segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tana French - O Sítio Secreto [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: O Sítio Secreto é o quinto livro da série Dublin Murder Squad, depois de três títulos publicados por cá. Ainda hoje não sei muito bem o que pensar sobre a autora pois a minha opinião diverge consoante os títulos publicados. Gostei muito de Desaparecidos e Sombras do Passado mas fiquei desiludida com A Semelhança.
Ainda assim, estava extremamente expectante com o "regresso" de Tana French.

Antes de mais, aponto como principal crítica a omissão da publicação do 4º volume da série, ainda que a leitura deste seja completamente independente dos livros anteriores. Pessoalmente teria gostado de acompanhar a saga cronologicamente. 

Tal como a sinopse indica, a trama aponta para o homicídio de um jovem e na investigação da sua morte após uma aluna ter recebido um bilhete misterioso. Em detrimento deste acontecimento, o caso toma maior fulgor.

A trama é envolvente, sendo narrada em dois momentos distintos: a actualidade onde se desenrola a investigação conduzida pelo detective Stephen Moran intercalada com flashbacks de episódios passados que envolvem a vítima, Chris Harper, e um grupo de alunas do colégio. No entanto, no que concerne a esta componente, achei-a demasiado juvenil na medida em que são esmiuçados uma gama de dramas intrinsecamente ligada à fase da adolescência. Um retrato realista e que amplifica o número de suspeitos. Não deixa de ser interessante a forma como os interrogatórios ao grupo de alunas desvenda algumas mentiras e falsas pistas, tendo sido surpreendida em alguns momentos de revelações.

O Sítio Secreto é, à semelhança das obras anteriores de French, um livro de leitura ávida, cativando o leitor pelo mistério que se instala, de cariz psicológico visto não abundar cenas gráficas.
Os frequentes diálogos agilizam a acção.

Pelo que percebi, a personagem de Stephen Moran já fora introduzida no romance Sombras do Passado mas sinceramente não me recordo do mesmo nessa obra. Terá tido, certamente, um papel mais fugaz.

Como balanço final poder-se-á dizer que estamos perante um bom mistério que dá ímpeto ao leitor para descortinar a identidade do homicida (e as razões pelas quais matou o jovem estudante). No entanto creio que as analepses eram demasiado enraizadas naqueles dramas adolescentes, pelo que achei que a trama era algo juvenil.


sábado, 12 de setembro de 2015

ARC Peregrino de Terry Hayes está a chegar!

À semelhança do que aconteceu com A Rapariga do Comboio de Paula Hawkins, a editora TopSeller vai editar exemplares de leitura avançada. E a menina dos policiais já está em pulgas para o ler!
É um policial que fez furor lá fora, tendo eu equacionado em ler em inglês no ano passado.


Jimmy Fallon leu e disse o seguinte: «Pessoal, é de loucos. A sério, digam-me o que acharam depois de o lerem. Bastam cinco capítulos e vão ficar doidos»  Sim, eu quero ficar doida! ;)


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Especial MOTELx 2015: Purgatorio [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Marta, uma jovem mulher nos seus trintas, muda-se para um apartamento com o namorado. Na primeira noite fica sozinha em casa. Tudo está tranquilo até baterem violentamente à porta. É uma das suas vizinhas, que precisa que alguém fique com o filho de 10 anos, Daniel, porque o marido teve um acidente e está no hospital. Marta aceita mas as horas passam e ninguém vem buscar Daniel, cujo comportamento está cada vez mais instável, perturbador e violento. Daniel insiste que há outra criança na casa. Uma que só ele consegue ver...
Da mesma equipa responsável por «The Impossible», esta é a estreia nas longas-metragens de Pau Teixidor depois da curta «Leyenda» (MOTELx 2012) e também a de Oona Chaplin (“Game of Thrones”) como protagonista.

Opinião: Antes de iniciar a minha opinião sobre Purgatorio, devo dizer que sou grande fã do terror espanhol. Lembro-me, assim de repente, de ter gostado muito dos [REC]s, Mientras Duermes, Los Ojos de Julia, El Orfanato e de um conjunto de filmes designados Peliculas Para No Dormir. Daí que estava bastante expectante com Purgatorio.

Contudo as minhas expectativas foram defraudadas. A sinopse, que deixava antever uma trama com uma criança psicopata, gradualmente remeteu para o assunto de assombrações (tema que normalmente excluo dentro do género de terror). Neste prisma, achei que a entidade em questão era bastante previsível bem como o ambiente criado para o efeito: os apagões repentinos, o lusco fusco criado por velas, as aparentes sombras, e por aí adiante.

