quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Lisa Gardner - A Hora da Morte [Opinião]


Sinopse: "O que farás quando o tempo chegar ao fim?"
Dia após dia, esperava que o primeiro cadáver fosse descoberto - um corpo contendo todas as pistas de que os detectives precisavam para encontrar a segunda vítima, que agardava uma morte lenta, mas certa. 
As horas passavam - o salvamento era possível, mas a polícia nunca chegou a tempo. Passaram-se anos, porém, para este assassino o tempo parara. 
Quando uma vaga de calor se abate sobre a região, o jogo recomeça. Duas raparigas desaparecem - e as horas continuam a passar. A agente do FBI Kimberly Quincy sabe que terá de infringir algumas regras para vencer um criminoso cruel no jogo que ele aperfeiçoou. A hora da morte chegou.

Opinião: A Hora da Morte é o quarto livro protagonizado por Quincy e Rainie. No entanto estas personagens vão sendo secundarizadas à medida que Kimberly, a filha de Quincy, se destaca.  É esta que será a força motriz na investigação da história, em conjunto com Mac McCormack.

Em todos os livros da autora, denota-se uma certa morbidez na formulação do serial killer e em A Hora da Morte, verifica-se o mesmo. As jovens raparigas são raptadas aos pares e se uma é imediatamente morta, a outra é levada para um local onde se depara com uma lenta e dolorosa morte. O ritmo de A Hora da Morte é intenso, sensação conseguida às custas das corridas contra o tempo para encontrar as vítimas antes de morrer. Em especial, a situação do último par de vítimas, concretamente a jovem Tina, que se definha. Mac e Kimberly buscam incessantemente a jovem, com base nas provas que foram deixadas.
Gardner consegue recriar um ambiente aterrador e um apelo à sobrevivência verossímil. Senti-me tensa, especialmente ao ler as passagens de Tina, com ânsias que a jovem conseguisse sair sã e salva.
Tal como o modus operandi sugere, a autora formula, uma vez mais, um psicopata extremamente mórbido. Apesar da sua identidade ser uma incógnita até ao final, apreciei e muito o perfil psicológico que foi-se desenhando ao longo da história.

Como tem sido hábito, a autora introduz uma parte romântica na narrativa. Há efectivamente um casal assumido: Rainie e Quincy. Contudo, Kimberly mostra grande empatia com McCormack. As cenas mais quentes entre estes são atenuadas pela componente thriller, que é claramente predominante.
Kimberly aparecera outrora na literatura da autora, em particular e com grande destaque no livro anterior, A Vingança de Olhos Negros, conferindo assim uma familiaridade ao leitor. Por mim falo que já sentia uma empatia pela personagem e foi agradável revê-la bem como a Rainie e Quincy. Estes surgem na história, trazendo algo de novo, um dilema nas suas vidas. Este não terá solução no presente livro e o leitor fica naturalmente curioso em ler o livro seguinte, Desaparecida.

Penso que já terei dito mas volto a reforçar, Lisa Gardner é uma autora de grande qualidade. Desde que li Diz Adeus, senti curiosidade em ler as restantes obras e estas não me têm desiludido. Antes pelo contrário,  estas prometem leituras empolgantes e surpreendentes e a presente não é excepção. Recomendo A Hora da Morte, bem como a restante saga de Quincy e Rainie.


Lisa Ballantyne - O Culpado [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 28 Fevereiro 2014

               Titulo Original: The Guilty One
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 384

A 28 de fevereiro, a Porto Editora publica O Culpado, o romance de estreia de Lisa Ballantyne, obra muitíssimo bem-sucedida e elogiada a nível internacional. Joyce Carol Oates, por exemplo, considera que «Lisa Ballantyne escreveu um romance de estreia tão emotivo como cheio de suspense, rico em detalhes, mas com a misteriosa simplicidade de uma parábola».

Disputado pelas maiores editoras europeias, O Culpado foi sensação na Feira do Livro de Frankfurt, tendo os respetivos direitos sido comprados por chancelas de 25 países. No Reino Unido, já se venderam mais de 125 mil exemplares desta obra que possui uma forte componente psicológica, sendo simultaneamente perturbadora e envolvente.

