terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Megan Maxwell - Adivinha Quem Sou [Divulgação Editorial Planeta]

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Jean Hanff Korelitz - Já Devias Saber... Agora É Tarde Demais [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 20 Janeiro 2015

               Titulo Original: You should have known
               Preço com IVA: 19,90€
               Páginas: 472
               ISBN: 9789722354486

Sinopse: As mulheres não dão ouvidos ao que a sua própria intuição lhes diz sobre a verdadeira natureza dos homens - o que habitualmente lhes traz sérios problemas no futuro...
Grace Reinhart Sachs é terapeuta conjugal e, por comparação com a sua experiência clínica, considera a sua vida perfeita. Tem um casamento sólido, o marido é um oncologista pediátrico prestigiado, o filho de ambos, Henry, promete vir a ser um músico talentoso e fazem parte da elite de Manhattan. Mas quando Grace decide escrever um livro dissecando os mecanismos afetivos que fazem que muitas mulheres se tornem vítimas de relações infelizes, e está a poucas semanas do lançamento desse livro, toda a sua existência é abalada por um acontecimento inesperado, que vem pôr em causa tudo aquilo em que acredita. Afinal, Grace não conhece assim tão bem o seu marido e vê-se agora obrigada a refazer a sua própria vida.
Já Devias Saber… Agora é Tarde Demais é um romance de extraordinária subtileza e inteligência, um thriller psicológico de nível excecional que não dá tréguas aos leitores. 

Sobre a autora:  Jean Hanff Korelitz, nascida e criada em Nova Iorque, estudou na Faculdade de Darmouth, nos Estados Unidos da América, e no Clare College, na Universidade de Cambridge, Reino Unido. É autora de vários romances entre os quais Admission, obra já adaptada ao cinema, Tem colaborado com a imprensa, escrevendo para as publicações Vogue, Newsweek, More e Travel and Leisure, entre outras. Vive em Princeton, New Jersey, sendo casada com o poeta irlandês Paul Muldoon.

Imprensa
«O thriller cuja leitura se tornou uma obsessão.» 
Entertainment Weekly

 «Um thriller provocador.»
O Magazine 

«Um romance inteligente, assente na ideia da própria arte de contar uma história.» 
The Guardian

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Julie Garwood - Parque Paraíso [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de publicação: Janeiro 2015

               Preço com IVA: 14,80€ (posteriormente 18,50€)
               Páginas: 312

Sinopse: Lyra Prescott estuda cinema em Los Angeles. A família pressiona-a para regressar a casa, mas Lyra dedica-se ao seu último trabalho para a faculdade – um documentário –, ainda com esperança de poder seguir o seu sonho. Em busca de material para este projeto, acaba por se ver envolvida num crime negro, que torna a sua vida um verdadeiro filme de terror… Com a chegada do sensual investigador do FBI Sam Kincaid – que a protege mas ao mesmo tempo a perturba –, o mistério alia-se às emoções de uma atração que a deixará ainda mais vulnerável.

Sobre o autor: Julie Garwood é natural de Kansas City, EUA, onde nasceu no seio de uma família de origem irlandesa. Sendo a sexta de sete irmãos, só quando os seus próprios filhos entraram para a escola se decidiu a escrever. Hoje é uma das mais reconhecidas escritoras norte-americanas. Com mais de 35 milhões de livros vendidos em todo o mundo, traduzida em 28 línguas, foi distinguida com o Career Achievement Award pelo RT Bookclub. Embora sejam as emoções e o amor o grande mote dos seus livros, faz-nos visitar, em simultâneo, os meandros do crime e da maldade.

