Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar de O Escândalo Modigliani de Ken Follett para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 224 participações válidas, as respostas correctas eram:
1. A que colecção pertence O Escândalo Modigliani? Grandes Narrativas
2. Em que ano foi publicado, pela primeira vez, O Escândalo Modigliani? 1976
3. Como se chama a personagem que detém uma conceituada galeria de arte em Londres? Charles Lampeth
4. Para que país parte Dee em busca do quadro? Itália
Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)
E após um sorteio no random.org, a vencedora é:
236 - Ana Domingos (Agualva)
Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
Para comprar O Escândalo Modigliani, clique aqui.
Opinião: Prazer Ardente é o quarto volume da série À Flor da Pele e tem como protagonista a última das amigas encalhadas, Daisy Bowman.
Apesar da história desta personagem ser independente dos romances que têm as suas amigas como protagonistas, recomendo a leitura prévia dos livros anteriores afim de conhecer os outros casais e a própria Daisy. O único que não li foi precisamente o segundo, cujo protagonismo está a cargo da sua irmã, Lillian. Erro crasso pois não conheço a história dela com Marcus e tal desperta-me muita curiosidade!
Sendo um erótico de época, Prazer Ardente proporcionou-me um excelente momento de leitura. Não obstante, e tendo eu lido apenas dois da série, achei que este tinha um ritmo mais moroso. As cenas ditas sensuais não abundam, enfatizando ao invés, a química que vai surgindo entre Daisy Bowman e Matthew Swift. Há sim, muita ternura e humor ao longo da narrativa.
E claro, fascina-me aquele ambiente de época em que as mentalidades diferem tanto das actuais.
Visto que Prazer Ardente é o último de uma série, é natural que a leitora tenha criado uma empatia com as personagens nos livros antecessores. Sou sincera, a minha Wallflower preferida é Evie e por consequente o meu livro preferido até à data é justamente Paixão Sublime. Ainda assim, creio que no presente livro a personagem teve um papel muito fugaz. Já o seu marido pouco ou nada aparece.
As restantes Wallflowers, já casadas, surgem para ajudar a amiga e mostrar um espírito de cumplicidade muito forte. Gostei de rever as três amigas, em especial Lillian cujo nascimento da filha despoleta uma situação deveras engraçada!
Apesar de Daisy ser uma romântica incurável, ela tem um aspecto em comum comigo: ela adora livros! E o contraste com Matthew, um homem mais prático pois ele é dedicado aos negócios, funcionou muito bem!
As poucas cenas tórridas de Prazer Ardente distanciou este livro do género sensual. A minha percepção é que o mesmo pertence ao género histórico, sensação que não me ocorreu aquando a leitura do último.
O que mais gostei nesta série foi a forma como a autora escreveu quatro histórias (embora não tenha lido uma delas, acredito que assim o seja) diferentes no que conta ao enamoramento e corte de cada casal. Em suma, a série das Wallflowers, além de ser uma ode à corte nos tempos antigos, consta-me que é, acima de tudo, uma homenagem ao sentimento de amizade.
Esta é uma série que carinhosamente guardo na minha estante, entre os demais eróticos. E apesar de ainda não ter lido Sedução Intensa, sei que irei ter saudades das Wallflowers!
Titulo Original: Allegiant Tradução: Alcinda Martinho
Preço com IVA: 15,50€ Páginas: 416
Nunca a data de publicação de um livro motivou tantos leitores a contactarem a Porto Editora. Finalmente, é oficial: Convergente, o último livro da trilogia Divergente, de Veronica Roth, é publicado em Portugal a 21 de março. Este livro sucede a Divergente e Insurgente, obras que garantiram a uma muito jovem autora (tinha 23 anos aquando da publicação do primeiro livro) um sucesso à escala global e muitos fãs em Portugal. As aventuras desta saga desenrolam-se em cenário futurista, verosímil e sem figuras sobrenaturais. Figuraram em várias listas de melhores do ano – Amazon, Publishers Weekly, Goodreads, Barnes & Nobles – e chegaram a número um do top do The New York Times. Convergente chega às livrarias poucos dias antes de estrear nos cinemas portugueses, a 3 de abril, o filme Divergente, produzido pela Summit Entertainment/Lionsgate, estúdio conhecido pela saga Crepúsculo.
