o bem e o mal para salvar Abra e a sua alma.Sobre oautor:Stephen King,  apelidado  por  muitos  de  «mestre  do  terror»,  escreveu  mais  de  quarenta  livros,  incluindo  a  série  da  Torre Negra  e  clássicos  como Carrie, Shinningou Misery.  Vencedor  do  prestigiado  National  Book Award  e  nomeado  Grande Mestre nos prémios Edgar Allan Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.www.stephenking.com

Género: Literatura / Thriller 
Tradução:Ana Lourenço e Maria João Lourenço
Formato: 15 x 23,5 cm
N.º de páginas:584
PVP: € 19,90 
ISBN: 9789722530460
Data de publicação:31de outubro de 2019 



terça-feira, 13 de agosto de 2019

Stephen King - Misery [Opinião]


Sinopse: Paul Sheldon, um escritor famoso de romances cor-de-rosa, acaba de "matar" Misery, a personagem que o celebrizou. Depois de o fazer tem um acidente. Quando acorda, descobre que foi salvo por uma ex-enfermeira, Anne Wilkes, que o leva para sua casa e trata dele. Anne, fanática da heroína de Paul, está furiosa com a morte ficcional de Misery. Sob tortura, obriga Sheldon a escrever um novo livro, um regresso de Misery. Paradoxalmente, este virá a ser o seu melhor livro.

Opinião: Creio que esta é uma obra que dispensa apresentações.
Sou grande fã do filme baseado na obra homónima, protagonizado por Kathy Bates e James Caan mas sentia curiosidade em ler a versão original, assim, aproveitando o desafio Um Ano com Stephen King, quis incluir este título e ainda bem que o fiz.
Apesar de conhecer a história a priori, esperava ficar impressionada com a mesma, sensação que, de facto, me acompanhou constantemente no decorrer da leitura. Sem dúvida que existem alguns pontos mais intensos do que a adaptação cinematográfica e é inevitável rendermo-nos a esta invulgar história alicerçada sobre obsessão por um ídolo.

Uma das consequências de ter visto o filme foi a impossibilidade de dissociar as personagens aos actores que as interpretam. Apesar de ter presente todo o o desenvolvimento da acção entre as duas personagens, como referi, esperava que a narrativa me surpreendesse com elementos desconsiderados no filme. Realmente há factos novos, que me chocaram ou acontecimentos que foram amenizados na adaptação cinematográfica. Um deles é, sem dúvida, a apresentação da história que Paul Sheldon é obrigado a escrever para agradar a Annie. De contornos peculiares - afinal de contas é quase como um livro dentro de outro livro - esta história acabou por ser perturbadora na medida em que Misery regressa à vida de uma forma arrepiante. Confesso que, exceptuando a forma como Misery é ressuscitada, os trechos referentes ao novo livro não me deslumbraram, percepção que atribuo à minha ânsia em saber os novos desenvolvimentos da interacção Paul - Annie.

Para mim, esta história é Annie Wilkes. Durante muitos anos, considerei-a como uma das minhas vilãs preferidas, percepção que se intensificou após a leitura do livro. Para mim, ela tem o rosto e a voz de Kathy Bates e compreendo agora a razão da escolha da actriz para este papel ambicioso e tão fielmente representado a partir da obra. A personagem do livro é, como esperava, mais desenvolvida. A passagem em que Paul encontra os recortes, permitindo-nos construir o passado da personagem está ainda mais sombrio e completo que a adaptação.
O comportamento de Annie é extremamente doentio e perturbador, fazendo com que me sentisse incomodada ao longo da leitura. Embora soubesse que a narrativa era tensa e antecipasse algumas das situações, não esperava sentir-me desta forma, percepção que atribuo à forma peculiar que Stephen King relata os factos.

Este livro recordou-me O Jogo de Gerald pelo teor aparentemente simplista da história, protagonizada por apenas duas personagens e desenvolvida num ambiente claustrofóbico. Apesar das características redutoras, temos tanto em O Jogo de Gerald como em Misery, histórias verdadeiramente brilhantes.  

Esta é uma trama completamente isenta da componente sobrenatural a que King nos habituou nas suas demais obras, sendo, portanto, mais assustadora. Tenho para mim que estes comportamentos mais obsessivos são comuns, constituindo, assim, uma ameaça mais real e, por conseguinte, mais tenebrosa. É chocante testemunhar como um sentimento de admiração pelos ídolos, tão comum e banal, se pode transformar numa obsessão doentia.

