segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Araminta Hall - A Nossa Forma de Crueldade [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este é um thriller que poderia passar ao lado até porque, numa primeira análise, pelo que pude apurar, o mesmo tem uma elevada componente sexual e, consequentemente, poder-se-ia pensar que não seria do agrado dos fãs do género. Dividido em três partes, posso assegurar que as duas primeiras estão num registo de thriller psicológico, com algumas descrições eróticas amiúde, para passar, na terceira parte, a thriller jurídico, uma vez que a trama se desenrola durante uma audiência de julgamento.

A Nossa Forma de Crueldade é uma história intensa e arrebatadora embora, confesso, não seja completamente inovadora (de repente, lembro-me de dois ou três títulos com a temática de stalking e obsessão). Porém, por mais tramas que assentem neste tema que eu conheça, e muito embora o fio condutor seja sempre o mesmo, levando invariavelmente a finais trágicos, devo dizer que são histórias que me impressionam imenso. Considero os comportamentos de perseguição e assédio uma realidade muito assustadora e, como tal, acabei por me sentir desconfortável em inúmeras passagens da obra.

No presente caso, os protagonistas são Mike e Verity. Após 9 anos de namoro aparentemente felizes - pontuados por várias práticas sexuais audazes (e sim, estas são bastante explícitas), rompem a relação, facto ao qual Mike reage com relutância pois ama (demasiado) Verity e quer continuar a relação.

A personagem de Mike é, desta forma, extremamente complexa e a autora constrói um perfil psicológico muito conturbado. Um aspecto interessante foi a forma como Araminta Hall atribuiu esta personalidade à sua infância turbulenta, recorrendo a flashbacks para relatar alguns episódios do passado deste protagonista.
Se me foi fácil fazer esta leitura do protagonista masculino, não posso dizer o mesmo relativamente a Verity. Considerei-a com um carácter muito duvidoso e no decorrer da leitura, senti-me pouco segura nos juízos de valor que ia fazendo sobre ela, daí ter sido incapaz de perceber se esta estava conivente com o comportamento de Mike ou se era mesmo uma vítima das situações provocadas pelo ex-companheiro.

Para ser sincera, achei todo o desenvolvimento da trama bastante previsível. No limite, este tipo de comportamentos desencadeiam situações dramáticas e pessoalmente senti-me tensa, angustiada e até perplexa com os pensamentos e atitudes de Mike.
Até o desfecho achei muito coerente com o desenvolvimento da história e como tal, isento daquela última cartada ou twist que os thrillers muitas vezes apresentam. Não considero que este factor, bem como a previsibilidade da trama, tenham prejudicado o meu interesse na leitura da obra. O elemento Mike faz com que o leitor se envolva demasiado na história, sem pôr em causa estes parâmetros que acabei de avaliar.

Em suma, recomendo este títulos aos leitores apaixonados por personagens mentalmente instáveis e que apreciem situações de stalking. Será um livro que vos fará pensar nas várias tramas que proliferam com esta temática, mas recomendo que se foquem, sobretudo, nas sensações aterradoras que este tipo de situação provoca. Decerto que terão maior proveito desta leitura. 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Clare Empson - Ele Era O Amor Da Minha Vida [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Um thriller simples mas muito intenso que se desenrola sobre uma situação muito peculiar: a protagonista, Catherine, deixou de falar. Suspeitamos que o seu mutismo dever-se-á a um choque traumático de tal ordem que inibiu as capacidades de se expressar verbalmente. Esta é a acção actual, uma subnarrativa que intercala com outros dois momentos temporais.

Há 15 anos atrás, Catherine conhece o amor da sua vida, um homem chamado Lucian. Não é o seu marido pelo que rapidamente concluímos que esta história de amor não terá vingando, por alguma razão. A subtrama remota a 4 meses atrás, é a que desenvolve os acontecimentos que terão despoletado o mutismo da personagem principal feminina. Achei curioso que esta subnarrativa é narrada a duas vozes: por Catherine e Lucian, permitindo o leitor conhecer ambas as versões dos acontecimentos e assim, tirar as suas próprias ilações.

Acima de tudo, este livro prima pelo convite à reflexão. Nem todas as obras do género trabalham habilmente os temas do matrimónio, o amor e as decisões que tomamos em detrimento de sentimentos tão inferiores como a culpa ou a vergonha. Considero que a autora conseguiu alicerçar uma boa história sobre estes assuntos. Atrever-me-ia a dizer que estamos perante um thriller aprimorado e sofisticado. Há uma elegância na descrição e uma omissão de factos violentos, muito embora considere que a autora nos apresenta passagens muito intensas, deixando-me algo inquieta em alguns momentos da leitura.