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Robert Galbraith - O Bicho-da-Seda [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro O Bicho-da-Seda de Robert Galbraith. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 20 de Janeiro de 2015 e termina às 23h59 do dia 30 de Janeiro de 2015.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Francisco José Viegas - Um Crime na Exposição [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 23 Janeiro 2015

               Colecção: Marca d´Água
               Preço com IVA: 15,50€
               Páginas: 296
               ISBN: 9789720045270

Sinopse: Um Crime na Exposição retoma alguns dos personagens criados nos anteriores livros do autor, nomeadamente a dupla de detetives da Polícia Judiciária, Jaime Ramos e Filipe Castanheira. É precisamente o primeiro deles que, vindo do Porto e «exilado» em Lisboa durante a realização da Expo’98, se confronta com uma série de crimes ocorridos no recinto da última exposição mundial do século: os cadáveres de um biólogo açoriano apaixonado pelos rocazes, de uma oceanóloga mexicana interessada em gastronomia e de uma arquiteta paisagista ninfomaníaca aparecem como manchas que perturbam a visão de um mundo reunido em redor dos oceanos e da celebração de Lisboa como cidade da modernidade e do futuro. Construído como um divertimento em torno do policial, Um Crime na Exposição não deixa, no entanto, de transportar os temas habituais dos livros de Francisco José Viegas: a solidão dos homens, a crítica subtil ao Portugal pequeno-burguês e convencido da sua importância, os perigos da paixão, a arrogância do mundo da «cultura» e o conjunto de perdas a que a civilização vai sujeitando os homens que procuram aceitar o seudestino sem heroísmo nem hipocrisia. Uma escrita maior, que parodia a própria literatura nos seus vícios e vaidades, e que confirma o seu autor como uma das vozes mais originais da ficção portuguesa.


Sobre o autor: Francisco José Viegas nasceu em 1962. Professor, jornalista e editor, é responsável pela revista Ler e foi também diretor da revista Grande Reportagem e da Casa Fernando Pessoa. De junho de 2011 a outubro de 2012 exerceu o cargo de Secretário de Estado da Cultura do XIX Governo Constitucional. Colaborou em vários jornais e revistas, e foi autor de vários programas na rádio e televisão.
Da sua obra destacam-se livros de poesia (Metade da Vida, O Puro e o Impuro, Se Me Comovesse o Amor) e os romances Regresso por um Rio, Crime em Ponta Delgada, Morte no Estádio, As Duas Águas do Mar, Um Céu Demasiado Azul, Um Crime na Exposição, Um Crime Capital, Lourenço Marques, Longe de Manaus (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores 2005), O Mar em Casablanca e O Colecionador de Erva.
Os seus livros estão publicados na Itália, Alemanha, Brasil, França, Colômbia e República Checa.

Leia as páginas iniciais aqui

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Robert Galbraith - O Bicho-da-Seda [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 20 Janeiro 2015

               Titulo Original: The Silkworm
               Tradução: Ana Saldanha
               Colecção: Grandes Narrativas #596
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 496
               ISBN: 9789722354479

Sinopse: Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.
No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...
Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott. 

Sobre o autor: Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, a autora dos livros da série Harry Potter e de Uma Morte Súbita, também publicados em Portugal pela Editorial Presença.

Imprensa
«O mais fascinante detetive privado britânico surgido em 2013... o início de uma carreirafantástica no género policial.» 
Daily Mail 

«Um elegante policial contemporâneo com as melhores virtudes dos clássicos do género... admiravelmente fresco e divertido.» 
Daily Telegraph

«Diálogos brilhantes e um retrato convincente do vazio associado à riqueza e ao glamour.»
The Times 

«Um policial absorvente e bem arquitetado. Excelente.» 
Sunday Mirror 

«Um romance bem conseguido que sem dúvida merece todo o sucesso» 
Financial Times 

«Quando o Cuco Chama lembra-me dos motivos por que me apaixonei pela literatura
policial.» 
Val McDermid, autora de romances policiais

«Um dos detetives mais originais e cativantes com que me deparei nos últimos anos.» 
Mark Billingham, escritor

Anteriormente publicado
 Opinião AQUI











 
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tess Gerritsen - Duplo Crime [Opinião]