Aliado a estes clichés, o realizador leva-nos numa direcção que simplesmente não consegui interpretar. Não percebi como se chegou ao final. Sim, eu sou bastante céptica com fenómenos paranormais mas regra geral, consigo absorver as respostas que me vão sendo dadas nos filmes sobre assombrações. Infelizmente isso não aconteceu em Purgatorio. A boa notícia para mim é que vi este filme com o Ricardo e nem ele conseguiu interiorizar o que Pau Teixidor pretendia.

Como ponto forte destaco o trabalho de Oona Chaplin. Só a conhecia de Game Of Thrones, confesso. Desconhecia que a actriz falava espanhol e agradou-me muito o seu desempenho. Em praticamente toda a trama temos apenas dois intervenientes, a Marta e o jovem Daniel que foi obrigado a passar a noite na casa da vizinha. Consegui absorver uma série de sensações de Marta, desde o incómodo inicial em abrigar Daniel, às suas frustrações e ao medo que vai generalizando dentro desta. Decididamente, fruto da interpretação talentosa de Oona Chaplin.

Como filme de assombrações, prima mais pelo suspense psicológico do que propriamente violência explícita, pelo que não existem cenas gore. Essas, para mim, são mais impressionáveis.

Na minha opinião, Purgatorio é um pouco confuso e desenvolve uma ideia que já foi recorrentemente usada em cinema. Não trouxe nada de novo ao género e como tal, infelizmente não me cativou como desejaria.

Sessões MOTELx
11/09 - 19h15

Especial MOTELx 2015: Cub [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Sam, um rapaz de 12 anos com tendência para o isolamento, parte para um acampamento de escuteiros. No caminho, os amigos contam-lhe que a floresta para onde vão acampar é assombrada por uma criatura meio-criança, meio-lobisomem chamada Kai. Quando chegam, Sam encontra uma casa numa árvore e um rapaz selvagem com uma máscara. Conta aos orientadores, mas estes não o levam a sério. O que terá Sam realmente visto na floresta?
«Cub», primeira longa do realizador, parcialmente financiado por crowdfunding, é uma homenagem bucólica ao giallo, enquadrado pela lente de Nicolas Karakatsanis, director de fotografia de «Bullhead», nomeado para o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, e de «Linkeroever» (MOTELx 2009).

Opinião: Antes de começar a ver este filme, achei sinceramente que não iria gostar pelo facto de Kai, o meio termo entre criança e lobisomem, ser uma criatura do imaginário, uma particularidade do vulgar bicho papão que assusta as crianças.
Como me enganei. Esta história é uma desmistificação de um mito urbano, indo ao encontro das demais protagonizadas por serial killers. E sim, creio ser legítimo apelidar não só Kai como uma outra personagem de cariz secundário, de serial killers. Existem várias mortes, algumas delas bastante criativas recorrendo a alguns engenhos fatais habilmente construídos.

A trama é bastante criativa neste sentido, embora não inovadora de todo. Recordou-me um pouco das armadilhas em Saw (se bem que estas são mais sofisticadas).
Notei uma deficiente caracterização de Kai, justificada pelo orçamento restrito usado em Cub (relembre-se que o filme foi parcialmente financiado por crowdfunding). 

O elemento mais perturbador da história relaciona-se, na minha opinião, com o facto da maioria das personagens serem crianças e uma delas em particular, o pequeno Sam, ser vítima de bullying por ser diferente dos outros meninos. E o mais chocante é este bullying ser perpetrado por praticamente todas as personagens da história, inclusivé um dos monitores. Apesar de discernir a ficção da realidade, dado que trabalho com crianças, vejo a obrigação de proteger as que são diferentes e mais susceptíveis a violência quer física, quer psicológica.
Também os amantes de animais ficarão abismados com o filme devido a um episódio em particular.

Cub é um filme que prima por ser numa língua incomum, o flamengo. É interessante, para mim, ouvir outros dialectos que não estou habituada.

Como filme de terror, Cub cumpre os requisitos necessários. O ambiente é, praticamente desde o início, bastante tenso e inquietante e a segunda parte do filme torna-se bastante violenta com algumas cenas gore. Não creio, no entanto, que seja uma história com grandes reviravoltas. Achei o enredo bastante linear.
Até agora não destronou o meu preferido da parada, Turbo Kid.