Sinopse: A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída – dilacerada por atos de violência e lutas de poder, e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece, Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido, e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor. Convergente encerra de forma poderosa a série que cativou milhões de leitores, revelando os segredos do universo Divergente.
Sobre o autor: Veronica Roth estudou Escrita Criativa na Northwestern University. Nos seus tempos de faculdade, preferiu dedicar-se a escrever o que viria a ser a sua primeira obra, Divergente, e deixar de lado os trabalhos de casa – uma escolha que acabou por transformar totalmente a sua vida.
Veronica Roth foi considerada a melhor autora pelo GoodReads Choice Awards em 2012. Divergente foi eleito o melhor livro de 2011 e Insurgente o melhor livro de fantasia para jovens-adultos em 2012, pela mesma entidade, a única cujas distinções são atribuídas exclusivamente pelos leitores.
Opinião: Ainda estou estupefacta com o que acabei de ler! Ainda estando em Março, este é sem dúvida, um dos melhores livros que li este ano e atribuí a cotação máxima no Goodreads, sabendo que se vai juntar a uns quantos thrillers da minha preferência.
Tenho sérias dúvidas de que um dia me esquecerei desta história!
A capa é sombria e acreditem que o conteúdo lhe faz jus. O booktrailer da Bertrand, fiel ao original, é ainda mais aterrador. Se ainda não o viram, ora espreitem lá:
Posto isto, nem sei bem por onde começar. Talvez pela enigmática e aparentemente confusa narrativa, em capítulos curtos, revezando-se entre as várias divisões onde são torturadas crianças, ora nos remete ao passado de uma personagem muito enigmática, de seu nome Victoria Bergman ou simplesmente situa o leitor na actualidade.
Uma particularidade é que os capítulos relativos à casa começam com letra minúscula, enfatizando os locais, pejados de pormenores inquietantes. O início antevia algo de muito sombrio.
Axl Sund não se coíbe em passagens de teor gráfico onde impera a violência gratuita infligida aos cadáveres das crianças estrangeiras. Fez-me confusão o público alvo pois sabe-se que a emigração é a busca de um sonho e contrapondo-se a isto, estas crianças acabam por ter um destino cruel.
Por outro lado, a Rapariga-Corvo é também um thriller psicológico onde são dissecados alguns temas como a personalidade múltipla e transtornos sociais. E mais: somos conduzidos à mente dos pedófilos. É literalmente uma viagem aos infernos, às profundezas da maldade que reside na mente humana e que insiste em perpetuar aos outros.
Também de complexidade psicológica estão dotadas as duas personagens principais: Sofia Zetterlund e Jeanette Kihlberg. Axl Sund debruça-se sobre ambas as personagens: Jeanette, investigadora criminal é casada com um artista plástico e têm um filho. Porém o seu casamento data vinte anos e começa a mostrar algum desgaste. Por sua vez Sofia, psicoterapeuta, vive uma relação com Mikael relembrando sempre aquele que terá sido o amor da sua vida, Lasse.
Embora estas mulheres tenham personalidade vincadas, elas são muito diferentes entre si e igualmente importantes no contexto a história. É Jeanette que tenta afincadamente criar uma ligação entre as crianças que vão surgindo e um potencial predador. E Sofia vacila entre a quebra do contrato de confidencialidade entre paciente e psicoterapeuta afim de ajudar na investigação.
O que me verdadeiramente chocou, a par das mutilações às crianças, foi o facto como o autor me horrorizou ao longo das 367 páginas. Principalmente nas passagens relacionadas com a pedófilia e os relatos da desfragmentada Victoria Bergman. Sofia embrenha-se no seu trabalho, ouvindo vezes sem conta cassetes onde são revelados momentos de puro horror pejados de maus tratos e abusos.