Sinopse: Ao longo da sua carreira como médica-legista, a doutora Maura Isles já fez muitas autópsias, mas nunca imaginou que um dia o cadáver que veria na marquesa seria exatamente igual a si, a sua dupla perfeita. Um exame de ADN confirma o facto espantoso a Maura, que é filha única: a sósia misteriosa é, com efeito, sua irmã gémea. Ao investigar o homicídio, a detetive Jane Rizzoli irá levar Maura numa perturbadora excursão a um passado recheado de segredos tenebrosos e macabros. Maura quer saber mais sobre a família que nunca conheceu, sobre a mãe que a abandonou, a si e à sua irmã, para descobrir quem realmente é… mas estará preparada para a verdade?

Opinião: Duplo Crime é o quarto livro da série protagonizada por Maura Isles e Jane Rizolli. Estou a ler esta série ordenadamente (O Cirurgião, O Aprendiz e A Pecadora) e ando fascinada com a escrita e as histórias (macabras) desta autora. Apesar de me ser muito dificil optar por um livro preferido de Gerritsen, na minha opinião, este não foi tão bom quanto o anterior, A Pecadora. No entanto, há um aspecto comum ao livro antecessor se não, com a série até então: o livro é de ávida leitura.

Basicamente em Duplo Crime, conhecemos um pouco mais sobre a vida de Maura Isles. A autora já tinha levantado as pontas sobre o passado bastante duvidoso da patologista e em Duplo Crime temos efectivamente a confirmação deste facto. Existe um entrosamento entre esta história que é claramente a dominante e uma outra, paralela, sobre o encarceramento de uma mulher, sendo esta mais uma vítima de um homicida. Ainda assim, ambas as tramas têm contornos cativantes, quer pelo aprofundamento da personagem Isles, quer pelo modus operandi do antagonista.

Quem conhece as tramas de Gerritsen sabe que a sua escrita é extremamente gráfica. Esta autora estende-se em detalhes referentes à terminologia médica, explicando-os convincentemente para leigos como eu. Os procedimentos das autópsias estão minuciosamente explanados, sendo por isso, factores que podem ferir as susceptibilidades do leitor. A mim agrada-me mesmo muito!

Esta é uma história que apela a uma reflexão sobre o quão o nosso DNA nos pode condicionar como ser humano. Sabe-se, pelos princípios de psicologia básica, que o nosso carácter é moldado pelo ambiente e pelos factores intrínsecos à sociedade mas será que a genética também terá influência? Fica a questão para vós. E para mim, que após o término da leitura, fiquei a remoer neste assunto.

Esta é, provavelmente, uma das minhas séries preferidas. Penso que já referi este facto em opiniões anteriores, volto a reforçá-lo, esta série é de facto muito boa dentro do género policial, não só a nível das tramas que espelham várias temáticas diferentes como também pelos pormenores forenses extremamente credíveis e por conseguinte, interessante. Para nao falar de uma dupla bombástica como Rizzolli e Isles. Comparativamente com os livros, a série homónima fica bastante aquém. Fica a curiosidade em ler o próximo livro da saga, o quinto, Desaparecidas.


sábado, 10 de janeiro de 2015

Patrícia Silva - Rose [Opinião]


Sinopse: A primeira coisa em que Ian repara é numa das janelas que se situam na parede oposta à porta. Está partida. A janela em si está pendurada pelas dobradiças e o chão por debaixo dela está repleto de pedaços cortantes de vidro.
Só depois é que repara naquilo. Ian dá um passo para trás e fica a olhar horrorizado para o chão à sua frente.
O tapete que ocupava o espaço entre a secretária e as estantes está encostado a estas, dobrado à sorte, como se tivesse sido afastado por um pé. No espaço onde estaria o tapete estão pétalas de rosa. Imensas pétalas de rosa, vermelhas e brilhantes, semelhantes a sangue fresco. Estas não tinham sido simplesmente atiradas ao chão. Formam uma mensagem:"Vais morrer".

