quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Iniciativa "Unidos Pelo Livro" [Divulgação Editorial Presença]


A menina dos policiais junta-se à iniciativa promovida pela Editorial Presença e oferece 5€ de descontos em compras bem como este marcador. Porque não aproveitar agora no dia de S. Valentim para adquirir livros?

A)  Duração da iniciativa: 13 a 19 fevereiro. É conveniente que esteja bem explícito que os códigos só funcionarão durante este período e que todas as tentativas de utilização do código fora dele não darão acesso a nenhuma oferta;

B) A oferta: desconto de 5€ em compras iguais ou superiores a 15€ em www.presenca.pt + o marcador Unidos Pelo Livro (imagem em anexo);

C) O seu código exclusivo: UNIDOSPELOLIVRO3BNL7

D) As instruções de utilização do código:

1. Vá a www.presenca.pt e escolha os seus livros;
2. Clique em «Comprar»(junto às capas dos livros);
3. Clique em «Carrinho de compras» (no canto superior direito do site);
4. Identifique-se ou registe-se (no carrinho de compras);
5. Introduza o código no campo «Possui algum código-oferta? Introduza o seu código aqui» e clique em "Aplicar";
6. Clique em «Prosseguir a encomenda» e siga os restantes passos até finalizar a encomenda


Nota - este é um detalhe importante para utilizadores frequentes da página: a utilização do código não é acumulável com a utilização da conta-cliente. Ou seja, a partir do momento em que use o código não vai conseguir usar o valor em conta-cliente para pagar a encomenda.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Sandra Brown - Letal [Opinião]


Sinopse: Quando a filha de quatro anos lhe diz que está um homem doente no seu jardim, Honor Gillette corre a ajudá-lo. Mas esse «doente» revela ser Lee Coburn, o homem acusado de assassinar sete pessoas na noite anterior. Perigoso, desesperado e armado, ele promete a Honor que ela e a filha não irão magoar-se se ela fizer tudo o que ele lhe pedir. Honor não tem alternativa a não ser aceitar a sua palavra.

Em breve Honor descobre que nem as pessoas mais próximas de si são de confiança. Coburn afirma que o seu falecido marido possuía algo extremamente valioso que coloca Honor e a filha em perigo. Coburn está ali para levar consigo esse objeto - a qualquer custo. Dos escritórios do FBI em Washington, D.C. a um velho barco no litoral da Louisiana, Coburn e Honor fogem das pessoas que juraram protegê-los e desvendam uma teia de corrupção e depravação que os ameaça não só a eles, mas à própria sociedade.

Opinião: Já li todas as obras de Sandra Brown publicadas em Portugal, com excepção de Vidas Trocadas e até hoje os meus preferidos foram: "Uma Voz na Noite" e "Obsessão". Doravante mencionarei Letal como pertencente a esta lista. Simplesmente adorei este livro!

A acção começa imediatamente, e desde então que capta de uma forma quase irreversível, o interesse do leitor. O desenvolvimento das personagens é algo que Brown fará à medida que decorre a acção. Embora previsível a relação entre Coburn e Honor, a mesma será construída com base pouco usual, uma vez que inicialmente as circunstâncias são altamente desfavoráveis. Aparentemente ele é o assassino procurado pela polícia e ela, a professora viúva que ajuda um foragido. O enredo dá grandes reviravoltas, tudo dentro da credibilidade.

Como fã da autora e tendo lido grande parte dos seus livros, se há fórmula em que Sandra Brown se destaca é o policial em que se enfatiza o romance, o chamado suspense romântico. Por isso seria expectável algumas passagens de teor sexual, como é habitual nos seus livros. No entanto, penso que este foge um pouco à fórmula: as cenas sexuais escasseiam, e o policial é substituído pelo género de acção, uma vez que é eminente a caça ao homem, com alguns homicídios pelo meio. 
Quem procura um romance, sentir-se-á francamente desiludido, pois este é passado para segundo plano em virtude do suspense. Por outro lado para quem é ávido por uma boa história de acção, este é o livro certo!