Sinopse: Daniel Hunter é um experiente advogado londrino que dedicou anos da sua vida a defender causas perdidas. No entanto, a sua vida altera-se quando conhece Sebastian, um jovem de onze anos acusado de matar Ben, de apenas oito, com quem brincava no parque pouco antes do assassinato.
À medida que vai conhecendo a difícil vida familiar de Sebastian, o advogado recorda-se da sua própria infância, passada em casas de acolhimento, e de Minnie, a mulher que o adotou e salvou com o seu amor, até que também ela o traiu, causando-lhe tanto sofrimento que Daniel a afastou para sempre da sua vida. Qual terá sido o crime de Minnie, para que a evitasse durante quinze anos? E poderá a forte empatia que sente com Sebastian fazê-lo questionar tudo aquilo em que acreditara até então? Para Daniel, chegou a altura de se confrontar com os fantasmas do passado.

Sobre a autora: Lisa Ballantyne nasceu em Armadale, na Escócia, e estudou Literatura Inglesa na Universidade de St. Andrews. Trabalhou durante vários anos na China, na área do desenvolvimento internacional, educação e mais recentemente para pequenas revistas chinesas e inglesas. Regressou ao Reino Unido em 2002. Trabalha atualmente na Universidade de Glasgow. Este é o seu primeiro livro. 


Caroline Graham - Morte em Palco [Divulgação Editorial ASA]


Data de publicação: 18 Março 2014

               Titulo Original: Death of a Hollow Man
               Colecção: Crime à Hora do Chá #4
               Preço com IVA: 14,90€
               Páginas: 368
               ISBN: 9789892325606

Sinopse: Todos os atores adoram um bom drama e os membros da Causton Amateur Dramatic Society não fogem à regra. Românticas cenas de amor, momentos de ciúme e desespero, reconciliações operáticas, egos em fúria… as emoções estão ao rubro nesta produção amadora da peça Amadeus. Todavia, até as mentes mais criativas têm de admitir que assassinar o protagonista em palco é um pouco excessivo. Felizmente, o inspetor Tom Barnaby está na plateia e assume o controlo da situação. Da ex-mulher ressabiada a inesperados amantes secretos e atores invejosos, não lhe faltam suspeitos. O que parece faltar-lhe, sim, é objetividade. O bom inspetor conhece perfeitamente todos os envolvidos, são seus vizinhos e amigos, e por isso mesmo, conseguirá ver quem eles realmente são?

Imprensa:
«Um livro que Agatha Christie se orgulharia de ter escrito.»
The Times

«Um policial exemplar.»
Literary Review

Anteriormente publicado:
Opinião AQUI




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Marie Lu - Legend [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Rendida às distopias, foi com grande entusiasmo que aguardei pela publicação de Legend, um livro para os fãs d´Os Jogos da Fome. Um livro que, finda a leitura, superou as minhas expectativas. 
Ao contrário de certas distopias em que durante a sua leitura era inevitável tecer semelhanças com o afamado Jogos de Fome, em Legend posso já garantir que o mesmo não acontece. À medida que percorria as páginas de Legend afigurou-se-me sim, uma semelhança com a bela história de amor Romeu e Julieta, embora passado em cenário futurista.  
O que dificulta o romance entre Day e June são as diferenças sociais, sendo que June pertence a uma classe mais alta. Day é o criminoso mais procurado na República.

Apesar das diferenças vertiginosas das duas personagens, é certo que o leitor facilmente nutre empatia por ambas. Legend é narrado sob a perspectiva das duas personagens, em capítulos curtos, mantendo o leitor informado sob os dois (diferentes) pontos de vista.
Uma outra particularidade do género é a forma como a distopia expõe as vulnerabilidades do sistema social e o mais desprotegido. Em Legend, a autora debruça-se de igual forma sobre ambas as personagens. Um outro ponto forte reside precisamente na concepção das mesmas. A autora soube diferenciar os seus carácteres praticamente antagónicos bem como as suas percepções perante a realidade. Day é um criminoso que luta pela sociedade renegada. Representa uma parte muito humanitária, contrastando com a personalidade de June, inicialmente autoritária, característica mais usual na prática militar. 
Embora com características tão díspares, juntos têm uma química, facilmente transponível para o leitor.