Sessões MOTELx
11/09 - 17h15

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Rebecca James - Doce Tortura [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Antes de mais, gostaria de endereçar os meus agradecimentos à editora Suma de Letras que fez chegar este livro cá a casa sem que eu estivesse à espera. Após uma rápida avaliação da sinopse, fiquei com a sensação que este livro estaria relacionado com assombrações, pelo que estava algo céptica em iniciar a sua leitura. Como me enganei... fiquei agradavelmente surpreendida com este thriller psicológico, um subgénero que me agrada tão ou mais ainda que o policial.

Doce Tortura é o segundo livro da autora Rebecca James que já tinha um livro publicado por terras lusas intitulado Não Há Bela Sem Senão e que já adquiri para ler em breve.

A história debruça-se sobre Tim, um rapaz australiano que foi forçado a sair da casa de Lilla, a sua ex-namorada. Encontra um quarto com uma renda convidativa tendo como contrapartida, coabitar a casa com Anna, uma jovem muito estranha. 
O comportamento desta personagem é, a meu ver, o elemento mais intrigante em toda a trama: ela sofre de agorafobia e é pouco social. 
Portanto, durante todo o livro, teci algumas possibilidades para o que pudesse ter acontecido e confesso que fui apanhada de surpresa.

Devido às fobias de Anna, a trama assume contornos psicológicos bastante intensos. No final do livro senti-me genuinamente angustiada. Creio que a autora foi exímia ao transmitir o quão longe vai a maldade das pessoas, facto que vai muito além da ficção.
Ainda sendo um livro que trata de temas fortes, a acção é tão fluída e intrigante que li Doce Tortura em apenas dois dias.

A narrativa alterna entre os pontos de vista de Tim e os de Anna, ainda que estes sejam mais sintetizados, permitindo ter acesso aos pensamentos mais íntimos de Tim. No entanto, a personagem de Anna é mais reservada, e o seu passado é desvendado gradualmente, contribuindo para uma rapidez no folhear das páginas.

A par da acção, diria que a caracterização das personagens é o outro ponto forte do livro. Fez-me duvidar de todas (com excepção do protagonista) sem perceber, em primeira análise, a identidade do vilão da trama. E neste prisma, creio que a trama consegue ludibriar o leitor, levando-o a julgar situações inadvertidamente. O efeito surpresa no final é fantástico.

Pelos motivos anteriormente explanados devo dizer que gostei muito deste livro. É, indubitavelmente, um thriller psicológico muito bem conseguido, dissecando com mestria o tema das relações obsessivas, a depressão e o luto. Em contrapartida é também um boost de energia positiva.
Recomendo!



sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Especial MOTELx 2015: I am Here [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Maria é uma empresária de sucesso, a lutar para realizar o seu maior desejo de todos: trazer uma criança ao mundo. Depois de sofrer outro aborto espontâneo, o médico informa Maria que ela é demasiado velha para aguentar uma gravidez. Todo o seu mundo desaba. Devastada e incapaz de aceitar o seu destino, Maria lança-se numa desesperada e perigosa missão para concretizar o seu sonho. Nada nem ninguém a vai impedir de ser mãe.
Quarto filme do multifacetado Anders Morgenthaler, que a Twitch definiu como um “thriller biológico” aquando da sua estreia no Fantastic Fest. Destaque para a melhor interpretação de Kim Basinger desde «LA Confidential» que lhe valeu um Oscar em 1997.

Opinião: I am Here é, como a sinopse indica, uma história em torno da maternidade, um tema pouco inovador mas bastante sensível sobretudo ao público feminino. Qualquer interpretação que se faça sobre a obsessão em ser mãe acaba por, regra geral, ser bastante assustadora. Numa situação limite, creio que as pessoas são capazes de tudo. 

E é basicamente este o caso de Maria, uma mulher impossibilitada de ter filhos. Kim Basinger, detentora de papéis variados mostrando ser uma actriz versátil, encarna a pele desta personagem conturbada que tenta a todo o custo ser mãe.

Diria que este filme é pautado por um ritmo moroso devido essencialmente ao dramatismo que se instala na vida de Maria. Nenhuma das gravidezes vingou e a última colocou em risco a sua própria vida. Evidentemente que uma situação tão complicada como esta afecta não só a saúde mental da personagem bem como a relação entre esta e o marido, Peter.
Portanto, a protagonista é psicologicamente complexa e bastante determinada em atingir o seu principal objectivo, deixando antever que a sua missão será bastante perigosa.

