quarta-feira, 12 de julho de 2017

Stephen King - A Rapariga que Adorava Tom Gordon [Opinião]


Sinopse: Trisha McFarland tem nove anos e é uma fã incondicional de Tom Gordon. Pelo menos assim o demonstra ao usar a camisola do jogador de basebol, quando, numa caminhada com o irmão e a mãe recém-divorciada se perde, sozinha na floresta. Tudo o que traz consigo é uma sanduíche, água e alguns aperitivos, além de um walkman, através do qual segue o relato dos jogos do seu herói, criando com este uma amizade imaginária. À medida que avança para o coração da floresta, apercebe-se, porém, de que o novo amigo não é a sua única companhia...

Opinião: Não foi o melhor livro de Stephen King, na minha opinião. A começar talvez pelo tema central: o do baseball, desporto com o qual, pessoalmente, não me identifico. Embora deva reconhecer uma certa originalidade do autor em estruturar a narrativa em innings, em vez dos típicos capítulos, conferindo à história um maior entrosamento ao desporto. O baseball é o desporto que pratica Tom Gordon, o ídolo da menina protagonista da história.

Trisha, de apenas nove anos, perde-se na floresta. Passa por inúmeras provações, como devem imaginar, a fome, a paranóia, o desespero... Os sentimentos de Trisha perante estas situações são palpáveis e a maior sensação, a que pode, efectivamente, conferir o ingrediente de terror a esta obra, é a de perseguição. Durante toda a leitura, o leitor sente-se inquieto por achar que há um stalker atrás de Trisha. E não, não falo do seu amigo imaginário Tom Gordon. Algo de maléfico parece estar a perseguir a criança.
Como tem sido costume, há uns laivos de sobrenatural. Não incomoda, é certo que uma das minhas obras de eleição do autor é Carrie, mas tira parte da credibilidade da história. Não obstante a minha interpretação poder atribuir esse ingrediente à paranóia que a menina sente ao longo dos dias em que está perdida. Aí, cada um poderá ter uma diferente ilação.

É um livro curto (nunca li até então uma obra de King que fosse tão pequena) mas não creio que a história esteja subdesenvolvida.
A minha percepção, e note-se que é algo muito pessoal e vindo de alguém que vê filmes de terror e praticamente só lê thrillers, é que a componente de terror é pouco assustadora. Pessoalmente apenas temi pela protagonista pelo facto de ser uma criança e não saber, à partida, como se desenrascar perdida numa floresta. Creio que sentira mais medo ou inquietação aquando a leitura de Carrie ou o Jogo de Gerald. Terei que, com todo o gosto, ler mais um punhado de obras de King.

Sobre Trisha, não há como não adorar a personagem. Tem apenas 9 anos e mostra aquela inocência que normalmente associamos à infância. A menina impressionou-me ao demonstrar sempre grande maturidade, desde o primeiro instante em que pensa racionar a comida que tem consigo. A criança passa por momentos aflitivos e King detalha-os de forma exímia. Não me esquecerei, por exemplo, de quando ela bebeu a água do ribeiro, uma passagem que é descrita com algum humor se bem que a situação era, decerto, muito séria.

Ainda assim, apesar de ter apreciado esta obra, confesso que a minha expectativa foi defraudada. Ambicionava uma história de terror que me inquietasse e em A Rapariga Que Adorava Tom Gordon encontrei uma aventura protagonizada por uma menina fã de baseball. Esperava um pouco mais, confesso. 

Stephen King é um autor que vocês têm em conta? Quais são as suas obras mais tenebrosas que me poderão aconselhar?


terça-feira, 11 de julho de 2017

Adam Croft - O Último Amanhã [Divulgação Lua de Papel]


Data de publicação: 11 Julho 2017

               Título Original: Her Last Tomorrow
               Preço com IVA: 15,90€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892339481

