segunda-feira, 13 de março de 2017

Jessica Fletcher & Donald Bain - Crime, Disse Ela: Morte em Savannah [Divulgação ASA]


Data de publicação: 21 Março 2017

               Titulo Original: Murder, She Wrote: A Slaying In Savannah
               Preço com IVA: 13,50€
               Páginas: 272
               ISBN: 9789892337609

Sinopse: Uma mansão assombrada.
Um mistério milionário.
Uma corrida contra o tempo.

A famosa escritora de romances policiais Jessica Fletcher está a ouvir a leitura do testamento da sua querida amiga Tillie, quando é surpreendida por uma das cláusulas. Tillie doará um milhão de dólares à obra de caridade que ambas fundaram... se Jessica descobrir quem foi o responsável pela morte do noivo dela, assassinado numa festa de fim de ano quarenta anos antes. E tem um prazo de trinta dias para o fazer.
Assim que Jessica se instala na mansão de Tillie, percebe que não é bem-vinda. Nenhum dos herdeiros lhe vai facilitar a vida. Consta que a velha casa está assombrada… E, sem arma do crime ou quaisquer pistas, como poderá ela solucionar o mistério? E quais seriam as verdadeiras intenções da amiga, uma vez que nunca saberá a resposta à sua derradeira pergunta?

Sobre a autora: Jessica Fletcher (nascida Jessica Beatrice MacGill que escreve sob J.B. Fletcher) é uma personagem ficcional da série televisiva americana, Crime, Disse Ela (no original Murder, She Wrote), interpretada por Angela Lansbury.


Jo Nesbø - Polícia [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Polícia é já o 10º livro da série protagonizada pelo Harry Hole.Mas a verdade é que não parece. Ainda não me sinto cansada dos casos deslindados por este invulgar protagonista, não obstante parecer-me que à medida que a saga avança, os seus problemas com o álcool, vão-se mitigando progressivamente.

O caso aqui presente debruça-se sobre os homicídios de vários polícias e, hei de jurar que por entre as primeiras vítimas, os nomes eram algo conhecidos. Talvez tenham entrado em O Morcego ou Baratas (ou até em demais títulos da série) mas a dificuldade em reter ou mesmo de associar estes nomes escandinavos às obras, é uma tarefa, a meu ver, assaz complexa.
Confesso que, até ao presente livro, a morte que mais me tinha chocado, nesta série protagonizada por Harry Hole, tinha sido a do seu colega, o jovem polícia Halvorsen, o qual deixara, como legado, um filho bebé que, tenho visto mencionado, pontualmente, em outros livros da série. Teria sido importante, e omito as minhas razões, que se tivesse falado igualmente desta criança na presente trama. Com isto quero apenas dizer que ao longo desta leitura deparei-me com o homicídio de uma personagem muito querida e da qual, doravante, sentirei falta. 

Afinal de contas, não é apenas sobre a vida pessoal de Harry que o autor se debruça. Os fãs da série sabem igualmente as vidas de personagens tão carismáticas, ou não, como é o caso de Beate Lønn, Stale Aune e até mesmo Silje. Deixo uma ressalva, ainda sobre as personagens secundárias, para a forma como Anton Mittet progride ao longo da trama. Ele é um desconhecido investigador policial e, aparentemente, sem grande importância. Rapidamente essa minha percepção foi deitada por terra. E não, não estou a revelar a verdadeira identidade do antagonista, Valentin.

Durante as primeiras 200 páginas, sentia-me algo desinteressada pelo livro, confesso. No decorrer da primeira parte da história, o protagonista Harry Hole manteve-se oculto e eu sentia-me inquieta com a possibilidade de uma secundarização deste protagonista. O final de Fantasma não fora o mais abonatório para o detective e estava expectante sobre a sua participação em Polícia. As dúvidas ficaram desfeitas quando o caso passou, finalmente, para as mãos de Harry. Agradou-me muito o desenrolar da trama mais pessoal do personagem principal. A situação relativa a Rakel e Oleg que teve início em O Boneco de Neve, parece-me, enfim, ultrapassada.