O autor soube diferenciar aspectos diferentes na mesma personalidade, altamente convincente para o perfil da personalidade múltipla. Quer para Victoria, quer para o menino oriundo da Serra Leoa, Samuel Bai. Como aficionada da Psicologia que sou, o trato destes temas foi bastante interessante e muito realista.
Como referi, a história está repleta de atrocidades, o que causa algum incómodo e desconforto para o leitor, existindo inúmeras passagens difíceis de digerir. Sou sincera, como leio muitos livros do género, há assuntos que se tornam gradualmente banais contudo este livro abalou-me por diversas vezes. Achei-o muito forte e intenso cujas sensações são facilmente transponíveis para o leitor.
No entanto, a reviravolta que surge quase no final do livro, explicando tudo, para mim foi como uma bomba que detonou sem sequer estar preparada! Nunca, mas nunca equacionei que era daquela forma a resolução daquele caso, se é que se pode chamar de desfecho pois ainda há muito a explicar.
Tenho a certeza que o meu caro/a seguidor/a também ficará surpreendido/a.
A Rapariga-Corvo é o primeiro livro da trilogia As Faces de Victoria Bergman, e finda a sua leitura, percebi o porquê deste título.
Tratando-se de uma série, foi expectável que o final ficasse em aberto, e sei que ficarei expectante até o próximo livro ser publicado. A Bertrand adianta já os nomes do segundo e terceiro livro que se chamarão Fome de Fogo e As Instruções da Pitonisa, previstos para Julho e Outubro, respectivamente.
O presente livro reuniu aquilo que procuro num thriller: é inquietante, chocante, assustador e impressionante. Aguardarei ansiosamente pelos mesmos, pois volto a reforçar, este A Rapariga Corvo foi um dos melhores thrillers que já li. Este livro deixou-me abismada!
Este é definitivamente o livro recomendado para os fãs de literatura mais sombria. Para aguçar o apetite, convido-vos a visitar o site dos autores, que é no mínimo, aterrador: http://www.erikaxlsund.com
Titulo Original: Private: #1 Suspect Colecção: Private #2
Preço com IVA: 17,69€ Páginas: 384 ISBN: 9789898626318
James Patterson foi o autor escolhido para o arranque da Topseller, a nova chancela da 20I20 Editora, em novembro de 2012. Dezasseis meses volvidos, e após 16 livros do autor publicados em Portugal (adulto, jovem adulto e juvenil), acreditamos que se trata de uma aposta ganha.
James Patterson já criou mais personagens inesquecíveis do que qualquer outro escritor da atualidade. É o autor dos policiais Alex Cross, os mais populares dos últimos vinte anos dentro do seu género. Entre os seus maiores bestsellers estão também as coleções Private: Agência Internacional de Investigação, The Women's Murder Club (O Clube das Investigadoras) e Michael Bennett. E é precisamente da série Private que chega agora às livrarias um novo livro: Private: Principal Supeito (Topseller I 384 pp I 17,69€)
Sinopse: Uma ex-namorada assassinada. Investigações à margem da lei. A Private é a agência de investigação mais eficiente do mundo, criada para resolver de forma discreta os problemas dos ricos e poderosos. Jack Morgan, antigo fuzileiro naval e agente da CIA, é o seu dono. Os agentes da Private são os mais inteligentes e rápidos, e dispõem das tecnologias mais avançadas.
Desta vez, é o próprio Jack Morgan que se torna o principal suspeito da morte da sua ex-namorada. Ao mesmo tempo que é vigiado pela polícia, a Máfia obriga-o a recuperar 30 milhões de dólares em material farmacêutico roubado, e a bela presidente de uma cadeia de hotéis pede-lhe que investigue uma série de assassínios ocorridos nas suas propriedades.
