segunda-feira, 19 de maio de 2014

Donato Carrisi - A Hipótese do Mal [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Em 2010, nos primórdios do blogue, vários posters alusivos a um novo livro denominado Sopro do Mal invadiram a cidade de Lisboa. Claro que um marketing tão convincente foi fundamental para que comprasse o livro e funda a sua leitura, concluí que fora um dos melhores que alguma vez li.
Quatro anos depois, centenas de leituras decorridas ainda penso na história sombria que Sopro do Mal me dera a conhecer. 
Confesso que o livro seguinte, O Tribunal das Almas, não teve o mesmo impacto que o romance de estreia de Donato Carrisi pois afinal de contas, sentira falta da protagonista carismática e amargurada Mila Vasquez. Daí que A Hipótese do Mal foi um livro que me deixou entusiasmada a partir do momento em que soube da sua publicação.

Bastaram as primeiras páginas para rapidamente embrenhar-me numa história que, segundo o próprio autor, surgiu numa troca de e-mails com alguém que num momento da sua vida, simplesmente desapareceu. Penso que é um sentimento bastante consensual. Afinal, quem é que nunca pensou, num momento mais cabisbaixo da sua vida, em desaparecer dos problemas? Nem que seja por uns momentos. Até o autor confessa que teve essa necessidade e aqui entre nós, eu também.
Confesso que esta história inicialmente deixou-me confusa pois por mais que pensasse, não encontrava uma explicação lógica para o facto de inúmeros homicídios serem levados a cabo por pessoas que estão desaparecidas há anos. Pessoas que não têm um registo como se de mortos se tratassem.
Os cenários são sombrios bem como a protagonista Mila Vasquez, que ainda assim, consegue cativar tanto o leitor. Reconheço que sobre esta lembrava-me do fundamental: que não tolera o toque dos outros e que apreciava a auto-mutilação. É uma heroína muito diferente do usual que é psicologicamente tão complexa quanto fascinante. Neste livro vemos aprofundado um pouco mais de si, da sua ligação com a filha e como esta vivencia o amor materno.

Este livro é caracterizado, desde as primeiras páginas, por uma série de imagens sangrentas que surgem num ritmo acelerado, não permitindo momentos mais morosos. Os crimes sucedem-se, acompanhados por pistas, que tornam ainda mais complexo o caso que Mila tem entre mãos. Mas conta com uma preciosa ajuda, a de Simon Berish, um polícia que outrora esteve envolvido num caso de corrupção. Um personagem que, por ter um conturbado passado, está em conformidade com a protagonista feminina.
Daí que as personagens acabam por ser tão envolventes quanto a história em si e o autor não se restringiu aos protagonistas: a profundidade emocional de cada personagem desaparecida é flagrante. Vemos aprofundado algum background das mesmas, um pouco antes de desaparecerem.

Donato Carrisi é um dos poucos autores cuja escrita é extremamente sensorial. As descrições estão pejadas de elementos aterradores e creio que é tão transponível para o leitor esta sensação de suspense, puro terror. A sensação do medo é tão intensa que se torna palpável. É de louvar quando um autor tem este efeito sobre os leitores e reconheço que, em tantos policiais e thrillers que leio, é raro sentir-me tão incomodada com a história como Carrisi me fez sentir já por três vezes.

Apesar de reconhecer uma série de características que fazem de A Hipótese do Mal um excelente policial, confesso que, devido a um recente problema familiar, fui obrigada a interromper a leitura e depois quando a retomei não consegui desligar-me da realidade. Afinal de contas, estamos perante um livro pesado, de atmosfera tensa e que confere um elevado nível de ansiedade. Consequência: o livro não me cativou tanto como acontecera em O Sopro do Mal. Pelo facto que, irei um dia mais tarde reler este livro esperando reviver a genialidade do autor.
Ainda assim e sem margem para dúvidas, A Hipótese do Mal figura na lista dos melhores livros que li este ano.