Não foi o meu livro favorito da série. Esse lugar ainda está preenchido pel'O Boneco de Neve e O Leopardo. No entanto, noto que ao 10º livro, o autor ainda logra cativar os seus fãs. Não me senti defraudada, de forma nenhuma, com Polícia. Finda a leitura, fui de imediato averiguar como prosseguia a série. Ficarei, certamente, expectante com um novo caso de Harry Hole, porém, nas livrarias a partir da próxima semana, teremos um stand alone, O Filho. Sempre ameniza o tempo de espera até voltar a ler mais um caso do nosso inspector norueguês de eleição.


sábado, 11 de março de 2017

Caroline Eriksson - Desaparecidos [Divulgação Editorial Suma de Letras]


Data de publicação: 22 Março 2017

               Titulo Original: De försvunna
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 256
               ISBN: 9789896651978

Sinopse: Ninguém mente. Ninguém diz a verdade. Todos têm segredos.
Em torno dela, apenas silêncio.
Greta acorda e percebe que Alex e Smilla ainda não voltaram. Saíram do barco para um passeio na ilha no meio do lago Maran, enquanto ela permaneceu a bordo, a descansar. Mas agora o sol está a desaparecer por detrás das árvores, desenhando línguas vermelhas no céu. A água, fria e imóvel como uma pedra. E greta não sente nem a voz reconfortante de Alex nem o riso alegre de Simlla. Vai para terra procurá-los, mas rapidamente percebe que eles não estão na pequena ilha. Desapareceram.
Greta regressa a casa, à beira do lago, onde a família está a desfrutar de alguns dias de férias. Também não estão lá- E as chamadas para o telemóvel de Alex vão sempre parar ao implacável atendedor.
Mas Greta não pode ficar assim, sem fazer nada. Reúne toda a sua coragem e vai à polícia denunciar o desaparecimento do marido e da filha.
Na esquadra da pequena vila mais próxima, Greta encontra um jovem agente. O polícia ouve a sua história e, após fazer algumas verificações no compitador, diz-lhe que greta não é casada e que nunca teve filhos...
Mas quem são então Alex e Smilla? Porque desapareceram? E o que esconde Greta? Qual é a sua história? Está a mentir ou é ela a única a dizer a verdade?
O marido e filha desapareceram. Mas ela não é casada e nunca teve filhos…. 

Sobre a autora: Caroline Eriksson, nascida em 1976, tem um mestrado em Psicologia Social e trabalhou durante mais de dez anos na gestão de recursos humanos. Vive em Estocolmo com o marido e dois filhos.
Os seus primeiros dois livros, baseados em casos de assassinatos reais na Suécia, receberam elogios fantásticos, e a sua estreia, The Devil Helped Me (2013), foi nomeado para o Stora Ljudbokspriset (O Grande Prémio de Audiolivro), em 2014. Desaparecidos, o seu primeiro thriller de suspense psicológico, é um sucesso internacional e os direitos foram vendidos para mais de 25 países em pouco mais de uma semana.


JP Delaney - A Rapariga de Antes [Divulgação Suma de Letras]


Data de publicação: 5 Abril 2017

               Titulo Original: The Girl Before
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789896652029