Numa luta contra o tempo para provar a sua inocência, Jack tem de enfrentar os inimigos mais fortes e inteligentes de sempre. Com mais ação, intriga e surpresas do que nunca, Private: Principal Suspeito é James Patterson ao seu melhor nível.
Sobre o autor: James Patterson é, segundo o Guinness World Records, o autor que mais livros colocou no topo da lista de bestsellers do New York Times. Desde que o seu primeiro romance venceu o Edgar Award, em 1977, os seus livros já venderam mais de 295 milhões de exemplares. Para além do sucesso alcançado com os seus policiais e romances para adultos, James Patterson escreveu também diversos livros de grande êxito para jovens, entre os quais estão as séries Confissões, Maximum Ride, Escola e Eu Cómico. Em Portugal, James Patterson é publicado pela Topseller (Alex Cross, Private, NYPD Red,Confissões,Maximum Ride e Primeiro Amor) e pela Booksmile (séries juvenis Escola e Eu Cómico).
Titulo Original: Claim Me Colecção: Trilogia Stark #2
Preço com IVA: 17,69€ Páginas: 384 ISBN: 9789898626325
Sinopse: Ela pertence-lhe. Para o bem e para o mal. Ele era o único homem que ela não podia evitar. E o único homem a quem ela não conseguia resistir. «Para mim, a nossa obsessão é ferozmente, incrivelmente real. Para o Damien é um jogo. O Damien precisa de mim, precisa de estar em controlo. As suas necessidades são palpáveis: ele precisa de sentir prazer. Lindíssimo e absolutamente brilhante, é também alguém que vive uma enorme tortura interior. Somos, em todos os aspetos, o par perfeito. Concordei em ser só dele, mas agora quero que ele seja só meu. Quero que nos amemos para além das fronteiras mais doces do nosso êxtase, até aos desejos mais profundos das nossas almas. Quero que o fogo que arde entre nós nos consuma.Mas existem recantos obscuros dentro do Damien que nem a nossa paixão mais selvagem poderá tocar. Anseio por conhecer os seus segredos, anseio pelo momento em que ele se entregue a mim como eu me entreguei a ele. Mas os nossos passados sombrios tanto nos poderão juntar como afastar… irremediavelmente.» Para os fãs de As Cinquenta Sombras de Grey e de Rendida, eis mais um capítulo da história de uma paixão arrebatadora que já conquistou o coração e a fantasia de milhões de leitores em todo o mundo.
Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro O Escândalo Modigliani de Ken Follett. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!
Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje, 5 de Março de 2014 e termina às 23h59 do dia 16 de Março de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
Preço com IVA: 16,95€ Páginas: 280 ISBN: 9789896573942
O novo e divertidíssimo romance do mesmo autor que fez rir mais de um milhão de leitores com Maldito Karma e Jesus Ama-me.
Tudo pode acontecer quando uma bruxa transforma uma família nos monstros em que iam mascarados a uma festa.
Um romance hilariante, que é uma sátira ácida e impediosa que nos mostra como muitas vezes não damos valor ao que temos enquanto não o vemos com outros olhos.