Não obstante, a autora não descura a componente humana que é constantemente realçada nos seus romances. Existem histórias paralelas que enriquecem a trama: o casal Tom e Janice com o filho deficiente, gravemente incapacitado e a forma como o seu casamento é influenciado; a amiga Tori e os seus casamentos em série; o capataz hispânico Diego e a sua história com Isobel. Todas estas subtramas, embora de menor importância, acabam por ter uma ligação, ainda que indirecta, ao caso de Honor. Embora viúva, esta é uma mulher forte e destemida, tendo.me cativado desde imediato. Coburn por sua vez, tão duro mas ao mesmo tempo tão emotivo sobretudo com os gestos da filha de Honor de apenas quatro anos.

Repleto de acção e emoções fortes, a trama explora o segredo do falecido marido de Honor enquadrando com a temática do transporte ilegal de drogas, armas e até pessoas, oriundo do México. E que relação terá o temível Guarda Livros, o cérebro de uma consistente rede criminosa e Eddie Gilette?

Em relação ao desfecho, este de facto surpreendeu-me genuinamente no que concerne a uma revelação. No entanto, tenho que confessar que fiquei um pouco decepcionada com o interregno quase abrupto, que a autora enveredou no epílogo, sendo um final que deixa o leitor apelar à sua imaginação. Pessoalmente, e para quem está familiarizado com os finais dos livros da autora, achei sinceramente que este final foi menos bom.

Não obstante este facto, Letal foi para mim, um dos melhores livros de Sandra Brown até à data!
Aguardo com muita ansiedade a publicação do próximo.

Pedro Garcia Rosado - Vermelho da Cor do Sangue [Opinião]


Sinopse: Quando um mercenário ucraniano conhecido por Gengis Khan assalta a casa do banqueiro Ramiro de Sá, além de um segurança morto e das jóias roubadas, deixa atrás de si um problema inesperado: do cofre do banqueiro foi também levado o passaporte de Valentim Zadenko, um emissário do Partido Comunista da União Soviética que entrou em Lisboa no dia 24 de Novembro de 1975 e aí desapareceu misteriosamente.
Enquanto o inspector Joel Franco, da Polícia Judiciária, investiga o homicídio do vigilante, o passaporte torna-se uma relíquia que muitos querem deitar a mão: não só o próprio Ramiro de Sá, mas também o chefe da máfia russa, um inspector do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, um veterano do PCUS que foi camarada de Zadenko e ainda Svetlana, a filha do operacional desaparecido, que vem para Lisboa à sua procura, alertada por um angolano que estudou em Moscovo e participou no assalto. Na busca do documento, todos os caminhos acabarão, mais tarde ou mais cedo, por ir dar a Ulianov, um ex-KGB especialmente treinado que em Portugal se tornou dirigente de um grupo criminoso. Joel terá de contar com a sua ajuda para desenterrar uma conspiração criminosa que nasceu no PREC e envolveu militares revolucionários, banqueiros, assassinos … e várias garrafas de Barca Velha.

Opinião: Depois de ter lido A Cidade do Medo, no ano passado (caramba, como o tempo passa!) e ter sido um livro que adorei, Vermelho da Cor do Sangue protagonizado por Joel Franco, inquestionavelmente era uma obra a ler embora deva confessar que estava com algumas reservas em iniciar a leitura da mesma. 
Passo a explicar: embora com um título apelativo, o símbolo do comunismo, aliado à sinopse, eram factores suficientes para que adiasse esta leitura. Não sou fã de enredos que tenham como fundo ideologias políticas. O que me apraz dizer agora é que os meus receios eram infundados.