Sinopse: «Por favor, faça uma lista de todos os bens que considera essenciais na sua vida.»
O pedido parece estranho, até intrusivo. É a primeira pergunta de um questionário de candidatura a uma casa perfeita, a casa dos sonhos de qualquer um, acessível a muito poucos.
Para as duas mulheres que respondem ao questionário, as consequências são devastadoras.
Emma: A tentar recuperar do final traumático de um relacionamento, Emma procura um novo lugar para viver. Mas nenhum dos apartamentos que vê é acessível ou suficientemente seguro. Até que conhece a casa que fica no n.º 1 de Folgate Street. É uma obra-prima da arquitectura: desenho minimalista, pedra clara, muita luz e tectos altos. Mas existem regras. O arquitecto que projectou a casa mantém o controlo total sobre os inquilinos: não são permitidos livros, almofadas, fotografias ou objectos pessoais de qualquer tipo. O espaço está destinado a transformar o seu ocupante, e é precisamente o que faz…
Jane: Depois de uma tragédia pessoal, Jane precisa de um novo começo. Quando encontra o n.º 1 de Folgate Street, é instantaneamente atraída para o espaço — e para o seu sedutor, mas distante e enigmático, criador. É uma casa espectacular. Elegante, minimalista. Tudo nela é bom gosto e serenidade. Exactamente o lugar que Jane procurava para começar do zero e ser feliz. Depois de se mudar, Jane sabe da morte inesperada do inquilino anterior, uma mulher semelhante a Jane em idade e aparência. Enquanto tenta descobrir o que realmente aconteceu, Jane repete involuntariamente os mesmos padrões, faz as mesmas escolhas e experimenta o mesmo terror que a rapariga de antes. 
O que aconteceu à rapariga de antes?

Sobre o autor: A Rapariga de Antes é o primeiro thriller psicológico de JP Delaney, pseudónimo de um escritor de sucesso de outros livros de ficção e que também é director criativo numa das maiores agências de publicidade do Reino Unido.
A Rapariga de Antes foi publicado em Janeiro de 2017 nos Estados Unidos, a primeira de mais de 30 edições estrangeiras. O filme baseado neste romance será levado ao grande ecrã pelo realizador Ron Howard (Apollo 13, Uma Mente Brilhante, O Código DaVinci, etc.).



segunda-feira, 6 de março de 2017

Passatempo Especial Dia da Mulher - As Nove Magníficas de Helena Sacadura Cabral [exemplar autografado]


No Dia Internacional da Mulher, nada melhor do que enaltecer algumas figuras públicas femininas que foram marcantes, como é o caso das nossas rainhas. Sim, estão no blogue certo, na Menina dos Policiais, que de tempos a tempos lê algo sobre História de Portugal se bem que esta não é, de todo, a sua praia. Por isso, fãs desta área, não se acanhem de participar e partilhar este passatempo. Vou oferecer este livro, proveniente da minha estante, autografado pela autora Helena Sacadura Cabral, em jeito de comemoração do dia da Mulher.

Sinopse: Sobre o papel das mulheres na construção do país que somos, reina o silêncio. Se é indiscutível que a História de Portugal foi erigida com uma importante influência feminina, também é verdade que este contributo tem sido lamentavelmente minorado ou mesmo esquecido pela grande maioria dos historiadores. Exaltamos os nossos reis, as suas qualidades, os jogos de poder em que estiveram envolvidos, as vitórias que alcançaram. Mas as suas consortes são quase sempre vistas como meros peões deste jogo. Neste livro, Helena Sacadura Cabral surpreende-nos ao recuperar a história de nove magníficas mulheres que souberam deixar a sua marca e influenciar decisivamente a vida nacional. O que têm em comum D. Teresa, a primeira rainha de Portugal, Santa Isabel, a pacificadora, D. Leonor Teles, a licenciosa, D. Filipa de Lencastre, a mãe da Ínclita Geração, D. Catarina de Áustria, a centralizadora, Luísa de Gusmão, uma regente poderosa, D. Carlota Joaquina, a política irreverente, D. Maria, a única mulher a ocupar, por direito próprio, a chefia do Estado português já num ordenamento constitucional e D. Amélia, que viu morrer nos seus braços o marido e o seu filho, o príncipe herdeiro? Foram rainhas, regentes, mães, esposas dedicadas, diplomatas de calibre, políticas argutas e quase todas elas sentiram esse imenso fascínio que o poder parece desencadear. Através das suas alegrias e tristezas, dos encantos e desencantos, das ambições e dos fracassos, das acções políticas ou mesmo do seu quotidiano, Helena Sacadura Cabral relata nove séculos de História do nosso país através do olhar e do destino que a vida reservou a estas surpreendentes mulheres.