Sinopse: Safier anima o leitor em cada linha, consegue que se ria e se divirta imenso. O livro está escrito com uma comicidade magnífica e a transbordar de jogos de palavras. A família Von Kieren é tão extraordinariamente cómica e tão normal que o leitor compreenderá os seus problemas, mas também está sempre a rir-se deles. A família Von Kieren está à beira do caos. A livraria da mãe, Emma, está na falência; o pai trabalha demasiado; a filha adolescente não consegue passar a uma única disciplina e o filho mais novo é humilhado pela rapariga de quem gosta. Para cúmulo, depois de uma festa, uma bruxa enfeitiça os Von Kieren e condena-os a converterem-se nas personagens de que estão mascarados: de repente tornam-se uma vampira, um monstro, uma múmia e um lobisomem. Para quebrar o feitiço, este singular quarteto partirá atrás da bruxa ao longo de meio mundo. E no caminho encontrarão muitos monstros autênticos: vampiros, lagartos gigantes e turistas alemães em excursão. Mas por muito que procurem, os Von Kieren não poderão deixar de ser monstros enquanto não voltarem a acreditar na felicidade familiar. Sobre o autor: David Safier nasceu em Bremen, em 1966 e é nesta cidade que vive e trabalha. Conhecido guionista de séries de êxito de televisão, como Mein Leben und Ich (A Minha Vida e Eu), Nikola e Berlim, Berlim, foi galardoado com o Prémio Grimme e com o Prémio TV da Alemanha, e com um Emmy, nos Estados Unidos. Maldito Karma (Planeta, 2011) o seu primeiro romance, foi um êxito internacional, que vendeu mais de um milhão e quinhentos mil exemplares na Alemanha e está já publicado em várias línguas. Em Portugal, em poucos meses chegou às cinco edições. Na Alemanha, um ano depois da sua publicação, permanecia na lista dos mais vendidos, com um outro romance Jesus Ama-me (Planeta, 2012). Imprensa «David Safier volta a recorrer aos seus truques de magia… faz com que aconteçam coisas incríveis e comove os seus leitores. Arranca-nos um sorriso praticamente em todas as páginas.» Buchwurm «Ninguém escreve como David Safier… O autor de Maldito Karma regressa com uma sátira de transformação, que aponta impiedosamente e com acerto para a realidade da vida familiar. É que ao fim de poucas páginas torna-se mais claro do que a água: em todas as famílias há monstros como estes.» Buch Journal «Com a sua nova obra, Safier demonstra que é um mestre do exagero sem contemplações.» Schweriner Volkszeitung
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Opinião: Já há muito que aguardava uma nova investigação por parte de Rebecka Martinsson e Anna-Maria Mella. Quando A Tua Ira Passar é o quarto livro protagonizado por esta dupla e que tem-me cativado cada vez mais. Não consigo eleger o meu preferido pois fiquei rendida com Aurora Boreal, A Senda Obscura e este, Quando a Tua Ira Passar.
Para ser sincera, o único livro que achei mais mediano foi o segundo, Sangue Derramado.
O aspecto que ressaiu de imediato foi a forma como a história está narrada, diferente dos outros livros da autora, embora não seja de todo inédita. Lembro-me de um autor que aprecio muito, também sueco, que utiliza este modo narrativo, Mons Kallentoft.
Isto porque Larsson confere alguma profundidade à personagem Wilma ao partilhar os seus pensamentos apesar da jovem estar já morta. Efectivamente, é ela que narra certas passagens, alternando com o narrador omnipresente, permitindo que a conheçamos e às restantes personagens locais sobretudo a sua família: a bisavó Anni, com quem ela vive e a sua tia-bisavó, Kerttu.
Reconheço que este elemento sobrenatural não será do agrado de todos mas creio que dá à história uma dimensão adicional: o da vítima, que pode contar a sua versão do que realmente aconteceu. Além disso, confere uma fonte de informação ao leitor: Wilma e o seu namorado Simon, tinham descoberto no fundo do lago, um avião que teve um importante papel em 1943, mensagem que é cedida ao leitor ainda antes da descoberta das entidades policiais. No entanto, esta informação é simultaneamente limitada, pois nos são ocultados diversos elementos alusivos à investigação e serão apenas revelados no decorrer da trama.
Existe apenas este elemento paranormal, tendo considerado algo perturbante, embora ache que não influencia em nada a credibilidade do caso. O desenrolar da investigação cinge-se a aspectos verossímeis, assentando em moldes históricos.
Quando a Tua Ira Passar é muito mais do que uma investigação de homicídio. Dotada de uma componente pessoal muito intensa sobre as personagens, a história incide sobre uma pequena localidade no norte da Suécia e como os populares se comportaram há 60 anos, durante a Segunda Guerra Mundial.
