terça-feira, 16 de outubro de 2018

Karin Slaughter - Sabes Quem É? [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de escrever a minha recensão crítica de Sabes Quem É?, devo congratular a editora pela rapidez na publicação deste livro, cuja edição original remota a Agosto deste ano. 
Confesso que, sendo uma fã ávida da autora, estava empolgada por iniciar a leitura desta obra. Infelizmente, as minhas expectativas foram defraudadas.

Após um início intenso, caracterizado por um banho de sangue num centro comercial, a trama acabou por perder o fôlego e encaminhar-se numa direcção que não foi a que eu teria idealizado. Aliás, atrevo-me a constatar que o desenvolvimento de Sabes Quem É? se distancia das tramas antecessoras de Slaughter pois, como os fãs da autora poderão comprovar, estas assentam, regra geral, sobre histórias com contornos macabros protagonizadas por personagens bastante complexas. 

Embora não considere que haja uma falha na profundidade das personagens - até porque o cerne da trama incide sobre a personagem de Laura e nos segredos que ela escondeu ao longo de uma vida - achei que a explicação para esta, sem querer adiantar mais do que a sinopse, não me convenceu. Confesso que não me agradam particularmente histórias alicerçadas sobre missões secretas, falsas identidades e outros ingredientes mais usuais do subgénero de espionagem e acção.
Atendendo a que estamos perante um livro de Karin Slaughter, esperava que as personagens fossem dotadas com aquela aura pesada a que a autora nos habituou outrora e que me deixavam desolada. Não me senti, em momento algum, destroçada com nenhuma personagem devido à sua conotação negativa, muitas vezes atribuídas a um passado conturbado, um sentimento comum quando li alguns livros da série de Will Trent, Flores Cortadas ou A Boa Filha.

Por norma aprecio a forma como a história foi conduzida, alternando entre duas linhas temporais distintos, o que permite contextualizar o leitor sobre os acontecimentos no passado e presente, não obstante ter sentido alguma indiferença relativamente à subtrama de 1986. Tal motivo ter-se-á prendido com a alegada história de espionagem, terrorismo e conspiração, temas que, particularmente, não me seduzem, e, como tal, segui com muito mais interesse a subtrama relativa à actualidade. 
Nem as reviravoltas alusivas da história de Laura nos anos 80 foram suficientes para me cativar pois imaginei sempre que a autora iria desenhar um passado bem mais tortuoso para esta personagem. 

O ritmo é muito lento, um aspecto comum na escrita da autora embora, habitualmente, eu relativize esse aspecto em detrimento das tramas bem conseguidas e que captam o meu total interesse.
Neste caso em particular, a morosidade da história tornou-se mais penosa dado que não senti afinidade com uma das subtramas.

Em suma, Sabes Quem É? não me cativou como esperava. Está muito aquém da bibliografia de Slaughter que sigo atentamente (tendo lido, inclusivé, alguns títulos de Will Trent em inglês - muito superiores, a meu ver). Particularmente não gostei desta abordagem que é realmente inovadora para a autora em questão contudo, para ser sincera, não revejo Karin Slaughter aqui.
Pelos motivos anteriormente explanados, e na minha modesta opinião, a mais recente obra de Karin Slaughter não é, de todo, o seu melhor trabalho. Deixarei esse lugar, definitivamente, para Flores Cortadas.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Riley Sager - Duas Verdades E Uma Mentira [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 15 Outubro 2018

               Título Original: The Last Time I Lied
               Preço com IVA: 19,99€ 
               Páginas: 400
               ISBN: 9789898917430 

Sinopse: Quanto mais próxima está a verdade, mais perigoso é o seu preço.
Há quinze anos, Emma Davis estava num campo de férias com amigas. Era a sua primeira vez e estava a divertir-se. Até à noite em que três delas, Vivian, Natalie e Allison, desapareceram. Nessa noite, a última lembrança de Emma foi ver Vivian a fechar a porta da cabana onde as quatro dormiam e a pedir-lhe silêncio.
Agora, Emma é uma pintora conhecida. Desenha florestas tenebrosas, com folhas e galhos entrelaçados a criarem efeitos espantosos. O que os compradores dos seus quadros não sabem é que, por detrás das suas composições, Emma desenha sempre formas espetrais de meninas vestidas de branco, que depois cobre de tinta.
Quando recebe um convite para ser orientadora de arte no mesmo campo, que vai reabrir tanto tempo depois, Emma aceita. Ao chegar, no entanto, tudo parece estranho.
Há uma câmara apontada à sua cabana. Ninguém ali parece confiar nela. Quando começa a encontrar pistas deixadas por Vivian, Emma apercebe-se de que algumas mentiras não podem ficar enterradas. 

