Sinopse: AQUI
Opinião: A Ilha dos Espíritos é já o sétimo livro protagonizado por Patrick Hedstrom e Erica Falk e posso dizer que esta dupla continua a surpreender-me. Esta é daquelas séries que não tenho reservas em recomendar, especialmente a quem gosta de romances e gostaria de enveredar num policial. Penso que esta é a autora perfeita para tal uma vez que o desenvolvimento da relação entre as personagens assume um preponderante destaque.
Aguardava por este livro desde que li A Sombra da Sereia, um livro que me marcara por ter um final tão aliciante como imprevisível. Rapidamente li as primeiras páginas no Kobo, em inglês e por não estar habituada (à língua e ao formato), fui instigada a desistir e enveredar por outras leituras em português.
Um ano depois, eis que chega A Ilha dos Espíritos. A presente obra segue a fórmula já usada por Läckberg, interpondo duas narrativas aparentemente independentes, distanciadas por espaço temporal relevante. Se por um lado, a acção recua até 1870 na ilha de Gråskär, por outro acompanhamos a actualidade em Fjällbacka.
À primeira vista, um aspecto que apreciei neste livro foi a forma como a autora me deu a conhecer mais um local na Escandinávia. A ilha de Gråskär não é ficcionada, aliás como Fjällbacka (a terra natal da escritora) e para quem não foi ainda à Suécia, foi a forma perfeita de conhecer mais um local, ainda que na trama esta ilha em questão seja, aparentemente, pejada de suposições sobrenaturais. Claro que, como todos os livros até então da autora, estas hipóteses são deitadas por terra e todas as explicações são lógicas e racionais.
O tema base é, como referido na sinopse, a violência doméstica. É tema recorrente na literatura policial e com um trato bastante cru, uma vez que, infelizmente, este ainda é um dos flagelos que atinge a sociedade actual. Este é também o fio condutor das duas subtramas: a de Emelie que vive com Karl no século XIX na ilha e agora no século XXI, de mulheres que passaram pelo Refúgio: uma associação de acolhimento de vítimas de maus tratos. E é precisamente um colaborador que trabalha na associação, Mats Sverin, que é morto a tiro. Relativamente a este homicídio devo dizer que gostei da descrição do mesmo, breve mas simultaneamente gráfica.
Como já acontecera com os livros anteriores, A Ilha dos Espíritos proporcionou uma ávida leitura. É daqueles livros que simplesmente não se consegue parar de ler. Quer pela intensidade dos acontecimentos, quer pelos novos desenvolvimentos das personagens que, para quem acompanha a série como eu, tornam-se tão fascinantes quanto a resolução do caso policial. Em relação a este, posso dizer que é pautado por inúmeras reviravoltas e, a páginas tantas, segue um rumo que para mim, foi completamente inesperado.
Inesperado é um adjectivo que pode qualificar o destino de uma das personagens, que a pouco e pouco foi-se tornando querida pelos leitores: Anna, a irmã de Erica, vê-se a braços com um problema que muda o seu papel na trama.
Esta narrativa prima por um clímax bastante satisfatório, bem diferente do final do livro antecessor em que as circunstâncias de um acidente tinham ficado em aberto. O início de A Ilha dos Espíritos explica aquilo que ficou em stand-by n´A Sombra da Sereia. Claro que, ainda assim, anseio muito por ler o próximo livro da autora, sabendo que, para tal, terei que esperar mais um ano.
Em suma, este foi um livro que me deixou expectante durante toda a sua leitura. Pela crueza das descrições, da resolução final do crime e pelos próprios destinos das personagens. Mais do que um livro espectacular, esta é uma série obrigatória. Recomendo vivamente!


















