sábado, 12 de julho de 2014

Camilla Läckberg - A Ilha dos Espíritos [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Ilha dos Espíritos é já o sétimo livro protagonizado por Patrick Hedstrom e Erica Falk e posso dizer que esta dupla continua a surpreender-me. Esta é daquelas séries que não tenho reservas em recomendar, especialmente a quem gosta de romances e gostaria de enveredar num policial. Penso que esta é a autora perfeita para tal uma vez que o desenvolvimento da relação entre as personagens assume um preponderante destaque.

Aguardava por este livro desde que li A Sombra da Sereia, um livro que me marcara por ter um final tão aliciante como imprevisível. Rapidamente li as primeiras páginas no Kobo, em inglês e por não estar habituada (à língua e ao formato), fui instigada a desistir e enveredar por outras leituras em português.

Um ano depois, eis que chega A Ilha dos Espíritos. A presente obra segue a fórmula já usada por Läckberg, interpondo duas narrativas aparentemente independentes, distanciadas por espaço temporal relevante. Se por um lado, a acção recua até 1870 na ilha de Gråskär, por outro acompanhamos a actualidade em Fjällbacka.
À primeira vista, um aspecto que apreciei neste livro foi a forma como a autora me deu a conhecer mais um local na Escandinávia. A ilha de Gråskär não é ficcionada, aliás como Fjällbacka (a terra natal da escritora) e para quem não foi ainda à Suécia, foi a forma perfeita de conhecer mais um local, ainda que na trama esta ilha em questão seja, aparentemente, pejada de suposições sobrenaturais. Claro que, como todos os livros até então da autora, estas hipóteses são deitadas por terra e todas as explicações são lógicas e racionais.

O tema base é, como referido na sinopse, a violência doméstica. É tema recorrente na literatura policial e com um trato bastante cru, uma vez que, infelizmente, este ainda é um dos flagelos que atinge a sociedade actual. Este é também o fio condutor das duas subtramas: a de Emelie que vive com Karl no século XIX na ilha e agora no século XXI, de mulheres que passaram pelo Refúgio: uma associação de acolhimento de vítimas de maus tratos. E é precisamente um colaborador que trabalha na associação, Mats Sverin, que é morto a tiro. Relativamente a este homicídio devo dizer que gostei da descrição do mesmo, breve mas simultaneamente gráfica.

Como já acontecera com os livros anteriores, A Ilha dos Espíritos proporcionou uma ávida leitura. É daqueles livros que simplesmente não se consegue parar de ler. Quer pela intensidade dos acontecimentos, quer pelos novos desenvolvimentos das personagens que, para quem acompanha a série como eu, tornam-se tão fascinantes quanto a resolução do caso policial. Em relação a este, posso dizer que é pautado por inúmeras reviravoltas e, a páginas tantas, segue um rumo que para mim, foi completamente inesperado.
Inesperado é um adjectivo que pode qualificar o destino de uma das personagens, que a pouco e pouco foi-se tornando querida pelos leitores: Anna, a irmã de Erica, vê-se a braços com um problema que muda o seu papel na trama.

Esta narrativa prima por um clímax bastante satisfatório, bem diferente do final do livro antecessor em que as circunstâncias de um acidente tinham ficado em aberto. O início de A Ilha dos Espíritos explica aquilo que ficou em stand-by n´A Sombra da Sereia. Claro que, ainda assim, anseio muito por ler o próximo livro da autora, sabendo que, para tal, terei que esperar mais um ano. 

Em suma, este foi um livro que me deixou expectante durante toda a sua leitura. Pela crueza das descrições, da resolução final do crime e pelos próprios destinos das personagens. Mais do que um livro espectacular, esta é uma série obrigatória. Recomendo vivamente!


Erik Axl Sund - Fome de Fogo [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Uma capa fantástica. Um livro que lhe faz jus.
Na minha opinião e depois de ter dado uma vista de olhos pelas edições de outros países, as capas da Bertrand dos dois primeiros livros da trilogia de Erik Axl Sund são as mais apelativas.