Apesar de ter avaliado a acção cronologicamente mais antiga, a que remota a 15 anos atrás, bastante previsível, nada me podia preparar para a resposta do mutismo de Catherine. Um acontecimento dramático e impetuoso que me deixou amargurada e quase solidária com o trauma da protagonista. Perante a intensidade deste acontecimento, a previsibilidade da dita subtrama passou a ser secundária e eu não poderia deixar de ficar rendida com a história.

Ainda que, de uma forma geral, toda a trama se caracterize por um ritmo moroso - atentando no detalhe de um passado desconhecido, entrelaçando-o com o presente, foi, para mim, uma rápida e voraz leitura. Não perdi o interesse em momento algum, numa ânsia de perceber a razão pela qual Catherine deixou de falar.

É um promissor romance de estreia. A avaliar por Ele Era o Amor Da Minha Vida - um título bastante sugestivo - um thriller leve e envolvente, que nos leva a questionar as consequências das escolhas nas nossas vidas.



terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Stephen King - A Coisa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Finalmente foi publicada em Portugal uma obra bastante aguardada pelos fãs de Stephen King, o clássico de 1986, IT.
A história, para mim, não era propriamente uma novidade uma vez que cheguei a ver a adaptação em minisérie de 1990 e a mais recente versão do realizador Andy Muschiett, conhecido pelo filme Mama. Tal como os fãs de IT e do palhaço Pennywise, o polémico vilão desta história, estou extremamente ansiosa pela segunda parte do filme que estreará já no próximo ano.

Na minha opinião, ambas as adaptações são relativamente fiéis ao livro, não obstante este ser bem mais rico, como é apanágio das obras adaptadas à sétima arte. Neste sentido, aproveito para apresentar aquela que é talvez a minha única crítica a esta obra e que se prende com a extensão em demasia da mesma, embora considere que esta é uma característica já transversal aos livros do autor. Tenho para mim que Stephen King pretende que o leitor se sinta parte integrante das suas histórias e para isso, não se coíbe nos detalhes. 

A obra original, IT, dividida cá em dois volumes, ultrapassa as 1000 páginas, levando-me a concluir que Stephen King quis ir muito além de uma história de terror para, quiçá, apresentar-nos um ensaio sobre a amizade. Para mim, muito mais que as terríficas cenas protagonizadas por Pennywise, a trama reside, no essencial, na união daquele grupo perante algumas adversidades como o bullying, alienação parental ou até o racismo. Na minha opinião, esta forte crítica social, abordando estas temáticas, acaba por funcionar como um murro no estômago do leitor, tanto quanto as cenas protagonizadas por Pennywise. A maldade humana é pois equiparada à força maligna do palhaço que aterroriza Derry e é real.

Como referi anteriormente, o livro é mais complexo do que qualquer adaptação cinematográfica, apresentando-nos, em particular, uma cena bastante perturbadora e que foi excluída de ambas as versões. Além disso, existem inúmeros elementos que enriquecem a trama, alguns com um teor bastaste peculiar. A título de exemplo e sem referir spoilers, existe uma tartaruga com um papel pertinente na presente obra (e cuja função é, no mínimo, bizarra) contudo, pelo que pude apurar, este animal faz parte do universo criado pelo autor, mais concretamente, na série Torre Negra. 

Bizarro é também o adjectivo que utilizaria para caracterizar Pennywise. A Coisa é um livro tão afamado que não foi surpresa para mim quando o autor revelou a verdadeira natureza do palhaço. Achei essa explicação simultaneamente inverossímil e até exagerada, contudo, dado o carácter demoníaco do vilão, é algo que acaba por lhe fazer jus. 

Com excepção de inúmeras páginas que considerei, de facto, desnecessárias para o desenrolar da trama assim como a cena polémica que referi anteriormente e que foi omitida das adaptações ao grande ecrã, posso dizer que A Coisa foi um livro que me agradou imenso. Não sou versada em Stephen King, é certo, contudo posso já afirmar que A Coisa foi, definitivamente, um dos melhores livros que li do autor até agora. Fiquei agradavelmente surpreendida por ser um livro que não se fixa exclusivamente no género de terror como era a minha percepção inicial sobre este título.

