domingo, 15 de março de 2015

Leif G. W. Persson - Linda Como No Homicídio Linda [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Linda Como no Homicídio Linda é o primeiro livro de uma nova trilogia oriunda da Suécia. Relembro que no ano passado a Bertrand brindou-nos com uma trilogia de exímia qualidade, elevando a fasquia dos policiais nórdicos. Sim, ainda hoje falo da trilogia As Faces de Victoria Bergman, uma série inesquecível e que me fez tecer comparações, ainda que inadvertidamente. E nesta óptica, Linda Como No Homicídio Linda ficou aquém.

O caso de investigação debruça-se sobre o homicídio de uma estudante da academia de polícia, Linda Wallin. Um crime que, por ter implicações sexuais e consequentemente bastante mórbido, teve bastantes pontos interessantes. Contudo, o ritmo é algo moroso. A investigação dispersa-se sob o calor atípico de Julho na Suécia. As descrições dos locais, das influências do calor sobre as personagens e pormenores sobre estas são informações desnecessárias. Não me senti rendida a esta Suécia tão diferente do que costuma ser retratada nos policiais oriundos do mesmo país em que retratam um clima mais frio e uma atmosfera mais tensa.
Além disso, penso que algumas passagens podem ser maçudas. Creio que um policial que se cinja à investigação de um crime não deverá ascender às 500 páginas, salvo certas excepções em que há uma multiplicidade de subtramas. Não é o caso em Linda Como no Homicídio Linda.

No entanto, penso que é consensual, o elemento controverso desta obra reside no protagonista: Evert Bäckström é, de facto, bastante peculiar. É extremamente sarcástico, arrogante, misógino, homofóbico, racista, egocêntrico e algo individualista (só qualidades, não?)
Diria que é impossível sentir empatia por esta personagem. Todavia, a personagem é tão ridícula que protagoniza uma série de passagens que me fizeram rir, algo que é pouco usual na literatura policial. 
Dada a caracterização desta personagem tão extrema a ponto de se tornar insuportável, os restantes pareceram-me um pouco apagados.

Curiosamente após a leitura deste livro fui espreitar o primeiro episódio da série Backstrom (em que o protagonista é precisamente este da obra) e como gostei do que vi, penso que é uma série a acompanhar doravante. Parece-me (a avaliar pelo primeiro episódio) que a série não adapta este livro, apenas usa a personagem para deslindar outros casos, à semelhança da série Rizzolli and Isles.

Em suma, este título é deveras atípico dentro da literatura escandinava. Não foi um dos meus preferidos até à data, confesso, pois impliquei com o ritmo moroso da trama bem como com o protagonista. No entanto, não fiquei indiferente a alguns momentos espirituosos graças às tiradas deste personagem bem como a sua caracterização ímpar nos detectives com que me deparei até hoje.
Fica a dúvida de como será o resto da trilogia. 


segunda-feira, 9 de março de 2015

Colleen McCullough - O Filho Pródigo [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 13 Março 2015 
  
               Título Original:The Prodigal Son
               Colecção: Carmine Delmonico #4
               Preço com IVA: 17,70€
               Páginas: 328
               ISBN: 9789722528429

Sinopse: Holloman, Connecticut, 1969. Uma toxina letal, extraída do peixe-balão, é roubada de um laboratório na Chubb University. Mata em poucos minutos e não deixa vestígios. Millie Hunter, médica especialista em bioquímica, está preocupada e comunica de imediato o roubo ao seu pai, o médico-legista Patrick O’Donnell. O primo de Patrick, o capitão Carmine Delmonico é rápido a agir quando os corpos se começam a amontoar. Uma morte súbita num jantar seguido de uma outra num evento de gala parecem à primeira vista ligadas apenas pelo veneno e pela presença do médico Jim Hunter, um cientista à beira da grandeza e marido de Millie. O doutor Jim, um negro casado com uma branca, enfrentou escândalos e preconceitos a maior parte da sua vida; o que o levaria a arriscar tudo agora? Estará a ser incriminado pelos homicídios - e, em caso afirmativo, por quem? Carmine e os seus detetives devem seguir a pista através da multidão de excêntricos da cidade universitária, mesmo que isso os conduz para muito perto de casa. 