Iniciei este livro com imensas expectativas. Afinal de contas, A Rapariga-Corvo foi um livro que me marcou profundamente. Por outro lado, sabia à priori que um dos grandes mistérios que esta trilogia oferece estava aparentemente resolvido e não sabia o que poderia chocar mais do que a morte das várias crianças estrangeiras no livro antecessor. Sou sensível a este tema e superá-lo seria uma árdua tarefa.
Apesar de ter gostado muito do livro, não achei que Fome de Fogo trouxesse as surpresas que A Rapariga-Corvo proporcionou. A reviravolta no livro antecessor foi talvez preponderante para que atribuísse a classificação máxima no Goodreads e na presente obra, senti que faltou um elemento que me chocasse tanto quanto a revelação de A Rapariga-Corvo. Não obstante, senti-me tão envolvida naquele ambiente negro que caracterizou o livro antecessor e certamente continuará durante a trilogia, justificando assim que reitere a minha classificação de 5 estrelas no Goodreads.

Aquela atmosfera tensa entranha-se no leitor e a sucessão de acontecimentos chocantes sobre a Victoria Bergman prossegue, intensificando o que o leitor sente sobre esta personagem. Na presente obra são-nos desvendadas mais algumas vivências por parte da personagem, reforçando o carácter que esta assume já desde a obra anterior. Falar disto é-me extremamente difícil sem que revele nada sobre Victoria Bergman uma das personagens mais estranhas e simultaneamente envolventes com que me deparei no universo literário. É precisamente com esta personagem e a incursão ao seu passado, que reside o efeito chocante que esta trilogia trouxe, denotando-se muita pesquisa sobre os mecanismos psicológicos por parte dos autores. Penso que é consensual afirmar que a forma como Erik Axl Sund disseca o efeito de um trauma, como este se manifesta na personalidade de um indivíduo, é palpável e extremamente convincente e por conseguinte, achei que a personagem de Victoria Bergman é deveras realista. No segundo volume da trilogia esta minha percepção foi ainda mais reforçada.

Em Fome de Fogo, a complexa componente sobre Victoria Bergman é intensificada por um outro caso, o aparecimento de cadáveres de alguns adultos, vítimas de homicídios (na minha opinião, não tão chocantes como o caso anterior que se tratavam de crianças mutiladas) no entanto, os contornos destas mortes são algo intrigantes. O que tornou este caso mais apelativo foi o facto de, no decorrer da investigação, Jeanette ter constatado que estas vítimas também tinham segredos no seu passado e que todos mostram ter um ponto em comum.

Naturalmente e em consonância com A Rapariga-Corvo, algumas passagens mantêm um certo grafismo, uma violência explícita que não deixará ninguém indiferente. É portanto, à semelhança do livro antecessor, uma trama muito forte que em certos momentos, me deixou genuinamente transtornada. 

Como referi, o presente livro não adianta, a meu ver, grandes reviravoltas. Os acontecimentos estão, de certa forma, coerentes com a acção do livro antecessor, pelo que os leitores fãs desta dupla não se sentirão defraudados. A continuação da história prende-se não só com um conhecimento mais aprofundado da figura central bem como um efeito de "apertar o cerco". A chave é, uma vez mais, Victoria Bergman.

Sendo o segundo volume de uma trilogia é normal que o final seja abrupto e tenha deixado mais uma vez, uma questão em aberto. Fechar o livro acaba por ter proporções tão dolorosas quanto o próprio enredo. Anseio saber o final desta avassaladora história!

Em suma, Fome de Fogo foi um livro intrigante, perturbador e ávido. Levei apenas dois dias para ler este livro e acreditem que leria o terceiro se o mesmo estivesse já disponível. Mal posso esperar por Outubro e apreciar As Instruções de Pitonisa, a aguardada conclusão de uma trilogia negra, tensa e que para mim, se tornará inesquecível.


