terça-feira, 11 de dezembro de 2012

David Hewson - The Killing: Crónica de um Assassínio Vol 1 [Opinião]


Depois de ter visto a série The Killing - Crónicas de um Assassinato, foi com muita expectativa que aguardei por este livro. Felicito a editora Dom Quixote por mais uma aposta nos ditos policiais nórdicos. David Hewson vem de certa forma, juntar-se ao role de carismáticos autores como Jo Nesbo, Camilla Lackberg e Mons Kallentoft.
O primeiro aspecto curioso que o autor explica nas notas introdutórias, foi a forma como este livro nasceu, tendo sido baseado na série, o que por si só, é pouco usual. Portanto, a adaptação televisiva já existia e o livro surge posteriormente, o que, à primeira vista, não trará aspectos novos à trama.

Eu vi a série, no formato americano, e desde logo me apercebi que as semelhanças seriam irrefutáveis com a série original, em dinamarquês. O livro veio constatar esse ponto e a história desde o início foi estranhamente familiar. Não obstante, tal facto não tirou pitada do prazer que foi ler este livro até porque considero que o argumento de The Killing é um dos melhores que existem em matéria de séries de investigação criminal.

 Associar o livro à série televisiva é inevitável mas vou tentar cingir-me ao livro doravante. Este apresenta uma estrutura dinâmica, com muitos diálogos, o que contribui para uma rápida leitura se excluirmos a complexidade de retenção dos nomes das personagens e locais, aspecto intrínseco à toponímia dinamarquesa. O facto da abundância dos diálogos faz pensar se o livro não estaria fiel ao argumento da série.

A narrativa, portanto, assume duas linhas distintas: a forma como a morte de Nanna Birk Larsen abala uma família, uma comunidade escolar e indirectamente, uma vida alheia, a vida de Sarah Lund. Esta, a vicekriminalkommissaer da polícia dinamarquesa, hesita entre o abandono do caso ao ir para a Suécia e permanecer na investigação.
Há portanto, uma questão fulcral que se arrasta até ao final, um pouco à semelhança da série dos anos 90, Twin Peaks (Who killed Laura Palmer), e que inevitavelmente aqui será Who killed Nanna Birk Larsen?
O primeiro volume narra os primeiros onze dias da investigação, levada a cabo por Sarah Lund e por Jan Meyer, investigação esta pautada pelas falsas pistas que vão surgindo aliada ao desvendar de segredos, um pouco por todas as personagens, que directa ou indirectamente se relacionam com Nanna Birk Larsen.
Mas o The Killing é mais do que isso: é a forma como explicita certo abuso de poder, tráfico de influência e corrupção activa, nos cargos políticos. E estes, infelizmente, acabam por ser um pouco transversais a todos os países.

Numa história de conteúdo tão ricos, há pormenores que parecem ser descurados. Falo portanto das personagens, que achei pouco desenvolvidas. Proponho a minha explicação para o facto: no contexto deste livro ser baseado na série e o leitor poder optar por visualizar a mesma. Ou talvez esta seria a verdadeira intenção do argumentista para que os segredos das personagens constituíssem surpresa ao longo do enredo e desta forma surtir o efeito choque tão característico de The Killing.

Para quem visionou a série, como eu, o livro não constitui grandes surpresas uma vez que está fidedigno à adaptação televisiva. Ainda assim, The Killing é uma excelente trama policial, a qual recomendo. Estou desejosa que chegue Janeiro, mês em que estará disponível o segundo (e último) livro da saga. Um livro muito bom!


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Kate Pearce - Escravos do Amor [Opinião]

A minha incursão pelo romance dito sensual continua, e prossegue com este Escravos do Amor, o primeiro volume da saga Casa do Prazer, pela mão de Kate Pearce.

Num registo algo semelhante dos livros que li até hoje, este sobressai pelo conteúdo altamente sexual. Afinal de contas, esta é uma história com um cenário partilhado pela autora, Cheryl Holt, uma Inglaterra do século XIX. 
No entanto, na minha sincera opinião, neste livro não se consegue sentir na íntegra este cenário fantástico pois a narrativa é abafada pela história de Valentin e Sara e a paixão que emerge entre os dois. Ou seja, há uma grande incidência sobre os actos físicos, o que também não me desagradou de todo! Já esperava um romance erótico, e quanto mais forte, para mim, melhor!