Sobre o autor: Riley Sager é o pseudónimo de um autor norte- -americano bestseller internacional. Natural da Pensilvânia, trabalhou como jornalista, editor e designer gráfico, e é atualmente escritor a tempo inteiro.
Duas Verdades e uma Mentira é o seu segundo thriller, sendo que o primeiro, Vidas Finais: As Sobreviventes, foi um êxito de nível mundial, tendo sido publicado em mais de 20 países.
Além de escrever, Riley adora ler, ver filmes e cozinhar. Vive na cidade de Princeton, em New Jersey.

Imprensa
«O final é estarrecedor. Digno de um golpe do destino de filme noir.» 
The Wall Street Journal 

«Nenhuma crítica poderá fazer justiça a este livro. O autor criou uma história de tirar o fôlego. Se ainda não é fã, leia e vai ficar convencido para toda a vida!»
Suspense Magazine


sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Stephen King - A Coisa [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 11 Outubro 2018

               Título Original: IT
               Tradução: Maria João Lourenço & Cristina Lourenço
               Preço com IVA: 22,20€
               Páginas: 704
               ISBN: 9789722535670 

Sinopse: O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.
Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.
Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.
O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

Sobre o autor: Stephen King é um dos mais populares autores contemporâneos. Escreveu mais de quarenta livros, incluindo A Cúpula e 22/11/63.
Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Bram Stoker Award, o World Fantasy Award, o Nebula Award e o prestigiado National Book Award.
Conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.



quinta-feira, 11 de outubro de 2018

S.S. Van Dine - O Enigma do Casino [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 11 Outubro 2018

               Titulo Original: The Casino Murder Case
               Tradução: Fernanda Pinto
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 224
               ISBN: 9789723830798

A 11 de outubro a Livros do Brasil lança, na coleção Vampiro, um novo policial do escritor norte-americano S. S. Van Dine – O Enigma do Casino. 
Publicado originalmente em 1934, este livro foi no ano seguinte adaptado ao cinema, com Paul Lukas no papel do protagonista.

Sinopse: O douto detetive amador Philo Vance desvenda aqui uma história enigmática: uma carta anónima chega às suas mãos alertando-o de que algo trágico está prestes a acontecer no seio de uma prestigiada família nova-iorquina. Tudo será desencadeado naquela mesma noite, no Casino, avisa «alguém profundamente preocupado», e Vance decide averiguar. De facto, é aí que acabará por cair Lynn Llewellyn, o jovem herdeiro, a meio de uma aposta, após beber um copo de água, enquanto do outro lado da cidade, mais ou menos ao mesmo tempo, a sua mulher, uma antiga vedeta da Broadway, morre envenenada. Mas como, por quem e que substância tóxica lhes terá sido administrada?
Um livro repleto de intrigas familiares, investigações científicas e das inigualáveis e sempre surpreendentes deduções deste que é um dos mais carismáticos detetives da literatura policial.

Sobre o autor: S. S. Van Dine (pseudónimo de Willard Huntington Wright) nasceu a 15 de outubro de 1888, em Charlottesville, EUA. Aluno brilhante, estudou em Harvard antes de partir para Paris e
Munique, onde prosseguiu a sua formação em artes e letras e iniciou carreira como editor e crítico de arte. Em 1923, na convalescença de uma tuberculose, lê uma série de romances policiais e fica fascinado pelo género. Três anos mais tarde, lança o seu primeiro romance com assinatura S. S. van Dine, O Caso Benson, que se revela um bestseller imediato. Este será o primeiro de uma série de romances protagonizados por Philo Vance, um detetive amador algo arrogante que privilegia os indícios psicológicos dos casos a que se dedica. Com várias adaptações de obras suas ao cinema, Van Dine torna-se um nome fundamental da literatura policial norte-americana dos anos 20 e 30. Morre a 11 de abril de 1939 em Nova Iorque.
Na Livros do Brasil estão já publicados os livros O Crime do Escaravelho, O Caso Benson, Os Crimes do Bispo e A Morte da Canária.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers 
No. 24. A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace 
No. 25. O Mistério do Ataúde Grego, de Ellery Queen

Zoje Stage - Baby Teeth [Opinião]


Terminei mais um audiobook e este é bastante peculiar. Começo por mencionar que a experiência de ouvir esta história em audiobook foi bastante positiva uma vez que a narradora consegue fazer os vários sotaques das personagens, cativando o ouvinte.