Esta obra parece-me ser adequada para ofertar nesta altura, não vos parece? Podem participar até às 23h59 do dia 12. Então vamos a isso. Creio que conseguem facilmente responder às questões levantadas.

Espero que gostem! Boa sorte :)

domingo, 5 de março de 2017

Peter May - Em Fuga [Opinião]


Sinopse: AQUI 

Opinião: Em Fuga é a mais recente obra do autor Peter May a ser publicada por cá. Antes de mais, uma das minhas críticas recai sobre a opção da edição de mais um stand alone em vez da publicação do último livro que encerra a trilogia de Lewis (recordo que o último título editado foi A Ilha de Entrada, também este independente) composto pelas obras A Casa Negra e Um Homem Sem Passado.

Gostei particularmente destes dois livros e aguardo com grande ansiedade a conclusão da trilogia. Não sei se terá sido esse sentimento a influenciar a minha apreciação sobre Em Fuga. De facto, não gostei tanto como dos livros anteriores.

A história distribui-se entre dois planos temporais distintos: uma subtrama passada nos anos 60, intercalada com a acção na actualidade. Devo confessar que gosto de histórias contadas dessa forma, pois permite-nos saber, de forma simultânea, as provações a que foram submetidos os protagonistas e como eles se encontram passados 50 anos. Sem grandes pistas, foi fácil aferir que algo de muito grave se passou quando eles decidiram fugir, na década de 60.

Que o autor aprimora as descrições já eu me tinha apercebido, afinal de contas, um dos componentes que fez com que adorasse os livros antecessores foi precisamente a forma como Peter May pintou o cenário escocês que serviu de pano de fundo a essas tramas. Como referi na altura, senti-me apaixonada por aquelas paisagens. No entanto, não senti o mesmo com a presente obra. O cenário não foi esmiuçado com a mesma intensidade. Faz sentido, já não estamos perante aquele singular ambiente escocês, ao invés, o autor opta, na subtrama relativa aos anos 60, por explorar um certo estoicismo da adolescência. Ora os jovens fogem de casa, movidos pelo objectivo de singrar no mundo da música. Mas até que isso aconteça, as personagens passam por uma série de situações adversas à conclusão do objectivo.

Por essa razão, considero que o ritmo da trama foi algo moroso nas páginas iniciais com uma ausência de momentos de maior tensão ou acção.

Apesar de ter achado piada à alusão aos Beatles ou a outras figuras da época, devo confessar que, muito provavelmente por motivos etários, não tenho grande afinidade com os 60s. Teria achado mais piada, certamente, se a década em questão fosse a dos 80s. Não consigo embeber o ambiente hippy da geração passada explorada na trama.

Quanto à trama relativa à actualidade, não é muito mais do que o grupo de amigos, agora envelhecidos, a viajar para Londres afim de revolver o passado e encontrar respostas para o homicídio do amigo. Não há grandes revelações pois estas acontecem maioritariamente na parte alusiva a 1965 e nas páginas finais. Até então, é apenas um grupo de jovens que escapa de casa e tenta sobreviver.

Já no que concerne ao clímax da história, não esteve muito longe daquilo que eu equacionara. Teria gostado em ser mais surpreendida, como fui nos primeiros livros que li do autor.

Por estas razões, considero que Em Fuga ficou um pouco aquém das obras que conheço do autor. Na estante ainda consta para ler A Ilha de Entrada mas para ser sincera, sinto-me sequiosa de ler a terceira parte da trilogia de Lewis.