O factor familiaridade está presente uma vez que regressam diversas personagens conhecidas do leitor. Mais uma vez, a autora estabelece uma reflexão sobre relações: a inspectora Anna-Maria Mella, mãe de quatro filhos, luta contra a rotina no casamento, tentando não se desgastar com o seu trabalho e Rebecka Martinsson, ainda fragilizada com os acontecimentos ocorridos no livro anterior, e que tenta manter a sua independência em Kiruna quando o seu amante voltou a Estocolmo. Cativou-me sobretudo a forma como Rebecka lida com os animais e a sua dedicação para com os cães.
O que me impressionou mais na trama foi, sem dúvida, a família disfuncional Krekula. Um velho pai dominante, Isak, uma mãe amargurada, Kerttu e dois filhos já adultos e maliciosos, Tore e Hjalmar. Por meio de flashbacks que remontam à infância destas duas personagens, há uma delas que apela ao coração do leitor, por ter passado por um traumático incidente.
Além disso, e este é um aspecto intrínseco à literatura escandinava, não tenho como evitar este fascínio sobre a Suécia. A autora descreve aquele ambiente gélido das florestas, coadunando com a frieza das personagens, em particular os Krekula, mostrando o quão diferente é a cultura sueca (factor extensível aos restantes países escandinavos) face à mediterrânica.
Esta é uma trama que se baseia nos valores familiares bem como um tema que tenho gostado de saber mais: a Segunda Guerra Mundial. E neste caso concreto, a relação da Suécia com a Alemanha neste período. E acreditem que a ficção relacionada com este facto histórico resultou num excelente policial!
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Para mais informações sobre Quando a Tua Ira Passar, clique aqui.
Preço com IVA: 18,80€ Páginas: 448 ISBN: 9789897540509
Sinopse: A Ilha de Lewis é o local mais desolador e austeramente belo de toda a Escócia. A rigidez da rotina diária apenas é mitigada pelo temor a Deus. Quando um assassinato sangrento cometido na ilha revela marcas semelhantes a um caso de Edimburgo, o detetive da polícia Fin Macleod é enviado para norte, para o investigar. Todos os anos, doze homens da ilha, alguns dos quais amigos de infância de Fin, partem para um remoto e traiçoeiro rochedo chamado An Sgeir, numa perigosa epopeia para caçarem as crias de uma ave marinha local. Este é, acima de tudo, um ritual de passagem que é ferozmente defendido contra todos os pressupostos da moralidade moderna. Mas, para Fin, a caça encerra memórias dolorosas, que podem, mesmo tanto tempo depois, exigir um enorme sacrifício. A Casa Negra é um thriller com um poder e uma visão raros. É um mistério criminal que explora as sombras das nossas almas, num local onde o passado está sempre perto da superfície e a vida mistura os mitos e a História. Sobre o autor: Peter May é um autor amplamente premiado e um sucesso de vendas internacional, contando com um grande número de seguidores em todo o mundo. Nascido e criado na Escócia, vive atualmente em França. Depois de uma carreira bem-sucedida enquanto criador e produtor, decidiu abandonar a televisão para se dedicar ao seu primeiro amor, a literatura. A obra A Casa Negra foi publicada pela primeira vez em França com o título L'Ile des Chasseurs d’Oiseaux e prontamente classificada de obra-prima pelo jornal francês L´Humanité. Em França, ganhou diversos prémios, entre eles os prestigiados Cezam Prix Littéraire, atribuído pelos leitores. Em Inglaterra, A Casa Negra foi publicada pela galardoada Quercus. O livro tornou-se imediatamente num sucesso de vendas e foi nomeado para o Barry Award e para o Macavity Award aquando da sua publicação nos Estados Unidos. Em 2013, venceu o Barry Award para Melhor Romance Policial. Imprensa «Um thriller com uma intensidade que nunca esmorece, ao mesmo tempo arrepiante e engenhoso. Sem dúvida, uma obra-prima.» L’Humanité «Uma escrita impressionante!» The Times «O melhor! Um thriller impecavelmente escrito.» Daily Express «Peter May é um autor que seguiríamos até aos confins da Terra.» The New York Times
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