Sobre a autora: Colleen McCullough nasceu na Austrália em 1937. Começou a sua carreira literária com a publicação de Tim, seguido de Pássaros Feridos, um best-seller internacional que bateu todos os recordes. Ambos foram adaptados ao cinema.
Além dos romances individuais que foi escrevendo, a autora publicou duas séries. O Primeiro Homem de Roma retrata em seis volumes e de forma excepcional a história da Roma Antiga. A série foi elogiada por muitos historiadores e políticos, incluindo Kissinger. Carmine Delmonico» é uma série policial com cinco títulos publicados. A autora morreu em janeiro de 2015, aos 77 anos, na Ilha Norfolk, no Pacífico, onde vivia com o marido.


Anteriormente publicado
 Opinião AQUI

Nic Pizzolatto - Galveston [Resultado do Passatempo]

Com a preciosa colaboração da Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar de Galveston de Nic Pizzolatto para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 218 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Que série policial da HBO foi criada por Nic Pizzolatto? True Detective
2. Onde fica Galveston? Texas
3. A que personagem foi diagnosticada uma doença terminal? Roy Cady
4. Este título integra que número da colecção O Fio da Navalha? 116

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

68 - Catarina Passão (Vila Real) 

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui
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Nic Pizzolatto - Galveston [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Do criador, argumentista e produtor executivo da série True Detective, chega-nos Galveston, o novo livro a integrar a colecção O Fio da Navalha da Editorial Presença. 
Embora aprecie séries deste género (afinal de contas prezo o policial tanto na literatura como na televisão), confesso que apenas vi o primeiro episódio de True Detective e tendo achado algo moroso, foi uma série que não acompanhei até ao final. Por isso estava sem saber o que esperar desta estreia e, finda a leitura, não consigo estabelecer comparações entre a obra e a série televisiva.

A história centra-se em Roy Cady, um homem a quem foi diagnosticado um cancro já em fase terminal. E é nesta perspectiva que o livro é narrado, apelando, sobretudo, a um poderoso sentimento de redenção, uma sensação que creio ser recorrente quando se enfrenta a morte.

Achei o livro muito sombrio. Relembrou-me, de certa forma, aqueles policiais mais clássicos em que há ajustes de contas dos mafiosos em resposta a vendettas. Geralmente nestas histórias, a violência é abundante em bares e outros locais mais ermos a fim de evitar testemunhas. Ora Galveston não foge à regra.
Por norma, tramas ao estilo de vinganças de agiotas costumam desinteressar-me mas este livro destaca-se devido ao confronto da tragicidade das personagens principais. 
Acredito que o relato da vida da prostituta não deixará nenhum leitor indiferente e intensifica-se quando surge uma nova personagem, a sua irmã Tiffany de apenas três anos.

O livro está bem escrito e os diálogos extremamente interessantes e credíveis, talvez fruto da experiência de Pizzolatto como argumentista. Além disso, o autor recria com mestria, os cenários sombrios e apropriados destes ajustes de contas, sem fugir aos clichés em dois tempos distintos: em 1987 e posteriormente em 2008. 
A história vai muito além de vinganças e ajustes de contas. As personagens são complexas e faz todo o sentido quando, para mim, o verdadeiro suspense reside nos destinos de Roy e Rocky e como os mesmos se irão desenvencilhar dos seus percalços. Creio que se Rocky impressiona pela dura história de vida, Roy emociona o leitor pela caracterização profunda da personagem. Alcóolico e fumador inveterado, inicialmente duro está agora a braços com uma sentença de morte que avizinha para breve.

A acção desenrola-se a um ritmo rápido e o livro lê-se rapidamente também devido ao reduzido número de páginas. Além disso, o final foi bastante intenso e algo inesperado se tivermos a forma como conhecemos Roy Cady.

Para ser sincera, o número 116 de uma das minhas colecções preferidas não foi, para mim, o mais marcante. Contudo, curiosamente, a leitura desta obra deu-me algum alento a prosseguir com a série televisiva True Detective para que possa então comparar a obra Galveston com a outra história da autoria de Pizolatto. 