Opinião: Antes de mais, gostaria de agradecer à autora pelo envio desta obra. Não a conhecia mas fiquei rendida com a história que nos apresenta e não só, com apenas 19 anos, a autora revela uma grande maturidade na escrita, o que é de louvar.

A narrativa tem como cenário principal um manicómio, como nos é apresentado. Pessoalmente, não gosto desta designação para um hospital de saúde mental mas creio que o termo foi assim apresentado a fim de enfatizar um clima sombrio que rapidamente se instala. Durante a leitura, senti-me constantemente tensa e bastante intrigada.

Como a sinopse não é explícita, posso falar-vos um pouco sobre a história e tentar aliciar-vos. A trama centra-se sobre um psiquiatra, Ian, que começa a trabalhar num hospital. Ele assume o tratamento de uma jovem de 19 anos, Rose, com comportamento deprimente e suicida, não tendo sido adiantado nenhum diagnóstico à mesma. Apenas se sabe que a personagem está internada desde a morte dos seus pais resultante de um fogo posto. Ian é então alvo de muitas ameaças e acontecimentos estranhos começam a acontecer em seu redor.

Um dos aspectos que, a par do cenário, me conquistou foi a formulação das personagens. Ian começa por ser uma personagem superficial mas que se empenha a fundo no tratamento de Rose, tratamento esse que consiste em alguns interrogatórios que, paulatinamente, vão aprofundando a psique da jovem.
Aos poucos, o leitor vai conhecendo o lado mais pessoal do psiquiatra, concluindo que o mesmo tem alguns esqueletos no armário, embora bem escondidos a fim de não interferir com a sua actividade profissional. Já Rose é a caracterização bastante credível de uma pessoa perturbada. De facto, inicialmente, é-nos omitido a razão pela qual ela se encontra encarcerada, fazendo-nos crer que a mesma está implicada no acidente que vitimou os seus pais.
Não foram detalhados os outros pacientes do hospital, com alguma pena minha, pois gostaria de ter visto mais desenvolvidos alguns aspectos alusivos aos restantes utentes do hospital e em particular, àquele que é conhecido por o Fantasma.

Tenho uma crítica a fazer em relação à obra. Durante a sua leitura, encontrei uma série de gaffes, falta de vírgulas, acentos mal colocados e algumas palavras com erros ortográficos, o que me apraz dizer que a obra terá tido uma revisão pouco minuciosa.

Ainda assim, e fazendo o balanço geral do livro, foi uma leitura bastante sombria que me deu imenso prazer. Bastante intrigante, manteve-me na expectativa até ao final. É um livro pouco conhecido mas que merece a atenção do público português.

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Salla Simukka - Vermelho Como O Sangue [Divulgação Editorial Presença]

Data de publicação: 8 Janeiro 2015

               Titulo Original: Punainen kuin veri
               Preço com IVA: 14,90€
               Páginas: 216
               ISBN: 9789722354431

Sinopse: Lumikki Andersson tem 17 anos e vive sozinha num pequeno apartamento, na cidade onde frequenta uma prestigiada escola de Artes. Lumikki é solitária, independente, e gosta da liberdade. Na escola prefere dedicar-se aos estudos e ignorar os grupinhos que se vão formando. Não se meter naquilo que não lhe diz respeito é, para ela, uma regra fundamental. Mas essa regra vai ser posta à prova no dia em que encontra uma incrível quantidade de notas de quinhentos euros penduradas a secar no laboratório fotográfico da escola e que tudo indica terem estado manchadas de sangue. Em poucas horas, Lumikki, juntamente com três dos seus colegas, vê-se enredada numa sombria conspiração.

Sobre o autor: Salla Simukka é finlandesa e nasceu em 1981. Tem traduzido e escrito ficção para adolescentes e jovens adultos. Escreveu vários romances e uma coleção de contos. Traduziu também ficção para adultos, livros infantis e peças de teatro. Faz regularmente crítica literária para dois jornais diários e um semanário finlandeses, participando ainda no quadro editorial da publicação juvenil Lukufiilis.
Em janeiro de 2013 Salla Simukka recebeu o Prémio Topelius pelas obras Without a Trace e Elsewhere. Criado em 1946, este prémio destina-se a distinguir as melhores obras de ficção infantil e juvenil na Finlândia.