Sinopse: Seria capaz de matar a sua mulher para salvar a sua filha?
Só quando Nick põe a filha na cadeirinha do carro é que percebe – esqueceu-se de trazer o desenho que ela tanto queria levar para a escola. Volta para casa numa correria, já está atrasado, deixa a miúda com o cinto de segurança posto, tranca o veículo, ou pelo menos pensa que sim. Procura o raio do desenho, encontra-o, regressa... Mas é tarde demais. No espaço de alguns minutos (ou terão sido segundos?), Nick vê a sua vida desabar. A menina, de cinco anos, não está no carro. Nem no carro, nem em lado nenhum.
Em capítulos alternados, narrados ou por Nick ou pela sua mulher Tasha, entramos na intimidade deste casal que vive nos arredores de Londres. Ele, escritor, pacato, meio distraído, ela mulher de negócios a fazer pela vida na City. Descobrimos o que os separa, mas também o que os une: o amor infinito por Ellie, uma menina muito especial.
E apercebemo-nos, crescentemente chocados, de que talvez haja um lado muito sombrio no passado de Nick, que justifique a mensagem que ele um dia recebe: A Ellie está bem. Pode tê-la de volta depois de matar a sua mulher. 

O Último Amanhã, originalmente publicado numa edição de autor, tornou-se rapidamente num dos livros mais vendidos em Inglaterra – e valeu ao autor, Adam Croft, um chorudo contrato com a Amazon. Thriller perturbante, que apaixonou milhares de leitores, retrata de forma aflitiva a inquietação permanente da vida moderna – e a suspeita de que todos nós escondemos segredos do passado. 

Sobre o autor: Com mais de meio milhão de livros vendidos até à data, Adam Croft é um dos mais bem sucedidos autores independentes publicados no mundo e um dos autores que mais vendeu no ano passado. O Último Amanhã vendeu mais de 150,000 cópias e tornou-se um sucesso de vendas, atingindo o top 10 na Amazon Kindle.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

S.S. Van Dine - O Caso Benson [Divulgação Colecção Vampiro]

Data de publicação: 13 Julho 2017

               Titulo Original: The Benson Murder Case
               Tradução: Pepita de Leão
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 304
               ISBN: 9789723830125

A 13 de julho a Livros do Brasil publica o romance de estreia com a assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson. Lançado em 1926, foi o primeiro de muitos crimes em que Philo Vance figurou como parceiro informal – mas indispensável – nas investigações levadas a cabo por Markham. Uma história empolgante, repleta de ironia e de sagacidade.

Sinopse: «A verdade só pode ser descoberta por uma análise dos fatores psicológicos do crime.» É com esta convicção que o erudito Philo Vance se junta a John Markham, procurador público do distrito de Nova Iorque, na resolução do sensacional caso da morte de Alvin Benson, conhecido corretor de Wall Street atingido com um tiro na cabeça no interior da sua própria mansão. Uma bolsa e um par de luvas de senhora encontrados no local fazem apontar a investigação na direção da mulher que na véspera do crime fizera companhia a Benson. Mas Vance está decidido a demonstrar a Markham e a toda a polícia que quanto mais o enfoque é dirigido para indícios materiais e provas circunstanciais menor será a capacidade para discernir o verdadeiro culpado.

Sobre o autor:  S. S. Van Dine (pseudónimo de Willard Huntington Wright) nasceu a 15 de outubro de 1888, em Charlottesville, EUA. Aluno brilhante, estudou em Harvard antes de partir para Paris e Munique, onde prosseguiu a sua formação em artes e letras e iniciou carreira como editor e crítico de arte. Em 1923, na convalescença de uma tuberculose, lê uma série de romances policiais e fica fascinado pelo género. Três anos mais tarde, lança o seu primeiro romance com assinatura S. S. Van Dine, O Caso Benson, que se revela um best-seller imediato. Este será o primeiro de uma série de romances protagonizados por Philo Vance, um detetive amador algo arrogante que privilegia os indícios psicológicos dos casos a que se dedica. Com várias adaptações de obras suas ao cinema, Van Dine torna-se um nome fundamental da literatura policial norte-americana dos anos 20 e 30. Morre a 11 de abril de 1939 em Nova Iorque.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green 