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Janet Evanovich - Jogo Arriscado [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 7 Julho 2014

               Titulo Original: Notorious Nineteen
               Colecção: Stephanie Plum #19
               Preço com IVA: 17,49€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789898626523

Sinopse: Depois de um verão fraco a perseguir burlões de baixo nível, Stephanie Plum, a caçadora de recompensas mais sexy de New Jersey, aceita finalmente um trabalho que pode pôr a sua conta bancária em ordem.
Geoffrey Cubbin tinha sido preso por ter desviado cinco milhões de dólares de um lar de idosos, e aguardava julgamento. Internado de emergência com uma apendicite, desapareceu misteriosamente do hospital. Juntamente com os cinco milhões? Agora, Stephanie tem de encontrá-lo e devolvê-lo à justiça. Infelizmente, Cubbin desapareceu sem deixar rasto, e ninguém no hospital parece disposto a colaborar. A nossa heroína vê-se, assim, obrigada a aceitar ajuda da sua excêntrica avó Mazur, e a trabalhar lado a lado com o polícia mais cobiçado da cidade, e seu atual namorado, Joe Morelli.
Pelo caminho, para conseguir pagar a renda (e enquanto não encontra Cubbin), Stephanie aceita um trabalho secundário como guarda-costas para o seu mentor secreto e antiga paixão, Ranger. Não era bem o que Stephanie queria, mas, contas feitas, uma intoxicação alimentar por envenenamento, ameaças escritas e um vestido de dama de honor com excesso de tafetá nunca fizeram mal a ninguém, pois não?

Imprensa
«As intrigas complexas e cómicas das personagens de Janet Evanovich são alimentadas por reviravoltas absolutamente inventivas e inovadoras.»
The New York Times

«Recheados de audácia, humor e pura criatividade, os livros de Janet Evanovich, em particular a série Stephanie Plum, são realmente divertidos!» 
The Washington Post

Leia os primeiros capítulos aqui


Anteriormente publicados, da mesma colecção



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Taylor Stevens - A Informacionista [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A Informacionista inicia uma trilogia escrita por Taylor Stevens. A este se seguirão Os Inocentes e A Boneca, livros que, agora que tive o primeiro contacto com a autora, me despertam grande curiosidade. Confesso que o livro me despertou atenção a partir do momento que atentei na "etiqueta", onde recomendava a leitura de A Informacionista aos fãs da trilogia Millennium.

O desaparecimento de Emily Burbank é a premissa para uma história repleta de acção, se bem que esta começa efectivamente numa fase tardia da trama. Pois eis que o ritmo é algo moroso nas primeiras páginas, não me tendo cativado por imediato. Percepção ultrapassada quando a trama se desenvolve e os contornos da busca por Emily começam a ter resultados.
Em simultâneo, existe uma componente de mistério que se relaciona com a personagem principal Vanessa "Michael" Munroe. Ora lendo a biografia da autora, Taylor Stevens, apercebi-me que esta teve uma infância complicada pelo que deduzo que a algumas características da protagonista terão sido derivadas da própria autora.

Por mais fascinante que Vanessa Munroe seja, não creio que esta seja comparável à personagem de Lisbeth Salander. Certamente que partilharão alguns pontos e tal como Lisbeth, Munroe é uma personagem solitária com alguns esqueletos no armário. No entanto a forma como ambas se movem nas diferentes histórias, fá-las diferentes entre si.
A personagem está formidavelmente bem formulada uma vez que o leitor consegue quase coabitar a mente de Vanessa ainda que inicialmente seja vedado o passado da personagem. Mas o pormenor que me deixou fascinada foi o facto dela conseguir falar 22 idiomas sem contar com os dialetos. Sim, eu que já sonhei em aprender alemão, sueco, e outras línguas, encontrei com Vanessa um excelente exemplo (e motivação). 

