quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Dorothy L. Sayers - O Gato de Diamantes [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 4 Janeiro 2018

               Titulo Original: Clouds of Witness
               Tradução: Mascarenhas Barreto
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 312
               ISBN:

As tramas policiais de Dorothy L. Sayers marcaram a história da literatura policial da primeira metade do século XX. Com O Gato de Diamantes, que chega às livrarias a 4 de janeiro, a autora regressa à coleção Vampiro da Livros do Brasil.
Nesta que foi uma das primeiras histórias escritas por Dorothy L. Sayers, em 1926, e que a confirmaria como uma das mais importantes autoras do género, muitos são os que têm algo a esconder e talvez nem todos os segredos estejam relacionados com o mistério de uma morte que tem lugar em Riddlesdale Lodge.

Sinopse: A pacata e pequena aldeia britânica aparentava ser o local perfeito para Gerald Wimsey, duque de Denver, reunir os amigos num retiro de caça. Mas cedo a pacatez se quebrou e a caça se revelou humana: Denis Cathcart, em vias de se tornar cunhado de Wimsey, terá sido baleado, arrastado até à estufa anexa à habitação e abandonado sobre saibro e lama vestindo ainda o fato que usara ao jantar. Às três da manhã, Gerard Wimsey é encontrado junto ao corpo sem vida e, pouco depois, acusado do crime. Lord Peter Wimsey, detetive amador e irmão do duque de Denver, não tarda a chegar a Riddlesdale decidido a tudo fazer para o tirar da prisão.

Sobre a autora:  Dorothy L. Sayers nasceu em Oxford, no Reino Unido, a 13 de julho de 1893. Foi uma das primeiras mulheres a licenciar-se pela Universidade de Oxford, em 1915, e em 1921 ingressou numa agência de publicidade, onde foi copywriter durante quase uma década. O seu interesse pela literatura de mistério iniciou-se por esta altura, tendo publicado Whose Body?, o seu primeiro romance policial, em 1923, desde logo protagonizado por Lord Peter Wimsey, detetive amador aristocrata que se tornou um dos mais famosos heróis do policial em todo o mundo. A aclamação, quer pela crítica quer pelos leitores, foi imediata, e ao longo de quase vinte anos
Sayers publicou onze romances e cinco coletâneas de contos centrados nesta personagem. Em 1930, juntamente com autores como Agatha Christie, Anthony Berkeley ou G. K. Chesterton, fundou o Detection Club, clube de escritores de histórias policiais que ainda hoje se mantém. Considerada uma das maiores autoras da literatura policial do século XX, Sayers foi também professora, poeta, ensaísta, dramaturga e tradutora. Faleceu a 17 de dezembro de 1957.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill
No. 10. A Dama do Lago, de Raymond Chandler
No. 11. A Pista do Alfinete Novo, de Edgar Wallace
No. 12. Colheita Sangrenta, de Dashiell Hammett
No. 13. O Caso da Quinta Avenida, de Anna Katharine Green  
No. 14. O Caso Benson, de S.S. Van Dine 
No. 15. O Impostor, de E. Phillips Oppenheim
No. 16. A Chave de Cristal, de Dashiell Hammett
No. 17. O Crime do Escaravelho, de S.S. Van Dine

domingo, 31 de dezembro de 2017

Top 10 de 2017


Ora cá estamos para anunciar os melhores de 2017! Foi um bom ano e reparei que houve mais posts aqui no blogue (se bem que acho que são sempre pouquinhos...) Raramente o Ricardo escreve aqui pelo que sou apenas eu a dinamizar a menina dos policiais. Gosto sempre de partilhar convosco as minhas opiniões de livros, algumas de filmes e muitas divulgações que thrillers que são publicados por cá. Aprecio igualmente os vossos feedbacks com sugestões de leituras e trocas de ideias. Tenho conhecido por cá tantas pessoas fantásticas! Só posso agradecer todo o vosso apoio.
Já vamos em 7 anos disto e... I just can´t get enough :)