A Porto Editora já adiantou que o autor estará na Feira do Livro de Lisboa este ano. Assim que tenha mais informações divulgo pois creio que esta sessão de autógrafos é imperdível. Bem como os livros, aliás!

domingo, 18 de maio de 2014

Passatempo A.S.A. Harrison - A Mulher Silenciosa [Resultado]


Com a preciosa colaboração da editora Editorial Presença, a menina dos policiais tinha um exemplar de A Mulher Silenciosa de A.S.A. Harrison para oferecer. Desde já agradeço à editora e aos participantes que contribuíram para o sucesso deste passatempo. Com 219 participações válidas, as respostas correctas eram:

1. Há quanto tempo vivem juntos Jodi Brett e Todd Gilbert? 22
2. O apartamento do casal, em Chicago, tem vista para o: lago
3. A Mulher Silenciosa é a obra de estreia de A.S.A. Harrison. Verdadeiro
4. Que autora bestseller afirmou o seguinte sobre este livro: «Um prazer deliciosamente perverso… Adoro livros em que o desenlace não se deixa adivinhar.» ? Kate Atkinson

Note-se que este passatempo tinha uma particularidade facultativa: quem partilhasse o passatempo no Facebook, no seu mural e de forma pública, a participação era duplicada. Assim, quem participaria na posição 1 e cumprisse este requisito, participa com os números 1 e 2. O objectivo era divulgar o blogue aos amigos :)

E após um sorteio no random.org, o vencedor é:

108 - Eduardo Silva (Porto)

Parabéns ao vencedor!!! A todos os que tentaram mas não conseguiram, não desistam pois terei o maior prazer em fazer estes passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
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A.S.A Harrison - A Mulher Silenciosa [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Confesso que, ao colocar este livro na minha wishlist, estava algo céptica. A sinopse (e até mesmo a capa, com cabelos esvoaçando) sugeriam uma versão do livro Gone Girl de Gilian Flynn. Contudo, finda esta leitura, constatei que os receios eram infundados. A Mulher Silenciosa foca-se de facto num casal, embora a interacção deste, bem como o desenvolvimento da trama, assumem contornos diferentes.
Além do aspecto óbvio. a formulação de um thriller que gira em torno de um casal à partida disfuncional, denotei uma semelhança na forma como a narrativa se desenvolve, sob a forma de capítulos intercalados entre a perspectiva de Todd Gilbert e de Jodi Brett. Ainda sobre a estrutura do presente livro, no decorrer da leitura, constatei que este apresenta poucos diálogos (que na minha opinião dinamizam a leitura). Não foi por isso que esta foi mais morosa, antes pelo contrário, em dois dias o livro estava lido.

A temática abordada é a dissolução de um casamento (neste caso seria uma união de facto, que só não tem as implicações legais quando termina, ao contrário do divórcio que oferece alguma segurança no que diz respeito à separação de bens) e acima de tudo, o desespero que o final da relação pode trazer a um dos cônjugues. Aqui, qualquer um de nós em prole de salvar uma relação, pode agir para além do racional. E eu gostei de ver explorados esses limites que quase roçam a loucura.

Apesar de A Mulher Silenciosa estar catalogado como um thriller, não creio que este seja o género predominante. Diria que os primeiros dois terços do filme recaem sobre o comportamento de Todd, assumidamente infiel e as atitudes conformistas de Jodi face a estas condutas. Uma relação em que se instalou a monotonia, portanto. O caso complica quando Todd engravida Natasha Kovacs, a filha do seu melhor amigo.
Com excepção da parte final, em que se regista uma reviravolta e a polícia é obrigada a intervir, a narrativa mantém um registo dramático e ao mesmo tempo intrigante, deixando-me constantemente curiosa em saber o que viria aí.

A trama rege-se muito através do ramo da Psicologia, área na qual Jodi é expert. Ao que parece A.S.A. Harrison também o era e consegue descortinar uma série de fenómenos psicológicos traduzindo-se em passagens de conteúdo bastante interessante uma vez que também eu me interesso pela área em questão.
Gostei das personagens e do facto de não haver um vilão em concreto. Sinceramente nem consigo dizer o que gosto menos: se de homens mulherengos que nem sequer sofrem de problemas de consciência ou das mulheres que se acomodam e conformam com estas situações.