Lorde Valentin Sokorvsky foi escravo sexual na Turquia. Ele e Peter são resgatados pelo pai de Sara Harrison e logo vão viver para Inglaterra, numa vida de luxos e satisfações sexuais dentro da Casa do Prazer de Madame Helene. Aí são satisfeitas todas as fantasias sexuais que se possam imaginar... Mas Valentin ainda sente a dor da escravidão de que foi sujeito. Ele terá que casar com uma das filhas de Harrison, e escolhe a menos óbvia, Sara. Uma jovem que vai aprender o quão presente pode estar a luxúria no casamento.

A autora apresenta, ainda que dentro do explícito dos inúmeros actos sexuais, uma linguagem cuidada, sobretudo quando alusiva à designação de órgãos sexuais e outras práticas que poderiam passar por obscenas.
Embora, assumidamente pouco experiente em matéria de romances sensuais, este é, até à data, aquele que considerei mais erótico. É preciso ser open minded para enveredar por esta leitura. Não só que as passagens sobre sexo sejam abundantes, mas há numa variedade sem limites, desde o vouyerismo,  promiscuidade de parceiros ou o recorrer aos brinquedos sexuais, neste livro há de tudo. Portanto Escravos do Amor poderá ferir as susceptibilidades dos mais convencionais.

Dentro das personagens, achei que estas poderiam estar um pouco mais desenvolvidas. Não que tenha desgostado das mesmas: as características da arrogância masculina (como tem vindo a ser um dejá vu nestes romances) estão patentes em Valentin, ainda que este tenha sido um escravo com funções restringidas à satisfação sexual de terceiros. O que me parece um pouco contraditório até. Como é que um ex-escravo tem um apetite sexual tão voraz? 
Aliado a claro, uma personagem feminina de forte personalidade, Sara. Apesar de se mostrar emancipada para as mulheres da época, no que concerne por exemplo ao dom que tem para a música, ela parece bastante ingénua, e algo submissa. Também estes um aspecto cliché do romance sensual. Mas não é que resulta mesmo?
Devido à forte atracção que se gera entre ambos, torna-se esta esposa de Lorde Sokorvsky ao invés de uma das suas irmãs. E por falar nestas... o que terá sido feito de Charlotte e Emily? A autora optou por restringir a história às personagens principais, podendo ter desenvolvido tramas secundárias para as irmãs Harrison.
Achei particularmente interessante a personagem de Peter, que apesar de estar encaixado numa sociedade de século XIX, não deixa de ser um estereótipo de quem está confuso sobre a sua sexualidade.
Deixado um pouco em aberto, nomeadamente a personagem Peter, foi com alguma ansiedade que fechei o livro, pretendendo começar a leitura da sequela em breve, Escravos da Paixão.

E sendo este um romance de época, não poderiam faltar as já típicas intrigas que acentuam os sentimentos que unem Valentin e Sara, que aparentemente sexuais, vão mais além da paixão.

Embora um livro de forte cariz sexual, Escravos do Amor apresenta-se como uma leitura ávida e acima de tudo, sem qualquer tabu, para os fãs do erótico. Extremamente gráfico, explanando práticas sexuais deveras ousadas, é um livro que recomendo às fãs do género, embora menos preconceituosas.
Eu, pessoalmente, gostei muito e fiquei extremamente ansiosa em ler Escravos da Paixão.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Henning Mankell - Um Homem Inquieto [Opinião]

Sob a chancela da Editorial Presença, chega-nos o título mais recente da série Wallander do famigerado autor sueco Henning Mankell, intitulado Um Homem Inquieto. Um título que se adequa perfeitamente ao conteúdo narrado. Afinal de contas, esta trama relata o súbito desaparecimento de Håkan von Enke, um homem algo agitado quando revela alguns factos passados no dia do seu 75º aniversário. A conversa, em jeito de uma subtil confissão não formulada, fica pendente até que o homem subitamente desaparece.