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quarta-feira, 4 de março de 2015

Carla Lima - O Baloiço Vazio [Opinião]


Sinopse: "Eu deitada na cama, de barriga para cima, com os olhos fechados e os braços cruzados sobre o peito,
- O que estás a fazer?
-Estou a fingir que estou morta
- Porquê?
- Porquê me apetece. Importas-te?
- Mas porquê?
- Porque antes estar morta do que viver assim
- Assim como?
- Numa prisão
- Numa prisão?
-Estou presa a ti
- Estamos presos um ao outro
- Nem a fingir de morta me deixas em paz"

Opinião: Antes de mais, gostaria de endereçar os meus agradecimentos à autora Carla Lima que gentilmente me cedeu um exemplar do seu romance de estreia e que, finda a leitura, coloquei-o na estante dedicada aos autores lusófonos.

A minha percepção inicial deste livro foi muito diferente do que normalmente acontece. Por norma, leio a sinopse que me desperta curiosidade e me prepara, de certa forma, para o conteúdo da história pois relata em linhas gerais o que irei ler. Contudo, neste caso, a sinopse não é muito explícita, é um excerto de um dos muitos (perturbadores) pensamentos da protagonista, Ana que se encontra numa relação abusiva com Bruno. 
A peculiaridade deste livro, a par da sinopse misteriosa, reside na forma como é narrado. Na primeira pessoa, na perspectiva de Ana, a narrativa compõe-se por vários excertos, todos eles vivências da personagem em diferentes alturas da vida e espelhando episódios de infância ou actuais, algo sofridos.

A protagonista feminina relaciona-se romanticamente com Bruno e ao longo das páginas, vamos constantando que ele é algo negligente e ela própria é algo obsessiva (desculpem a redundância), fruto da relação com este misterioso homem.
Na realidade, sabe-se muito pouco sobre as personagens e a caracterização das mesmas é feita por avaliação do leitor a partir das vivências e pensamentos que constituem o livro. Claramente que a protagonista oscila entre o que ela deseja na relação e o que de facto acontece, intensificando a natureza da relação e conferindo quase que uma oscilação entre a racionalidade e a demência.
A trama é composta por um número muito reduzido de personagens e estas têm um papel muito pouco significativo na história, focando a história do casal protagonista.

O Baloiço Vazio é um livro que se li, sensivelmente, numa hora devido à estrutura em diálogo e por conseguinte, mais dinâmica e o reduzido número de páginas. Embora a autora consiga transpor os sentimentos descritos no livro para o leitor, pessoalmente, gostaria de ter visto explanado mais. Não me teria importado de ler mais pormenores sobre esta macabra relação.
Além disso, a autora conseguiu um ambiente tenso e intrigante durante toda a história. A partir do momento em que comecei a ler o livro, acreditem que só o larguei quando terminei.

Em suma, embora tenha gostado da história e principalmente, da forma como está escrita, gostaria de ter lido mais páginas e ter aprofundado mais ainda este conto. Uma verdadeira curta metragem extremamente sensorial.
Resta-me apelar à autora que escreva mais! Eu cá estarei para ler!

Visto que nunca encontrei O Baloiço Vazio nas grandes superfícies comerciais, caso o meu caro leitor tencione enveredar por esta leitura, sugiro que visite a página de facebook da obra aqui

terça-feira, 3 de março de 2015

Tami Hoag - Segredos de Morte [Divulgação Editorial Círculo de Leitores]


Data de publicação: Março 2015 
  
               Título Original: Secrets to the Grave
               Preço com IVA: 15,12€
               Páginas: 496

Sinopse: Sem gota de sangue. Assim é encontrada Marissa Fordham, no chão da cozinha da pacata casa em Pak Knoll. Sobre o corpo enroscou-se a filha, Haley. Ninguém sabe exatamente o que ela viu, quem matou a sua mãe, mas sabem que tem de lidar com a única testemunha do crime com especial cuidado. O detetive Mendez recorre aos serviços da Anne Leone, estudante de psicologia infantil mas a dupla cedo descobre que por detrás da aparente normalidade da vida daquela família se esconde um negro segredo… 

Sobre a autora: Autora norte-americana de grandes bestsellers internacionais, já vendeu 35 milhões de livros no mundo inteiro, traduzidos em 20 línguas. Entrou pela primeira vez na lista de bestsellers do New York Times com a obra Paraíso das Trevas e teve 13 títulos consecutivos nessa lista.