Apesar deste ser o segundo livro protagonizado por Joel Franco, a trama é completamente independente de A Cidade do Medo, não sendo mencionado qualquer elemento relativo ao livro antecessor. Apenas em comum são as personagens principais. O autor contextualiza os leitores não familiarizados com as personagens, incluindo no inicio do livro, uma pequena lista onde figuram os intervenientes da história, sintetizando o seu papel na trama.
Ainda sobre as personagens, um aspecto que denotei deveras curioso foi a participação de personagens concebidas pelo autor ainda antes do aparecimento desta colecção Não Matarás. Falo mais concretamente de Ulianov, cabeça de cartaz do livro Ulianov e o Diabo, obra esta que infelizmente ainda não tive oportunidade de ler. Fiquei, de facto, muito curiosa com a leitura dos primeiros livros do autor!

Joel Franco, volta com um caso altamente misterioso. Se há algo que gostaria de ver tratado é a investigação da morte de Augusto, amigo de infância de Joel e que deixou marcas profundas. Pois ainda vou ter que aguardar, uma vez que Vermelho da Cor do Sangue não revela pitada desse enigma que se começou a desenhar no livro antecessor.
Denotei que nesta trama, a componente pessoal de Joel Franco está reduzida ao máximo, concentrando-se nos acontecimentos de índole do thriller.

Constatei que a estrutura está bastante semelhante à de A Cidade do Medo, capítulos curtos, formatados sob a sequência de acontecimentos em cada dia da semana, fomentando uma rápida e empolgante leitura.

Não só a curiosidade natural aliada ao mistério relevante deste caso, como a sobriedade da expressão de temas como o PREC e a sociedade portuguesa nos anos 70, que se constataram ser extremamente didácticas no decorrer desta leitura.
O autor disserta sobre a livre circulação de pessoas estrangeiras e bens, sem imposição de fronteiras, fomentando a facilidade de difusão de núcleos mafiosos. Tema este, que confesso, não aprecio quando tratado em literatura mas a abordagem de Pedro Garcia Rosado tornou-o muito interessante e nada maçudo.
Além disso, o autor volta a recorrer à carismática personagem Eunice Neves, que como me expressei no livro A Cidade do Medo, volta a ser notório o paralelismo ficção/realidade no que concerne ao tornar as notícias de foro criminal em quase notícias sensacionalistas, por parte da imprensa portuguesa.

Em suma, embora tenha gostado deste Vermelho da Cor do Sangue, devo confessar que apreciei mais A Cidade do Medo, apenas por uma questão de subjectividade de gostos literários, que vós sabeis, está mais em conformidade com as investidas de um serial killer, do que propriamente métodos de actuação de máfias russas.
Ainda assim, a avaliar pelo segundo volume da colecção Não Matarás, esta promete abordar temas variados, constituindo thrillers diferentes e independentes entre si, que farão as delícias dos amantes do género. Recomendo!



domingo, 10 de fevereiro de 2013

Steve Mosby - Um Grito de Ajuda [Opinião]


Sinopse: Quando viu os seus amigos pela última vez?
Dave Lewis é um homem assombrado pelo seu passado. Entre a morte do irmão, o desgosto dos pais e o afastamento de Tori, a sua ex-namorada, Dave tenta convencer-se de que não tem contas a ajustar com o seu passado.
Quando um assassino persegue várias mulheres, as rapta e se faz passar por elas, enviando mensagens e e-mails a familiares e amigos das vítimas, Dave Lewis é o principal suspeito depois de Tori aparecer morta. Mas Sam Currie, o agente responsável, parece acreditar na sua inocência. Resta-lhes descobrir o perigoso assassino e o que fariam para salvar os seus entes queridos.

Opinião: Já me tinha rendido a este autor com O Assassino 50/50 e Mar de Sangue, restando-me apenas ler este Um Grito de Ajuda. Acho que devo mesmo manifestar o meu apelo às Publicações Europa América para que não cessem as publicações das obras de Steve Mosby!
Em linhas gerais, este autor escreve thrillers pesados, um índice de violência elevadíssimo, embora este se manifeste pouco em Um Grito de Ajuda, sendo a componente psicológica a que sobressai.