Não se deixem intimidar pelo tamanho, A Coisa é uma obra que, com as minhas devidas ressalvas, merece ser apreciada. É um livro que ficará, com toda a certeza, na minha memória para sempre. 


domingo, 18 de novembro de 2018

Alex Dahl - O Rapaz à Porta [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Rapaz à Porta é um thriller peculiar na medida em que se desenvolve a partir de uma situação que considerei controversa e inverossímil. Aproveito para vos perguntar o que fariam se encontrassem um menino aparentemente esquecido. Levá-lo-iam à Polícia ou fariam como a Cecilia, a protagonista do livro, e acolhê-lo-iam na vossa casa?

Creio que, desta forma, o juízo mais imediato sobre esta Cecilia seria, provavelmente, uma admiração perante o seu extremo altruísmo contudo, o aparecimento deste rapaz, o Tobias, é o rastilho para a descoberta de várias mentiras e esqueletos no armário da protagonista, constituindo aquele que considerei um dos melhores elementos da trama.
Ainda que a história se projecte sobre esta personagem pejada de segredos, há uma outra figura feminina de importância fulcral: Annika. Numa primeira análise, é-nos difícil visualizar o elo de ligação entre as duas mulheres contudo, à medida que a trama se desenvolve, a relação entre ambas, bem como o denominador comum, o Tobias, estreita-se de forma surpreendente.

A trama é narrada sob três perspectivas: Cecilia, Annika e o pequeno Tobias que pouco mais adianta do que o estranho contexto familiar que conhece.
Considerei curiosa a forma como a autora desenvolveu a perspectiva de Annika, maioritariamente sob formato epistolar, em que nos dá a conhecer a sua trágica história de vida. Já Cecilia, sendo claramente uma narradora não fiável, apresenta uma característica que prezo nestes thrillers psicológicos: a dificuldade em distinguir o que é verdade e o que é mentira.

É, portanto, uma história cujo desenvolvimento é deveras intrigante e manteve-me expectante até ao final, altura em que me senti ligeiramente decepcionada. Ainda que tenha considerado o ponto de partida da história como inverossímil, fui tentando abstrair-me desta percepção no decorrer da leitura, contudo o desfecho foi igualmente irreal.

Ainda que aponte estes pontos menos positivos, não posso negar que O Rapaz à Porta me tenha proporcionado uma leitura agradavelmente intrigante e algo tensa, sensação que se deve à abordagem de temas genuinamente complexos como as pressões face à maternidade ou o vício ligado a estupefacientes.

Em suma, tratou-se de uma leitura que me entreteve, não obstante os pontos negativos já mencionados, sendo um título que, dentro do subgénero de thriller doméstico, acaba por se destacar por nos oferecer um prisma diferente do habitual, pois ao invés de se focar na relação entre um casal, no caso em apreço o foco centra-se, sobretudo, nas complexidades das duas personagens femininas principais, motivo pelo qual desafio os meus leitores a mergulhar nesta história.


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Nelson DeMille - Missão em Cuba [Divulgação Marcador]


Data de publicação: 7 Novembro 2018

               Título Original: The Cuban Affair
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789897543838

O veterano Daniel «Mac» MacCormick prepara-se para embarcar no cruzeiro mais perigoso da sua vida...

Sinopse: Mac está sentado no famoso Green Parrot Bar, em Key West, a contemplar a vida e à espera de Carlos, um advogado de Miami envolvido com grupos anti-Castro. Carlos quer contratar Mac e o seu barco Maine para um torneio de pesca de dez dias em Cuba, mas Mac suspeita que há mais nessa oferta.
Descobre então que há sessenta milhões de dólares americanos escondidos em Cuba desde a revolução castrista. E com a melhoria das relações entre Havana e Washington, é apenas uma questão de tempo até alguém encontrar o dinheiro – por acidente ou de propósito.
Com a ajuda dos clientes de Carlos, Sara Ortega e Eduardo Velasquez, e do imediato do Maine, Jack Colby, Mac sabe que se aceitar aquele trabalho sairá de lá rico... ou perderá a vida.

Sobre o autor: Nelson DeMille construiu uma carreira literária marcada por enormes sucessos mundiais. Sete dos seus livros chegaram ao primeiro lugar do New York Times e da Publishers Weekly, tendo totalizado, em conjunto, 380 semanas na lista dos mais vendidos.
É um dos três escritores que mais vendem em todo o Mundo, superando os 100 milhões de exemplares. Os seus romances têm sido amplamente aclamados pelo público e pela crítica.
Na Marcador, publicou os livros A Ilha do Medo, O Jogo do Leão, Quando a Noite Cai, Fogo Mortal, O Leão, O Jogo do Leopardo, Força Divina e Vertigem Assassina.