Afianço-vos que ficarão chocados com este livro embora vá beber a duas obras cinematográficas: The Bad Seed de 1956 e The Omen de 1976. O tema é, como poderão depreender pela citação destes filmes, crianças diabólicas.
Baby Teeth debruça-se sobre uma relação disfuncional entre mãe e filha e esta é, claramente, a vilã da história.

Hanna, filha de Suzette e Alex, tem apenas 7 anos. A criança não fala e, apesar de ter sido sujeita a observação de vários pediatras, nenhum consegue apresentar uma razão que justifique o mutismo da menina. Além disso, apresenta um comportamento bastante hóstil em relação à mãe.

Conforme referi acima, não há como dissociar Hanna, às personagens de Rhoda Penmark (The Bad Seed) ou de Damien (The Omen), diferindo, obviamente, no cenário, na própria interacção familiar e no contexto social.

Escrito sob as perspectivas de Suzette e Hanna, o leitor consegue perceber as duas versões das personagens e claramente toma o lado de Suzette. É consensual afirmar que esta personagem desperta empatia uma vez que, para além de se debater com este problema da instabilidade da filha, sofre de doença de Crohn. Nunca tinha visto retratada esta doença na literatura e, pelo que conheço sobre a mesma, considero que a abordagem foi bastante realista, conferindo um toque de vulnerabilidade à personagem que se vê naquela situação complexa e invulgar. Além disso, somos confrontados com alguns episódios da sua infância, pautados por alguma negligência da parte da mãe de Suzette, intensificando a sua percepção em relação à filha. Sente que a tem que proteger a todo o custo embora, simultaneamente, não consiga lidar com a aparente indisciplina que esta apresenta. 

O pai, Alex, desresponsabiliza a filha, relembrando inúmeras interacções entre pais e filhos em que um dos progenitores é o the good cop. Não acredita, na maioria das vezes, nas acções de Hanna pelo que há um desgaste na relação entre este e a esposa.

Contudo senti que, em alguns momentos, a Hanna tinha mais do que 7 anos de idade. Normalmente as crianças com estas idades têm raciocínios muito mais básicos do que as ideias articuladas e posteriores acções da personagem, escrupulosamente planeadas, com vista a denegrir e magoar a sua mãe. A meu ver, houve assim alguma falta de credibilidade associada à caracterização de Hanna.

Além disso, como consideração final, creio que a menina carecia de uma explicação concisa para aquela forma de ser tão instável. O leitor não consegue perceber, no final de contas, se Hanna estaria mentalmente doente, se é psicopata (uma hipótese que, na minha opinião, facilmente é descartada tendo em conta os seus sentimentos pelo pai) ou se, em última análise e esta pertencendo ao campo sobrenatural, está possuída pela entidade que ela admira, Maria-Anne Dufosset - a última mulher queimada por bruxaria em França.

Constatei que, já na parte final da história, uma situação foi, a meu ver, altamente inconsistente. Ora havendo uma criança desequilibrada, será de esperar que os pais sejam mais contidos nos planos com a família, certo? Há um episódio que não me soou convincente por essa razão.

Ainda uma crítica sobre o final. Sendo um desfecho que está em consonância com a história, senti falta de uma reviravolta que me surpreendesse. Teria gostado que Zoje Stage fosse mais audaz com o clímax da história.
Não compromete, no entanto, que considere que Baby Teeth, sendo uma obra de estreia da autora, esteja bem conseguida.