Ainda assim, as suas tramas são completamente independentes, registando em cada uma delas, uma forte originalidade por parte do autor. Neste caso em concreto, Um Grito de Ajuda alia-se à poderosa evolução das tecnologias, sob a perspectiva de um assassino, que imobiliza pessoas nas suas casas, deixando-as morrer de desidratação. Ele envia apenas textos e e-mails suficientes "deles" para os seus amigos e familiares afim de teoricamente, tranquilizar as pessoas de que está tudo bem. Constitui portanto uma reflexão à seguinte pergunta: "Até que ponto se importa com os seus amigos e familiares?". Será que você se importa o suficiente para os ir ver, independentemente do tempo que passou desde a última visita, Uma pergunta que sem dúvida, tem implicações profundas.

Por outro lado, o autor relata a história de Mary, que recorre à auto mutilação, como forma de alivio da dor que sente com as recordações do seu pai. Surpreendentemente, é raro ver esta temática mencionada na literatura policial, e penso que Mosby terá dotado Mary com características aprazíveis de quem tem este transtorno. Surpreendeu-me/chocou-me muito este comportamento por parte desta personagem.

Mosby mantém a estrutura que o caracteriza nos seus romances policiais anteriores: a trama narrada sob a perspectiva de Dave Lewis, intercalada com a narrativa na terceira pessoa, quando se trata dos avanços da investigação sob o comando de Sam Currie. A meu ver, e em primeira análise, é uma forma bastante concreta afim de nos alhearmos sobre os sentimentos de Dave face a provação que é descrita nesta trama.
De facto, esta é uma personagem complexa, uma vez que ainda lida com a morte do seu irmão, ainda quando Dave era criança. Esta personagem, jornalista a fulltime mas mágico em horas livres, tem um role considerável de ex-relações: Julie, Emma e agora Tori enveredam na teia do serial killer e cabe a Dave agir rapidamente.

Por outro lado, o detective Sam Currie é também uma personagem marcada: a sua incapacidade em impedir a morte do seu filho foi fulcral para terminar o seu casamento, tendo lançado uma sombra sobre a sua vida e carreira.
Duas personagens tão diferentes mas ao mesmo tempo com passados tão conturbados, acentuando a certeza de que estas se irão cruzar na trama.

Em suma, Um Grito de Ajuda configura-se como uma trama extremamente inteligente, embora com algumas incongruências, mas que em linhas gerais, traduz-se numa leitura ávida e entusiástica. É garantido suspense até ao final, e emoções fortes de naturezas várias!
Steve Mosby até hoje, é um dos poucos autores a conceber serial killers desprovidos da avidez de matar, ao invés, deixam morrer lentamente, num quase dissimulado sadismo. Mais do que recomendar este livro, até porque de Steve Mosby não consigo eleger um preferido, sugiro a leitura de qualquer livro do autor: todos eles constituem grandes obras no que concerne à literatura policial.


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Gillian Flynn - Em Parte Incerta [Opinião]


Sinopse: Uma manhã de verão no Missouri. Nick e Amy celebram o 5º aniversário de casamento. Enquanto se fazem reservas e embrulham presentes, a bela Amy desaparece. E quando Nick começa a ler o diário da mulher, descobre coisas verdadeiramente inesperadas…
Com a pressão da polícia e dos media, Nick começa a desenrolar um rol de mentiras, falsidades e comportamentos pouco adequados. Ele está evasivo, é verdade, e amargo - mas será mesmo um assassino?
Entretanto, todos os casais da cidade já se perguntam, se conhecem de facto a pessoa que amam. Nick, apoiado pela gémea Margo, assegura que é inocente. A questão é que, se não foi ele, onde está a sua mulher? E o que estaria dentro daquela caixa de prata escondida atrás do armário de Amy?

Com uma escrita incisiva e a sua habitual perspicácia psicológica, Gillian Flynn dá vida a um thriller rápido e muito negro que confirma o seu estatuto de uma das melhores escritoras do género.