Este ano li 77 livros. Bem, conto terminar o septuagésimo sétimo, Nada de Janne Teller ainda hoje.
Li 7 livros em inglês e em ebook: The Girl Before (Rena Olsen), Behind Closed Doors (B.A. Paris), Fallen (Karin Slaughter), It Ends With Us (Colleen Hoover), Her Last Tomorrow (Adam Croft), The Good Daughter (Karin Slaughter) e Behind Her Eyes (Sarah Pinborough). Não tantos como desejaria, portanto... Quero disciplinar-me a ler mais neste idioma em 2018 pois descobri excelentes tramas que, curiosamente, seriam mais tarde publicadas em Portugal como o Behind Closed Doors ou The Good Daughter.

Vamos lá então aos melhores do ano de 2017. Os thrillers que mais me marcaram.

Estranhamente já tenho um na lista de 2018, O Homem de Giz de C.J. Tudor. Mas não me pareça justo que esse entre na contagem deste ano, por isso vou deixá-lo de lado e voltar a mencionar O Homem de Giz daqui a um ano.

À semelhança do ano passado, continuo a enaltecer o autor Chris Carter. Este ano foram publicados dois livros do autor: O Predador da Noite e O Escultor da Morte. 


Tenho para mim que a série tende a melhorar. Eu que me afirmei fã do autor já em 2016, fiquei ainda mais impressionada após a leitura de O Escultor da Morte. E dizia uma fã do género: "Espera só até chegares ao 6º livro". Estou deveras ansiosa! 


Um outro autor, também da editora TopSeller, de quem sou fã é M.J. Arlidge. Aquele ambiente na prisão, claustrofóbico, fez com que ainda hoje me lembre de Helen Grace naquele local. Por isso, para mim, O Anjo da Morte tornou-se inesquecível.


Li em inglês Behind Closed Doors. Durante dois dias fiquei imersa naquela história e andava sempre a falar no livro quando soube que a Editorial Presença o iria publicar. Fiquei em êxtase. Nunca me esquecerei do casal Jack e Grace bem como de Millie.


Ahhh como é bom ler Raphael Montes. Ficou-me apenas a faltar ler Suicidas que não perderá pela demora e será lido, certamente, em 2018. Jantar Secreto ficou pautado por um peculiar humor negro que seria substituído pelo gore. Adorei esta história!


Karin Slaughter é uma das minhas autoras de eleição. Infelizmente a série de Will Trent deu um grande salto pelo que achei melhor fazer a transição deste abrupto intervalo lendo Fallen. Tenciono ler os que intermediam no próximo ano, também em inglês.


Contudo, senti-me talvez ainda mais fascinada com The Good Daughter. Li no Verão, desconhecendo que a sua publicação em português seria tão célere.  


Mais um livro que me deixou fascinada foi The Girl Before. Entre esta Rapariga de Antes e a de JP Delaney não há qualquer semelhança. Esta história, pautada pelo penoso cativeiro de Clara, deixou-me rendida e estupefacta perante toda aquela lavagem cerebral. Tornou-se, por isso, uma história memorável.


Vidas Finais pareceu-me uma ode aos filmes que tanto aprecio, o subgénero de slasher. Talvez por isso tenha apreciado tanto.


Este era um dos mais aguardados do ano. Não fiquei tão rendida quanto desejaria com O Homem Ausente, publicado no início do ano mas A Menina Silenciosa é fantástico e deixou-me a ansiar por mais. Definitivamente, esta dupla de autores é um must-have na estante!

2017 foi um ano de grandes leituras. Só posso aguardar que 2018 me traga a mim, aos meus e a vós que seguis este meu espaço, muita saúde, amor, felicidades, paz, sucessos, alegrias e dinheiro (para comprar ainda mais livros). Obrigada por estarem desse lado! Cá vos espero no próximo ano :) 

Dezembro em Livros


Em termos de leituras também correu bem. Hoje ainda termino Nada, de Janne Teller. É pequenino, motivo pelo qual foi escolhido para ocupar os dois últimos dias do mês.
Os melhores livros foram, sem qualquer dúvida, O Escultor da Morte de Chris Carter e O Homem de Giz de C.J. Tudor. Podem encontrar o meu parecer sobre estas obras aqui no blogue.