Infelizmente A.S.A. Harrison faleceu no ano passado, deixando inacabado o seu romance posterior, o que se traduz numa perda de um talento na escrita. Deixou para a posterioridade A Mulher Silenciosa, um livro indubitavelmente  bem escrito e que mantém o interesse do leitor desde o início. Apesar de especular sobre os trâmites da loucura e o racional, não deixo de apontar uma valiosa lição que está implícita no livro: a forma como os anos em vida comum podem fazer com que os elementos do casal se desleixem.

Por ter poucas páginas, não encontrei passagens supérfluas, o que se traduziu numa rápida leitura. O que me desiludiu foi o facto de não ter um ambiente noir quanto esperava. Ainda assim, gostei! 







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quinta-feira, 15 de maio de 2014

Arnaldur Indriðason - A Mulher de Verde [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Fico sempre muito satisfeita com a publicação de um policial nórdico. Por alguma razão que desconheço, estes fascinam-me e Arnaldur Indriðason, autor islandês, não é excepção. Já li todos os seus livros publicados em Portugal e gosto do desenvolvimento da série protagonizada por Erlendur Sveinsson.

Depois de publicar A Voz e O Mistério do Lago (que correspondem respectivamente aos quinto e o sexto livros protagonizados pelo inspector Erlendur) a Porto Editora publica A Mulher de Verde, o quarto desta série. Fiquei bastante satisfeita pois apesar de ser grande fã das histórias de Indriðason e do protagonista e tenciono seguir esta saga cronologicamente, embora o meu livro de estreia tenha sido o terceiro, Laços de Sangue (edição que segundo consta até está actualmente esgotada).
Mais tarde, ao ler A Voz e depois O Mistério do Lago, constatei um salto na narrativa e subitamente, os problemas que Erlendur tinha desenvolvido com os filhos, estavam, de certa forma, atenuados. Voltar atrás na história, lendo agora o quarto livro, retomo ao que havia ter conhecido em Laços de Sangue, nomeadamente sobre a personagem Eva Lind e que vai ao encontro com a primeira impressão sobre a personagem. Este livro em particular faz alusão à origem do afastamento dos filhos, algo que ainda estava por esclarecer. 
Por isso A Mulher de Verde é, para quem não consegue ler o primeiro livro em português, um bom ponto de partida para se iniciar nesta série de policiais cujo cenário é a capital islandesa, Reiquejavique.

Posto isto, e dado que estou relativamente familiarizada com a série, constatei que as investigações debruçam-se em moldes diferentes dos outros livros. Em A Mulher de Verde, de uma descoberta de ossadas que remotam a mais de cinquenta anos, surge uma arrepiante história de violência doméstica que impressiona genuinamente o leitor. Afinal de contas, o leitor não se poupa a pormenores de acontecimentos dolorosos pela qual passou uma personagem feminina com três filhos menores. Sobre ela nada sabemos, nem o seu nome, elementos facultados quase no final da narrativa. 
Ainda que o autor não distinga temporalmente as acções passadas e actuais, os cenários induzidos foram fulcrais para que o leitor discernisse os momentos em que ocorreram as subnarrativas.
Achei interessante que o autor fizesse a alusão à Segunda Guerra Mundial de uma forma pouco flagrante e bem distinta do que acontecera no livro O Mistério do Lago.

É de fácil percepção que estas ossadas estão relacionadas com o caso de violência doméstica, embora o leitor não se aperceba como. A ligação é de facto pouco explícita. Não é um livro cuja resolução do caso seja surpreendente, contudo, o que impressiona e torna-o um page turner, são os vários fragmentos de pistas que os arqueólogos detectam em conjunto com o relato extremamente impressionante dos maus tratos e a dor psicológica que estes acontecimentos trazem não só à mulher como aos filhos. Dor esta sentida também por Erlendur que tenta desesperadamente salvar a filha Eva Lind. Além da própria investigação ser cativante, a história inerente ao inspector também o é por abordar a temática da toxicodependência.