Este é um livro que se fundamenta num aspecto que eu normalmente não costumo procurar nos livros (e daí nunca ter lido nada de John Le Carré, por exemplo): conspiração a nível político. Há um flashback que remota à quase duas décadas, incidindo no assassinato do primeiro ministro sueco Olof Palme, reflectindo o panorama político na Suécia nos anos 80. A temática é complexa quando se reúnem factos sobre Guerra Fria, associando espionagem e a tensão entre países nesta época.
É portanto uma história bastante interessante, nomeadamente para os apreciadores de História Contemporânea.

Para equilibrar uma temática de foro tão pesado como a referida acima, a narrativa baseia-se muito na vida de pessoal de Wallander. Como li apenas os dois primeiros livros, Assassino sem Rosto e Cães de Riga, tive a sensação que muito se passou entretanto e senti-me completamente alheia a uma série de aspectos da vivência do detective protagonista. Quando o "conheci" ele estaria na casa dos quarenta, separado de Mona, com sérias divergências com o pai senil e a filha adolescente. Aliás, Linda Wallander, a sua filha, tem um papel muito activo na presente trama, se tiver em conta a minha (reduzida) experiência nas obras do autor.

Com 60 anos e cada vez mais perto da morte, este é um Wallander que eu desconhecia completamente: um homem nostálgico e sistematicamente confrontado na trama com as várias experiências que enriqueceram a sua vida. Sim, refiro-me à vida pessoal com Mona e depois mais tarde em Riga com Bieba Liepa. Magistrais lições de vida advêm desta personagem, através de muitas reflexões em conjunto com Wallander.
Há muitos flashbacks decorrentes desta altura o que causam um despertar de sentimentos já muito adormecidos num revivalismo do passado. O que contradiz com os episódios pontuais de amnésia, inexplicáveis à partida, que Wallander tem ao longo da história.
É portanto uma trama com uma carga dramática muito intensa, oscilando entre o término: a morte, e os ensinamentos da vida no que concerne a relações pessoais que balança um lado de espionagem ao mais alto nível.

O desfecho foi para mim muito emocionante, mas ao mesmo tempo deixou-me tão nostálgica quanto o próprio Wallander nesta história. Desconheço se a intenção de Mankell é fechar definitivamente a saga da personagem, mas tudo leva-me a crer que doravante, as tramas policiais do autor terão principal enfoque na sua filha, Linda, que enveredou pela carreira de polícia à semelhança do seu pai. Mankell será sempre uma personagem chave no mundo da investigação policial nórdica, e como tal irei voltar em breve às suas obras.



sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Olivia Darko - O Filho de Ninguém [Divulgação de Autor]


Sinopse: Justino viveu isolado do mundo os primeiros 26 anos da sua vida, tendo apenas a mãe por companhia.
Quando faz a transição para a vida em sociedade, os lapsos de memória que sempre o tinham acompanhado recomeçam, mais fortes e menos espaçados, e assaltam-no memórias de vivências que não tem a certeza de serem reais, mas que se tornam cada vez mais vívidas e perturbadoras.
A aproximação de uma mulher, Sofia, provoca um turbilhão de emoções contraditórias que o conduzem a um caminho sem retorno, e o único fim possível acaba por ser a descoberta da terrível verdade que estava enterrada no seu subconsciente.

Sobre a autora: Olivia Darko é o pseudónimo de Débora Afonso, nascida em 1977 na cidade do Funchal.
Filha de actores de teatro, desde muito cedo esteve em contacto com o mundo das artes, nas suas diversas formas. A paixão por livros vem desde sempre, e a partir da adolescência focou-se principalmente no género policial, por influência de escritores como Conan Doyle, Rex Stout e Ruth Rendell.
Ainda durante a adolescência, teve algumas incursões na área da música e da televisão mas acabou por seguir a área das ciências, sendo licenciada em Química.
A par com a leitura, os seus principais hobbies são o cinema e, muito especialmente, passar todo o tempo disponível com a filha de dois anos.
“O filho de ninguém” é a sua primeira experiência literária.

Mais informações no Facebook da autora aqui


segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Cheryl Holt - Entrega Total [Opinião]

Depois de ter lido a trilogia de Grey, confesso que o meu interesse pelo género Romance Sensual disparou. E ler um livro destes, é indiscutivelmente a melhor forma de descansar das exigentes leituras que caracterizam o meu género de eleição.