Imprensa
«Os fãs de literatura de mistério vão gostar desta complexa, mas realista, história.»
Kirkus Reviews 


«Uma das mais intensas autoras de suspense da atualidade»
Chicago Tribune



segunda-feira, 2 de março de 2015

Hans Olav Lahlum - Crime Num Quarto Fechado [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 17 Março 2015 
  
               Título Original: Menneskefluene
               Colecção: Crime à Hora do Chá
               Preço com IVA: 13,90€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789892330358

Sinopse: Num pequeno prédio em Oslo onde todos os moradores se conhecem, dá-se um crime impossível. Harald Olesen é assassinado a tiro na sua sala de estar. A arma não foi encontrada. A divisão estava fechada à chave por dentro, o apartamento vazio. Admirado por todos, Harald era um lendário herói da resistência a Hitler. É difícil imaginar quem terá cometido um crime tão vil. Mais complicado ainda é imaginar como terá sido executado.
O detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen (também conhecido como K2) é chamado ao local. À medida que interroga os vizinhos da vítima, K2 começa a desenredar uma teia de mentiras que teme não ter fim. Felizmente, tem uma aliada: Patrícia Borchmann. A jovem está confinada a uma cadeira de rodas mas a sua mente prodigiosa não se detém perante tais limitações. Juntos, são a única esperança de deslindar este enigma aparentemente insolúvel.

Sobre o autor: Hans Olav Lahlum é escritor, historiador, político e jogador de xadrez. Nasceu e vive na Noruega, onde os seus livros policiais protagonizados pelo detetive inspetor Kolbjørn Kristiansen e a precoce Patrícia Borchmann têm vindo a conquistar os leitores e a crítica e lhe valeram comparações com ícones do romance policial clássico como Agatha Christie e Rex Stout. 



Colleen Hoover - Uma Nova Esperança [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 2 Março 2015 
  
               Título Original: Losing Hope
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789898800312

Com o intenso romance Um Caso Perdido (Hopeless), a autora Coleen Hoover, que já atingiu o 1.º lugar no top de vendas do New York Times, conseguiu comover e arrebatar as leitoras portuguesas. Agora está de regresso com um novo romance, Uma Nova Esperança (Hope) (Topseller I 304 pp I 17,69€), a continuação da emocionante história de Hope e Holder.

Sinopse: Holder é um adolescente em busca da sua melhor amiga, Hope, a quem voltou costas um dia, há treze anos. O mesmo dia em que ela foi raptada e levada para sempre. Quando uma tragédia envolve a irmã gémea de Holder, Less, a necessidade de encontrar Hope torna-se mais forte do que nunca. Holder sente-se diariamente perseguido por fortes sentimentos de culpa, e os remorsos que sente por não ter conseguido ajudar nem a sua irmã, nem Hope, são devastadores.

Quando um dia, inesperadamente, se cruza com uma rapariga que se parece com Hope, Holder vai fazer tudo para se aproximar dela a fim de reencontrar a paz de que tanto necessita. Mas porque insiste Hope em dizer que se chama Sky e que não o conhece? E, por outro lado, porque sente Holder que esta rapariga, que o rejeita e se tenta afastar, precisa tanto dele quanto ele precisa dela?
Uma Nova Esperança (Hope) narra pela voz de Holder um reencontro que trará memórias há muito esquecidas e que revelará verdades que poderão doer demasiado. Para alcançarem a paz e a felicidade, Holder e Hope terão de encarar a mais dolorosa e íntima das memórias. Conseguirão ambos traçar um caminho juntos após desenterrarem um passado tão difícil? E será o amor de Hope a chave para uma nova esperança na vida de Holder?