Os cenários contribuem para o ambiente de tensão, tendo algo de único. Não são muito usuais tramas com lugar no continente africano, relacionando as inúmeras as referências a insectos e falta de higiene que por norma coexiste neste ambiente e propiciam doenças. Já para não falar dos colonos mal intencionados e de atitudes que possam ter para com os estrangeiros. Algumas passagens dos ambientes foram de tal forma descritivas, que transporta o leitor até aos locais referidos.
Um verdadeiro guia de viagem diluído numa história inquietante com algumas reviravoltas e que mantém o leitor na expectativa. Muita acção marca a segunda metade do livro: perseguições e combates corpo-a-corpo fazendo-me crer que este seria um livro com uma excelente adaptação cinematográfica.

Em suma, apesar de nunca fase inicial não me ter conseguido ligar à história, o balanço final é positivo. A uma dada fase é impossível largar o livro, pelos níveis de acção que se intensificam a cada página lida e acima de tudo, pela curiosidade que a protagonista desperta. O mais marcante foi sem dúvida a protagonista e as interacções que esta estabelece com as restantes personagens. Além disso e acima de tudo, a bagagem emocional de Munroe é palpável, enriquecendo a personagem.
Fico então a aguardar pelos volumes seguintes da trilogia e acompanhar Munroe em outros casos.

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Jussi Adler-Olsen - O Guardião das Causas Perdidas [Opinião]

Sinopse: AQUI 

Opinião: Jussi Adler-Olsen era um nome que já conhecia através de participações em fóruns de literatura policial nórdica. Por ser um nome frequentemente citado, sempre tive pena de nunca terem investido neste autor no nosso país. Daí que, quando soube que O Guardião das Causas Perdidas iria ser publicado pela Editorial Presença em Junho, fiquei em êxtase!

Enquanto aguardava ansiosamente pelo lançamento do livro, não resisti e vi o filme baseado na obra. Sou sincera, prefiro os livros às adaptações cinematográficas por isso se gosto do filme, é motivo mais que suficiente para ler a obra. 
À partida, esta será mais rica em detalhes. É o que de facto se passa com este livro em concreto. 
Em grosso modo, o filme está fiel mas o livro está repleto de pormenores que foram descurados no filme, apresentando ligeiras diferenças no enredo.

Olsen relata esta história recorrendo a feedbacks, que alternam entre os anos de 2002, ano do desaparecimento da política Merete Lyngaard e 2007, a actualidade. Carl Mørck é então responsável pelo Departamento Q que visa em retornar aos casos já antigos que nunca foram resolvidos. O leitor tem assim oportunidade de acompanhar o que fora a vida da política contrapondo-se com a investigação actual. Além disso, o leitor é privilegiado por conhecer o paradeiro de Merete, informação que é ocultada aos investigadores como é evidente. 
Na sinopse é facultado um pequeno excerto, indicando que esta personagem certamente estará a ser submetida a provações físicas. Acreditem que no decorrer da leitura, estas sensações são mais palpáveis. Mantida em cativeiro, as provações a que Merete é submetida estão pejadas de malvadez e como tal, chocaram-me genuinamente.

O autor enfatiza a componente social, como aliás é usual na literatura nórdica. A vida pessoal de Merete sofreu uma reviravolta ainda em criança, o que terá mudado a sua vida bem como a do seu irmão Uffe. 
Carl, o inspector, é uma personagem extremamente sisuda. Separado de Vigga, de quem tenta divorciar-se, parece-me pouco plausível que tenha que ser este o responsável pelo enteado. E pelo hóspede indesejado. Um aparte: este ponto pareceu-me mais convincente no filme, uma vez que Carl é efectivamente o pai de Jesper.
Não sendo controverso, começa a ser hábito incluir uma personagem estrangeira nas tramas nórdicas, reforçando o poder da globalização nos dias de hoje. Há sempre uma interacção diferente entre um autóctone e um estrangeiro, realçando as evidentes diferenças culturais. O árabe Assad protagonizou uma relação dinâmica com Carl. Infelizmente e com o estigma dos muçulmanos serem frequentemente associados ao terrorismo, o facto de Assad ser muçulmano acaba por constituir um mistério, ainda que secundário, sobre a sua legalidade no país.