Em Inglaterra de 1812, Lady Sarah Compton tem consciência que a família está arruinada. Embora filha de um falecido conde,o irmão de Sarah, Hugh, perdeu o dote em resposta aos seus vícios. Precisando de mais dinheiro para sustentar o seu modo de vida, Hugh exige a Sarah um marido rico. Mas Sarah decide passar umas férias na casa da sua amiga Pamela. É neste cenário que decorre uma festa repleta de luxúria e ela conhece Michael Stevens, um homem que irá abalar a sua vida, fazendo-a embarcar numa aventura extremamente sensual.

O que me fascinou logo à partida, foi o ambiente histórico em que se insere a narrativa. 
Confesso que aquele ambiente de época com uma compartição bem diferenciada dos vários estratos sociais aliado às formas de pensar e até aos vestuários, sobretudo os femininos, me cativam muito. Sobretudo no século XIX, em que as mulheres da alta sociedade envergam aqueles vestidos lindíssimos compridos com espartilho.
Haverá melhor cenário para uma história de amor? Sim, porque apesar de ter um conceito muito diferente de amor, esta é inevitavelmente uma história romântica. Com muitas passagens sobre os actos físicos que advêm da paixão.
Pessoalmente sobre estas, e tendo apenas como comparação a escrita de E.L. James (ainda sou muito verdinha neste estilo de livros), gostei muito mais. Achei-as igualmente empolgantes, até um pouco embaraçosas para quem é tímido mas melhor escritas, de forma mais madura talvez. Apenas não gostei do nome dado ao órgão feminino (não pretendo fazer spoilers mas Holt dirigia-se constantemente a este como gruta. Terá a autora, alguma pretensão em ser espeleóloga?)

Não só o cariz sexual patente em grande parte da narrativa, Holt aborda as temáticas de conspiração (ainda que aqui assuma pequenas proporções), e outros valores imorais como a traição ou promiscuidade de relações efémeras que se caracterizam fundamentalmente pelos actos sexuais sem compromisso logo no primeiro cenário apresentado.

Cheryl Holt reúne então um leque de personagens diferentes. O personagem masculino é deveras sensual mas tem um lado muito presunçoso. A sua virilidade leva-o na busca de inúmeras aventuras. Porém quando conhece Sarah, inexplicavelmente, há um súbito interesse em protegê-la daquele ambiente promíscuo onde imperam orgias e bacanais dos mais variados tipos. Ele irá incitar Sarah nas vais vertentes sexuais, de uma sensualidade imensa.
Ao longo da leitura denotei que Michael terá sido figurante na anterior obra de Holt, Ligações Perigosas, ao que é mencionado o seu irmão e a esposa. Calculo portanto, que o casal terá tido uma aventura deste estilo, antes de se comprometer. Fiquei extremamente curiosa em conhecer a história de ambos.
E embora este seja um romance, há um vilão, Hugh, que é irmão de Sarah. As suas más intenções espelham-se desde o início do romance e decorre de uma vida de vícios, tornando-o um burguês em decadência.
Por sua vez, adorei a personagem feminina, Sarah Compton, cuja evolução é notória. Desde virgem curiosa, alheada a tantos aspectos sobre a sexualidade até à atitude determinada que ela tem no desfecho do livro, e que me deixou boquiaberta. Daí que a extrema inocência inicial de Sarah tenha um impacto em mim, quase como humorístico. Ela desconhece aspectos básicos da sexualidade, o que entendo perfeitamente, pois tenho consciência que no século XIX o acesso à informação era muito restrito. Por outro lado ela faz muito bem a ponte daquilo que é o conhecimento masculino (que desde cedo frequentam os mais finos bordéis para se instruírem nas artes do amor) face ao saber feminino, que em camadas mais superiores, se reduzia à experiência no casamento.

Este foi o primeiro livro que li da autora, e tive que comprar os anteriores tal era a minha curiosidade relativamente a Cheryl Holt. Claramente destinado a um público feminino, este é um livro que fará com que saia da sua rotina, envolvendo-a num contexto histórico embebido de luxúria. O conselho que eu dou em resposta a este livro: apimente e atreva-se!