Para mim, a leitura de A Mulher de Verde foi mais do que ler um simples policial, foi também viajar para Reiquejavique contemporânea embora sempre presente a história do país. E acaba por ser este facto que distingue Indriðason de tantos outros policiais escandinavos. Sabe-se que nos tempos da Segunda Guerra Mundial, o país manteve um estatuto de neutralidade mas mais tarde a capital acabou por albergar soldados britânicos. E a ficção a partir deste facto verídico pode assumir várias formas. A Mulher de Verde é apenas uma constatação do que afirmo.
A chamada Reykjavík Murder Mysteries é uma série cativante, não só pela personagem fascinante que é Erlendur (e complexidade da interacção familiar) bem como pelas várias investigações criminais alusivas a casos únicos e originais. Eu recomendo!




segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pedro Garcia Rosado - Morte nas Trevas [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 8 Maio 2014

               Colecção: As Investigações de Gabriel Ponte #3
               Preço com IVA: 17,69€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789898626394


​ Depois de Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, os dois primeiros títulos de uma coleção que recebeu, da crítica, excelentes elogios, Pedro Garcia Rosado regressa com Morte nas Trevas (Topseller I 352 pp I 17,69€), um thriller contemporâneo e urbano.

A escrita de Pedro Garcia Rosado prova de que não só dos ventos nórdicos sopram bons policiais. Em Portugal existem excelentes autores neste género literário que tem vindo a conquistar cada vez mais leitores. E, a Topseller tem todo o prazer em continuar a promover autores como Pedro Garcia Rosado. 

Sinopse: Gabriel Ponte está finalmente decidido a dedicar-se à investigação privada, pondo fim à inatividade a que uma reforma antecipada da Polícia Judiciária o condenou.
O seu primeiro trabalho como detetive particular consiste em encontrar duas mulheres desaparecidas em Portugal, a pedido de um homem e de uma mulher de origem romena, antigos agentes da Securitate, a polícia política do ditador Ceausescu.
A sua investigação vai conduzi-lo a um confronto com um industrial romeno que cria porcos numa zona rural do concelho de Caldas da Rainha, e que esconde, afinal, segredos hediondos.
À medida que avança neste caso, que vai pôr em risco a vida da sua própria família, Gabriel Ponte recebe a ajuda inesperada de um ex-oficial do KGB e das forças especiais russas, ao mesmo tempo que se torna o alvo da atenção de um inspetor da PJ, obcecado pela justiça. 

Sobre o autor: Pedro Garcia Rosado nasceu em Lisboa, em 1955. É escritor e tradutor profissional. Foi jornalista e crítico de cinema. Morte nas Trevas surge depois de Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, os dois prime
​​iros títulos ​ da ​ ​série As Investigações de Gabriel Ponte ​.​
Desde 2004, Pedro Garcia Rosado publicou também Crimes Solitários, Ulianov e o Diabo, A Guerra de Gil (ed. Temas e Debates), O Clube de Macau (ed. Bertrand), A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo (ed. Asa).

Leia os primeiros capítulos aqui



domingo, 11 de maio de 2014

Tess Gerritsen - Lembranças Macabras [Divulgação Editorial 11x17]


Data de publicação: Maio 2014

               Titulo Original: The Keepsake 
               Tradução: Lidia Geer
               Preço com IVA: 9,00€
               Páginas: 474
               ISBN: 9789722528139

Sinopse: Quando o pessoal do Museu Crispin de Boston encontra nas suas caves uma múmia em perfeito estado de conservação, tudo indica tratar-se de um artefacto egípcio milenar, que poderá significar um novo fôlego para a instituição, cuja manutenção está em risco. Porém, quando a doutora Maura Isles analisa a múmia, apelidada de Madame X, para certificar a validade arqueológica do achado, faz uma descoberta horripilante: uma mensagem macabra que sugere que o cadáver «antiquíssimo» é afinal uma vítima de homicídio bem moderna.
Para Maura e para a detetive Jane Rizzoli, as provas forenses são inequívocas, e ao surgir um cadáver de outra mulher nas caves do museu, torna-se evidente que há um assassino à solta, inteligente e diabólico, que se diverte a provocar tanto as vítimas como a polícia. 
Quando Josephine Pulcillo, uma das arqueólogas do museu, descobre um terceiro cadáver no seu próprio carro, as peças do puzzle começam a amontoar-se… até que a própria Josephine desaparece, lançando Maura e Jane numa luta contra o tempo para tentarem salvar-lhe a vida. Conseguirão elas impedir o «assassino arqueólogo» de juntar mais uma peça à sua macabra coleção?