Posto isto, considerei Misery como uma das obras imperdíveis do autor. Não dispensem a obra só porque já viram o filme, garanto-vos que serão surpreendidos! Misery vai, definitivamente, para o pódio dos meus preferidos. Adorei!


segunda-feira, 8 de julho de 2019

Malin Persson Giolito - Areias Movediças [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A estreia da série baseada no livro homónimo no catálogo da Netflix foi determinante para que iniciasse a leitura desta obra que já habitava nas minhas estantes há cerca de um ano, quando foi publicada. Na altura, este título despertou-me muito interesse pois pensei que fosse uma abordagem aos massacres nas escolas, um tema que me impressiona muito.

Trata-se de um invulgar thriller que poderia muito bem ser catalogado como jurídico. Contudo, ainda que se passe maioritariamente entre julgamentos de uma jovem, Maja, acusada de ter morto o namorado, a amiga, alguns colegas e um professor, a história assume contornos ainda mais profundos, dando-me a sensação que estamos perante um poderoso thriller psicológico.

O que mais me agradou na história foi, sem dúvida, a minha percepção sobre a protagonista que mudou de forma drástica, atribuindo, evidentemente, esta sensação à profundidade dos acontecimentos descritos.
A minha primeira impressão sobre Maja situava-se algures entre a incredulidade e a incompreensão pelo que não gostei imediatamente da protagonista. Contudo, à medida que a trama se desenvolve, a autora recorre a flahsbacks para relatar alguns factos do passado de Maja e a pouco e pouco, as peças do puzzle começam a fazer sentido e os sentimentos que se instalaram nas primeiras páginas, modificaram-se.
É, portanto, uma obra com um grande enfoque na componente psicológica, apesar de, como referi anteriormente, me ter parecido um thriller jurídico. 

Confesso que a obra demorou a conquistar-me. Escrito num ritmo moroso e, por conseguinte, tendo levado algum tempo a cativar-me, este título prima pelo desconforto e inquietação que transmite. Por mim falo que me senti constantemente inquieta e questionava-me em que circunstâncias Maja teria morto o namorado e amiga, dúvidas estas que vão sendo respondidas através de pequenas pistas na interacção de Maja com o namorado, Sebastian, a amiga, Amanda e restante comunidade escolar.

Apesar da autora se debruçar sobre o quotidiano da juventude que, eventualmente, poderia ser um aspecto com o qual já não me identifico tanto, confesso que não me senti descontextualizada, antes pelo contrário, estava cada vez mais surpreendida com o crescendo de relações abusivas de Maja. Creio que a abordagem do tema de relações disfuncionais está bastante credível e, pessoalmente, deixou-me muito incomodada. Acredito que informação como a que está relatada na trama, ainda que esta seja ficcionada, possa servir de alerta aos jovens que sofrem subjugados a comportamentos de manipulação.
A narrativa é complementada com o trato de outros temas como, por exemplo, um bastante actual, a emigração crescente e consequente fenómeno de xenofobia. Consubstancia-se, portanto, como um livro propenso à reflexão sobre questões sociais na Europa.

Em suma, ainda que estejamos perante uma trama arrastada, Areias Movediças é um livro interessante na medida em que aborda uma série de temas sobre os quais devemos estar alerta. Fica, portanto, a vontade em ver a série e estabelecer um paralelismo entre a obra e sua adaptação. Estou curiosa!


sexta-feira, 5 de julho de 2019

Stephen King - O Intruso [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 5 Julho 2019

               Título Original: The Outsider
               Tradução: Ana Lourenço e Maria João Lourenço
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 536
               ISBN: 978972253751

Numa altura em que a marca King é mais forte do   que   nunca,   chega-nos   uma   das   suas   histórias   mais   perturbadoras   e compulsivas: O Intruso.
Se dúvidas houvesse, com este livro Stephen King prova uma vez mais que é o mestre do terror e suspense.
O Intruso é  um thriller arrepiante. Acompanha a investigação   da   morte   de   um   rapaz de   onze   anos   que   foi   brutalmente assassinado.
Para além dos elementos sobrenaturais tão característicos nas suas obras, bem como da  aura  de  mistério, Stephen  King apresenta  uma  história  muito  bem sustendada  em  termos forenses.
Mas  vai  mais  longe  ao  incluir em  alguns momentos   uma   perspetiva   política  e   até social no livro, evocando uma multidão  com  chapéus Make  America  Great  Again que  marcou  recentemente a campanha de Donald Trump e analisando como é que a sociedade trata os criminosos sexuais. 