E vocês? Muitos livrinhos lidos em Dezembro?

A Estante está mais cheia [Dezembro 2017]


Fechou a loja este mês (e por conseguinte, este ano) que já não compro nada. Mas ontem encontrei um verdadeiro achado na feira de alfarrabistas do Chiado. Dolores Claiborne de Stephen King, um livro que já procurava há tanto tempo... por apenas 5€! Nem hesitei!
Também comprei, a módicos preços, Morte Dum Fantasma e Tragédia do Y (eu adoro estes clássicos). No Natal recebi 2 livrinhos, os vampiros O Crime do Escaravelho e A Chave de Cristal. O marido ofertou (e eu nem os guardei para o Natal, tal era a ânsia) Toda Vestida de Branco e Corpos Perfeitos.

Das editoras parceiras chegaram Reino de Feras, da Suma de Letras. Já o li e podem encontrar a opinião no blogue. O exemplar de avanço de O Homem de Giz veio da Planeta (que livro estrondoso!) e O Deus do Rio chegou da Presença (e tenho um exemplar para vocês também, participem no passatempo aqui no blogue).

Ia fazer um balanço aos livros que comprei mas é melhor estar quietinha. Perdi-me muito nos primeiros meses de 2017 e acumulei os livros que tenho por ler. 
A ver se em 2018 controlo mais esta vontade desenfreada de comprar livros... 

E vocês? Compraram muitos livros neste mês?

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

C. J. Tudor - O Homem de Giz [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Homem de Giz será publicado em Janeiro do próximo ano e creio que dará que falar.
Numa primeira análise, a obra relembrou-me o universo de Stephen King devido essencialmente às interacções de um grupo de miúdos nos anos 80. Foi, para mim, difícil dissociar esta dinâmica das crianças das influências de It ou O Corpo (cujo título original é Stand By Me, conto que integra a compilação Estações Diferentes). Por instantes, a cena inicial no parque de diversões até me recordou o Joyland.

Contudo, tenho para mim que a influência de King vai muito além das personagens, mostrando-se igualmente na escrita da autora. Este é o romance de estreia de C.J. Tudor e não lhe consigo apontar um defeito. Há um toque sombrio, pesado, que se acentua em algumas cenas mais fortes. As figuras de giz que antecedem grandes acidentes poderiam constituir uma história de terror ao estilo de King. A escrita é irrepreensível e a história cativou-me logo nas primeiras páginas.

Desenrolando-se em dois tempos, 1986 e 2016, a trama debruça-se sobre Eddie e o seu grupo de amigos. Para quem, tal como eu, nasceu nos anos 80, é fácil sentir alguma nostalgia. A par da incursão àquela que considero uma década fascinante, a forma como a história é contada é deveras cativante. Há um desenrolar de segredos no passado com repercussões no presente. A autora apanhou-me desprevenida em várias situações.
Logo nas primeiras páginas, o grupo de jovens descobre um corpo. Deslindar este crime foi verdadeiramente desafiante. E temi verdadeiramente quando outras situações surreais ocorreram sempre após o aparecimento das figuras de giz.
E não esqueço as personagens, com profundidade, com especial ênfase no protagonista, Eddie, um indivíduo peculiar.

Temia que este Homem de Giz fosse uma entidade sobrenatural e que o enredo enveredasse por um rumo menos verosímil. No entanto, os meus medos foram infundados uma vez que a explicação rege-se pela lógica. O final é super intenso e deixou saudades. Confesso que ainda me lembro, mesmo passados alguns dias de ter terminado esta leitura, das personagens e desta história tão sombria.
De certeza que quererei reler este livro um dia mais tarde.