Em suma, este é um livro tenso e cativante que nos leva a questionar uma série de aspectos referentes à maternidade. Não é uma trama original não obstante ter-me rendido ao livro. As acções praticadas por Hanna, com vista a magoar a sua mãe, chocaram-me genuinamente. 
Seria, sem dúvida, uma excelente aposta caso fosse publicado em Portugal. Recomendo!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Robert Bryndza - Segredos Mortais [Divulgação Alma dos Livros]


Data de publicação: 4 Outubro 2018

               Título Original: Deadly Secrets
               Preço com IVA: 17,45€ 
               Páginas: 304
               ISBN: 9789898907424


Sinopse: Numa manhã gelada de inverno, uma mulher acorda e encontra o corpo ensanguentado da filha à porta de casa. Quem seria capaz de tal atrocidade?
A detetive Erika Foster vive um momento de fragilidade devido ao último caso que resolveu, mas está decidida a liderar também esta investigação. Ao deitar mãos à obra, toma conhecimento de outros ataques cometidos na mesma zona pacata do sul de Londres onde o crime ocorreu. Um pormenor arrepiante liga-os ao homicídio - todas as vítimas foram atacadas por uma figura vestida de preto com uma máscara de gás.
Erika procura um assassino cujo cartão de visita é aterrorizante. O caso complica-se quando descobre a teia de segredos que rodeia a morte da bela jovem.
No entanto, ao juntar as pistas, Erika é forçada a confrontar memórias dolorosas do passado. Deve escavar bem fundo, manter-se concentrada e encontrar o assassino. Só que, desta vez, um elemento da sua equipa corre um perigo terrível...

Sobre o autor: Robert Bryndza é autor, entre outros, do bestseller mundial A Rapariga no Gelo, n.º 1 na Amazon, no USA Today e no The Wall Street Journal. Os seus livros venderam mais de dois milhões de exemplares e estão, até ao momento, traduzidos em 27 idiomas.
Os seus livros posteriores foram aclamados pelos leitores e pela crítica e tornaram-se bestsellers assim que foram lançados.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Karin Slaughter - Sabes Quem É? [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 2 Outubro 2018

               Título Original: Pieces Of Her
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 624
               ISBN: 9788491392804

Sinopse: O que aconteceria se a pessoa que julgas conhecer melhor acabasse por se revelar uma perfeita desconhecida...?
Andrea Cooper sabe tudo sobre Laura. Sabe que passou toda a vida em Belle-Isle, uma pequena cidade litoral; sabe que jamais lhe escondeu qualquer segredo. Porque todos nós sabemos tudo acerca das nossas mães, não sabemos?
A sua vida sofre uma reviravolta radical quando uma ida ao centro comercial se converte num banho de sangue e Andrea vê uma faceta completamente desconhecida de Laura. Ao que parece, antes de Laura ser Laura, era uma pessoa completamente diferente. Passou os derradeiros trinta anos a esconder a sua anterior identidade, sem dar nas vistas, na esperança de que ninguém descobrisse o seu paradeiro. Mas agora encontra-se exposta e já nada voltará a ser como antes.

Sobre o autor: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. Um Muro de Silêncio é o seu segundo livro traduzido entre nós.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Lene Kaaberbøl & Agnete Friis - A Criança na Mala [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 1 Outubro 2018

               Título Original: Drengen i kufferten
               Preço com IVA: 17,69€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898917409

Sinopse: Uma mala deixada numa estação.
Um menino fechado no interior.
Um mistério sinistro por resolver.
Nina Borg é uma enfermeira da Cruz Vermelha com uma forte consciência social, incapaz de recusar um pedido de ajuda. Quando a sua amiga Karin lhe pede que vá buscar uma mala a um cacifo na estação de comboios de Copenhaga, Nina vê-se na mais perigosa missão da sua vida.
No interior da mala encontra-se um menino de 3 anos. Está despido e sob o efeito de sedativos, mas vivo. Ao perceber que estão a ser perseguidos e que a vida de ambos corre perigo, Nina procura Karin, a única pessoa capaz de ter as respostas certas para as suas perguntas. Quem é aquela criança cuja língua Nina desconhece? Porque foi raptada?
Quando descobre que Karin foi brutalmente assassinada, Nina decide fugir, e a sua coragem e determinação levam-na a pôr em risco a própria vida para descobrir a identidade da criança e tentar salvá-la.