Sinopse: Um rapaz de onze anos é encontrado morto. Todas as evidências apontam para que o assassino seja Terry Maitland, um dos cidadãos mais queridos de Flint City, professor de inglês, marido exemplar e pai de duas meninas.
O detetive Ralph Anderson dá-lhe voz de prisão. Maitland tem um álibi forte, estava noutra cidade quando o crime foi cometido, mas os indícios de  ADN encontrados no local confirmam que ele é culpado. Aos olhos da justiça e da opinião pública, Terry Maitland é um assassino e o caso está resolvido. Mas o detetive Anderson não está satisfeito. Maitland parece ser uma boa pessoa, um cidadão exemplar, terá duas faces? E como era possível estar simultaneamente em dois lugares?
Por  ser  um  romance  de  Stephen  King,  quando  conhecemos  a  resposta, arrependemo-nos  de  ter  formulado  a pergunta.

Sobre o autor: Stephen  King,  apelidado  por  muitos  de  «mestre  do  terror»,  escreveu  mais  de  quarenta  livros,  incluindo  a  série  da Torre Negra e  clássicos  como Carrie, The  Shining ou Misery. Vencedor  do  prestigiado  National Book  Award  e  nomeado  Grande Mestre nos prémios Edgar Allan Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

James Delargy - 55 [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 21 Junho 2019

               Título Original: 55
               Tradução: Ana Lourenço
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 320
               ISBN: 9789722536998

Sinopse: Dois homens fogem um do outro. Qual deles é a vítima? Qual é o assassino?
Gardner’s Hill fica numa pacata cidade australiana, um lugar isolado rodeado de vida selvagem e onde não acontece muita coisa. Mas um dia tudo muda. Pela esquadra da polícia, chefiada pelo sargento Chandler Jenkins, um homem habituado a pequenos distúrbios e conflitos familiares, irrompe um forasteiro ferido e a cambalear. O desconhecido chama-se Gabriel e conta a Chandler aquilo de que se lembra. Foi drogado e levado para um barracão nas montanhas, onde foi preso com correntes de ferro. O homem que o levou chamava-se Heath e disse-lhe que ele seria o número 55. A sua 55.ª vítima. Heath é um serial killer. Gabriel fugiu e conseguiu chegar àquela pequena cidade para contar a sua história. Antes que Chandler tenha oportunidade de começar a investigar, o próprio Heath entra na esquadra e conta a Chandler aquilo de que se lembra. Foi drogado e levado para um barracão nas montanhas, onde foi preso com correntes de ferro. O homem que o levou chamava-se Gabriel e disse-lhe que ele seria o número 55. A sua 55.ª vítima. Gabriel é um serial killer. Dois suspeitos. Duas histórias idênticas. Qual delas é verdadeira? Conseguirá Chandler desvendar o enigma antes que o assassino ataque de novo?

Sobre o autor: James Delargy nasceu e cresceu na Irlanda, mas viveu na África do Sul, Austrália e Escócia, antes de voltar para Inglaterra, onde mora atualmente. O conhecimento diversificado dos lugares, cidades, paisagens e culturas que foi adquirindo é utilizado na sua escrita com mestria. Tem um sonho: escrever uma série de romances que lhe permita dar uma volta ao mundo (nem que seja pelo prazer de poder desfrutar da investigação).



Sarah J. Harris - As Cores do Assassino [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 21 Junho 2019

               Título Original: The Color of Bee Larkham's Murder
               Tradução: Fernanda Oliveira
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 402
               ISBN: 9789722536752

Sinopse: Um romance fascinante, repleto de suspense, em que um rapaz com sinestesia - que associa cores a sons -, tenta descobrir o que se passou com Bee Larkham, a sua bonita vizinha. Onde está ela? Porque é que ainda não voltou para casa? Jasper não é uma criança vulgar. Com treze anos, vive num deslumbrante mundo colorido que mais ninguém consegue ver, nem mesmo o seu pai. Palavras, números, dias da semana, vozes das pessoas: tudo tem uma cor própria. Mas recentemente é atormentado por uma cor de que não gosta e que não entende: a cor do homicídio. Jasper tem a certeza de que alguma coisa aconteceu a Bee Larkham, mas parece que ninguém o compreende. Jasper tem de descobrir toda a verdade sobre o que se passou naquela noite, incluindo o seu envolvimento no que ocorreu. Aparentemente, alguém quer impedir isso a todo o custo.

Sobre a autora: Sarah J. Harris é escritora e jornalista independente com colaborações regulares na imprensa britânica. No seu trabalho enquanto jornalista aprofundou algumas perturbações cognitivas, nomeadamente as sinestesias relações de diferentes planos sensoriais e as prosopagnosias incapacidades de reconhecimento de rostos. Mora em Londres com o marido e os dois filhos.

Imprensa
«Um romance original fantástico, simultaneamente cómico, trágico e corajoso.»
Sarah Pinborough