Opinião: Há uns anos atrás, li um livro muitíssimo bom chamado Objectos Cortantes. Não me recordo completamente da história, daí que há uns tempos para cá esteja com vontade de o reler. Era de uma autora, de seu nome Gillian Flynn. Por isso quanto tive conhecimento que a Bertrand iria publicar mais uma obra sua, fiquei extremamente satisfeita.

A estrutura da trama é de facto bastante original, sendo feita através de testemunhos que se alternam entre os diários de Amy, que remontam a anos antes e o de Nick, debruçando-se este sobre os acontecimentos na actualidade. Este aspecto, a meu ver, confere uma profundidade nas perspectivas das personagens, privilegiando o leitor aos pensamentos mais íntimos e sentimentos, justificando os segredos mais profundos.
Fazendo uma clara distinção entre a mente masculina e a feminina, a autora expressa assim a sua versatilidade na escrita. Amy com testemunhos, inicialmente mais joviais contrapondo-se aos de Nick, com pensamentos mais sóbrios com cariz entusiasticamente masculinos, revelando em catadupa vulnerabilidades no seu casamento, aparentemente perfeito.
Os diários, embora com espaçamento temporal, acabam por convergir na natureza dos testemunhos.

Ao desaparecimento de Amy podemos associar desde já três hipóteses: ou ela foi raptada, ou desapareceu pelos seus próprios meios ou terá morrido, vítima de um homicídio, sendo que as culpas estão sucessivamente colocadas em Nick. Relativamente a meio do livro, começa a desenhar-se o que aconteceu, mas ainda assim as revelações sucedem-se. Foi um livro que me surpreendeu por diversas vezes, acabando por fazer sentido a frase da capa: "Acha mesmo que conhece a pessoa que dorme ao seu lado?"
O índice foi estrategicamente colocado no final uma vez que o título dos capítulos poderão eventualmente trazer spoilers. Um conselho: não sejam curiosos como eu!

Apesar da história ser de facto, excelente, há um facto que se impõe: o livro tem para além das 500 páginas. Pessoalmente acho que a história poderia ser mais encurtada mas por outro lado, se assim fosse, penso que a profundidade das personagens não seria tão completa e até complexa, como de facto achei que é. 
Apesar da morosidade da trama, espelhando ao mesmo tempo um arrastar de um mistério muito intenso, os diálogos são ricos, denotando-se as diferenças entre os pontos de vista de cada personagem. A autora teve o cuidado de tornar a narrativa tão natural quanto possível, por isso é expectável um registo comum aos testemunhos, que envereda até à linguagem do calão. No entanto, toda a trama é circunscrita ao thriller psicológico, estando praticamente isenta de passagens com teor de violência física.

Nada quero desvendar sobre a trama, mas tenho que registar a minha incredulidade face ao desfecho, que esteve muito longe do que eu esperei, e que para mim foi pouco plausível face à intensidade e quantidade dos acontecimentos aqui narrados. Uma pequena decepção que me impossibilitou de dar 5 estrelas no Goodreads, site da internet privilegiado por bibliófilos, onde este livro teve o maior número de recessões no ano transacto.

Em Parte Incerta, foi para mim uma leitura que antecipa os medos da vida conjugal. Brilhantemente negro, explora com mestria, os limites do amor, do sacrifício, da traição e das mentiras. Gostei mesmo muito e recomendo!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Rosamund Lupton - Depois [Divulgação Editorial Civilização]


Data de Publicação: 13 de Fevereiro 2013 

Título Original: Afterwards
Páginas: 432
Preço com IVA: 16,90€
              ISBN: 9789722633826    

Sinopse: É um incêndio e eles estão lá dentro. Eles estão lá dentro… Fumo negro mancha o céu azul de verão. Uma escola está a arder. E uma mãe, Grace, vê o fumo e corre. Sabe que Jenny, a sua filha adolescente, está lá dentro. Corre para o edifício em chamas para a salvar. Depois, Grace tem de descobrir a identidade do autor do incêndio e proteger a sua família da pessoa que continua determinada a destruí-los a todos. Depois, tem de forçar os limites da sua força física e descobrir que o amor não conhece limites.