Passatempo de Natal: Menina dos Policiais

Estamos em Dezembro e o Natal aproxima-se a passos largos. Confesso que adoro a época natalícia, e como tal, gostaria de premiar um(a) seguidor(a) aqui do blogue.

Muitos de vós não sabem, mas eu tenho um outro passatempo para além dos livros. Sou, aquilo que podem chamar de artesã. Embora seja um hobbie ultimamente mais esquecido, lembrei-me que poderia oferecer um conjunto elaborado por mim para brindar áquelas que como eu, adoram livros e bijuteria.

Assim, escolhi da minha biblioteca um título repetido mas de excelente leitura: um livro de uma das minhas autoras favoritas no que concerne a policiais, Mary Higgins Clark.
Da minha caixa de produtos finais saltou este marcador de livro em formato de golfinho.

 
Como sei que qualquer uma de nós gosta de se perder num bom livro sem ligar aos horários, ainda junto ao pack este relógio. Para usar ao pescoço, é a forma ideal de controlar as horas que se lêem... Como desconheço a identidade da vencedora, mantive-me na linha da simplicidade. Público masculino, não se acanhem de participar, quiçá ganhem um presente para oferecer à mãe, tia, prima, amiga, namorada ou esposa...


 Em detalhe, é assim (espero que gostem de mochos, eu adoro!)


Gostaram? Agora para participar é muito simples.
Basta serem seguidores do blogue ou fazerem gosto na página de facebook e responder ao formulário. Findo o passatempo, entrarei em contacto com o(a) vencedor(a), para pedir a morada e proceder ao envio por CTT. O passatempo decorre desde dia 3 de Dezembro e termina às 23h59 do dia 16 de Dezembro.

Resta-me desejar boa sorte!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Divulgação de autor: Vasco Ricardo - O Diplomata


Depois do sucesso de "A Trama da Estrela", Vasco Ricardo apresenta-nos mais um thriller, com todos os ingredientes que um bom thriller deve ter! O tão esperado: "O Diplomata"

Sinopse: Gabriel é um político norte-americano de topo que possui uma família perfeita e uma reputação imaculada. Contudo, por detrás da sua figura exemplar, um outro homem emerge. Violento, frio e calculista, Gabriel parte em busca de algo e não parará enquanto não for bem-sucedido.

"...E quando já ninguém chorava, dei por mim a verter lágrimas que cheiravam e sabiam a sangue..."


O autor irá apresentar o seu novo thriller já no próximo dia 6.


Podem ver o booktrailer aqui.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Passatempo Editorial Presença: Henning Mankell - Um Homem Inquieto [Resultado]


Com a preciosa colaboração da Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar deste livro, Um Homem Inquieto, para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 218 participações, das quais 213 válidas, as respostas correctas eram:

1. A que colecção pertence Um Homem Inquieto? O Fio da Navalha.
2. Que cargo tinha Håkan von Enke? Ele era um antigo oficial da Marinha.
3.Quantos anos tem o episódio da carreira de Håkan von Enke que parece estar envolto em mistério? Quase 30 anos.
4. Qual é a nacionalidade do autor Henning Mankell? Sueca

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

199 - Bruna Cunha (Rio Maior)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos! 


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Janet Evanovich - Perseguição Escaldante [Opinião]

Apesar de Janet Evanovich contar com dois livros já publicados em Portugal, foi com Perseguição Escaldante que me estreei com a autora. Este livro, tratando-se do 17º de uma série, deixo um apelo para que a TopSeller, considere a publicação desta saga protagonizada por Stephanie Plum, a partir do primeiro livro. Pois Janet Evanovich acaba de ganhar mais uma seguidora, eu própria, e com o decorrer desta opinião irão perceber porquê. 

Stephanie Plum depara-se com uma enchente de cadáveres, alguns deles com mensagens alusivas à sua pessoa. Sendo ela uma caça recompensas, é motivo mais que suficiente para ser alvo de ameaças. Nisto, a família quer juntá-la com Dave. Mas Steph já tem a sua vida amorosa mais que satisfatória com as presenças constantes de Ranger e Morelli...