No entanto, creio que as minhas expectativas foram deitadas por terra. Não que tenha achado o filme entediante mas acho que a trama apenas se tornou verdadeiramente emocionante a partir dos 50 minutos mais coisa menos coisa. Já nos momentos finais da película é que se sente com mais intensidade a dita componente de terror. Fiquei com a sensação que se esta parte fosse mais explorada, o filme teria proporcionado mais emoções fortes. 
Assim sendo, cabe a mim julgar este filme como um drama com uns laivos de thriller, género que se distancia do terror. Não é, portanto, um filme assustador, apelando sobretudo a uma reflexão devido à história perturbadora. 

Dado que a temática do filme é de cariz psicológico, I Am Here é praticamente isento de imagens gráficas e as (poucas) cenas de violência não foram explícitas. Ainda que a trama seja sobre uma ambição desmesurada pela maternidade (ultrapassando os limites éticos para a concretizar), o filme é uma chamada de atenção para o flagelo da prostituição infantil.

Em suma, é um filme interessante pela temática abordada que naturalmente causa alguma angústia no telespectador, mas em matéria de terror existem filmes mais tenebrosos.
Vale também pela fabulosa interpretação de Basinger.

Sessões MOTELx
13/09 - 19h

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Especial MOTELx 2015: Burying The Ex [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Max é um tipo simpático que trabalha numa loja de adereços de Halloween. A sua belíssima namorada, Evelyn, é uma eco-activista que lhe dá pouco espaço de manobra. Cometem o erro de irem viver juntos, o que torna Evelyn numa pessoa ainda mais manipuladora. Max apercebe-se que cometeu um erro, mas há um problema: ele tem pavor de acabar a relação com ela. O destino intromete-se e Evelyn morre num acidente, deixando Max solteiro e disponível. Entretanto conhece Olivia, que é muito parecida com ele e pode muito bem ser a sua alma-gémea. Só que Evelyn, mesmo morta, não vai desistir assim tão facilmente. Cinco anos depois de «The Hole», o Mestre do Terror Joe Dante regressa ao género que conhece como ninguém: a comédia romântica de terror.

Opinião: Joe Dante é, para mim, o pai dos Gremlins, um filme que vi inúmeras vezes nos anos 80. Portanto, e de acordo com as memórias que tenho do filme dos mogwais, esperava que Burying The Ex roçasse o terror, embora se mantivesse dentro do humor negro. E assim foi, de facto.

Não obstante ter sido um filme que me entreteve durante 89 minutos, creio que Burying The Ex não é muito inovador, relembrando-me muito os filmes A Morte Fica-vos Tão Bem e A Noiva Cadáver.
Creio que o único aspecto mais original foi o facto de mencionar uma série de clássicos de terror como The Night of The Living Dead de George Romero ou Gore Gore Girls de Herschell Gordon Lewis. Por falar neste último (e para quem não sabe, Herschell Gordon Lewis foi o pioneiro em filmes gore no cinema, iniciando-se no cinema nos anos 60), creio que as cenas mais gráficas do filme foram precisamente as do visionamento de Gore Gore Girls. Bem, talvez adicionando uma ou outra cena protagonizadas pela namorada zombie.

Pois... a cadáver. Estando Evelyn morta e regressa ao mundo dos vivos, devo acrescentar que, na minha opinião, se o telespectador ficar impressionado com algum aspecto do filme, será muito devido à decomposição gradual do cadáver.

Identifiquei-me com o protagonista nomeadamente o seu gosto pelo terror e achei curioso o seu emprego naquela espécie de loja de oddities. Adorei, neste prima, todo o merchandising referente à industria do terror.
Creio que este filme acaba por, de forma dissimulada, dissertar sobre o tema obsessão nas relações. A meu ver, a trama é linear e não trouxe nenhuma reviravolta final que me surpreendesse.
Na minha opinião, Burying The Ex distancia-se do género terror mas vale pelo sarcasmo e humor negro. Além disso, gostei das referências acima enumeradas bem como os breves clips de Vincent Price e Christopher Lee. Todavia, não creio ser dos mais fortes do cartaz do MOTELx.