Em linhas gerais, a concepção da sociedade distópica em Los Angeles tem alicerces sobre uma organização diferente: as pessoas vivem na República que corresponde à actual Costa Leste dos EUA. São explorados os extremos da sociedade: as pessoas em que vivem nos bairros tipo favelas, em situação de grande pobreza e expostos a pestes ou as pessoas que usufruem de melhor qualidade de vida, servindo serviço militar à República. O alcance de uma melhor condição de vida é feito através de um exame escrito, como se faz na faculdade. 

Este é um romance que contempla poucas personagens, o que permite um elevado nível de detalhe em torno de Day e June. Além disso, o enredo é relativamente linear e previsível. 
Ainda assim gostei muito. Na minha opinião, esta história proporcionará um excelente momento de leitura. Mistura uma história de amor quase proibida, com muita acção e uns laivos de thriller, não deixando de contemplar uma lição sobre vingança.
Finda a leitura chego à conclusão que poderia haver uma continuação. Espero que assim seja, este livro deixou-me a desejar por mais!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Sandra Brown - Tornado [Divulgação Editorial Quinta Essência]


Data de publicação: 18 Março 2014

               Titulo Original: Low Pressure
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 484
               ISBN: 9789897261121

Sinopse: Bellamy Lyston tinha apenas doze anos quando a irmã mais velha, Susan, foi morta num dia de feriado tempestuoso em finais de Maio.
Atualmente, dezoito anos mais tarde, Bellamy escreveu um livro de grande sucesso que se baseia no assassínio de Susan. Uma vez que o livro se tinha inspirado no trágico acontecimento que continua a amargurar a sua família, ela decidiu publicá-lo sob um pseudónimo, a fim de os proteger de uma publicidade indesejada. Mas quando um repórter oportunista descobre que o livro é baseado em factos verídicos, a identidade de Bellamy é revelada a par do escândalo da família. Além disso, Bellamy torna-se alvo de alguém sem escrúpulos que, ou por querer que a verdade subjacente ao assassinato de Susan continue por desvendar ou, ainda mais ameaçador, por estar determinado a vingar-se por um homem acusado e condenado injustamente. 
Para poder identificar quem anda a assediá-la, Bellamy vê-se confrontada com os fantasmas do seu passado, entre os quais se inclui Dent Carter, o namorado instável e irresponsável de Susan - um dos primeiros suspeitos de ter cometido o crime. Dent, com esta e outras máculas no seu passado, está firmemente decidido a limpar o seu nome, para o que precisa da memória bloqueada de Bellamy. Contudo, as suas recordações, até então bloqueadas - depois de desbloqueadas - constituem novos perigos imprevisíveis.


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Isabel Allende - O Jogo de Ripper [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 21 Fevereiro 2014

               Titulo Original: Ripper
               Tradução: Ângela Barroqueiro
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 400
               ISBN:  9789720044983

A 21 de fevereiro, chega às livrarias portuguesas O Jogo de Ripper, o novo e muitíssimo aguardado romance de Isabel Allende. A chilena é uma das escritoras mais populares do mundo, tendo já ultrapassado os 60 milhões de livros vendidos.
Autora de êxitos incontornáveis, como A casa dos espíritos, Eva Luna e Paula, Isabel Allende oferece aos leitores o primeiro policial da carreira. O sucessor de O Caderno de Maya é um romance surpreendente, narrado com a prosa única que deu fama a Isabel Allende.

Sinopse: Indiana e Amanda Jackson sempre se apoiaram uma à outra. No entanto, mãe e filha não poderiam ser mais diferentes. Indiana, uma bela terapeuta holística, valoriza a bondade e a liberdade de espírito. Há muito divorciada do pai de Amanda, resiste a comprometer-se em definitivo com qualquer um dos homens que a deseja: Alan, membro de uma família da elite de São Francisco, e Ryan, um enigmático ex-navy seal marcado pelos horrores da guerra.
Enquanto a mãe vê sempre o melhor nas pessoas, Amanda sente-se fascinada pelo lado obscuro da natureza humana. Brilhante e introvertida, a jovem é uma investigadora nata, viciada em livros policiais e em Ripper, um jogo de mistério online em que ela participa com outros adolescentes espalhados pelo mundo e com o avô, com quem mantém uma relação de estreita cumplicidade. Quando uma série de crimes ocorre em São Francisco, os membros de Ripper encontram terreno para saírem das investigações virtuais, descobrindo, bem antes da polícia, a existência de uma ligação entre os crimes. No momento em que Indiana desaparece, o caso torna-se pessoal, e Amanda tentará deslindar o mistério antes que seja demasiado tarde.