Sobre a autora: Rosamund Lupton ensina Literatura Inglesa na Universidade de Cambridge. Depois de vários empregos em Londres, incluindo copywriting e revisão para a Literary Review, venceu uma competição para jovens escritores e foi selecionada pela BBC para um curso de jovens escritores. Também foi convidada para o grupo de escritores do Royal Court Theatre. Escreveu guiões originais para televisão e cinema, antes de escrever o seu primeiro romance, Irmã, um bestseller no Reino Unido e nos EUA. O seu segundo romance, Afterwards, agora traduzido em Portugal intitulado Depois, é um bestseller no Reino Unido.
Rosamund vive em Londres, com o marido e os dois filhos.



Críticas de imprensa
«Extraordinário […] de parar o coração […] um thriller muito bem construído.»
Mail on Sunday

«Tal como o Irmã, seu romance de estreia, Depois é um best-seller garantido. Lupton encontrou uma forma de combinar emoção intensa com um enredo empolgante.»
Daily Mirror

«Uma mistura arrojada e fascinante de suspense psicológico, thriller literário e paranormal […] muitíssimo bom.»
Seattle Times



Passatempo Bertrand: Gillian Flynn - Em Parte Incerta


Desta vez, e em parceria com a Bertrand, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro Em Parte Incerta de Gillian Flynn. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.

Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje dia 5 de Fevereiro de 2013 e termina às 23h59 do dia 15 de Fevereiro de 2013.

- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.

- O vencedor será contactado via e-mail.

- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.

- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui:

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Ruth Newman - Os Rostos do Mal [Opinião]


Sinopse:  Um violento surto de homicídios em série está a tumultuar o prestigiado Ariel College, em Cambridge. Os alunos vivem num clima de suspeição e terror desde que foi encontrado o corpo da primeira colega assassinada. Nenhum aluno está a salvo, e Mathew Denison, o psiquiatra forense que colabora com a polícia na tentativa de desmascarar o assassino, sabe-o melhor que ninguém. 
Para chegar à verdade, Denison explora o subconsciente de Olivia Corscadden, a aluna que guarda na sua mente a identidade do homicida. Um thriller psicológico magnético, onde o realismo e o suspense da investigação criminal atingem proporções quase insustentáveis.

Opinião: A colecção O Fio da Navalha da Editorial Presença já nos habituou a policiais e thrillers de grande qualidade e Os Rostos do Mal não é excepção. O livro é um potentíssimo thriller psicológico, que contém uma dose explícita de crimes. Para alguns, e dado que o modus operandi destes crimes difere, embora mantendo a essência de níveis de tortura aplicados, algumas passagens poderão constituir-se um pouco difíceis de digerir.

A acção passa-se num campus universitário inglês, como protagonistas um grupo de adolescentes e dadas as referidas passagens violentas, para mim Os Rostos do Passado, é facilmente equiparado a um filme de terror slasher, embora em formato literário.   

O primeiro contacto com Olivia Corscadden é chocante. Ela é encontrada na cena do crime, em estado de catatonia. Posteriormente, a narrativa é feita muito em torno da entrevista a Olivia, e por analepses que recuam até ao passado, com vista a explicar certos episódios fulcrais para o desenvolvimento da acção. Episódios estes que consolidam a relação de Olivia com a vítima Amanda e a relação com as demais vítimas, abordando um pouco do seu relacionamento com o namorado Nick.
Matthew Denison, psiquiatra forense, conduz as entrevistas que ajudam a conceber um perfil para Olivia, ao mesmo tempo que tenta chegar à verdade uma vez que esta terá provavelmente testemunhado um dos homicidios, o pioneiro de alguns que se seguirão, e a resposta estará no seu subconsciente.