Sessões MOTELx
10/09 - 19h15

Richard Zimler - Os Anagramas de Varsóvia [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 10 Setembro 2015 

               Título Original: The Warsaw Anagrams
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789720047281

Sinopse: Polónia, ano de 1940. Os nazis isolam milhares de judeus num pequeno gueto em Varsóvia. Erik Cohen, um velho psiquiatra judeu, vê-se obrigado a partilhar um pequeno apartamento com a sobrinha e o adorado sobrinho-neto de nove anos, Adam. Certo dia, porém, Adam desaparece e o seu corpo, estranhamente mutilado, só é encontrado na manhã seguinte, no arame farpado sobre o muro que rodeia o gueto. Quando um segundo cadáver aparece em circunstâncias muito similares - desta vez o de uma rapariga judia -, Erik e o seu velho amigo Izzy tentam obter respostas, lançando-se numa investigação tão sinistra quanto perigosa. O mistério adensa-se e as dúvidas também. Serão os próprios nazis responsáveis por aquelas mortes ou estará um traidor judeu envolvido nos crimes? Neste thriller histórico comovente e arrepiante, Richard Zimler conduz o leitor aos recantos mais sombrios de Varsóvia, num périplo pela própria alma humana.

Sobre o autor: Richard Zimler nasceu em 1956 em Roslyn Heights, um subúrbio de Nova Iorque. Fez um bacharelato em Religião Comparada na Duke University e um mestrado em Jornalismo na Stanford University. Trabalhou como jornalista durante oito anos, principalmente na região de São Francisco. Em 1990 foi viver para o Porto, onde lecionou Jornalismo, primeiro na Escola Superior de Jornalismo e depois na Universidade do Porto. Tem atualmente dupla nacionalidade, americana e portuguesa. Desde 1996, publicou dez romances, uma coletânea de contos e dois livros para crianças.

Imprensa
«Neste romance admirável em que faz uso da sua extraordinária erudição, Richard Zimler continua a refletir sobre a natureza da identidade em geral e da judaica em particular.»
José Riço Direitinho, Ler


«A insistência na Humanidade de gente a quem se nega qualquer resquício de humanidade é o que mais comove e agarra neste […] trabalho, que é também um exercício de memória judaica.»
Ana Cristina Leonardo, Expresso


«Empolgante, doloroso, inspirador e inteligente, este mistério, passado no mais abominável gueto judeu da Segunda Guerra Mundial, merece um lugar de destaque entre as mais importantes obras escritas sobre o Holocausto.»
San Francisco Chronicle


«[…] uma narrativa cirurgicamente explorada, uma história que nos puxa para dentro das páginas e no final nos cospe com violência. […] Uma vez mais, brilhante.»
Sol


«Os Anagramas de Varsóvia é um livro de mistério trepidante, em que Zimler nos obriga a enfrentar o pior da alma humana, ao mesmo tempo que presta homenagem a todos os que morreram durante o Holocausto.»
The Independent


«Zimler assume o compromisso moral de reconhecer e ressuscitar todos aqueles que pereceram na voragem do Holocausto […] utilizando uma sabedoria milenar para refazer, através da palavra, aquilo que foi destruído. Insufla o sopro vital em cada partícula de pó dos mortos, restitui-lhes a voz e a essência e reconstrói os lugares onde deixaram a sua marca. É como se cumprisse a profecia de Isaías.»
Helena Vasconcelos, Público  


 

Karin Slaughter - Génesis [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 14 Setembro 2015 

               Título Original: Undone
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Preço com IVA: 19,99€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898086532

Sinopse: Mulheres brutalmente torturadas. Um padrão que as liga a todas.
A caça ao homem já começou.
Há três anos e meio, Sara Linton, antiga médica-legista, mudou-se para Atlanta na esperança de deixar para trás o seu passado trágico. A trabalhar agora num hospital, depara-se com uma mulher jovem e gravemente ferida, que a arrasta para um mundo de violência e de terror.
A mulher foi atropelada por um carro, mas, completamente nua e brutalizada, dá sinais de ter sido vítima de uma mente muito perturbada.
Quando o agente especial Will Trent se desloca à cena do acidente, descobre uma câmara de tortura enterrada na terra, uma caverna de horrores que revela uma verdade sinistra: a doente de Sara é só a primeira vítima de um assassino sádico e demente.
Arrancando a investigação das mãos do chefe da Polícia local, Will e a sua colega Faith Mitchell mergulham no turbilhão que é a caça ao assassino. Will, Faith e a severa chefe de ambos, Amanda Wagner, são os únicos obstáculos que existem entre um louco e a sua próxima vítima…

Sobre a autora:
Karin Slaughter é uma autora americana de ficção policial, nascida em janeiro de 1971. O seu primeiro thriller, Blindsighted, publicado em 2001, tornou-se um êxito imediato. Desde então, já publicou cerca de vinte títulos, que atingiram consecutivamente o top dos mais vendidos no Reino Unido, nos EUA, na Holanda, na Alemanha, na Irlanda, na Dinamarca e na Austrália.
Karin Slaughter já vendeu mais de 30 milhões de exemplares em todo o mundo, e os seu livros são editados em 32 línguas. A Topseller orgulha-se de publicar esta autora consagrada, iniciando-se com Tríptico, o primeiro thriller da série Will Trent.