Chris Carter - O Predador da Noite [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 6 Março 2017

               Titulo Original: The Night Stalker
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789898855404

Sinopse: Ele espia. Ele aguarda. Ele mata.
Ninguém está em segurança...
Um corpo não identificado, do sexo feminino, é trazido para a morgue. A causa da morte está longe de ser clara. O corpo não tem outras marcas, exceto o pormenor macabro de a boca e as partes íntimas terem sido costuradas. A autópsia revela, no entanto, outra descoberta chocante: o assassino deixou algo dentro do corpo da vítima! Algo tão aterrador que o detetive Robert Hunter, da Unidade Especial de Homicídios da Polícia de Los Angeles, é de imediato chamado para tomar conta do caso.
A investigação de Hunter acaba por se cruzar com a da sua colega Whitney Meyers, e torna-se claro para ambos que o criminoso é um impiedoso e perfecionista serial killer de mulheres, obcecado com os segredos do passado.
Os romances de Chris Carter são verdadeiramente emocionantes, destacando-se as suas personagens cativantes e a sua capacidade de deixar o leitor inquieto até à última página.

Sobre o autor: Chris Carter nasceu no Brasil mas cedo se mudou para os Estados Unidos, onde se formou em Psicologia, com especialização em Comportamento Criminal, na Universidade de Michigan.
Foi psicólogo criminal durante vários anos antes de se mudar para Los Angeles e depois para Londres, onde tocou com artistas conhecidos, até que deixou tudo para se tornar escritor a tempo inteiro. Hoje, aplica na escrita a sua experiência de vários anos enquanto psicólogo criminal e já publicou seis volumes da série policial Robert Hunter, todos eles bestsellers internacionais.
Os seus livros já foram traduzidos para 14 línguas e são autênticos êxitos de vendas na Dinamarca e na Alemanha. Neste último país, Chris Carter já vendeu mais de um milhão de exemplares.
Saiba mais sobre o autor em www.chriscarterbooks.com

Leia aqui as primeiras páginas


ÚLTIMA HORA: Feira do Livro de Lisboa - Paula Hawkins, autora de «A Rapariga no Comboio», será cabeça de cartaz


A britânica Paula Hawkins, autora do bestseller mundial A Rapariga no Comboio e do tão esperado thriller Escrito na Água, à venda no dia 02 de maio sob a chancela Topseller (Grupo 20l20 Editora), será cabeça de cartaz da 87.ª Edição da Feira do Livro de Lisboa.

A visita de Paula Hawkins, que viu a sua obra de estreia chegar ao grande ecrã em 2016, com Emily Blunt no papel principal, irá acontecer nos dias 10 e 11 de junho.
Uma presença há muito desejada pelos leitores portugueses, que poderão finalmente conhecer a autora do livro que, quase dois anos volvidos, se mantém no Top 10 Nacional (Ficção), e satisfazer curiosidades sobre Escrito na Água, thriller ansiosamente aguardado e que hoje ganha vida com a divulgação da edição portuguesa.

A Rapariga no Comboio, com mais de 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo (traduzido em 40 línguas), 125 mil editados em Portugal (21 edições), catapultou Paula Hawkins para o Top 10 dos autores mais bem-sucedidos em todo o mundo.

Números que geram natural expectativa em torno do novo thriller da autora britânica, cujo lançamento mundial acontecerá no dia 02 de maio, data em que chegará igualmente às livrarias nacionais. E, Escrito na Água, cujos direitos para filme já foram comprados pela Dreamworks, não irá desiludir.

Escrito na Água é um livro profundamente original e surpreendente sobre as formas devastadoras que o passado encontra para voltar a assombrar-nos no presente. Paula Hawkins confirma, de forma triunfal, a sua mestria no entendimento dos instintos humanos, numa história com tanta ou mais intensidade do que A Rapariga no Comboio.

CUIDADO COM AS ÁGUAS CALMAS. NÃO SABEMOS O QUE ESCONDEM NO FUNDO.

NEL VIVIA OBCECADA COM AS MORTES NO RIO.

O rio que atravessava aquela vila já levara a vida a demasiadas mulheres ao longo dos tempos, incluindo, recentemente, a melhor amiga da sua filha. Desde então, Nel vivia ainda mais determinada a encontrar respostas.