Passatempo Editorial Presença: B.A. Paris - Ao Fechar a Porta


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro Ao Fechar A Porta de B.A. Paris. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 10 de Julho de 2017 e termina às 23h59 do dia 16 de Julho de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)






Para mais informações sobre o livro Ao Fechar A Porta, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui

 

sábado, 8 de julho de 2017

Mariana Enriquez - As Coisas Que Perdemos no Fogo [Opinião]


Sinopse: A sua escrita tem sido comparada à de um Poe do século XXI, à de Roberto Bolaño e à de Cortázar. Com estes partilha temas e, sobretudo, universos inquietantes, sombrios, em que o leitor perde rapidamente o pé e é arrastado para regiões malévolas, incontroláveis (da mente humana, do dia-a-dia) que o vão assombrar, insidiosamente, durante muito tempo. Certo é que Mariana Enríquez, que prepara já o seu próximo romance, cruza magistralmente a grande tradição latino-americana com uma voz muito própria, a sua: e que é feroz, visceral, feminista, política e humorística.

Opinião: Depois de ter conhecido a autora num Meet & Greet que teve lugar na Feira do Livro, coloquei As Coisas Que Perdemos no Fogo na mesinha de cabeceira para ser lido quanto antes.
Por norma, nem aprecio muito a narrativa em conto por achar que são histórias subdesenvolvidas. Porém, aquela conversa deixara-me curiosa em conhecer o estilo da autora bem como viajar até Buenos Aires sem sair do sofá. E o resultado? Muito, muito positivo!

De acordo com o que tinha percebido, primeiro numa conversa com a autora Claudia Piñero (há dois anos, numa iniciativa da Gulbenkian) e agora com Mariana Enriquez, o crime é algo banal nos países latino-americanos e estas short stories acabam por ser uma prorrogação da vida argentina quotidiana levada ao limite. Estava céptica com um ingrediente em particular, o sobrenatural, que verifiquei ter sido bem doseado ao longo dos contos. Pude constatar, acima de tudo, uma crítica social.

Em primeira análise, o que mais me fascinou, aspecto extensível a todos os contos, foi a vertente contemporânea e, acima de tudo, sombria. Consigo perceber que as mulheres têm um papel pertinente nos contos e que são exploradas as maiores atrocidades cometidas contra estas. Não consigo especificar um tema único que seja esmiuçado nesta colectânea. 
Durante a leitura, assisti a um desfile de assuntos controversos, espelhando uma realidade social em Buenos Aires obscura. Desde a imolação (caramba, como me chocou o conto das mulheres que ateavam fogo a si mesmas como forma de protesto) e outras auto-flagelações, a pobreza (o tema fulcral da história que é o cartão de visita, O Rapaz Sujo), ou o folclore de assassinos na região (creio não me esquecer, tão cedo, de Pablo). 
Grosso modo, todos os contos, uns com maior intensidade é certo, me deixaram bastante impressionada e eleger o meu preferido é árdua tarefa. Oscilo entre O Rapaz Sujo, Pregos Prega o Pablito: uma evocação do Petiso Orejudo, Fim de Ano, Nada de Carne Entre Nós ou o último, o que dá o nome à obra, As Coisas Que Perdemos com o Fogo.

Gostei muito da escrita de Mariana Enriquez. Penso que a autora cumpriu uma tarefa que reconheço difícil: a de envolver o leitor nas primeiras linhas de todos os contos. Pessoalmente, não consigo entrar dentro de uma história tão rapidamente e creio ser fundamental quando estas são de poucas páginas. A leitura é dinâmica e todas as histórias são, à sua maneira, envolventes e perturbadoras.

O único aspecto menos positivo que denotei foi, e creio ser relativamente comum aos livros de contos, a forma como alguns finais estavam subdesenvolvidos ou inconclusivos. Pessoalmente, teria gostado de ver uma narrativa mais desenvolvida em certos contos, o que evidencia o quão deslumbrada eu me sentia perante estas short stories ao ponto de querer ler mais ainda sobre as mesmas.