Adorei esta obra pois tem tudo para ser uma grande aposta no género thriller no próximo ano. A roçar o terror, O Homem de Giz tem um nível elevado de suspense e fez-me revisitar a minha infância e o desfecho foi bastante satisfatório.
Ainda estamos muito longe de conhecer todas as apostas literárias de 2018 mas uma coisa é certa: O Homem do Giz estará, sem dúvida, entre os melhores.


quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Gin Phillips - Reino de Feras [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Já li o thriller sensação que será publicado em 2018 pela Suma de Letras, mais concretamente no próximo dia 2. E eis o que penso sobre o mesmo:

A sinopse omite o acontecimento que transforma num pesadelo aquilo que era uma simples visita ao Jardim Zoológico. Não é uma situação completamente original e o único aspecto inovador relaciona-se com o local onde o mesmo acontece, que é o Zoo.
Portanto, para estar coerente com a sinopse, vou também evitar falar sobre essa situação em particular. 

Na minha opinião, o ponto forte reside na premissa da trama, que se alicerça na poderosa relação entre uma mãe, Joan, e o seu filho de 4 anos, Lincoln. quando estes se vêem numa situação delicada.

Pelo que pude apurar a priori, uma das questões mais polémicas desta história seria a violência contra os animais. No entanto, creio que esta componente não sobressai na trama e está perfeitamente contextualizada na acção. Não julgo, portanto, que choque os leitores como temia. Poderão ser mais impressionáveis as cenas relacionadas com animais decorrentes das memórias do vilão, aspecto que, a meu ver, reforça a psicopatia do antagonista. Embora não seja original, agrada-me que exista uma construção da personagem recorrendo a episódios do passado.

O aspecto que considerei igualmente tenso foi o desenvolvimento da trama. Temi genuinamente pela vida da mãe e do filho, embora considere que Joan teve atitudes menos coerentes, como a má utilização de um telemóvel naquelas circunstâncias. Eu, que vejo imensos filmes de terror, há um cliché frequente que é a inutilização de um telemóvel seja por falta de bateria ou rede. Aqui havia o poder de utilizar essa tecnologia e não foi bem sucedida, de todo. 

A trama é narrada maioritariamente por Joan contudo, na minha opinião, teria funcionado melhor caso fosse esta a única narradora. Exceptuando os capítulos referentes ao vilão, não creio que personagens mais secundárias, como a adolescente ou a professora, tenham algum destaque com os seus capítulos pois, a meu ver, estas careciam de um maior desenvolvimento. O livro é curto, debruçando-se mormente sobre a acção mas não particularmente sobre as personagens, o que justificará também o facto de não ter respondido devidamente a alguns aspectos que se tornaram pontas soltas no enredo.

Não sendo um thriller que me tenha deslumbrado (a fasquia que a Suma de Letras impôs no género está muito alta devido ao último livro da autoria de Hjorth & Rosenfeldt), Reino de Feras acaba por proporcionar uma reflexão profunda sobre a relação entre mãe e filho. 


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Gin Phillips - Reino de Feras [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 2 Janeiro 2018

               Titulo Original: Fierce Kingdom
               Preço com IVA: 17,45€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789896655259

Sinopse: Lincoln é um bom menino. Aos quatro anos, é curioso, inteligente e bem-comportado. Lincoln faz o que a mãe diz e sabe quais são as regras.
«As regras hoje são diferentes. As regras são que temos de nos esconder e não deixar que o homem da pistola nos encontre.»
Quando um dia comum no Jardim Zoológico se transfoma num pesadelo, Joan fica presa com o seu querido filho. tem de reunir todas as suas forças, encontrar a coragem oculta e proteger Lincoln a todo o custo - mesmo que isso signifique cruzar a linha entre o certo e o errado, entre a humanidade e o instinto animal.
É uma linha que nenhum de nós jamais sonharia cruzar.
Mas, por vezes, as regras são diferentes.
Um passeio de emoção magistral e uma exploração da maternidade em si - desde os ternos momentos de graça até ao poder selvagem. Reino de Feras questiona onde se encontra o limite entre o instinto animal para sobreviver e o dever humano de proteger os outros. Por quem deve uma mãe arriscar a sua vida?