As personagens são de facto muito complexas, a começar por Olivia. À medida que a trama avança, há uma sensação crescente do quão duvidosos podem ser os seus testemunhos, uma vez que são notórias as incongruências que se revelam nos mesmos. Quanto ao restante grupo, eles não são propriamente fáceis de sentir empatia, uma vez que revelam arrogância, segredos, mentiras e divergências entre eles.
Depois, o oposto: Denison, um homem céptico, crente em Olivia, é provavelmente aquele com quem o leitor sentirá mais afinidade e segurança.

Esta é uma trama que aborda de uma forma muito interessante, o transtorno de personalidade múltipla, como o culminar de uma infância de negligência e abusos, tornando-se passagens muito pesadas, as que se relacionam com a infância da personagem.
Tinha saudades de um livro como este, que é muito intenso devido à carga psicológica, explorando com profundidade, situações que inviabilizam um crescimento mental saudável. No entanto, Os Rostos do Mal é também uma trama completíssima, devido ao grafismo e passagens de teor mais violento, abordando por exemplo, mutilações post-mortem.

Definitivamente Os Rostos do Mal, para primeiro livro, constitui uma excelente estreia para Ruth Newman. Deste modo, o meu desejo e que a editora publique o seu segundo romance, que se intitula The Company of Shadows. Neste sentido, encorajaria a Editorial Presença para o fazer. Gostei muito e recomendo!




sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Martin Suter - Cinzas do Passado [Opinião]


Sinopse: Aos sessenta e cinco anos, Konrad Lang ainda vive às custas da abastada família Koch. Durante anos, foi um parasita tolerável, inicialmente enquanto companheiro de brincadeiras de Thomas Koch, o herdeiro da fortuna da família, mais tarde enquanto zelador da mansão de férias em Corfu, embora sempre sujeito aos caprichos da família. Certa noite, porém, Konrad pega acidentalmente fogo à mansão, reduzindo-a a cinzas. A princípio, atribui-se a causa desse incidente ao seu alcoolismo, mas os esquecimentos de Konrad sucedem-se.
São os primeiros sintomas de um mal misterioso, que trará consigo consequências perturbadoras. No entanto, à medida que a memória recente de Konrad se vai esvaindo, as recordações que muitos esperavam estar soterradas vão ressurgindo pouco a pouco... A doença de Alzheimer instala-se, ameaçando pôr a descoberto segredos guardados a sete chaves.

Opinião: Terminei às tantas da manhã este grande livro, que embora date de 1997, só agora foi publicado pela Porto Editora. Pura e simplesmente, não consegui parar de ler, até desvendar o enigme que se impõe, embora de uma forma subtil.
Embora a capa deixe antever um pesado thriller, penso que o género do livro se enquadre mais no tipo dramático, embora a componente mistério esteja bem presente. Efectivamente as recordações que eventualmente possam assolar o protagonista, Konrad Lang, são indesejáveis para Elvira Koch, e a razão desconhece-se até ao final da história.

A trama é muito pesada, se tivermos em conta a temática fulcral: a doença de Alzheimer que contribui para o esquecimento de tantas recordações. Konrad conta com sessenta e cinco anos, ainda jovem para cair nesta doença, mas consta que o seu vício da bebida antecipou o estado da sua sanidade mental.
O autor não se coíbe em acções derivadas a este esquecimento constante e perante situações tão tristes que exigem um respeito para com a doença, o leitor sente uma compaixão genuína por Koni.

Daí que as personagens estão longe das estereotipadas na literatura: não há de facto um herói, e o protagonista tem empatia com o leitor, devido apenas ao seu estado mental.
Este é filho de uma antiga criada de Elvira, que ao fugir com um homem, deixa Koni aos seus cuidados. A infância deste é passada com Thomas, o filho de Elvira. À medida que os anos passam, existe um afastamento entre a família e Konrad, que é compensado a nível monetário.
Entretanto agora, Thomas e o seu filho Urs são tão empertigados quanto a própria Elvira, embora apenas esta detenha a verdade. Resta apenas a infeliz esposa de Urs, Simone, ajudar Konrad na busca das suas recordações mais básicas.