É, sem dúvida, um livro que me ficará na retina durante muito tempo. Não poderei deixar de recomendar, pois claro, aos fãs do género. 


quarta-feira, 5 de julho de 2017

Clare Mackintosh - Estou A Ver-te [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: No ano passado li um livro que me deixou boquiaberta. A cerca de 1/3 da narrativa, surgiu uma reviravolta e a trama mudou completamente. Clare Mackintosh tornou-se uma autora a ter debaixo de mira e Deixei-te Ir um dos melhores livros de 2016.
Talvez por ter escrito uma obra de estreia tão arrebatadora, estava expectante com o segundo título da autora, Estou a Ver-te.

Acontece que, para ser sincera, este livro não me deslumbrou. Estava à espera de uma reviravolta que me tirasse o fôlego, tal como acontecera na obra anterior. A nível de estrutura, esta trama diferencia-se muito da predecessora, sendo mais linear. A história foca sobretudo o estranho caso das raparigas que aparecem mortas depois de aparecerem num anúncio de encontros amorosos e toma proporções maiores quando Zoe julga ver a sua fotografia numa destas publicações.

A premissa da história é muito interessante e, numa primeira análise, permite tecer algumas considerações sobre os vários perigos dos sites de encontros que ultimamente proliferam na Internet, tornando a trama convincente.

Só que, no meu entender, a autora arrasta o conceito. Aliás, a minha principal critica assenta sobre a morosidade do ritmo da trama. Além disso, alguns factos são repetitivos, tendo feito com que a leitura fosse menos voraz do que seria expectável. Tão pouco as reviravoltas me pareceram tão intensas quanto o livro antecessor de Clare Mackintosh. Há uma tentativa, porém, da autora em agilizar a trama, relatando-a sob dois pontos de vista: o da vítima, Zoe, e o da polícia Kelly que, como já vem sendo costume, também tem esqueletos no armário. Parecendo que não, ler a história em duas frentes sempre dinamiza mais o ritmo. Não obstante o suspense incidir maioritariamente sobre a identidade do autor dos vários anúncios das mulheres e respectivos homicídios.

Em relação a este ponto, agora que reflicto naquele clímax, devo explanar o meu sentimento dúbio. Se por um lado, na recta final, senti uma voracidade na leitura que não sentira até então, por outro, o vilão acaba por ser inesperado. Não obstante sentir algumas dúvidas no comportamento que manifestou durante toda a trama, caracterizado como assertivo e que nas páginas finais, subitamente, se revela bastante alterado. Não me soou muito convincente. Além disso, uma revelação nas linhas finais, alterou o que li até então, mostrando um maior nexo para o desfecho da história.

Em suma, não deixo de comparar Estou a Ver-te com o romance de estreia e considerar que este ficou aquém do predecessor. Ainda assim gostaria de dar uma nova oportunidade a esta autora e ler o seu próximo romance, prestes a ser publicado lá fora, Let Me Lie. 


Robert Bryndza - A Rapariga no Gelo [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Este livro era mais um que iria ler em inglês. O ebook aguardava a sua vez no ereader mas eis que a versão portuguesa apareceu e quis, de imediato, ter um exemplar na estante. Como sabem, ambiciono fazer uma biblioteca policial cá em casa, tão rica quanto a do inspector Varatojo. 
Obrigada à editora Alma dos Livros por me ter feito chegar, pela primeira vez, um livro seu. 

Terei que ser sincera: terminada a leitura, não consigo compreender o hype em torno da obra. É um livro interessante, é certo, entretém bastante mas, a meu ver, é um policial banal e não acrescenta muito ao género.

Ora vejamos: a estrutura da narrativa segue a fórmula típica dos policiais: há um homicídio logo no prólogo, uma investigação policial subjacente, um grupo de suspeitos, uma ameaça recai sobre a responsável pela investigação, também ela atormentada por um drama familiar. É uma fórmula que resulta e entretém os leitores fãs do género que conseguem, amiúde, identificar algumas analogias com outras obras policiais. Por exemplo: o facto da protagonista ser viúva já o tinha observado noutras tramas similares. Outro aspecto digno de realce e igualmente de analogia relaciona-se com o facto de os superiores hierárquicos da inspectora serem, na maioria, homens, destacando-se uma certa competição (que nos dias de hoje não fará sentido) entre géneros. 