Lynda La Plante - Viúvas [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 7 Novembro 2018

               Título Original: Widows
               Colecção: Grandes Narrativas
               Tradução: Ana Saldanha
               Preço com IVA: 18,50€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789722363037

THRILLER DA RAINHA DO POLICIAL AGORA ADAPTADO AO CINEMA
FILME ESTREIA A 15 DE NOVEMBRO

O livro icónico da ''rainha do drama policial'', autora bestseller internacional. Adaptado à TV britânica com grande sucesso chega em Novembro às salas de cinema através do mais recente filme de Steve Mcqueen. O guião é de Gillian Flynn e conta com Viola Davies e Liam Neeson como protagonistas. É apontado como um dos favoritos à vitória na edição dos Óscares do ano que vem.

Sinopse: Dolly, Linda e Shirley ficam devastadas quando os seus maridos morrem durante uma tentativa falhada de assalto - por eles preparado ao pormenor - a uma carrinha de valores. Quando Dolly descobre uma arma , dinheiro e os planos do assalto dentro de uma caixa depositada no banco pelo marido, confronta-se perante três opções: desistir e esquecer o que encontrou; entregar tudo à polícia ou aos criminosos que a têm assediado para obter informações que julgam estar na posso dela; ou concluir juntamente com Dolly e Shirley o plano traçado pelos respetivos maridos. Ao analisarem o que eles tinham premeditado, as três acabam por verificar que o assalto requeria mais um elemento. Mas no local do acidente havia apenas três corpos. Quem seria o quarto homem? Onde estará ele agora? Determinadas a executar o plano, as viúvas decidem então contratar a prostituta Bella O'Reilly para as ajudar no golpe. Conseguirão elas concluir o assalto que os seus maridos não lograram consumar?
Um vibrante thriller de ação, agora também adaptado ao grande ecrã num notável trabalho do realizador Steve McQueen.

Sobre a autora: Lynda La Plante nasceu em Liverpool. Estudou representação teatral na Royal Academy of Dramatic Arts e trabalhou no National Theatre e na Radio Drama Company antes de se tornar atriz de televisão . Voltou-se depois para a escrita tendo tido o seu primeiro grande sucesso como autora da série televisiva Widows. Todos os seus romances são bestsellers internacionais.
É autora do guião da aclamada série O Principal Suspeito, que obteve prémios atribuídos pela BBC, Royal Television Society, BAFTA e Emmy bem como o prémio Edgar Allan Poe em 1993. Lynda La Plante já escreveu e produziu programas para mais de 170 horas de televisão difundidas internacionalmente. Tennison foi adaptado pela ITV e transmitido em março de 2017 no Reino Unido; a transmissão internacional desta série está para breve.
Lynda Laplante é uma das três guionistas nomeadas membros honorários do British Film Institute, tendo-lhe sido concedido o prémio Dennis Potter Best Writer Award da BAFTA em 2000. Em 2008 recebeu a Ordem do Império Britânico por serviços prestados à literatura, ao teatro e instituições de solidariedade.
Para contacto com Lynda Laplante, inscreva-se em www.bit.ly/LyndaLaPlanteClub, ou visite o site www.lyndalaplante. Pode também seguir a autora no Facebook e no Twitter em @LaPlanteLynda.

Imprensa
«Emoção constante e reviravoltas inesperadas que irão agradar a todos os fãs de romances policiais.»
Library Journal

«Uma premissa empolgante e imprevisível.»
Publishers Weekly

«Uma preciosidade rara e autêntica.»
Sunday Telegraph


J. Jefferson Farjeon - Mistério em Branco: Um Crime no Natal [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 8 Novembro 2018

               Titulo Original: Mystery in White
               Tradução: Artur Lopes Cardoso
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789723830644

J. Jefferson Farjeon estreia-se na Vampiro com um mistério de Natal Mistério em Branco – Um crime no Natal estava até agora inédito no nosso país
A 8 de novembro a Livros do Brasil lança Mistério em Branco, do escritor inglês J. Jefferson Farjeon, um dos mais aclamados autores da literatura policial do seu tempo. Escrita em 1937, esta história de mistério e terror em época natalícia é ainda hoje um bestseller em diferentes países e chega agora pela primeira vez a Portugal, inserida na coleção Vampiro.