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quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Lauren DeStefano - Raptada [Opinião]


Sinopse: Graças à ciência moderna, todos os recém-nascidos são bombas-relógio genéticas - os homens só vivem até aos vinte e cinco anos e as mulheres até aos vinte. Neste cenário desolador, as raparigas são raptadas e forçadas a casamentos polígamos para que a raça humana não desapareça. Levada pelos Colectores para se casar à força, Rhine Ellery, uma rapariga de dezasseis anos entra num mundo de riqueza e privilégio. Apesar do amor genuíno do marido Linden e da amizade relativa das suas irmãs-esposas, Rhine só pensa numa coisa: fugir, encontrar o irmão gémeo e voltar para casa.
Mas a liberdade não é o único problema. O excêntrico pai de Linden está decidido a encontrar um antídoto para o vírus genético que está prestes a levar-lhe o filho e usa cadáveres nas suas experiências. Com a ajuda de um criado, Gabriel, pelo qual se sente perigosamente atraída, Rhine tenta fugir no limitado tempo que lhe resta.

Opinião: Já revelei aqui no blogue que ando rendida às distopias. Já não lia nada do género há algum tempo e o recente lançamento do último livro desta saga intitulada O Jardim Químico, foi impulsionador para que enveredasse por esta leitura.

Confesso que me fez alguma confusão o conceito motriz destes livros e que se baseia numa esperança média de vida muito diminuta comparativamente aos dias de hoje. Pessoalmente, relaciono a longevidade com o avanço da tecnologia e parto do princípio que esta será mais longa no futuro e não o contrário. Mas claro, as distopias funcionam quase sempre no worst case scenario...

Um outro conceito que estranhei foi a poligamia. Em primeira análise, a sociedade que nos é retratada em Raptada não difere da sociedade egípcia em que o faraó tinha uma série de esposas, relacionando-se todos de uma forma harmoniosa. Senti-me como se tivesse regredido cinco ou seis mil anos atrás, embora o ambiente seja complementado com muitos elementos futuristas. Muitas das uniões são involuntárias e o caso mais flagrante é o da protagonista Rhine, que foi raptada para se poder casar com um governador. A sociedade não é mais do que dois estratos, os ricos e os pobres. Os ricos que nos dão a conhecer neste primeiro volume, estão isolados durante praticamente a narrativa toda, embora haja uma percepção sólida de como funciona esta sociedade aos olhos de Lauren DeStefano.

Um outro factor que me agradou particularmente foi a forma como esta história se centra na protagonista. Bem, diria que a trama se foca maioritariamente na união Cecily/Jenna/Rhine/Linden e eventualmente no governador Vaughn e serventia da mansão. Normalmente no género distópico, toda uma sociedade contrastante com a dos dias de hoje é acentuada e tem igual importância que um casal protagonista. Na presente obra, porém, não creio que isso aconteça.

Todos os acontecimentos de uma vida são experienciados numa fase muito precoce. Falo sobretudo do casamento e da maternidade. E tal facto acontece porque a esperança média de vida é bastante curta sendo de vinte anos para a mulher e vinte e cinco para o homem. Gostei do ambiente onde a história se insere, dotado de requintes decorativos dentro da mansão. Fora da mesma, os elementos arquitectónicos futuristas adequam-se à história.

Agora que findei a leitura, creio que estas abordagens fora do comum foram determinantes por ter gostado desta leitura. Além disso esta distopia, a meu ver, abarca uma série de subgéneros. Ora apresenta um súbtil mistério, tem imensa acção e até um romance, apelando a uma reflexão sobre esta sociedade. 
Tendo já os dois outros volumes na estante, sinto-me algo expectante em iniciar a leitura das mesmas.