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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Douglas Preston & Lincoln Child - Gabinete de Curiosidades [Opinião]

Foi por esta altura de férias que, no ano passado, me tornei fã incondicional da dupla Douglas Preston e Lincoln Child. Tenho acompanhado os autores, nomeadamente a saga de Pendergast, ainda que não siga estritamente a leitura dos livros por ordem cronológica. Depois de ter lido a trilogia Diogenes, Dança no Cemitério e os Corvos enveredei por aquele que foi o terceiro livro protagonizado pelo agente do FBI mais invulgar da história da literatura.

Neste livro, Pendergast é arrastado para investigar uma série de assassinatos que datam do século XIX e cujos cadáveres são descobertos durante um projecto de construção. Parece que estaria soterrado um gabinete de curiosidades (que é quase como um mini museu privado). O cenário piora quando surge um imitador moderno que recria estes crimes, inspirado por uma reportagem escrita por William Smithback, uma personagem igualmente repetente nas andanças da saga Pendergast. É neste livro que a arqueóloga Nora Kelly contacta pela primeira vez com Pendergast, o que não deixar de ser curioso.

Falo tanto de Pendergast mas tenho a perfeita noção que nem toda a gente o conhece. Esta personagem destaca-se como um carácter único, extremamente misterioso e perspicaz, com uma força e resistência quase sobre-humanas e um conhecimento enciclopédico. Ninguém fica indiferente a este agente do FBI, que é, sem sombra de dúvida, a genialidade em pessoa.

Apenas falta o nosso Vincent D´Agosta, que juntamente com Pendergast formam uma dupla extremamente eficiente na resolução dos mais variados casos. Ao invés de D´Agosta surge a personagem Patrick O´Shaughnessy. A meu ver, este está bastante aquém de D´Agosta e transmite menos empatia.

Quem está familiarizado com os livros de DP & LC sabe de antemão que estes autores recorrem a indícios do sobrenatural como forma de explicar certas situações narradas nas aventuras de Pendergast. Ora neste livro, certos pormenores são suficientemente baseados na ciência, de forma a tornar a trama até relativamente plausível. Associado a este realismo subjacente, há ainda uma componente assustadora, através da descrição de pormenores macabros sobre o estranho Enoch Long, um homem estranho que terá vivido no século XIX e também terá trabalhado num gabinete de curiosidades. De certa forma, lembrou-me o filme do Rob Zombie, a Casa dos 1000 Cadáveres.

Depois uma fórmula bastante própria destes autores é a fórmula como mantêm o suspense e os níveis de adrenalina constantes, através na narração de situações limite com certas personagens. Deixam o leitor de coração na boca, como se costuma dizer. E dados os capítulos curtos, intercalando as várias situações com as demais personagens, conhecemos a acção das várias personagens e nas suas demais vertentes em simultâneo. Vagueando em cenários riquíssimos em pormenores como o Museu de História Natural ou o panorama dos gabinetes de curiosidades, aliado a alguns factos históricos de Nova Iorque, o leitor sente uma empatia e familiaridade com o espaço físico envolvente.

Um suspense com laivos de arqueologia e muita especulação no campo antropológico, são os temas que, de grosso modo, envolvem os crimes propriamente ditos. O humor é fundamental e indispensável, bem como um toque de romance e dissabores entre os então namorados Nora Kelly e William Smithback.

Ainda que tenha gostado mais da trilogia Diogenes, achei que o Gabinete de Curiosidades é um livro rápido, assustador, emocionante, angustiante, acelerado! É um bom thriller o qual não devem certamente perder! Recomendo acima de tudo, ler a saga Pendergast de acordo com a ordem cronológica, afim de evitar o que aconteceu comigo (sabia previamente o destino futuro das demais personagens.)


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Dança no Cemitério


Este é o 5º livro que leio da dupla Vicent D´Agosta e Aloysius Pendergast, duas personagens fantásticas, então Pendergast...é simplesmente fenomenal.

Ainda que tenha gostado mais da trilogia Diogenes, "Dança no Cemitério" foi uma óptima leitura e misturou a acção e o suspense, factores a que Douglas Preston e Lincoln Child já nos habituaram nos seus livros.

Este livro tem uma acção independente dos restantes da saga Pendergast, só as personagens são em comum, além dos protagonistas, Nora Kelly e William Smithback (que teve um papel de destaque nos últimos volumes da trilogia).
Fiquei surpreendidissima com a sinopse da história e o que teria acontecido a este personagem, o qual já nutria uma simpatia especial (por ele e pela Nora, um casal querido). Então neste livro, Smithback morre...e quem o mata já está morto! Bizarro não?