AGORA, É ELA QUE APARECE MORTA.

Sem vestígios de crime, tudo aponta para que Nel se tenha suicidado no rio. Mas poucos dias antes da sua morte, ela deixara uma mensagem à irmã, Jules, num tom de voz urgente e assustado. Estaria Nel a temer pela sua vida?

QUE SEGREDOS ESCONDEM AQUELAS ÁGUAS?

Para descobrir a verdade, Jules vai ser forçada a enfrentar recordações e medos terríveis há muito submersos naquele rio de águas calmas, que a morte da irmã vem trazer à superfície.


Paula Hawkins foi jornalista na área financeira durante 15 anos, antes de se dedicar inteiramente à escrita de ficção. Nascida e criada no Zimbabué, mudou-se para Londres em 1989, onde vive atualmente.

A Rapariga no Comboio foi o seu primeiro livro e um verdadeiro fenómeno, tendo sido traduzido em mais de 40 línguas, com cerca de 20 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Em Portugal, é o livro mais vendido desde 2015 (n.º 1 durante 13 semanas consecutivas), tendo atingido os 125 000 exemplares editados. Do livro resultou um filme de sucesso, protagonizado por Emily Blunt, que alcançou o primeiro lugar das bilheteiras em Portugal (10 semanas em exibição, Top 20 dos filmes mais vistos em 2016, 192.738 mil espetadores, 1 milhão de faturação).

Escrito na Água é o segundo thriller da autora, cujos direitos para filme já foram comprados pela Dreamworks. Paula Hawkins fará parte da produção executiva.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Raymond Chandler - A Dama do Lago [Divulgação Colecção Vampiro]


Data de publicação: 2 Março 2017

               Titulo Original: The Lady in the Lake
               Preço com IVA: 7,70€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789723829723

Sinopse: Derace Kingsley e a mulher, Crystal, vivem um casamento de conveniência e tranquila infidelidade. Mas Kingsley é um homem de negócios com uma reputação a manter e quando Crystal desaparece, deixando um telegrama onde explica que fugiu para o México com o amante, o carismático detetive privado Philip Marlowe é contratado para a encontrar. Os verdadeiros problemas surgem quando o suposto amante nega saber onde está Crystal. Partindo no seu encalço, Marlowe segue pelas montanhas até ao lago Little Fawn, onde o casal tem uma cabana, mas o que aí descobre é um outro caso de desaparecimento: Muriel Chess, a mulher do caseiro dos Kingsley, tê-lo-á deixado precisamente no dia em que a ausência de Crystal foi notada. O sossego campestre parece estar a adormecer a investigação - até que um corpo emerge à superfície do lago. Clássico romance do mestre do policial hard-boiled, A Dama do Lago foi o quarto livro publicado por Raymond Chandler, em 1943, e continua a ser um dos seus maiores êxitos.

Sobre o autor: Raymond Chandler nasceu em Chicago em 1888. Aos oito anos, mudou-se com a mãe para Inglaterra, regressando aos Estados Unidos em 1912. Combatente da Primeira Guerra Mundial, fixou-se depois do armistício em Los Angeles, onde desempenhou funções como administrador em empresas petrolíferas. Aos 44 anos, em 1932, perde o trabalho na sequência da Grande Depressão e, inspirado pela leitura da revista Black Mask, decide escrever a sua primeira história policial, "Blackmailers Don’t Shoot", revelada naquela publicação em 1933. À Beira do Abismo, o seu romance de estreia, é publicado em 1939, apresentando a personagem do lendário detetive privado Philip Marlowe, herói também dos outros seis livros que publicou em vida, entre os quais se destacam A Dama do Lago (1943) e O Imenso Adeus (1953). Considerado um dos fundadores da escola hard-boiled a par de Dashiell Hammett, Chandler tornou-se referência máxima da literatura policial realista, teve as suas obras repetidamente adaptadas ao cinema e a sua escrita influenciaria as convenções do género até aos dias de hoje. Faleceu a 26 de março de 1959, em La Jolla, Califórnia.