Sobre a autora: Isabel Allende nasceu em 1942 no Peru. Viveu no Chile entre 1945 e 1975, com largos períodos de residência noutros locais, na Venezuela até 1988 e, desde então, na Califórnia.
Começou por trabalhar como jornalista, no Chile e na Venezuela. Em 1982, o seu primeiro romance, A casa dos espíritos, converteu-se num dos títulos míticos da literatura latino-americana. Seguiram-se muitos outros, todos eles êxitos internacionais. A sua obra está traduzida em trinta e cinco línguas.
Em 2010, foi galardoada com o Prémio Nacional de Literatura do Chile.
Mais informações em: www.isabelallende.com e www.facebook.com/isabelallende 



segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Harlan Coben - Seis Anos Depois [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Seis Anos Depois é um livro compulsivo, tendo-o lido em apenas dois dias. Para quem está familiarizado com Harlan Coben, sabe que a fórmula é essencialmente a mesma em todos os seus livros: uma trama que se debruça sobre a turbulência na vida de uma personagem causada por segredos do passado.
Apesar de terem a mesma premissa. as novelas de Coben são stand alones, exceptuando talvez os da série protagonizada por Myron Bolitar, que pressupõe um envolvimento com a personagem principal ao longo da saga. Ainda não o li nenhum destes, confesso...
Até actualmente tinha como preferidas Desaparecido para Sempre e Falta de Provas. Seis Anos Depois vem assim juntar-se ao role dos meus favoritos.

Seis Anos Depois é mais do que um thriller, sendo também uma história de amor. O protagonista, Jake Fisher, professor de Ciência Política, ainda não esqueceu o seu amor, Natalie. Há seis anos que ela lhe pediu para se afastar, e Jake cumpriu a promessa até ao dia em que viu o marido de Natalie, Todd Sanderson, num obituário.
Apesar de uma premissa simples, foram muitas e inesperadas provações pelas quais Jake foi submetido. Em conjunto com os capítulos curtos, constituíram aspectos para uma rápida e emocionante leitura. 

É inevitável a empatia que o leitor cria com o protagonista Jake. Ele tem tanto de romântico incurável como de detective perspicaz. Ele é o narrador e como tal, mantém o leitor informado de uma panóplia de acontecimentos: desde os seus nostálgicos monólogos sobre a sua relação com Natalie onde imperam a saudade até aos tensos momentos em que ele é vítima das mais loucas perseguições.
Assim, o leitor está tão na ignorância quanto Jake no que diz respeito ao que se terá passado com Natalie. Apenas se antevê algo muito anómalo que ditou o afastamento da mulher e por consequente alterou os seus destinos em conjunto. Este é o único mistério, cuja investigação tem consequências avassaladoras e literalmente, nada é o que parece.

O personagem principal deste livro lembrou-me de certa forma David Beck, o protagonista de Não Contes a Ninguém, um livro também da autoria de Coben, editado há mais tempo pela Editorial Presença e que tive oportunidade de ver recentemente a sua adaptação cinematográfica. Desde já adianto que este livro, Seis Anos, será também adaptado em cinema, estando o papel de Jake atribuído a Hugh Jackman. 

Em suma, Seis Anos Depois afigura-se uma trama repleta de segredos e revelações inesperadas em circunstâncias misteriosas, num ritmo vertiginoso. Uma verdadeira história de amor em forma de thriller, Seis Anos Depois é um livro que não deixo de recomendar.
Harlan Coben é definitivamente o mestre dos thrillers.