Desde aí aguça a curiosidade em saber se o assassino está mesmo morto? Se não qual seria a sua identidade? Haverá ainda mais mortes? E porquê Smithback?

Este livro mistura muitos elementos sobrenaturais como obeah e vudu, para enriquecer o enredo, que por si só é altamente imprevisível e a cada virar de página revela novas surpresas! Há também muitas mortes bizarras, cultos estranhos e sacrifícios de animais...

Um livro que os amantes da acção e adrenalina em páginas não devem perder!


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - O Livro dos Mortos



Hoje aqui deixo a minha opinião sobre o último da trilogia Diogenes, uma das melhores trilogias de policiais/thriller que existe publicada!

Aqui temos o culminar de toda a acção! Mas vamos por partes, grande parte da acção passa-se no museu de história natural e incide sobre a colecção egípcia. Ora quem me conhece sabe que o tema Egipto me é muito especial, e este livro foi de toda a trilogia o que mais ansiei ler :)

Adoro a capa! Eu tenho a edição da Ulisseia com a capa do Akenathon (adoro este faraó, pai e sogro de Tutankhamon :))

E a par da preparação do túmulo egípcio para a exposição, eis que nos deparamos com o cenário de uma prisão de alta segurança e o debater de Aloysius Pendergast, o irmão bom, completamente inocente lá encarcerado. Enquanto isso, Diogenes, o irmão terrífico tem espaço de manobra para planear a derrota do seu irmão. Uma rivalidade sem fim que terá um final no terceiro volume daquela que é conhecida como trilogia Diogenes.
Estas acções que decorrem em paralelo despertam o interesse do leitor, tornando o livro apetecível e viciante pois é crescente a curiosidade em saber o desfecho dos dois plots.

Assim sublinho como pontos fortes a acção em primeiro lugar. Contrariamente ao que li noutros blogs que puseram o Enxofre num pedestral e o restante da trilogia de opinião mais fraca, eu considerei toda a trilogia fantástica! Claro que todos os livros têm os seus pontos mais mortos no enredo, mas de modo geral, estes autores cativaram-me. Os livros têm bastante acção, muito mistério e algum enredo amoroso.

Penso que um factor abonatório a estes autores é o facto de estando a descrever as personagens em todos os livros da trilogia e o estado do plot, não se torne estritamente necessário ler previamente os dois livros anteriores.

Está bastante bem o confronto entre irmãos Aloysius/Diogenes e adoro a caracterização de ambos ao longo da trilogia. Também o mistério entre estes irmãos é aqui desvendado e fiquei bastante surpreendida assim como a personagem da pupila de Pendergast, Constance Greene que se mostrou discreta em toda a saga, mostra aqui o seu esplendor.

Um outro factor bastante positivo foi a pesquisa bem conseguida sobre factos históricos referentes ao antigo Egipto, desde o processo de mumificação até à lenda de Ammut, facto que me surpreendeu bastante, tendo aqui a apontar que o faraó em questão não se chama Tutmósis Quatro mas sim Tutmés IV! O único ponto ficcional aqui a apontar é talvez o nome do suposto vizir do faraó, Senef (nunca ouvi falar...).

Com isto faço a ponte para os aspectos negativos do livro que se referem essencialmente à revisão. Existem inúmeros erros ortográficos e uma gaffe que me deixou boquiaberta na pag. 100 da ed. Ulisseia "Laura Croft, põe-te a pau"...pois é estranho...

São livros que recomendo a quem aprecie o género de acção/suspense pois estes livros, na minha opinião, não se enquadram no género de policial convencional.

Ed. Ulisseia ou Arcádia, a não perder!


domingo, 29 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Dança da Morte


Depois de Enxofre (que deixa umas pontas soltas, propositadamente para ler este livro), tive mesmo que o adquirir pois estou vidrada nestes autores!

Assim, neste segundo volume da trilogia o terrível irmão Diogenes desenvolve os seus planos para incriminar o seu irmão Aloysius. Neste livro, ao contrário do anterior, podemos aferir a personagem Diogenes em todo o seu esplendor (relembrando que em Enxofre, a personagem não foi suficientemente descrita).

Então este livro começa com uma morte estranhíssima de um professor em plena aula. Mas não será certamente a única morte em toda a narrativa, uma sequência de assassinatos tem inicio e curiosamente, as vítimas são conhecidas do nosso amigo Pendergast. Será D´Agosta um dos infelizes contemplados?
É a luta entre irmãos!