Sinopse: Na véspera de Natal, um intenso nevão obriga um comboio a interromper viagem junto à pacata aldeia britânica de Hemmersby. Perante uma espera sem fim à vista, um grupo de passageiros decide sair para procurar refúgio e, atravessando o manto branco que teima em não amainar, depara-se por fim com uma casa escondida entre a folhagem. A porta está aberta e lá dentro a lareira brilha e o chá está posto na mesa, mas não se encontra vivalma. O que terá acontecido aos seus habitantes? O dia de Natal aproxima-se e, ainda sem anfitriões, o grupo de desconhecidos começa a explorar esta estranha casa. Mas entre eles há um assassino pronto a revelar-se.

Sobre o autor: Joseph Jefferson Farjeon nasceu em Londres a 4 de junho de 1883 numa família ligada às artes do espetáculo e à literatura. Autor de mais de sessenta histórias de crime e suspense, Farjeon começou a publicar em 1924 e foi um dos mais aclamados escritores de policiais do seu tempo, apontado por Dorothy L. Sayers como «inigualável pela capacidade de introduzir o horror em aventuras de mistério». Entre as suas obras destaca-se a peça Number Seventeen, adaptada ao cinema em 1932 por Alfred Hitchcock. Mistério em Branco, história de Natal com um crime, foi publicada originalmente em 1937 e reeditada em 2014, com grande êxito, na coleção de clássicos da British Library, voltando a afirmar-se como um bestseller internacional. J. Jefferson Farjeon morreu em Hove, Sussex, a 6 de junho de 1955.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine
No. 18. O Gato de Diamantes, de Dorothy L. Sayers 
No. 19. A Quadrilha de Rubber, de Rex Stout 
No. 20. O Enigma do Sapato Holandês, de Ellery Queen
No. 21. Um Crime em Glenlitten, de E. Phillips Oppenheim
No. 22. Estrada Para A Morte, de Margery Allingham
No. 23. O Crime Exige Propaganda, de Dorothy L. Sayers 
No. 24. A Porta das Sete Chaves, de Edgar Wallace 
No. 25. O Mistério do Ataúde Grego, de Ellery Queen
No. 26. O Enigma do Casino, de S.S. Van Dine

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Cara Hunter - Perto de Casa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A avaliar pelo livro de estreia, Perto de Casa, de Cara Hunter, posso, desde já, afiançar que estamos perante uma autora promissora!
Leio com alguma frequência tramas que envolvem o desaparecimentos de crianças e asseguro que esta obra é uma lufada de ar fresco no que concerne a esta temática. Esta percepção prende-se com o facto da trama se alicerçar, essencialmente, em falsas pistas e segredos que a própria comunidade encerra. É, portanto, um livro viciante; pois praticamente a cada página existem novas revelações, espicaçando a curiosidade do leitor e embrenhando-o cada vez mais na leitura.

Daisy é uma menina de 8 anos que desaparece durante uma festa dada pela sua família. O inspector Adam Fawley é destacado para averiguar o paradeiro da criança.

A estrutura do livro é bastante peculiar. Isenta de capítulos, a história é dinamizada através de reportagens, inquéritos policiais ou compilações de mensagens em redes sociais, revelando as várias especulações que vão sendo feitas pela comunidade mediante um caso desta natureza. Lembrei-me inevitavelmente do caso Joana ou do posterior caso Maddie, em que muitos populares manifestavam a sua opinião, sendo que a internet veio dar voz aos cidadãos anónimos.

Agradou-me a caracterização do inspector Adam Fawley, um homem também ele com esqueletos no armário, devido a um episódio que envolveu o seu filho. Ao longo da narrativa vai-se desenhando uma possibilidade sobre o que aconteceu ao filho do inspector, todavia a confirmação que surge no final da trama acaba por ser devastadora. Isto porque, na minha opinião, o leitor cria uma empatia com o responsável pela investigação, empatia essa que, creio, é intensificada pelas várias intervenções sarcásticas do mesmo.

Embora estes factores tenham sido determinantes para que tenha gostado deste livro, posso assegurar que a maior surpresa foi, sem dúvida, a forma como a história se desenrolou. Como afirmei anteriormente, o facto da trama apresentar uma série de reviravoltas, praticamente em todas as páginas, faz com que o próprio leitor suspeite que todas as personagens estão ligadas ao desaparecimento da menina, facto que se afigura como uma mais valia desta obra. Será um thriller que, certamente, fará as delícias de todos os amantes do género.

Não posso deixar de terminar sem aludir ao epílogo que é deveras surpreendente e mudou completamente o desfecho da trama.