Como anteriormente referi, este livro está muito adiantado se tivermos em conta o início da série. Ainda assim, penso que não haja dificuldade no que conta ao conhecimento do historial da protagonista, Stephanie Plum. Esta tem uma profissão muito peculiar, ela é uma cobradora de cauções. A sua vida amorosa é extremamente preenchida com dois namorados e é tão querida como destrambelhada. E ninguém melhor que Lula para emparelhar com Stephanie. Adorei-a tanto quanto a protagonista, pois envolve-se em situações tão caricatas quanto a própria da Stephanie.
Além disso, a cobradora de cauções tem uma família, no mínimo insólita, os pais estão desertos que ela se volte a casar (ela já foi casada mas sabe-se pouquíssimos pormenores sobre o seu casamento e a razão pela qual terminou) e a avó Mazel é extremamente engraçada, tecendo comentários que fazem jus à sua pessoa.

Para o volume número 17 de uma série, penso que a autora geriu bem a informação, embora tenha resumido muito certos factos sobre a protagonista. Mas vendo bem até concordo: se você fosse assíduo/a desta série, certamente seria a 17ª vez que iria ler sobre Stephanie e então iria achar que Evanovich seria um pouco repetitiva.

A autora relata as aventuras de Stephanie, na primeira pessoa, sob a perspectiva da nossa protagonista, o que afunila a empatia com a personagem. Gostei da forma como a autora relativiza momentos de maior tensão, munindo-os de algum humor. Algumas das passagens são tão hilariantes que eu ri-me literalmente a bandeiras despregadas. Nunca esquecerei os episódios relacionados com Merlin Brown e outras passagens de conteúdo altamente cómico. Alguns destes fogem um pouco à realidade, debruçando-se sobre elementos tão figurativos como um urso dançarino ou um vampiro de meia idade.
A componente policial está lá, mas os episódios são tão engraçados, que acabamos por ter uma despreocupação face à investigação, se formos a comparar com as demais obras da literatura policial. E eu senti-me genuinamente surpreendida com a revelação da identidade do assassino, apesar de, agora que penso nisso, ser relativamente óbvia. O desfecho então indica que haverá mais aventuras de Plum pela frente.

Estou francamente deliciada com a editora TopSeller, que se estreou no mercado com dois grandes livros, que tive a oportunidade de ler. Embora de cariz muito diferente, Alex Cross esteve à altura de um grande policial mais ortodoxo e agora este, mais leve e descontraído, constituindo igualmente um excelente momento de leitura.

Se os vossos receios em ler este livro se prendem com o facto de ser o 17º de uma série, os mesmos são infundados: a história é perfeitamente perceptível e deliciosa! Não tenho qualquer dúvida de que o meu caro seguidor irá rir e deliciar-se com Stephanie Plum.
Reconheço que fiquei com uma excessiva vontade de comprar os velhinhos Fio da Navalha da Editorial Presença da autora (Por um Fio e Dinheiro Sujo). Sabendo de antemão que nenhum destes iniciou a saga de Stephanie Plum, tive necessidade de ver a adaptação cinematográfica do primeiro: One For The Money. Desconheço se será fiel ao livro, mas reconheço que gostei muito do filme e desmistificou os inícios das relações entre Stephanie com Morelli, Ranger e até mesmo Lula.
Para os mais cépticos, esta combinação de humor com policial é deveras explosiva. Para as conjunturas actuais nada melhor que um livro descontraído e ao mesmo tempo obediente aos crimes e às investigações policiais. Por isso, recomendo vivamente Perseguição Escaldante. Adorei e estou ansiosa por ler mais desta autora!



Divulgação Editorial ASA: Lee Child - Jack Reacher, 61 Horas


Sinopse: Uma violenta tempestade de neve e um acidente com um autocarro turístico fazem com que Reacher vá parar ao meio do Dakota do Sul - desprevenido. 
Para a tempestade, claro está. Mas está pronto, como só ele consegue estar, a arriscar a vida para proteger uma corajosa testemunha. Se ela quiser viver o suficiente para testemunhar, vai precisar da ajuda dele. Um assassino dirige-se diretamente a ela e está prestes a chegar à cidade... Ou até talvez já lá esteja...

Nas livrarias a 26 de Novembro.