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
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Richard Zimler - A Sentinela [Opinião]


Sinopse: 6 de julho de 2012. Henrique Monroe, inspetor-chefe da Polícia Judiciária, é chamado a um luxuoso palacete de Lisboa para investigar o homicídio de Pedro Coutinho, um abastado construtor civil. Depois de interrogar a filha da vítima, Monroe começa a acreditar que Coutinho foi assassinado ao tentar defender a perturbada adolescente do violento assédio sexual de algum amigo da família. Ao mesmo tempo, uma pen que o inspetor descobre escondida na biblioteca da casa contém alguns ficheiros com indícios de que a vítima poderá também ter sido silenciada por um dos políticos implicados na rede de corrupção que o industrial montara para conseguir os seus contratos.
Tendo como pano de fundo o Portugal contemporâneo, um país traído por uma elite política corrupta, que sofre sob o peso dos seus próprios erros históricos, Richard Zimler criou um intrigante policial psicológico, com uma figura central que se debate com os seus demónios pessoais ao mesmo tempo que tenta deslindar um caso que irá abalar para sempre os muros da sua própria identidade.

Opinião: Este livro é simplesmente magnífico! Tanto que, após a sua leitura, não consegui ler nada durante uns dias (será a chamada ressaca literária?)

Estive na apresentação do livro na livraria Barata da Avenida de Roma no passado dia 29 de Janeiro e constatei que Richard Zimler é de uma simplicidade e simpatia indescritíveis. Tal como o imenso talento, que denotara já em À Procura de Sana e que confirmo ao ler A Sentinela.


O presente livro é um policial extremamente invulgar devido sobretudo ao protagonista, o inspector chefe Henrique Monroe. Reticente em revelar algum spoiler, posso apenas adiantar que este teve uma infância conturbada, o que desencadeou em adulto, uma faceta tão intuitiva como perturbadora. A componente psicológica é assim, de uma importância fulcral na trama.

Atrevo-me a dizer que este é um dos raros livros que a investigação criminal é tão interessante quanto o desenvolvimento da complexa personagem Henrique Monroe. Este terá vindo para Portugal com catorze anos com o seu irmão Ernie, para escapar a uma vida que, embora ainda curta, fora repleta de maus tratos.
A par de uma história pessoal tão complicada que definitivamente condicionou Monroe como adulto, este vê-se a braços com uma delicada investigação: um empresário com contactos na política é encontrado morto.
Uma interessante curiosidade foi a forma como Zimler não se coibiu nos pormenores de cariz mais real, enunciando o nome de quatro ministros que ficcionalmente constam da agenda de contactos de Coutinho. Um outro factor verossímil desta trama é o pano de fundo contemporâneo: a crise que assola Portugal actualmente e a dificuldade que as pessoas têm perante os sucessivos cortes de ordenado. Mais do que isso, a trama expõe a corrupção e os abusos de poder nas altas esferas políticas.

A morte de Pedro Coutinho traz aliada uma série de constatações que vão além do tráfico de influências e que se prendem com a sua vida pessoal e familiar, implicando a sua filha menor Sandra. Ao longo da trama é crescente a tensão e o choque é palpável à medida que nos entranhamos no tema dos abusos sexuais de menores, temática que me é desconfortável, por mais policiais que leia.

Como já referi, há uma componente pessoal muito intensa no presente romance. Se por um lado mostra um lado negro com violência que marcou a infância de Monroe, por outro há uma vida familiar plena e deveras esmiuçada. Henrique é casado com Ana e tem dois filhos. A intimidade do casal é demasiado reveladora, expondo até alguns momentos da sua sexualidade. Não deixa de ser curiosa a relação de Henrique com Ana, que, apesar de manter ocultos segredos relativos à juventude, é repleta de uma confiança inabalável.
Henrique Monroe é um pai devoto e é extremamente agradável a sua interacção com os filhos.

Fico agradada quando leio um policial que ocorra na linda cidade de Lisboa. Sem ter que sair de casa, viajei pelas ruas de Lisboa, junto de Henrique Monroe. E neste aspecto, o livro está extremamente sensorial, quase como uma fotografia dinâmica na região alfacinha.