Sobre as autoras: Lene Kaaberbøl e Agnete Friis são uma dupla de escritoras dinamarquesas, bestsellers do New York Times e do USA Today.
Lene é escritora desde os 15 anos, com mais de 2 milhões de livros vendidos em todo o mundo, enquanto Agnete é jornalista de formação.
A Criança na Mala foi o primeiro livro que escreveram em conjunto e um verdadeiro êxito internacional, tendo sido traduzido para mais de 30 línguas. 

Imprensa
«Um thriller tenso, com um ritmo vertiginoso, que intercala várias histórias e revela gradualmente o que motiva as personagens, criando um enorme suspense.»
Booklist

S.K. Tremayne - A Menina do Bosque [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 1 Outubro 2018

               Título Original: Just Before I Died
               Preço com IVA: 17,69€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789898917386

Sinopse: Todos os pássaros, tantos, todos eles estão mortos.
Confirmei.

Lyla tem 9 anos. Já está habituada a que os adultos não a levem a sério. Costuma ficar em silêncio por longos momentos sem que ninguém lhe consiga arrancar uma palavra. Ou fala por enigmas, difíceis de entender. A maioria dos temas são-lhe desconfortáveis, e tem muita dificuldade em fazer amigos. Os pais tentam ser compreensivos, mas nem sempre conseguem. Lyla prefere correr e dançar pelo bosque com os seus dois cães, os seus melhores amigos. Eles também gostam de andar livres e sem terem de responder a perguntas.
Até que acontece o acidente.
Quando o carro da mãe se despista e esta sobrevive milagrosamente, a vida de todos muda. Mas Lyla sabe que algo mais aconteceu e tenta explicar que as coisas não são assim tão simples.
Há um homem. Um homem que está sempre lá.
Mas ninguém acredita.
Ninguém entende.

Sobre o autor: S. K. Tremayne é jornalista e escritor. Nasceu em Inglaterra, em 1963, e estudou Filosofia na University College London. Como jornalista escreveu para o Times, o Daily Mail, o Sunday Times e o Guardian. Em 2013 tornou-se blogger e comentador para o Daily Telegraph, no Reino Unido.
Vive em Londres e tem duas filhas.

Imprensa
«Uma história fantástica que irá tecer um feitiço arrepiante sobre o leitor.» 
Cass Green, autora bestseller de A Casa na Floresta



domingo, 30 de setembro de 2018

Cara Hunter - Perto de Casa [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 4 Outubro 2018

               Título Original: Close to Home
               Tradução: Cláudia Ramos
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 320
               ISBN: 9789720031310

Britânica Cara Hunter estreia-se na Porto Editora com um thriller viciante

É o pior pesadelo de uma família: um filho desaparecer de casa sem deixar qualquer rasto. E é o que acontece aos Mason, quando a pequena Daisy, de apenas oito anos, desaparece durante uma festa de família.


Perto de Casa, thriller de estreia de Cara Hunter, é publicado pela Porto Editora no próximo dia 4 de outubro e transporta os leitores para o centro da busca por essa criança.
Adam Fawley, Inspetor-Chefe responsável pela investigação deste caso, sabe que o tempo não corre a seu favor e também que, em 90% destes desaparecimentos, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem. Mas Perto de Casa toda a gente tem segredos e opiniões, apesar de dizerem que não sabem o que se poderá ter passado.
 

Esta trama veloz e intrigante, conduzida magistralmente pela autora, é o primeiro dos títulos protagonizados por este Inspetor-Chefe.
Com um livro inquietante até à última página, distinguido pelo Richard and Judy Book Club como um dos thrillers de 2018, Cara Hunter justifica o sucesso que esta série está a ter no Reino Unido.

Sinopse: Como pode uma criança desaparecer sem deixar rasto?
A noite passada, Daisy Mason de oito anos, desapareceu enquanto decorria uma festa de família. Ninguém viu, ouviu ou percebeu o que quer que fosse, ou pelo menos, é o que todos dizem.
O Inspetor Adam Fawley está a tentar manter o espírito aberto, mas ele sabe que nove em dez vezes, o responsável é alguém que a vítima conhece muito bem.
Alguém está a mentir. E o tempo está a esgotar-se.

Sobre a autora: Cara Hunter é uma escritora que vive em Oxford, numa rua não muito diferente das que são descritas nos seus thrillers. Perto de Casa é a estreia de uma série protagonizada pelo detetive Adam Fawley.