Em suma, perante um livro tão frenético e extremamente bem arquitectado não poderia deixar de manifestar a minha total satisfação com Perto de Casa. Desta forma, resta-me desejar que a restante série protagonizada por Adam Fawley seja publicada. Será, com certeza, uma mais valia! 
Uma excelente aposta da Porto Editora!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Stephen King - A Coisa: Livro II [Divulgação Bertrand]


Data de publicação: 2 Novembro 2018

               Título Original: IT
               Tradução: Maria João Lourenço & Cristina Lourenço
               Preço com IVA: 22,20€
               Páginas: 568
               ISBN: 9789722535687

Sinopse: O clássico de King sobre sete adultos que regressam ao lugar onde cresceram para enfrentar um pesadelo que todos eles lá viveram… algo maléfico e sem nome: a Coisa.
Bem-vindos a Derry, no Maine. Uma cidade vulgar: familiar, ordeira e, na maior parte das vezes, um bom sítio para viver.
Mas há um grupo de crianças que sabe que há algo de tremendamente errado com Derry. É nos esgotos da cidade que a Coisa se esconde, à espreita, à espera… e às vezes sobe ao solo, tomando a forma de todos os pesadelos, do maior medo que se encerra dentro de cada um de nós.
O tempo passa, as crianças crescem e esquecem. Mas a promessa que fizeram há vinte e oito anos exige-lhes que voltem à cidade da infância para enfrentarem o mal que se agita bem no fundo da memória de todos e emerge agora, uma vez mais, trazendo novamente o pesadelo e o terror ao presente.

Sobre o autor: Stephen King é um dos mais populares autores contemporâneos. Escreveu mais de quarenta livros, incluindo A Cúpula e 22/11/63.
Recebeu diversos prémios literários ao longo da sua carreira, incluindo o Bram Stoker Award, o World Fantasy Award, o Nebula Award e o prestigiado National Book Award.
Conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.



terça-feira, 30 de outubro de 2018

Araminta Hall - A Nossa Forma de Crueldade [Divulgação Planeta]


Data de publicação: 30 Outubro 2018

               Título Original: Our Kind of Cruelty
               Preço com IVA: 17,77€ 
               Páginas: 304
               ISBN: 9789897770975

Uma viagem alucinante e viciante pelas trevas do amor obsessivo.
Um thriller insidioso sobre Mike, um homem controlador, manipulador e mau, que forma um plano pérfido contra Verity, a mulher que supostamente adora.

Este género de amor tóxico, que conduz à obsessão, está muito bem descrito no livro e a autora dá-nos acesso à mente retorcida de um stalker.

O passado de Mike teve uma forte repercussão na formação da sua personalidade. Filho de pais alcoólicos e abusivos acabou por entrar no sistema e foi retirado aos pais. Como consequência, também bebe e transforma-se num adulto com problemas, socialmente desajeitado e com uma certa reserva sobre o sexo feminino.

A crescente ambiguidade no livro sobre se de facto Verity manipula Mike deve-se à intenção da autora em se concentrar na perseguição de mulheres que são vítimas de stalking.

Sinopse: Esta é uma história de amor. A história de amor de Mike. Porque, para Mike, sem dúvida de que se trata de uma história de amor.
Mike e Verity têm um jogo especial. O Jogo do Desejo. Eles jogam para provar o que já sabem: que Verity ama Mike.
Que ela precisa de Mike. Não interessa que ela não responda aos seus e-mails ou telefonemas. Não interessa que lhe diga que vai casar com Angus.
Faz tudo parte do jogo secreto que costumavam jogar. E Mike, observando V de mais perto, vê os sinais. Se acompanhar cada movimento dela, ele saberá quando precisará de ser salva, pois é um homem obcecado pela ideia do romance apaixonado que viveram; e que ainda não terminou.

Sobre a autora: Araminta Hall é autora de Everything and Nothing. Tem um MA em escrita
criativa e da Universidade de Sussex e dá aulas no New Writing South in Brighton, onde vive com o marido e três filhos.
Our Kind of Cruelty é o primeiro livro publicado nos EU.