É praticamente no final que o leitor consegue cruzar as peças que foram deixadas e perceber as motivações para o desaparecimento de Merete. Fiquei estupefacta com a intensidade do clímax e resolução das peças do puzzle. Cinco anos é muito tempo para se manter alguém no estado tão deploratório.

Como sabeis, sou grande fã da literatura nórdica e tenho conhecimento que a série do Departamento Q é composta por mais livros. Como tal, estou muito curiosa com os demais, esperando que a colecção O Fio da Navalha contemple novamente o autor Jussi Adler-Olsen.

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domingo, 6 de julho de 2014

Louise Penny - Natureza Morta [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A misteriosa sinopse de Natureza Morta remete para um policial passado numa vila pacata. Three Pines foi inspirada em vários locais rurais em Quebec, Canadá. A minha percepção foi que Three Pines seria um local convidativo para se viver. A vizinhança é aparentemente unida e o próprio local é idílico, contrapondo-se com a ideia da morte. 
Natureza Morta é um cozy mystery, como aliás é referido e definido no próprio livro, uma história com uma intensa componente de mistério e o próprio crime ocorre numa pequena comunidade. É um subgénero que se caracteriza pela isenção de cenas sexuais ou gráficas.
Estamos perante o caso da morte da professora Jane Neal, ao que tudo indica, ter sido acidental. Mas eis que Armand Gamache é obrigado a intervir para investigar o caso e os contornos da morte da professora começam a apontar para uma morte premeditada.

Esta obra introduz ao leitor a personagem de Armand Gamache, sendo a primeiro caso de uma série. Por este motivo, felicito a Dom Quixote pela publicação da mesma a partir do seu início, uma vez que tem sido cada vez mais frequente as editoras começarem a publicar séries ou sagas desrespeitando a ordem das mesmas. 

Sendo na linha do policial clássico, ou o cozy mystery como lhe queiram chamar, é expectável que Natureza Morta seja isento de grandes descrições hediondas. É um policial leve que se lê muitíssimo bem. O crime apesar de chocante, pois aparentemente a vítima é uma personagem querida pela comunidade, desperta outras intenções e carácteres das personagens que rodeavam Jane Neal. É precisamente este aspecto que aprecio nas tramas do género, a descoberta dos segredos dos habitantes da vila. Por este motivo referido, o método de investigação vai ao encontro da linha clássica: o interrogatório a todos que se constituem suspeitos. 
Penso que, ao apertar o cerco desta forma e tendo despoletado reacções das mais diversas naturezas por parte dos habitantes, tornou cada personagem verossímil e interessante. 

Gostei da forma como a arte se interliga no caso, não fosse este livro chamar-se Natureza Morta, um subgénero de pintura que enfatiza seres inanimados. Acaba por ser um policial que quase secundariza o crime, relevando as pessoas da comunidade e noutro plano, a arte. Usualmente é um tema pouco contemplado na literatura policial.

Apesar de conter um ritmo moroso, Natureza Morta acaba por ser um livro envolvente. As personagens são interessantes e a cada página lida, revela um pequeno segredo sobre a mesma. Afinal de contas, os vilarejos estão pejados de cusquices e maldizeres...
Sou sincera, prefiro livros mais gráficos. No entanto a presente obra apresentou-se como uma leitura que me prendeu. Fica, portanto, o natural desejo e curiosidade em ler o segundo livro da série. Faço votos que a editora publique A Fatal Grace, brevemente.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Wilbur Smith - Vingança de Sangue [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Vingança de Sangue de Wilbur Smith. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 3 de Julho de 2014 e termina às 23h59 do dia 13 de Julho de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)