Imprensa
«Hunter faz um trabalho magistral ao construir um clima de tensão e a manter o leitor a conjeturar até ao fim do livro»
Publishers Weekly

«Perto de Casa é um policial de ritmo avassalador com mais reviravoltas do que uma montanha russa»
Richard and Judy Book Club

 

Camilla Läckberg - A Menina na Floresta [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Com cerca de 700 páginas, A Menina na Floresta será, decerto, o livro mais longo e complexo que já li da autora sueca Camilla Läckberg. 
Uma vez que O Domador de Leões fora publicado há sensivelmente dois anos, confesso que esta espera foi algo penosa e Camilla Läckberg nunca me saiu da retina. Foi, portanto, com grande entusiasmo e expectativa que iniciei esta leitura.

Como decerto os fãs da autora saberão, a série tem sido acarinhada não só devido às investigações policiais - que são diferentes a cada volume - como através do acompanhamento da narrativa mais romanesca, sobretudo respeitante às dinâmicas familiares entre Erica e Patrik e os seus filhos, Maja e os gémeos Anton e Noel. Estas interacções expandem-se para personagens secundários que, ainda que não tenham um papel tão preponderante como o do casal protagonista, a pouco e pouco instalam-se nos nossos corações devido à empatia que transmitem. Sobre esta componente, a que se relaciona com a vida pessoal dos personagens, pouco posso adiantar. Só não me agradou o facto de nem todas as personagens terem um destino feliz como o do casal protagonista, e até me apoquenta que algumas situações sejam um pouco trágicas, como foi o caso do jovem detective Martin narrado em livros antecessores.

No que concerne à componente policial, esta debruça-se sobre o desaparecimento de uma criança de 4 anos numa quinta onde, outrora, desaparecera uma outra menina da mesma idade. Ora perante dois crimes que, aparentemente, partilham alguns elos de ligação, tentei, desde cedo, tecer uma teoria que pudesse explicar o encadeamento de ambos os acontecimentos.
Numa fase precoce da trama somos então confrontados com o que realmente aconteceu a Nea, embora, a meu ver, as reviravoltas do enredo se prendam com os contornos da investigação deste estranho desaparecimento. 

Há pouco caracterizei esta obra como complexa sem explicar devidamente porquê. A subtrama, já rica em detalhes sobre a investigação, multiplica-se em pequenas subtramas que abordam temáticas como cyberbulling, negligência parental ou o trato dos imigrantes, facto que de correlaciona com os actuais fenómenos de exclusão social. Ainda que não tenha havido, no meu entender, um aprofundamento destas temáticas - sob o risco de estender ainda mais o número de páginas da obra - creio que, mesmo assim, a abordagem foi bastante interessante.

Não obstante o facto de a autora usar praticamente a mesma fórmula nos seus livros, alternando as várias acções temporais, Läckberg revelou alguma audácia em elaborar uma subtrama que se alicerça em casos de bruxaria ocorridos no século XVII. Não me recordo de um salto temporal tão distante para com a subtrama da actualidade nos seus livros anteriores. A autora menciona ainda, nas suas considerações finais, que estes trechos decorreram após muita pesquisa e eu, muito sinceramente, não vislumbrei qualquer relação entre a temática da bruxaria do século XVII com a trama principal ocorrida na actualidade pelo que, a meu ver, esta subtrama poderia ser perfeitamente dispensável. 
Creio que, por esse motivo, este obra será das poucas da autora à qual não atribuí a cotação máxima no Goodreads.

Senti-me, uma vez mais, completamente desolada com o desfecho da história, realçando mais um acontecimento trágico no seio familiar da protagonista. Virei a última página já com uma nostalgia a instalar-se. Pelo que pude apurar, o lançamento dos títulos desta autora, da parte da Dom Quixote, já acompanha a edição das obras da autora lá fora e, como tal, avizinha-se mais uma longa espera pelo próximo livro.

Em suma, ainda que não tenha apreciado totalmente alguns contornos referentes à vida pessoal das personagens da série - assim como a subtrama que se desenrola no ano de 1672, devo dizer que foi uma história que, em termos gerais, me agradou muito. Adorei rever a família de Erica, bem como os personagens colegas de Patrik. São, decididamente, personagens que deixarão saudades enquanto aguardamos por mais um título desta série.