O mais estranho é que o autor introduz duas personagens, Isaac e Moss, que são homossexuais e têm respectivamente as suas famílias tornando mais inverossímil esta questão relativamente ao género. O autor tem abertura para desenvolver dois casais homossexuais, sendo que pelo menos Moss terá alguma importância na série, mas há discriminação de géneros no trabalho? Não me soou tão credível, esta posição tão open minded relativamente a umas questões e tão fechada noutras.

Por último, gostaria de incidir num aspecto comum na literatura policial e que é também usado por Bryndza: a inserção da perspectiva do assassino, um ingrediente que acho particularmente estimulante. A meu ver, estes pontos de vista do antagonista permitem-nos antecipar o seu próximo passo, avaliando assim o seu carácter. Este assassino, de tantos outros com que me deparei na literatura policial, não é o mais sádico. Ainda sobre este ponto, para mim não foi surpreendente a sua identidade.

Creio que o aspecto que se torna realmente inovador é a naturalidade como surgem as duas famílias que citei anteriormente. Não creio que a homossexualidade seja abordada com frequência na literatura policial e quando é, acaba por estar subjacente às vítimas, frequentemente, criando a partir daí um móbil para o crime. Portanto, gostei de ter visto abordada a questão num outro prisma.

A trama é muito actual, os desenvolvimentos da investigação levam ao sacudir de segredos sobre a vítima, Andrea, filha de uma prestigiada família em Londres. São debatidas questões sociológicas interessantes como a influência das redes sociais ou a participação pouco activa dos pais na educação dos filhos (um fenómeno que denoto ser cada vez mais comum nos dias de hoje).

A Rapariga do Gelo é, como referi anteriormente, um livro que entretém e proporcionou-me um bom momento de leitura mas, infelizmente, não me deslumbrou. Não excluo a hipótese de ler o segundo da série e verificar como esta progride.

Creio que, acabando as minhas considerações sobre este título, resta-me apenas congratular a recém editora Alma dos Livros, incentivando-os a publicar mais obras deste género, o de minha eleição. 


terça-feira, 4 de julho de 2017

B.A. Paris - Ao Fechar da Porta [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Em Março li um livro, em inglês, que me deixou aterrada. Ficaram chocados com o casamento de Amy e Nick, casal protagonista de Gone Girl? Leiam Ao Fechar a Porta para perceber que Jack e Grace têm uma relação tão ou ainda mais controversa. O sinistro da história é que há tantos casos como este e a mulher remete-se cada vez mais a uma posição de submissão que não consigo compreender.

Hoje recebi o exemplar em português mas não o li na íntegra. Ainda me recordo de tantos pormenores... Folheei-o, li as passagens que mais me marcaram e voltei a sentir o mesmo: o terror, o asco, a injustiça... Tendo lido a versão original, posso assegurar que a tradução está impecável (bem, pelo menos, os excertos que li).

É um livro arrasador, psicologicamente pesado. Em Março tive a certeza que este seria um dos melhores livros do ano e ainda nem a meio de 2017 chegara. Após umas dezenas de livros lidos, o lugar no pódio dos melhores ainda está reservado para Ao Fechar a Porta. Não posso deixar de congratular a Editorial Presença pela publicação desta obra!

Podem ler a minha opinião na totalidade aqui. Creio ser mais fundamentada. Não obstante, não poderia deixar de mencionar alguns aspectos que possam influenciar-vos a conhecer Grace, Jack e Millie. Amanhã nas livrarias: Ao Fechar a Porta. 


segunda-feira, 3 de julho de 2017

B.A. Paris - Ao Fechar a Porta [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 5 Julho 2017

               Título Original: Behind Closed Doors
               Colecção: Grandes Narrativas #666
               Tradução: Marta Mendonça
               Preço com IVA: 15,90€
               Páginas: 264
               ISBN: 9789722360593

Um dos 10 thrillers mais vendidos no Reino Unido em 2016
Mais de um milhão de exemplares vendidos