Sobre a autora: A autora norte-americana, que antes de se tornar escritora a tempo inteiro vivia numa rulote, ganhava 9 dólares por hora e publicava e-books por carolice, comoveu muitas leitoras com os dez livros que escreveu, incluindo Um Caso Perdido (Hopeless), publicado em Portugal, em 2014, pela Topseller.

Colleen cresceu numa quinta, no Texas, casou-se aos 20 anos e tirou uma licenciatura em Serviço Social. Trabalhou nos Serviços de Proteção a Crianças, antes de voltar aos estudos para concluir a sua formação em Educação Especial e Nutrição Infantil. Vive com o marido e os três filhos à beira de um lago no Texas.

Imprensa
«Colleen Hoover é uma das vozes mais vigorosas da ficção para jovens adultos.»  
Kirkus Reviews
«De vez em quando aparece um livro assim, que nos corta a respiração.»
USA Today 

 
 

Karin Slaughter - Fraturado [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Esqueci-me por completo de escrever sobre um dos melhores livros que li em 2014 (e espero que, com continuação muito esperada neste ano). Fraturado é o segundo livro protagonizado por Will Trent e, ao contrário de Tríptico, a participação da personagem Angie Polaski é bem mais reduzida no caso abordado da presente obra.

O factor que sobressai Fraturado (e Tríptico) das demais obras do género é, indubitavelmente, a caracterização das personagens. Tanto Angie como Will têm passados muito conturbados e enveredaram pela carreira de investigação. 
Na presente narrativa, a autora esmiuça o passado de Will, confrontando-o com uma outra personagem que o conhece do orfanato. As vivências desse tempo tornam-se mais intensas do que na trama antecessora. A autora intensifica a peculiaridade da personagem com o seu problema de dislexia que, à primeira vista, parece incongruente com o facto de ser um dos melhores investigadores do Georgia Bureau of Investigation.

Dado o papel diminuto da agente Angie, na presente obra, o autor emparelha com uma personagem igualmente misteriosa, Faith, que me despertou alguma curiosidade em saber mais sobre a mesma. Será esta mais desenvolvida nos seguintes volumes da série de Will Trent? Ficará a dúvida e a expectativa.

Não consegui ficar indiferente a alguns aspectos que tornaram esta leitura ávida, e consequentemente, ter classificado esta obra com a classificação máxima do Goodreads, 5 estrelas. 
Um dos aspectos que mais gostei neste livro foi o cenário. Grande parte da história tem lugar numa universidade e são explanadas as relações numa residência ou mesmo no campus, trazendo-me boas recordações de quando eu própria era estudante universitária. Bem, exceptuando, claro, a componente criminal. 
O mote da narrativa é um homicídio levado a cabo por uma mãe em autodefesa depois de ver o cadáver da filha. Mas a autora tira-nos o chão quando nos apercebemos que Abigail Campano cometeu um erro. Quero deixar uma ressalva na forma como a autora brilhantemente descreve este cenário de terror logo nas primeiras páginas. Senti-me desconfortável mas curiosa com o que aí viria.
E de facto, esta é a primeira reviravolta de uma trama vertiginosa e pejada de surpresas.

Além disso, a autora envereda novamente por uma escrita gráfica e sombria, aspectos que me agradam muito. As personagens são, novamente, caracterizadas de forma umbrosa e o crime bastante tétrico em conjugação com a narrativa bastante intrigante, proporcionando uma leitura compulsiva.

E mais, a tradução foi feita novamente pelo fantástico autor português de policiais, Pedro Garcia Rosado!

Em suma, Karin Slaughter é uma autora a manter debaixo de olho! Deixo um apelo à editora para que publique, o mais brevemente possível, o terceiro livro da série de Will Trent, Undone.


domingo, 1 de março de 2015

A Estante está mais cheia [Fevereiro 2015]



Mais um mês que termina e mais um post da rúbica: A Estante está mais cheia. Em Fevereiro vieram mais duas estantes cá para casa para ajudar a arrumar mais uns livrinhos mas eu cá desconfio que daqui a uns poucos meses terei o mesmo problema ;) Bem, deixem-me lá ir terminar o livro da Sandra Brown que Março está aí à porta e com ele, mais novidades que quero ler!