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quarta-feira, 2 de julho de 2014

K. O. Dahl - Morte Numa Noite de Verão [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Morte numa Noite de Verão não é propriamente um romance policial recente. Publicado em 2000, foi nesse ano que terá ganho o prémio de Melhor Policial Norueguês, justificando assim que a escolha da Porto Editora tenha recaído no segundo livro de uma série. Ainda que tenha perdido o primeiro caso das investigações dos Detectives de Oslo, senti-me irremediavelmente envolvida na trama logo nas primeiras páginas.

O mote da história é simples e gira em torno de Katrina, uma ex-toxicodependente. Agora que está limpa, tem uma vida aparentemente estável: tem o seu trabalho, vive num pequeno apartamento e tem um namorado. Mas no dia seguinte a uma festa, Katrina é encontrada morta. Cabe aos investigadores Frølich e Gunnarstranda investigar os estranhos contornos deste homicídio. Parece que é consensual a dificuldade (que me pareceu ainda mais acrescida no presente caso) dos nomes dos protagonistas. Ainda falta um terceiro inspector, com um papel mais fugaz, cujo nome ainda é mais impronunciável... 
Confesso que não me senti completamente rendida com as personagens dos inspectores, um pouco à custa das poucas descrições que existem sobre os mesmos. Ao contrário de tantos autores nórdicos que explanam os protagonistas até à exaustão, constatei que no presente livro, Dahl cinge-se ao fundamental sobre Frølich e Gunnarstranda, ao contrário da especial incidência das vidas pessoais dos que rodeiam Katrina.

Ainda assim, devo dizer que Dahl me cativou imediatamente. Li este livro no meu último dia de férias, tendo apenas parado a leitura em três vezes. Em poucas horas tinha o livro lido e creio que estas foram extremamente plazerosas. Simplesmente não conseguia largá-lo, ainda que esta história se desenvolva num ritmo moroso. Estamos a falar de um policial que incide na investigação das personagens que lidavam com Katrina. E numa trama onde a investigação é deste cariz, dá azo a repetição de informação a fim de corroborar as provas que vão surgindo. Este ponto traz-nos uma característica que aprecio muito: a abundância de diálogos ágeis. A meu ver, o fascinante foi tentar perceber as várias personagens pois na festa senti-me instigada por todas elas.

Morte numa Noite de Verão segue uma forma clássica na ficção policial: um grupo de testemunhas e possíveis suspeitos, sujeitos a um método de inquéritos. Através destes, o leitor descobre cada vez mais sobre Katrina. O estilo de vida da vítima e os seus relacionamentos são esmiuçados numa tentativa de recriar o crime. Apesar do título algo temeroso, a trama não contempla mortes hediondas. Sem grandes registos de violência a salientar, em igualdade com o crime, a trama destaca-se pela extensa crítica social norueguesa.
Alguns flashes de humor são contemplados, desanuviando o clima tenso que se instala diversas vezes.

Tendo sido um livro que me arrebatou, o meu desejo é que a Porto Editora continue a apostar no autor. Aconselho, especialmente para quem gosta de um policial puro com personagens intrigantes!

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Wilbur Smith - Vingança de Sangue [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 2 Julho 2014

               Titulo Original: Vicious Circle
               Tradução: Alberto Gomes
               Colecção: Grandes Narrativas, #583
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 576
               ISBN: 9789722353281