Sinopse: Quem não conhece um casal como Jack e Grace? Ele é atraente e rico. Ela é encantadora e elegante. Ele é um hábil advogado que nunca perdeu um caso. Ela orienta de forma esmerada a casa onde vivem, e é muito dedicada à irmã com deficiência. Jack e Grace têm tudo para serem um casal feliz. Por mais que alguém resista, é impossível não se sentir atraído por eles. A paz e o conforto que a sua casa proporciona e os jantares requintados que oferecem encantam os amigos. Mas não é fácil estabelecer uma relação próxima com Grace ... Ela e Jack são inseparáveis. Para uns, o amor entre eles é verdadeiro. Outros estranham Grace. Por que razão não atende o telefone e não sai à rua sozinha? Como pode ser tão magra, sendo tão talentosa na cozinha? Por que motivo as janelas dos quartos têm grades? Será aquele um casamento perfeito, ou tudo não passará de uma perfeita mentira?
Um thriller brilhante e perturbador, profundamente arrebatador, que se tornou num autêntico fenómeno literário internacional com publicação em mais de 35 países. A não perder.

Sobre a autora: B. A. Paris, de ascendência franco-irlandesa, nasceu e cresceu em Inglaterra em 1958. Foi viver para França, onde trabalhou durante alguns anos num banco internacional até se formar como professora e fundar uma escola de línguas com o marido. Este é o seu primeiro romance, que teve um excelente acolhimento por parte da crítica literária e um retumbante sucesso mundial, com mais de um milhão de exemplares vendidos. A sua publicação está assegurada em mais de 35 países e tem direitos vendidos para o cinema. B. A. Paris vive em França com o marido e as cinco filhas de ambos.

Imprensa
«Um thriller real e assustador como poucos.»
Washington Post

«Este thriller psicológico hitchcockiano irá persegui-lo.»
Woman

«Um enredo sombrio e inesperado que agarra o leitor e o faz desconfiar dos seus próprios vizinhos.»
Buzzfeed
 

domingo, 2 de julho de 2017

Maratona Literária [Dark-a-Thon]

Começou ontem mais uma maratona organizada pela Elsa do canal Ordem d´Avis e pela Filipa do canal filipab0oks

Ahhh como esta maratona é especial... tem como temática o Thriller e o Terror e é denominada Dark-a-Thon. É mesma minha cara, não há como não participar! Se tiverem mais interesse, peçam para aderir ao grupo destas maratonas.

Já reuni a minha TBR que responde aos desafios:

1 - Lê um livro cuja acção seja à volta de um serial killer
Asseguraram-me que A Rapariga do Gelo de Robert Bryndza tinha um assassino em série. Escolhi esse livro.
2 - Lê um livro cujo título seja assustador
Tive alguma dificuldade em escolher um livro para esta categoria, confesso. Embora tenha as estantes pejadas de títulos como A Morte assim e assado, creio que Baptizo-te para a Morte de Patricia Macdonald tem um maior impacto por aliar o nome de um acto sacramental à morte. 

3 - Lê um livro protagonizado por uma mulher
A Mulher do Camarote 10 de Ruth Ware

4 - Abre um livro de contos de terror e lê o conto da página 66
Bem me pareceu que o livro Todos os Contos de Edgar Allan Poe ia dar jeito :) O conto da página 66 corresponde ao Escaravelho de Ouro.

5 - Lê um thriller/livro de terror de um autor que ouviste falar mas nunca tiveste oportunidade de ler
Escolhi o livro de contos da Mariana Enriquez, As Coisas Que Perdemos no Fogo. Já tive oportunidade de ouvir algumas opiniões positivas sobre a autora mas ainda não li nada... é desta!

6 - Escolhe um thriller/livro de terror e lê apenas à noite, antes de adormeceres
Já está em curso: A Rapariga Que Adorava Tom Gordon de Stephen King. Vai ser uma leitura que, por ser feita apenas antes de dormir, vai demorar um pouco apesar de ser um livro fininho.

E vocês? Gostam de iniciativas deste género? Confesso que esta me está a deixar particularmente animada :)