Cinzas do Passado prima pela originalidade ao ser uma história de mistério que aborda uma doença como o Alzheimer, pouco comum em literatura do género. É uma trama com um ritmo pausado, em que se debruça essencialmente sobre as acções de Konrad, antes do diagnóstico, quando se pensavam que os esquecimentos não tinham a dimensão do Alzheimer até à sua confirmação e tratamentos inovadores como forma de ensaio.
É explorada a forma como os doentes percepcionam as pessoas que outrora eram familiares, agora, incapacitadas de se lembrarem, são estranhos.
A forma com que o autor faz chegar estes sentimentos ao leitor está extremamente bem conseguida, levando-me a crer que o autor conhece bem o Alzheimer, desconhecendo se terá sido uma boa pesquisa ou se por infortúnios do destino, terá conhecido esta realidade.

A parte dita thriller psicológico, a meu ver, apenas se discrimina no final, altura da revelação por parte de Elvira. Eu, que tinha equacionado uma série de hipóteses possíveis, falhei redondamente. O autor conseguiu-me surpreender com a explicação, perfeitamente plausível, dos passados de Konrad e o da família.
Ainda assim, Cinzas do Passado foi um livro cuja leitura foi muito apreciada, de vários pontos de vista: aprendi um pouco mais sobre o Alzheimer, a forma como a doença se manifesta e as consequências que esta traz ao ser humano. Emocionei-me com a personagem de Koni e a forma como a família Koch lida com ele e acima de tudo, comovi-me com a solidariedade de Simone.

Em suma, Cinzas do Passado é um livro com uma carga psicológica muito intensa que não deixará ninguém indiferente. Para mim, um livro inesquecível.



Domingo Villar - A Praia dos Afogados [Divulgação Editorial Sextante Editora]


Data de Publicação: 4 de Fevereiro 2013


Título Original: La Playa de los Ahogados
Páginas: 424
Preço com IVA: 17,70€
              ISBN: 9789896761615    

Sinopse: Uma manhã, o cadáver de um marinheiro é arrastado pela maré até à beira-mar de uma praia galega. Se não tivesse as mãos amarradas, Justo Castelo seria outro dos filhos do mar a encontrar a sua sepultura entre as águas, durante a faina. Sem testemunhas nem rasto da embarcação do falecido, o inspetor Leo Caldas mergulha no ambiente marinheiro da povoação, tentando esclarecer o crime entre homens e mulheres renitentes em revelar as suas suspeitas, mas que, quando decidem falar, indicam uma direção demasiado insólita. 

Sobre o autor: Domingo Villar nasceu em Vigo, em 1971, e reside atualmente em Madrid, onde trabalha como guionista de cinema e televisão. Com o seu primeiro romance, Ojos de agua (2006), também protagonizado pelo inspetor Leo Caldas, obteve o I Prémio Sintagma, o Prémio Brigada 21 e o Prémio Frei Martín Sarmiento, e foi finalista em duas categorias dos Crime Thriller Awards no Reino Unido. A praia dos afogados recebeu o Prémio Antón Losada Diéguez, foi finalista do Prémio Novelpol e do Prémio Livro do Ano do Grémio de Livreiros de Madrid, e foi considerado Livro do Ano pela Federação de Livreiros da Galiza. As suas obras foram traduzidas para treze línguas.

Críticas de imprensa
 «A praia dos afogados confirma Domingo Villar como um excelente escritor. O enredo é tão aliciante como as descrições da vida e da faina marítima.»
El País

«É um romance profundo e humano.»
El Mundo

«Um excelente policial em que sobressaem um travo de poesia amarga e o silêncio tão contagiosamente humano das suas personagens.»
Qué Leer

«Retrato certeiro de um ambiente pequeno e brumoso, de gente pacata conjurada pela violência, e com um enredo muito inteligente.»
La Vanguardia