SEQUELA DE A LEI DO DESERTO

• Mais de 120 milhões de exemplares vendidos

• Bestseller do UK Times e New York Times 

• Em 2014 Wilbur Smith celebra 50 anos de carreira como escritor

Sinopse: Vingança de Sangue é a sequela de A Lei do Deserto, obra também publicada pela Presença nesta coleção. Neste segundo volume reconhecemos de imediato a mesma intensidade dramática e o suspense levados a níveis capazes de desafiar o leitor mais intrépido. Aqui, Hector Cross tem encontro marcado com o inimigo, e fica a sabê-lo da pior forma possível, quando este ataca, sedento de sangue e vingança, assassinando brutalmente Hazel Bannock, agora mulher de Hector e nos últimos meses de gravidez. Determinado a fazer justiça, Hector reúne os seus amigos mais leais e juntos viajam para o Médio Oriente. Mas Hector percebe que está a lidar com um inimigo de múltiplos rostos quando figuras sinistras do passado da família Bannock começam a emergir, envoltas em segredos hediondos que Hazel nunca teve coragem de lhe revelar.

Sobre o autor: Wilbur Smith nasceu na Rodésia do Norte, hoje Zâmbia, em 1933. Estudou na Michaelhouse School e na Rhodes University, na África do Sul. Depois de lançar o seu primeiro livro, When The Lion Feeds, em 1964, tornou-se escritor a tempo inteiro, e desde então já publicou mais de 30 romances, inspirados nas suas numerosas expedições por todo o mundo. Os seus livros encontram-se traduzidos em 26 línguas e contam com mais de 120 milhões de exemplares vendidos. É considerado o mestre do romance de aventura e é, sem dúvida, um dos maiores autores de bestsellers da atualidade.

Imprensa
«As memoráveis cenas de ação e um conjunto de vibrantes personagens vão cativar um vasto número de apreciadores de thrillers.» 
Publishers Weekly

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Lauren Beukes - As Raparigas Cintilantes [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 11 Julho 2014

               Titulo Original: The Shining Girls
               Tradução: Cristina Paixão
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 344
               ISBN: 


A 11 de julho, a Porto Editora publica As raparigas cintilantes, um thriller de sucesso, da autoria da premiada escritora sul-africana Lauren Beukes.
Esta obra, que envolve uma sobrevivente e um assassino impossível de identificar, vai ser adaptada a série televisiva por Leonardo DiCaprio.
Este é um thriller de grande sucesso internacional e uma obra totalmente original, na medida em que envolve um serial killer capaz de viajar no tempo. Foi distinguido com vários prémios e nomeações ao longo de 2013: Amazon’s Best Mystery & Thrillers, GoodReads Reader’s Choice Awards Semi-finalist Mystery & Thriller, WHSmith Richard & Judy BookClub Choice, Exclusive Books Reader’s Choice Book of the Year, CWA Gold Dagger Thriller of The Year, RT Book Of The Year.
Lauren Beukes conquistou o prestigiado Prémio Arthur C. Clarke, com Zoo City, o anterior romance, obra que está a ser adaptada ao cinema.

Sinopse: CHICAGO, 1931: Harper Curtis, um vagabundo paranoico e violento, dá de caras com uma casa que possui um segredo tão chocante como a natureza distorcida de Curtis: permite viajar entre o passado e o futuro. 
Ele usa-a para perseguir as suas raparigas cintilantes – e tirar-lhes o brilho de uma vez por todas. 
CHICAGO, 1992: Diz-se que o que não nos mata nos faz mais fortes. Será isso que pensa Kirby Mazrachi, cuja vida ficou devastada depois de sofrer uma brutal tentativa de assassínio. Ela continua a tentar encontrar o agressor, tendo como único aliado Dan, um ex-repórter de crime que cobrira o seu caso anos antes. À medida que prossegue a sua investigação, Kirby descobre as outras raparigas, as que não sobreviveram. Os indícios apontam para algo... impossível. Mas para alguém que devia estar morto, impossível não significa que não aconteceu...

Sobre a autora: Lauren Beukes é uma escritora premiada, argumentista, realizadora de documentários, autora de livros de BD e, pontualmente, jornalista. 
Conquistou a cobiçado Prémio Arthur C. Clarke com o seu romance visionário Zoo City. Vive na Cidade do Cabo.