Sobre a autora: Gin Phillips, autora premiada com o Barnes and NobleDiscover pelo seu primeiro romance, tem a obra publicada em mais de 29 países. Reino de Feras, a sua primeira incursão no mundo do thriller, está a ser aclamado pelo público e pela crítica.

Imprensa
«Um thriller brilhante, inteligente e irresistível.»
The New York Times

«Philips constrói as personagens de forma extraordinária e a sua prosa é habilidosa e evocativa. Aflitivo e profundo, este thriller cheio de adrenalina quebrará os leitores como uma bala atravessa o osso.»
Kirkus Review

«Uma exploração controversa da maternidade, no que ela tem de mais básico.»
Publishers Weekly

«Philips consegue combinar imagens bonitas com uma intensidade imprópria para cardíacos, uma intensidade que desgasta os nervos. Os fãs de thrillers literários não vão querer perder este livro.»
Booklist

«Gin Philips capta habilmente o terror da situação mas também a beleza das minúcias da nossa vida quotidiana.»
Library Journal

«Um tiro de adrenalina pura. Mas não é apenas a acção que o manterá a virar estas páginas: Reino de Feras é também uma história comovente.»
Entertainment Weekly

«Não conseguirá parar de ler. Adrenalina pura.»
The Guardian

«Ao introduzir a ameaça de violência, o livro amplifica as preocupações domésticas quotidianas, produzindo uma espécie de cristalização da experiência da paternidade.»
New Yorker

«Uma potente leitura que equilibra empatia e medo, pois levanta questões complexas sobre a natureza humana.»
Washington Independent Review of Books



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Brad Parks - Não Digas Nada [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Desconhecia o autor Brad Parks. Pelo que pude apurar trata-se de um escritor aclamado lá fora por ter ganho três dos maiores prémios de literatura de ficção criminal. Por isso, não me deixei intimidar pelo volume da obra, e mergulhei nesta história sobre rapto de crianças, um tema ao qual sou sensível. 

O aspecto que sobressaiu, numa primeira análise, foi a forma intensa e rápida com que a trama arrancou. Logo no primeiro capítulo, os acontecimentos descritos na sinopse sucedem-se e começa a instalar-se uma desconfiança que permanece ao longo de todo o livro: quem é responsável pelo rapto de Sam e Emma, os dois irmãos gémeos de 6 anos e com que intenções o terá feito?

A narrativa é pautada por inúmeras reviravoltas, mantendo uma inquietação e suspeita. Alterna entre capítulos narrados na primeira pessoa, o juiz Scott Sampson - permitindo-nos avaliar as suas suspeitas e paranoias, características de um pai desesperado, impelido a seguir as instruções dos raptores - e na terceira pessoa, em que são relatados acontecimentos referentes ao cativeiro. Creio que, deste modo, foi-se acentuando um sentimento de desconforto no leitor. Confesso que não dei pelas páginas passar, de tão embrenhada que estava na história. 

O ritmo quebrou, a meu ver, nos detalhes referentes aos casos do juiz Sampson. Nesses trechos, confesso que só me apetecia passar páginas à frente, deserta para ler mais sobre o desenvolvimento do caso do rapto. Reconheço, no entanto, que esta componente conferia maior solidez à profissão do protagonista e, por conseguinte, intensificou os motivos pelos quais quiseram raptar as crianças.
Além disso, à medida que a trama se adensa, o móbil do rapto começa a desenhar-se, remetendo-nos para o subgénero de conspiração, que não aprecio particularmente. Apesar de ser verossímil, achei que a resolução se inseria num âmbito mais criminal ou policial. 
Numa perspectiva mais pessoal, estes dois pontos foram os que menos apreciei na obra. 

Há alguma violência infligida às crianças, crendo que não seja abundante, é o suficiente para deixar o leitor com calafrios vários. O factor psicológico é, claramente, o mais intenso. Contudo as imagens de Emma teimam em não me sair da retina, ainda hoje, um par de dias após ter terminado a leitura.