Já na coleção Vampiro:
No. 1: Os Crimes do Bispo, de S.S. Van Dine
No. 2: Vivenda Calamidade, de Ellery Queen
No. 3: O Falcão de Malta, de Dashiell Hammett
No. 4: O Imenso Adeus, de Raymond Chandler
No. 5: Picada Mortal, de Rex Stout 
No. 6: O Mistério dos Fósforos Queimados, de Ellery Queen
No. 7: A Liga dos Homens Assustados, de Rex Stout
No. 8: A Morte da Canária, de S. S. Van Dine 
No. 9: O Grande Mistério de Bow, de Israel Zangwill

quarta-feira, 1 de março de 2017

M. J. Arlidge - O Anjo da Morte [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Fiquei rendida, uma vez mais, às histórias de M. J. Arlidge! Este autor é, decididamente, um dos melhores do mundo editorial e, na minha opinião, a série melhora a cada livro publicado! Este é o sexto livro da saga e os casos vão-se tornando mais desafiantes. Não consigo perder o interesse por esta série.
Iniciei a leitura de O Anjo da Morte aquando da transmissão da cerimónia dos Oscars. Pareceu-me óbvia a escolha entre ver a entrega dos prémios da Academia ou iniciar uma obra de um dos autores que mais admiro. No final da tarde do dia seguinte terminara já o livro. Li-o compulsivamente em menos de 48 horas, mesmo sem ter usufruído da tolerância de ponto de Carnaval. Aproveitei todos os minutos livres para ler e, quando tal não era possível, ia pensando nos variados aspectos da obra.

Quem acompanha a série (e quero ressalvar que é fundamental a leitura de Na Boca do Lobo, pois o desfecho dessa mesma obra deixara um cliffhanger e a situação é apenas resolvida na presente obra), sabe que Helen está agora na prisão de Holloway em circunstâncias bastante delicadas. 

Vou tentar enumerar, sem levantar spoilers claro, as razões pelas quais considerei esta obra uma das melhores da série. Em primeiro lugar a minha avaliação prende-se com o cenário que serve de pano de fundo à trama. Trata-se de um ambiente claustrofóbico uma vez que grande parte da acção se passa numa prisão. A verosimilhança é também outro factor a destacar, uma vez que retrata, com grande credibilidade, a formação de grupos por interesse, as vinganças pessoais entre reclusas devido ao código que existe dentro das prisões ou ainda os castigos de privação nas solitárias.
Em segundo lugar a trama, claro. Achei o caso sinistro e estava tão empolgada para saber a sua resolução que não conseguia pousar o livro! O autor tem uma fórmula que agiliza a leitura, os capítulos pequenos que terminam em suspense, fazendo com que o leitor anseie por ler mais. Também posso salientar a descrição dos corpos e as mutilações post-mortem. São macabros e impressionaram-me muito!
Por último, devo mencionar a prestação de Charlie na acção. Um exemplo de profissionalismo e devoção a Helen. A sub-trama, referente a Charlie, foi igualmente emocionante, embora pessoalmente, tenha preferido a narrativa passada na prisão.

Apesar de me ter sentido surpreendida durante toda a leitura (e não adivinhei, uma vez mais, a identidade do antagonista), creio que o clímax acabou por ser um pouco cliché pois já ouvi uma ou outra história sobre os "anjos da morte". Ainda assim senti-me satisfeita com o desfecho pois, como referi, apanhou-me completamente desprevenida.

Não quero correr o risco de parecer repetitiva, mas vós sabeis que tenho esta série em grande consideração. No que concerne a O Anjo da Morte e, de acordo com o que firmei, classifiquei-a com cinco estrelas no Goodreads! Recomendo este autor! É verdadeiramente brilhante! Sinto-me genuinamente impaciente pela publicação de mais obras!