Alex Dahl - O Rapaz à Porta [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 2 Outubro 2018

               Título Original: The Boy At The Door
               Preço com IVA: 18,85€ 
               Páginas: 336
               ISBN: 9789897771248

Um thriller profundo, inteligente e obscuro. Uma história viciante com um fim surpreendente.
É impossível parar de ler esta história de segredos de família que mantém o suspense até ao fim.
Com uma caracterização das personagens excepcional e uma tensão extraordinária.
O Rapaz à Porta tem um toque de policial nórdico e um pano de fundo numa pacífica cidade escandinava, onde a violência nunca aconteceu, em que uma rede de mentiras tão densa, que quase se torna impenetrável, irá abalar não só a cidade como também a comunidade.

Sinopse: Ela tem a vida perfeita. Ele não tem lá lugar. O que seria capaz de fazer para ter a vida perfeita? Mentiria? Enganaria? Ou... mataria?
Cecilia Wilborg tem a vida perfeita: um marido atraente, duas bonitas filhas e uma grande casa em Sandefjord, uma cidade que parece tirada de um bilhete-postal. Ela esforça-se para manter tudo como está, pois um erro do passado pode destruir-lhe o presente.
Annika Lucasson vive uma vida sombria com o namorado abusivo e traficante de drogas. Já perdeu tudo muitas vezes e agora tem uma última oportunidade de se salvar, graças a Cecilia. Mas, Annika conhece o seu segredo e o que Cecilia está disposta a fazer para que tudo acabe.
Então aparece Tobias, um rapaz de oito anos, sozinho e sem amigos. Mas que ameaça fazer desmoronar o mundo de Cecilia. O quer ele dela?

Sobre a autora: Alex Dahl nasceu em Oslo.
Tem um bacharelato em Linguística Russa e Alemã e um mestrado em Escrita Criativa pela Bath Spa University. Vive entre Londres e Sandefjord.

Imprensa
«Dahl delineia sem piedade o preço de viver numa sociedade que insiste em que as mulheres devem apenas tentar ser mulheres e mães perfeitas em paralelamente com carreiras de êxito também, ou serão levadas a sentir que nunca são boas o suficiente.»
Publishers Weekly

«Uma teia emaranhada, magistralmente construída e a receita certa para os fãs do género.»
Booklist

«Atmosférico e muitíssimo bem escrito... combina personagens complexas e credíveis com um enredo de partir o coração e de nos levar ao limite.»
Mary Torjussen

«Esplêndido, impressionante... um enredo extraordinário; intrincado e complexo com segredos sombrios surgindo inesperadamente. Uma história viciante com um fim surpreendente.»
Alexandra Burt, autora best-seller de Remember Mia e The Good Daught


terça-feira, 25 de setembro de 2018

Olivier Truc - Quarenta Dias Sem Sombra [Opinião]



Sinopse: AQUI

Opinião: Recordam-se da autora Asa Larsson cujos romances policiais tinham lugar em Kiruna? Pois devo dizer que Quarenta Dias Sem Sombra, por se passar na Lapónia, fez-me lembrar algumas das obras desta autora sueca. Há neste caso, no entanto, uma particularidade: o autor, Olivier Truc, não é de origem escandinava, embora a obra deixe transparecer um excepcional conhecimento daquela região.
Numa iniciativa da editora, tive oportunidade de privar com o autor e este relatou algumas das experiências que vivenciou no local, despertando em mim ainda maior curiosidade sobre esta história.

Decididamente creio que o fascínio deste livro reside no ambiente. Deliciei-me com o clima ártico, com o fenómeno das auroras boreais, bem como com os elementos da cultura da Lapónia. Atrevo-me igualmente a afiançar que a sensação de estar naquele local é palpável devido ao poder das descrições.
Tenho conhecimento que, junto ao Ártico, os Invernos são tão rigorosos que os habitantes não vêem o Sol. No que concerne à trama foi precisamente durante um destes períodos de escuridão polar, ao final de quarenta dias, em Kautokeino, que um tambor ancestral foi roubado do museu onde, em breve, seria exposto. Os polícias Klemet Nango e Nina Nansen são convocados a investigar este invulgar caso, em conjunto com as autoridades locais. 