Finda a leitura, gerou-se um momento de reflexão que me impediu começar nova leitura. O livro mexeu comigo, sobretudo pela forma como tratou temas tão delicados como pelo desfecho, ilustrativo dos malditos vícios da sociedade que tardam em morrer.
Sem margem para dúvidas, estamos perante um excelente livro policial, o qual classifiquei com a classificação máxima de 5 estrelas no Goodreads. Apesar de estarmos apenas em Fevereiro, atrevo-me a dizer que A Sentinela é dos melhores livros que li este ano, senão um dos melhores que alguma vez li.
Este sim, imperdível!


segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Asa Larsson - Quando A Tua Ira Passar [Divulgação Editorial Planeta]


Data de publicação: 5 Fevereiro 2014

               Titulo Original: Till dess din vrede upphör
               Preço com IVA: 18,85€
               Páginas: 312
               ISBN:  9789896574789

Aurora Boreal, Sangue Derramado e A Senda Obscura, os seus anteriores romances, foram um êxito de vendas aclamado pela crítica.
O primeiro livro da série vendeu mais de 1 000 000 de exemplares na Suécia.

A série de Rebecka Martinsson foi incluída na lista das Top Mysteries Every Woman Should Read da famosa apresentadora norte-americana Oprah Winfrey, que se referiu à protagonista da série como uma «brilhante e credível detective feminina».

Este novo livro é baseado em factos reais de colaboradores nazis em Kiruna e num segredo que hoje em dia as autoridades não querem que venha a público. Um tema muito oportuno, sobretudo numa altura em que a extrema-direita está a ganhar influência na Europa e é uma ameaça nos
países nórdicos.

Sinopse: Wilma e Simon são dois jovens apaixonados que decidiram mergulhar no lago gelado de Vittangijärvi, no norte da Suécia, em busca dos destroços de um avião alemão desaparecido em 1943.
Enquanto mergulham, alguém corta a corda de segurança de Wilma e tapa o orifício de saída no gelo. Não têm como escapar. Quando a Primavera se aproxima do norte da Suécia, o corpo de Wilma emerge das águas do rio Torneälven. Ao mesmo tempo, uma figura fantasmagórica aparece nos sonhos de Rebecka Martinsson, a reputada advogada de Kiruna. Será o fantasma do corpo que apareceu no rio? Com a inspectora da polícia Anna-Maria, Rebecka envolve-se num enigma que desperta antigos rumores de colaboradores nazis em Kiruna, um lugar onde a vergonha e o segredo controlam as recordações da guerra.
Além disso, um assassino está disposto a continuar a matar de modo a manter o passado enterrado para sempre debaixo do gelo e da neve.

Sobre a autora: Åsa Larsson nasceu em Kiruna em 1966; actualmente vive em Mariefred.
Estudou Direito em Uppsala e, tal como a sua personagem Rebecka Martinsson, exerceu durante uns tempos como advogada de direito fiscal. Em 2003 publicou o romance Aurora Boreal, e foi-lhe atribuído o Prémio da Associação de Escritores Suecos de Romance Policial para o Melhor Primeiro Romance, sendo adaptado ao cinema. Sangue Derramado também foi galardoado com o Prémio para o Melhor Romance Policial Negro Sueco, assim como A Senda Obscura (2006), ambos publicados pela Planeta.
Os seus livros têm sido um êxito imediato, obtendo o elogio da crítica e dos leitores nos vários países, sendo já considerada uma das mais importantes representantes do policial escandinavo


Imprensa:
«Diferente da maioria de policiais. Uma narradora superlativa.»
The Independent


 «Åsa Larsson possui uma assombrosa e fantástica capacidade para criar cenas capazes de deixar o leitor sem fôlego.»
Washington Post


«No seu novo romance, Åsa Larsson demonstra mais uma vez que é uma narradora segura e bem informada do isolamento sueco. Ninguém como ela consegue fazer com que a linguagem se ilumine de novo.»
Dagens Nyheter


 

Passatempo Editorial Presença: Harlan Coben - Seis Anos Depois [Resultado]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar de Seis Anos Depois de Harlan Coben para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 218 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. O livro "Seis Anos Depois" vai ser adaptado para o cinema. Verdadeiro
2. Passaram seis anos desde que Jake Fisher assistiu a que evento? Casamento
3. Quem é Natalie? O amor da vida de Jake Fisher ou esposa de Todd Sanderson.
4. Harlan Coben foi o primeiro autor a vencer três prémios mais prestigiados da literatura policial nos EUA. Quais são? o Edgar Award, o Shamus Award e o Anthony Award 

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, a vencedora é:

182 - Juliana Ferreira (Viana do Castelo)

Parabéns à vencedora!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
Para comprar Seis Anos Depois, clique aqui.