Imprensa
«Uma história de obsessão e auto-ilusão, bem como a dor que a paixão intensa pode trazer é perturbadora e emocionante.»
Daily Mail

«Um suspense psicológico intenso e sinistro. A reprodução de Hall da mentalidade e comportamento de um perseguidor é assustadora.»
Library Journal

«Um dos thrillers mais perturbadores que já li, em suma, adorei do princípio ao fim arrepiante.» 
Gillian Flynn

«Um thriller psicológico diabolicamente inteligente. Hall força os leitores a considerar as suas atitudes em relação ao sexo oposto.»
The Guardian
 

Jeff Abbott - Culpa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Nesta minha recensão crítica começo por confessar que não acompanho regularmente os títulos do autor Jeff Abbott. Uma vez que já li alguns dos seus livros, sei que estes se debruçam essencialmente sobre tramas de acção, um subgénero que não me estimula particularmente e, como tal, fui-me desligando da série protagonizada por Sam Capra. 
No entanto, quando me apercebi que o autor enveredou pela escrita de um thriller psicológico, fiquei bastante curiosa para ler este título. Como terão percebido, este subgénero, provavelmente, tem sido o meu preferido nos últimos tempos.

A história debruça-se sobre Jane Norton, uma jovem que sobreviveu a um acidente de viação mas apresenta algumas mazelas, nomeadamente a nível neurológico: a jovem não se recorda dos momentos que antecederam o acidente, impossibilitando-a de explicar a razão pela qual David se encontrava com ela. Este jovem morreu e Jane é responsabilizada, por amigos e familiares, pelo sucedido.

Agradou-me que a acção se tenha desenvolvido num ambiente de paranóia e desconfiança. Creio que será consensual afirmar que o leitor se questiona se Jane é uma personagem confiável e se, por conseguinte, acredita que esta, de facto, não se recorda do acidente. Talvez por este motivo, a empatia com esta personagem não é imediata, denotando-se, desde início, um fosso entre Jane e o leitor, o que, na minha opinião, intensifica o interesse em saber mais sobre esta personagem enigmática. 
Já constatei nalguns livros do subgénero de thriller psicológico que as personagens não fiáveis intensificam o mistério associado e Culpa não foi excepção. 

Tendo em conta a faixa etária das personagens, esta história poder-se-ia encaixar na categoria dos YA, embora esta trama esteja pejada de suspense. Contudo, confesso que nem atentei à idade das personagens visto que me pareceram bastante mais maduras, facto que atribuí às consequências do acidente que vitimou David, bem como às marcas que deixou na comunidade.

À medida que a trama se desenrola, o ritmo vai-se tornando mais frenético e denota-se o estilo do autor caracterizado pelo género de acção com uns laivos da temática de conspiração. Porém, a natureza do narrador, bem como o suspense que é levantado, remete-nos para o subgénero do thriller psicológico. Devo ainda destacar que me surpreenderam as inúmeras revelações sobre as personagens e os segredos que estas encerravam.

Em suma, estamos perante uma trama bem articulada que prima pelo ritmo estonteante na segunda parte da história, bem como revelações surpreendentes e um final chocante. É, portanto, uma obra de grande entretenimento que impele a uma leitura voraz. 

Para mim, Culpa supera os demais livros da série de Sam Capra. O autor, tendo saído da sua zona de conforto, creio que foi extremamente bem sucedido.


segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Taylor Adams - Encurralados [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 29 Outubro 2018

               Título Original: Eyeshot
               Preço com IVA: 16,59€ 
               Páginas: 288
               ISBN: 9789898917423

Sinopse: Um thriller com uma tensão constante e uma surpreendente dose de humor negro que o manterá preso até ao assombroso final.
Um casal em busca de um recomeço de vida.
James e Elle Eversman são um jovem casal que se encontra a viajar pelo deserto de Mojave com o objetivo de começar uma nova vida. Quando o seu carro avaria misteriosamente, ficam presos no meio do nada, com pouca água e sem rede de telemóvel.
Uma emboscada perfeita.
A um quilómetro e meio de distância, William Tapp, um sniper implacável, tem-nos sob a sua mira e começa a disparar sobre eles. Rodeados por um espaço aberto e sem sítio onde se esconderem, o casal abriga-se atrás do seu carro.
Sem terem para onde fugir, como irão sobreviver?
Porém, o atirador não dá tréguas e, até ao Sol se pôr, James e Elle irão ter de lutar pelas suas vidas.

Sobre o autor: Taylor Adams é um autor norte-americano. Licenciou-se na Universidade do Leste de Washington, onde obteve o Edmund G. Yarwood Award.
Trabalhou vários anos na indústria televisiva e cinematográfica. Em 2008, realizou a curta-metragem And I Feel Fine. Vive em Washington e tem três romances publicados. 