quinta-feira, 8 de maio de 2014

Pedro Garcia Rosado - Morte nas Trevas [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Hoje, dia 8 de Maio, é lançado o novo romance policial daquele que é conhecido como o mestre do thriller português (e eu, após seis livros seus lidos, não poderia concordar mais com esta afirmação).

Antes de mais, gostaria de endereçar os meus agradecimentos à Joana Freitas da TopSeller e ao autor, Pedro Garcia Rosado, pelo honroso convite para ler Morte nas Trevas em modo pré-estreia. Este foi o primeiro livro que li integralmente no Kobo, uma vez que continuo fiel aos livros em suporte papel.

Posto isto, e para quem não sabe, considero-me grande fã das obras do Pedro Garcia Rosado, provavelmente desde que li A Cidade do Medo, tendo acompanhado atentamente a trilogia, Não Matarás (composta por A Cidade do Medo, Vermelho da Cor do Sangue e Triângulo).
O autor já adiantara que Joel Franco, o protagonista da referida triologia, seria uma espécie de guest star no presente livro, e acho formidável o inspector ter regressado às tramas do autor, disputando a relevância na trama com o protagonista de facto Gabriel Ponte.
Muitos irão perguntar porque é que, por exemplo, Joel Franco coxeia ou porque é que ele não é, digamos, tão carismático quanto Gabriel Ponte? O autor cinge-se ao fundamental sobre esta personagem, fazendo com que surja uma natural curiosidade (para quem ainda não conhece os romances protagonizados por Franco) em ler os três livros antecessores à série e mais sobre esta personagem. E acreditem, vale mesmo a pena!
Por outro lado, fiquei com a sensação que ainda sei muito pouco sobre a personagem Ulianov, embora já o conhecesse da obra Vermelho da Cor do Sangue, sendo também uma guest star, após ter protagonizado o segundo livro da primeira trilogia do autor, O Estado do Crime. Tal facto fez crescer em mim a vontade de ler as primeiras obras do Pedro Garcia Rosado, designadamente o livro Ulianov e o Diabo. Tenho a certeza que muitos de vós sentirão o mesmo.

Sou, como devem ter-se já apercebido, apologista da relação que as personagens estabelecem com o leitor. Já confidenciei que tenho uma simpatia por Joel Franco e, nesta série, o protagonista também me cativou muito. Isto deve-se ao facto do autor se debruçar sobre a vida pessoal de Gabriel Ponte. Para quem leu os romances anteriores, Morte com Vista Para o Mar e Morte na Arena, conhece a vida do ex inspector que foi outrora casado com Patrícia e cujo casamento foi abalado por um elemento externo, de seu nome Filomena. É um protagonista com vulnerabilidades como eu ou qualquer leitor. Relativamente a esses aspectos mais pessoais posso dizer que há alguns desenvolvimentos referentes a esta componente que me deixaram surpresa.

Como já referi, desde o início que a história me cativou muito. Estive cerca de dois terços da história perante a incerteza sobre o destino de Floare Popescu, uma jovem romena que vive em Portugal deixando os familiares no seu país natal. O livro debruça-se sobre duas investigações paralelas e que se cruzam num ponto. Se por um lado, Gabriel Ponte é "contratado" pelo pai de Floare afim de averiguar o paradeiro da jovem, na região das Caldas da Rainha, em Lisboa, o inspector da PJ Joel Franco investiga as causas da morte de um relojoeiro também ele romeno.