Um aspecto que gostei foi acompanhar a evolução da relação de Laura e D´Agosta. Já o irmão de Pendergast, Diogenes tem aqui uma caracterização brilhante, e mexe muito com o leitor! Há uma empatia entre as personagens e o leitor muito própria.

O desfecho do livro fica em aberto, pormenor convidativo para ler o último livro da saga, o Livro dos Mortos, em que explicará por certo, o desenlace entre Aloysius e Diogenes.

Outro livro a não perder, simplesmente espectacular!

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Os Corvos


Este foi um livro comprado por recurso. Melhor dizendo, faltou-me literatura nestas férias, e ao passear no Ria Shopping, não resisti.

Tem um bom mote: numa aldeia muito pacata surge no meio das plantações de milho um corpo de uma mulher mutilado. Este acontecimento veio trazer À praça pública a lenda dos quarenta e cinco, que foi ganhando alguma importância com o passar dos anos.

Os pontos positivos do livro a meu ver, estão nos pormenores sórdidos contados na autópsia da rapariga morta. Estes também são visíveis nas mortes de outras pessoas ao longo do livro.
Também foi interessante a introdução do tema da modificação genética do milho, que desmistificou algumas das ideias sobre o mesmo. É também um livro muito real na medida em que retrata toda a vivência em meios pequenos, e rapidamente identificamo-nos com este aspecto.

Gostei das personagens, nomeadamente a evolução da Corrie e da relação desta com Pendergast. Já este continua a personagem perspicaz de sempre, assim como D´Agosta!

Ora sobre pontos negativos tenho a dizer que apesar de não ter lido as obras anteriores destes autores, nomeadamente A Relíquia e o Relicário, sabia que envolviam bichos no museu, e receava que este livro fosse pelo mesmo caminho. Mas não, os autores no final da trama encontraram uma solução bastante viável para explicar os vários homicídios de Medicine Creek.

Aconselho apesar de, na minha opinião, o livro Enxofre ser melhor (este marca o início da trilogia Diogenes e que estou agora a ler o último).

Boas leituras!

domingo, 15 de agosto de 2010

Douglas Preston e Lincoln Child - Enxofre


Foi este livro, que me introduziu no vício de ler estes autores e foi um mero achado. Encontrei na feira de livros do Chiado, que tanto adoro, foi um achado e pêras. Desde logo me senti seduzida pela sinopse e o preço foi convidativo a adquirir um dos melhores livros que alguma vez li.

Então o livro começa com o homicídio misterioso de Jeremy Groove, um crítico de arte detestado por muitos, cujo cadáver foi encontrado queimado apenas por dentro do corpo. No peito estava a marca de uma cruz derretida e no soalho da casa estava uma marca de uma pata. Havia um odor intenso a enxofre.

Ao investigar o crime, D´Agosta e claro, o famigerado Pendergast descobrem que Jeremy ligou a duas pessoas, que terão um fim em tudo semelhante ao de Jeremy. Mas realmente terá sido obra do Diabo como aparenta?
Adorei a personagem Pendergast, apesar do seu aspecto dito egocêntrico, consegue opinar de uma forma perspicaz e inteligente!

Uma coisa que gostei nestes autores, foi o facto de não haver momentos mortos na narrativa, há sempre surpresas, muita acção com uma ou outra perseguição pelo meio e mistério... por isso este calhamaço (na verdadeira ascensão da palavra) lê-se em pouquíssimo tempo. A fórmula dos capítulos curtos deixados em suspense, faz com que o leitor leia mais e mais.

Gostei das alusões à Bíblia para tentar explicar o enxofre, nomeadamente através dos episódios de Gomorra e Sodoma. Também gostei do enquadramento do violino Stradivarius na narrativa.
Um outro aspecto que foi uma lufada de ar fresco na história, foi a presença de Laura Hayward, uma polícia envolvida na investigação e que faz faísca com D´Agosta :)
As cenas em Florença...simplesmente espectaculares!

O crime é deslindado no final, e não querendo ser céptica, tudo tem uma explicação... O que falta explicar são mesmo certos pormenores referentes ao irmão de Pendergast, que é totalmente o seu oposto, é completamente maléfico por isso não hesito em ler já de seguida o próximo livro da trilogia, a Dança da Morte!

Recomendo vivamente! Um livro a não perder :D