Imprensa
«Um thriller vertiginoso e inteligente, com heróis humanos e envolventes. Maravilhoso!»
T. J. Brearton, autor bestseller internacional


Bill Clinton & James Patterson - O Presidente Desapareceu [Divulgação Porto Editora]


Data de publicação: 8 Novembro 2018

               Título Original: The President Is Missing
               Tradução: Artur Lopes Cardoso
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 464
               ISBN: 9789720031358

Uma combinação inesperada, um thriller político surpreendente
Ex-Presidente Bill Clinton e o mais popular autor de thrillers James Patterson uniram-se para escrever O Presidente Desapareceu

A 8 de novembro chega às livrarias portuguesas o livro que une o maior autor de thrillers James Patterson e o ex-Presidente Bill Clinton: O Presidente Desapareceu. E se Patterson contribuiu com a trama e o suspense, os oito anos de mandato de Bill Clinton acrescentam a este thriller político a autenticidade sobre o dia a dia de um Presidente dos EUA, seja na vida dentro da Casa Branca, seja na relação com outros políticos, nomeadamente líderes de grandes potências mundiais.

O protagonista deste livro é o Presidente Duncan, que partilha algumas características do seu coautor, e que tem de enfrentar um perigoso cyber attack capaz de levar o país a uma crise financeira maior que a Grande Depressão. Ao mesmo tempo, lida com uma possível conspiração para um impeachment, e acaba por desaparecer.

Lançado este verão nos EUA, O Presidente Desapareceu tem vindo a surpreender leitores e críticos, e ultrapassou mais de um milhão de exemplares vendidos em apenas dois meses.

Sinopse: O Presidente dos EUA desapareceu. O mundo está em choque!
Mas a razão do seu desaparecimento é ainda pior do que seria de supor.
Com pormenores que só um Presidente como Bill Clinton pode conhecer e o suspense que apenas um autor como James Patterson seria capaz de criar, O Presidente Desapareceu é o thriller mais empolgante e surpreendente dos últimos anos.

Sobre os autores: Bill Clinton foi eleito presidente dos Estados Unidos em 1992, cargo que ocupou até 2001. Depois de deixar a Casa Branca, criou a Fundação Clinton, que contribui para a melhoria da saúde global, através da prevenção de doenças, a criação de mais oportunidades para jovens raparigas e mulheres, a diminuição da obesidade infantil, a criação e fomento de oportunidades económicas e a análise das consequências das alterações climáticas. O Presidente Desapareceu é o seu primeiro livro de ficção.

James Patterson foi agraciado em 2015 com o Literarian Award for Outstanding Service to the American Literary Community concedido pela National Book Foundation. Detém o recorde mundial do Guinness por ter alcançado mais vezes o N.o 1 na lista de bestsellers do The New York Times, e já vendeu mais de 375 milhões de exemplares.
Um defensor incansável do poder dos livros e da leitura, James Patterson fundou uma editora especializada em literatura infantil, a JIMMY Patterson, cuja missão é simples: «Queremos que cada criança termine um livro da JIMMY dizendo “Por favor, dá-me outro”.»

 

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Sue Fortin - Irmãs [Divulgação HarperCollins]


Data de publicação: 2 Novembro 2018

               Título Original: Sister, Sister
               Preço com IVA: 17,70€ 
               Páginas: 368
               ISBN: 9788491392897

Sinopse: Uma perdeu-se. A outra mentiu.
Alice: bonita, simpática, manipuladora, mentirosa. Clare: inteligente, leal, paranoica, ciumenta.
Clare acha que Alice é uma mentirosa manipuladora que tenta roubar
a sua vida. Alice acha que Clare tem ciúmes do seu regresso após um
desaparecimento prolongado e da nova situação familiar.

Uma das duas está a dizer a verdade. A outra é uma maníaca. Duas irmãs, uma só verdade.

Sobre a autora: Sue Fortin nasceu em Hertfordshire, Grã-Bretanha, mas teve uma vida praticamente nómada, com mudanças frequentes antes de assentar arraiais em West Sussex. É casada e tem quatro filhos que lhe deixam o tempo necessário para se sentar ao computador e escrever. Quando não escreve, gosta de passar o tempo em família a usufruir tanto das colinas do sul de Inglaterra como do litoral. Sue é membro da Crime Writer’s Association.

Imprensa
«Irmãs tem tudo: conflito, segredos de família e traição, tudo junto faz com que seja merecedor das cinco estrelas que lhe atribuí.»
Brook Cottage Books

«Senti tantas emoções ao ler este livro. Sobretudo medo e pânico… um romance brilhante.»
Crooks on Books

«Viciante, intenso, dramático, emocionante, comovedor, brilhantemente atrevido e muito mais… cada uma das suas páginas vale bem a pena.»
Sky’s Book Corner