À medida que decorria a leitura pensei que os níveis de violência estavam um pouco aquém relativamente ao livro anterior (e o meu favorito da série até hoje), Morte na Arena, embora o autor mantenha o seu registo habitual, sem cambiantes significativas em termos de pormenorização. Estamos pois perante um autor que não se coíbe em relatar os detalhes dos homicídios, colocando à prova a nossa cognoscência, ou seja, tudo o que julgamos conhecer em termos de comportamentos humanos. Creio que esta dimensão foi fulcral para o efeito que o desfecho teve em mim, associado à tipologia de crimes neste livro abordado. É portanto uma história com contornos muito diferentes da que é narrada em Morte com Vista para o Mar e Morte na Arena, descentrando-se da temática da corrupção no nosso país nas altas esferas do poder e debruçando-se noutro tipo de delitos, daqueles que desvendados, constituem um verdadeiro choque que se intensifica no clímax do livro. 

O único aspecto menos positivo que encontro é mesmo a ausência de informação sobre o próximo volume da série. Em Morte na Arena, as páginas finais anunciaram Morte nas Trevas com publicação em Maio de 2014 e com um pequeno excerto (que me deixou a salivar até ler o presente livro), no entanto, finda a presente obra (e atentem que me refiro à versão recebida, desconhecendo se é a impressa), não nos é facultado nenhum dado alusivo ao próximo volume da série. 

Finda a leitura, pela primeira vez não fechei o livro, nem o guardei na estante com um sentimento de nostalgia, pois o Kobo não me permitiu ter esta sensação. Desta forma, não dispensarei um exemplar em formato papel até porque os livros do autor têm um lugar cativo na minha estante.
Não faz sentido recomendar unicamente este livro, dado que as três primeiras investigações de Gabriel Ponte deram-me a conhecer não só um protagonista carismático como três casos surpreendentes e intensos. Fico a aguardar com muita expectativa o próximo volume da série!


terça-feira, 6 de maio de 2014

A. S. A. Harrison - A Mulher Silenciosa [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear um exemplar do livro A Mulher Silenciosa de A. S. A. Harrison. Para participar no passatempo tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!

Regras do Passatempo:

- O passatempo começa hoje, 6 de Maio de 2014 e termina às 23h59 do dia 16 de Maio de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.


Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)




Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
Para comprar o livro A Mulher Silenciosa, clique aqui.


sexta-feira, 2 de maio de 2014

A. S. A. Harrison - A Mulher Silenciosa [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 6 Maio 2014

               Titulo Original: The Silent Wife 
               Tradução: Maria do Carmo Figueira
               Colecção: Grandes Narrativas, #577
               Preço com IVA: 15,00€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789722352765


MISTO DE COMÉDIA DE COSTUMES E THRILLER

BESTSELLER DO THE SUNDAY TIMES E DO THE NEW YORK TIMES

Sinopse: Jodi Brett e Todd Gilbert vivem juntos há vinte e dois anos, num confortável apartamento em Chicago com vista para o lago. Os dias decorrem numa tranquilidade aparente, à medida que a sua relação se vai lentamente consumindo. Até ao dia em que Jodi fica a saber que Todd tem um relacionamento sério com a filha de um dos seus melhores amigos, Natasha Kovacs. 
Em estado de negação, Jodi não reage quando Todd lhe diz que vai casar com Natasha ou quando a avisa de que ela terá de abandonar o apartamento onde vivem. Mas este será, para Jodi, um ponto de viragem sem regresso possível. Um romance avassalador, misto de comédia de costumes e thriller psicológico, que nos revela o lado negro do casamento e até onde uma mulher é capaz de ir quando já nada mais tem a perder.

Sobre a autora: A. S. A. Harrison estreou-se na ficção com A Mulher Silenciosa, que se tornou um bestseller do The Sunday Times e do The New York Times. A autora faleceu em 2013, deixando inacabado o seu segundo romance. Harrison vivia em Toronto e era casada com o artista plástico John Massey.

Imprensa
«Um livro em que as surpresas se sucedem, página após página, num quadro de aparente serenidade… Harrison escreve com leveza. Uma leveza, contudo, perturbadora.»
The Guardian 

«Um prazer deliciosamente perverso… Adoro livros em que o desenlace não se deixa adivinhar.» 
Kate Atkinson, autora bestseller do New York Times

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.