Antes de mais, achei curioso que Klemet e Nina sejam agentes de uma polícia característica da zona, a polícia das renas. Esta visa, sobretudo, mediar os conflitos no seio da comunidade Sami, que é muito ciosa com as suas renas. Interessante não? Conseguem perceber porque é que eu fiquei fascinada com o cenário desta obra?
Embora o protagonismo seja atribuído a ambas as personagens, confesso que senti uma maior proximidade com o personagem masculino. No meeting com o autor, ele revelou que a sua segunda obra se debruça sobre Nina, o que me deixou bastante satisfeita pois irei, certamente, gostar de ver esmiuçado um pouco mais sobre o passado da protagonista feminina.

No que concerne à componente policial, confesso que considerei o ritmo um pouco moroso. Numa primeira análise, nem avaliei o roubo de um tambor como um elemento preponderante de um thriller, no entanto, sentia-me tão cativada com o ambiente e a cultura local que a leitura fluiu com grande interesse, percepção que se intensificou aquando a ocorrência de um homicídio. Este acontecimento aproximou esta obra da literatura policial convencional.

Considero que Quarenta Dias Sem Sombra vai muito além de um simples giallo com lugar na Escandinávia. Eu, que tantas vezes enveredo pelos policiais escandinavos ao ponto de crer que já conheço minimamente a cultura destes povos, fiquei rendida ao descobrir os costumes dos lapões. Não é, portanto, um livro que se adeque aos ávidos aficionados dos policiais gráficos, não obstante sentir que este é um livro rico em detalhes culturais que nos transportam para os ambientes gélidos da Lapónia.  

Em suma, pelas razões acima referidas, este policial de contornos peculiares e num cenário mais bucólico do que o habitual, agradou-me de sobremaneira, pelo que aconselho vivamente a leitura do presente título a todos aqueles que procuram uma obra que mescle os detalhes de uma investigação policial, com aspectos etnográficos e culturais de um povo pouco conhecido entre nós.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Book Bingo - Leituras ao Sol 2 [Wrap Up]


Não consegui fazer bingo... vai ser para o ano! No entanto, tendo em conta que 2018 está a ser o meu ano quase sabático em leituras, até que nem foi muito mau. Ora vejamos: duas linhas e livros que não equacionava, de todo, encaixar nos desafios.

2. Livro cujo título tenhas as letras M, A, R:
Em vez de Uma Mãe Perfeita de Aimee Molloy li Ele Era O Amor da Minha Vida Até o Destruir da Clare Empson.

3. Autor Português:
Equacionava ler Os Crimes Inocentes de Gabriel Magalhães ou A Embaixadora de Dick Haskins mas li As Casas Também Morrem de Elsa Guilherme.

5. Um livro escrito por uma mulher:
À Beira do Colapso de B.A. Paris

7. Livro com apenas uma palavra no título:
Tencionava ler Escaldão de Laura Lippman mas entrou Monteperdido de Agustín Martínez.

9. Livro que se passe no Verão:
Escolhi a Casa de Férias com Piscina de Herman Koch mas optei por contar O Cobrador de Seth C. Adams.

10. Livro com um número no título:
Um por Um de Chris Carter

11. Livro de não Ficção:
Ia ler Descomplicar de Brooke McAlary mas escolhi I´ll Be Gone In The Dark (publicado cá como Desaparecer na Escuridão) de Michelle McNamara.

12. Livro que compraste pela capa:
Tinha na pilha O Último Capítulo de Edmund Power mas seleccionei O Homem nas Sombras de Phoebe Locke que, embora não o tenha comprado, é consensual afirmar que a capa é espectacular e apelativa.

13. Prémio Literário Estrangeiro:
Na TBR constava Antes da Queda de Noah Hawley, vencedor do Edgar Award e do International Thriller Writers Award para melhor romance de 2017. Escolhi, no entanto, o vencedor do Prémio Goncourt 2016, Canção Doce de Leila Slimani.

15. Livro que tenha sido publicado há mais de 10 anos:
Planeava ler Um Estranho Caso de Culpa de Harlan Coben (editado em 2007) contudo reparei que a publicação original de Mindhunter de John Douglas e Mark Olshaker remota a 1995 (sim, só agora é que saiu por cá...)

E assim termina mais uma edição do Book Bingo. Também participaram? Foram audazes em escolher apenas thrillers para o desafio? Contem-me tudo!