Imprensa
«Karin Slaughter é uma das melhoras autoras de thrillers da América.» 
The Washington Post 

«Sem dúvida nenhuma uma história bem conseguida, irresistível e complexa, com poder suficiente para pôr toda a gente a querer passar para a página seguinte.» 
The Daily Express 

«Esta obra confirma que Karin está no topo do grupo de escritores que se especializaram na medicina forense e no terror.» 
The Times  

Anteriormente publicado
Opinião AQUI










  Opinião AQUI










Especial MOTELx 2015: Turbo Kid [Opinião Cinematográfica]


Sinopse: Nas ruínas de um futuro pós-apocalíptico imaginado de 1997, um adolescente órfão chamado “the kid” dedica o seu tempo à procura de relíquias nos escombros. Um dia encontra uma rapariga misteriosa. Mas enquanto se conhecem, ela é raptada pelo tirano Zeus, também responsável pela morte dos pais de “The Kid”. Destruir Zeus para vingar a morte dos seus pais e salvar a rapariga dos seus sonhos torna-se a sua missão. Produzido por Jason Eisener («Hobo with a Shotgun») e Ant Timpson, «Turbo Kid» – baseado num segmento concorrente a «ABCs of Death», produzido por Timpson –, estreou este ano em Sundance e a sua sensibilidade romântica gore fê-lo ganhar o prémio do público no SXSW Film Festival.

Opinião: O ano é 1997 mas o mundo é completamente diferente daquele que nós conhecemos. Uma distopia sob a forma de uma realidade alternativa é o cenário de Turbo Kid, um dos filmes do cartaz do MOTELx deste ano
Este filme chamou-me a atenção depois de ter visto que estava na ementa dos mais fortes. Mesmo assim, não considero que este filme se categorize como terror ainda que haja uma abundância de cenas gore. Portanto, um filme que agradará os mais destemidos que não se importem de ver alguns litros de sangue e umas tripas. Se tivesse que categorizar este filme, diria que era o meio termo entre o sci fi e o género de acção.

Turbo Kid é também um revivalismo dos anos 80 e foi para mim prazeroso ver de novo cassetes e walkmans, cubos de Rubik e view masters, objectos que me parecem obsoletos nos dias de hoje. No entanto, os telespectadores que viveram as suas infâncias nos 80s, como foi o meu caso, ficarão decerto rendidos. 
Até as brincadeiras entre os protagonistas do filme, o miúdo (cujo nome se desconhece em todo o filme) e Apple, uma estranha rapariga com quem trava amizade, me pareceram algo desactualizadas. Simplesmente, nos dias de hoje, as crianças não brincam às escondidas nem à apanhada.

Não posso deixar de reflectir que Turbo Kid é uma chamada de atenção para a consciência ambiental. A água é um bem racionado e extremamente raro, sendo extraída de processos pouco éticos. Terá havido uma catástrofe que condicionou não só a falta deste recurso, como terá mudado a paisagem (abundantemente baldia), o clima e, indirectamente, a relação entre as pessoas.

Sendo um filme canadiano, confesso que não conhecia nenhum actor, com excepção de Michael Ironside que veste a personagem do vilão. Devo também dizer que a reviravolta do filme relaciona-se precisamente esta personagem, Zeus.

Este filme oferece 93 minutos repletos de acção, sem momentos mortos. Por momentos, fez-me recordar dos filmes A Boneca Mecânica com Melanie Griffith e Mad Max com Mel Gibson. Ahhh, sem esquecer da série que vi em miúda, os Turbo Rangers.

Em suma, Turbo Kid é, indubitavelmente, um filme diferente dos que tenho visto nos últimos tempos devido à combinação vencedora entre uma realidade alternativa que parece ter ficado retida nos anos 80. Uma boa aposta para o festival que se aproxima a passos largos, portanto.

Sessões MOTELx
Dia 09/09 - 16h30
Dia 11/09 - 00h15