Gostei particularmente de deslindar a identidade do raptor. Foi completamente inesperado. Não obstante crer que teria gostado mais de uma motivação com cariz menos conspirativo.

Não posso deixar de congratular o autor pela aposta audaz com que terminou o livro. Ao invés de uma resolução positiva - um happy ending - , o autor opta por um desfecho dramático, ingrediente que nem sempre encontro nas tramas policiais. 

Em suma, para quem procura emoções fortes e aprecia tramas de conspiração, Não Digas Nada é o livro ideal. Vale pelas surpresas ao longo da trama bem como o final profundamente emocionante. 


domingo, 17 de dezembro de 2017

Chris Carter - O Escultor da Morte [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Sigo atentamente o trabalho de Chris Carter desde a publicação de O Assassino de Crucifixo. Por ter ficado tão impressionada com o teor gráfico da trama, que se imiscui no fascinante mundo da psicologia forense, é uma série que não tenho reservas em recomendar. Creio que esta minha percepção se intensificou ao ler o 4º volume protagonizado por Robert Hunter. 

Como evidencia o título, o antagonista mata as suas vítimas, mutila os seus corpos e monta estátuas com os membros decepados. Um cenário de horror que me deixou genuinamente impressionada. É consensual dizer-se que a originalidade dos crimes é ímpar. Assim, tenho para mim que, relativamente a nível de violência praticada pelo antagonista neste livro, o autor superou-se.
Além disso, Carter continua a discriminar, com grande detalhe, os procedimentos decorrentes de uma autópsia, um ingrediente que aprecio nas tramas de índole criminal.

Sendo o autor Chris Carter perito em psicologia criminal, à semelhança dos livros antecessores, o protagonista da série tece algumas considerações dentro da área para tentar descortinar o comportamento do vilão. A avaliar por tão macabras peças de arte estaremos, sem dúvida, perante um antagonista deveras violento.

Embora as cenas gráficas sejam difíceis de digerir, a trama é bastante ágil e o livro lê-se num ápice. Esta sensação deve-se essencialmente às reviravoltas da narrativa. Após a morte inicial, de um doente oncológico em fase terminal (e posterior construção de uma estátua) seguem-se outras vítimas, através de um modus operandi semelhante. 
Como já anteriormente referi, as pormenorizadas descrições dos homicídios e os detalhes gráficos com que somos brindados no que concerne à construção das estátuas, contribuíram para que, enquanto leitora, me deixasse levar pelos meandros da investigação, com particular incidência para os aspectos mais sórdidos.

A interacção entre Hunter e o seu parceiro, Carlos Garcia, continua a ser o elemento que ameniza o teor pesado da trama. Creio que emparelham bem e neste livro surge uma ajuda na investigação, sob a forma de uma personagem cuja dinâmica com Hunter foi interessante. 

Dei por mim a ler madrugada fora, sem que o dia de trabalho seguinte fosse impeditivo para descobrir quanto antes a identidade deste antagonista. E mais uma vez, Carter surpreendeu-me. Não esperava de todo aquele desfecho.
Dados os motivos supra referidos, não pude deixar de atribuir cinco estrelas, nota máxima, no Goodreads, a O Escultor da Morte. E finda esta leitura já penso no próximo volume da série.

Mais do que recomendar este livro, aconselho a leitura da série. Quiçá, um presente de Natal ideal para os fãs de thrillers viscerais. E este é bom, muito bom!


sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Wilbur Smith - O Deus do Deserto [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro O Deus do Deserto de Wilbur Smith. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha do passatempo numa rede social, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 15 de Dezembro de 2017 e termina às 23h59 do dia 31 de Dezembro de 2017.
- Os participantes deverão ser seguidores do blogue (fazer login na caixa dos seguidores na barra direita do blogue)
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue não se responsabiliza por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda podem consultar aqui

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

Para mais informações sobre o livro O Deus do Deserto, clique aqui
Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui