sábado, 19 de outubro de 2013

Karin Slaughter - Tríptico [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de Publicação: 7 Novembro 2013

               Título Original: Triptych 
               Tradução: Pedro Garcia Rosado
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 448
               ISBN: 9789898626288

Sinopse: Três pessoas com segredos perturbadores.
Um assassino sem nada a perder.
Quando Michael Ormewood, detetive da Polícia de Atlanta, é chamado à cena de um homicídio num bairro social, depara-se com uma das mortes mais brutais de toda a sua carreira: o corpo de Aleesha Monroe jaz nas escadas de um prédio, numa poça formada pelo seu próprio sangue e horrivelmente mutilado.
Enquanto incidente isolado, este já seria um crime chocante. Mas quando se torna evidente que é apenas o mais recente de uma série de ataques violentos, o Georgia Bureau of Investigation é chamado a intervir — e Michael vê-se obrigado a trabalhar com o agente especial Will Trent, com quem antipatiza de imediato.
Vinte e quatro horas mais tarde, a violência a que Michael assiste todos os dias explode nas traseiras da sua própria casa. Percebe-se, então, que talvez o mistério da morte de Aleesha Monroe esteja indissoluvelmente ligado a um passado que se recusa a ficar esquecido…

Sobre a autora: Karin Slaughter cresceu numa pequena cidade do Sul da Geórgia e vive actualmente em Atlanta. Na grande tradição dos thrillers literários, o talento de Karin Slaughter foi comparado ao de Thomas Harris (O Silêncio dos Inocentes) e Patrícia Cornwell. Morte Cega, o seu primeiro romance, publicado pela Gótica conheceu um enorme sucesso nos países onde foi editado. A sequela, Um Mundo de Silêncio, foi o segundo e o último livro traduzido por cá da autora, tendo como protagonista Sara Linton. 
Em 2013 é finalmente publicado um novo livro de Slaughter, o primeiro da saga de Will Trent.


sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Stephen King - A Cúpula [Divulgação Editorial Bertrand]


Data de publicação: 8 Novembro 2013

               Titulo Original: Under The Dome
               Tradução: Ana Lourenço
               Preço com IVA: 18,80€
               Páginas: 536
               ISBN: 97897225227217 


Sinopse: Num bonito dia de outono, um dia perfeitamente normal, uma pequena cidade é súbita e inexplicavelmente isolada do resto do mundo por uma força invisível. Quando chocam contra ela, os aviões despenham-se, os carros explodem, as pessoas ficam feridas. As famílias são separadas e o pânico instala-se. Ninguém consegue compreender que barreira é aquela, de onde vem ou quando (se é que algum dia) desaparecerá.

Agora, um grupo de cidadãos intrépidos, liderado por um veterano da guerra do Iraque, toma as rédeas do poder no interior da cúpula. Mas o seu principal inimigo é a própria redoma. E o tempo está a esgotar-se…

Sobre o autor: Stephen King, apelidado por muitos de «mestre do terror», escreveu mais de quarenta livros, incluindo Carrie, A História de Lisey e Cell, Chamada para a Morte. Vencedor do prestigiado National Book Award e nomeado Grande Mestre nos prémios Edgar Allen Poe de 2007, conta hoje com mais de trezentos milhões de exemplares vendidos em cerca de trinta e cinco países. Números e um currículo impressionantes a fazerem jus ao seu estatuto de escritor mais bem pago do mundo.

Imprensa:
«Uma viagem alucinante e uma meditação comovente e perturbadora acerca da nossa capacidade para o bem e para o mal.» 
Publishers Weekly

«A nossa lista de literatura na grande tradição gótica americana fica muito mais rica.» 
The Washington Post



quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Passatempo Editorial Presença: Robert Galbraith - Quando o Cuco Chama


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear, um pack constituído por um exemplar do livro Quando o Cuco Chama de Robert Galbraith e um saco promocional. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.


Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje dia 16 de Outubro de 2013 e termina às 23h59 do dia 31 de Outubro de 2013.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)

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terça-feira, 15 de outubro de 2013

James Thompson - As Lágrimas de Lúcifer [Opinião]


Sinopse: AQUI                                      

Opinião: O sucessor de Anjos na Neve esteve à altura do que esperava. Desde Janeiro do ano passado que impacientemente aguardava pela continuação de um dos melhores policiais que alguma vez li. 
Estou neste momento a equacionar a nota a atribuir no Goodreads. Esta foi uma leitura recém concluída e ainda agora penso nas questões que foram tão bem trabalhadas ao longo do livro. Falo não só dos casos de rumos diferentes, a história do casal protagonista e a acentuada diferença cultural que existe na Europa, nomeadamente entre nós mediterrânicos e nórdicos.

Embora completamente independente do primeiro livro, a nível de acção, recomendo a leitura prévia de Anjos na Neve, visto que a sua trama serve frequentemente como muleta, afim de explicar certos acontecimentos que influenciaram de forma directa, o inspector Kari Vaara. Já em Anjos da Neve, tinha percepcionado uma infância dura, em As Lágrimas de Lúcifer, breves mas objectivos e dolorosos testemunhos sobre esta fase, não deixam qualquer dúvida sobre o quão complicada foi a infância de Kari. Por outro lado, são notórios os efeitos colaterais da investigação do caso de Sufia Elmi, desenvolvida no primeiro livro. A gravidez da sua mulher, Kate, é o factor que influencia a inquietação constante por parte de Kari, que receia a todo o custo, uma situação de aborto espontâneo.
O autor atribui uma importância à vida pessoal das personagens, equiparável aos casos criminais que apresenta, aspecto tão evidente na interacção Kate e Kari, o casal com algumas discrepâncias culturais (não esqueçamos que ela é americana e ele finlandês).

Em relação aos casos criminais contemplados no presente livro, como afirmei, são dois e de naturezas completamente diferentes. Se por um lado Kari investiga o brutal homicídio da esposa de um homem de nacionalidade russa, enveredando assim pelo sórdido mundo dos fetiches e um mundo sexual diferente daquele que a generalidade conhece, por outro Kari tem em mãos um caso mais sóbrio, envolvendo um nonagenário ligado à Segunda Guerra Mundial. 
E porquê estas distinções? Vou falar primeiro do caso de Arvid. Um homem com noventa anos, casado com uma septuagenária de seu nome Ritva, doente oncológica. O autor elabora alguns factos históricos do país. Desconhecia-os por completo, sou mais entusiasta da história portuguesa do que propriamente a escandinava, pelo que se tornou, em vários momentos, uma leitura bastante didáctica. Não desconfio da veracidade dos factos relatados, pois no final Thompson endereça alguns agradecimentos a historiadores.
No que diz respeito ao primeiro caso, o do homicídio de Iisa Filippov, o autor optou por explorar o mundo do sexo. Apesar de chocante, agradou-me muito ver esta exploração do mundo fetichista por parte do autor. Sim, à semelhança de Anjos na Neve, James Thompson envereda pelo teor gráfico das descrições, quer seja referentes à violência ou sexuais. No entanto, penso que esta tendência era sobretudo mais perceptível no romance de estreia. Também por ter lido Anjos na Neve, sabia que, se o autor mantivesse o seu estilo, que estas seriam uma constante na presente obra. 

O que mais me impressionou na trama, além dos casos e do envolvimento com as personagens, foi sem dúvida a relevância da cultura nórdica. Bem, até particularizo a finlandesa pois percebi que a Finlândia está mais em sintonia com a Estónia e os restantes países escandinavos estão agrupados por afinidades linguísticas. Toda uma cultura que me fascina, talvez à excepção do tempo frio, (e partindo do pressuposto que as informações são verdadeiras) sobretudo as medidas governamentais de apoio à população e que nada têm a ver com a política portuguesa.

Simplesmente adorei este livro. Tem todos os ingredientes dos meus policiais preferidos: uma pormenorização chocante, um desfecho imprevisível e umas personagens envolventes. As caracterizações do país lembram-me constantemente da admiração que sinto pela Escandinávia. Sei que me tornei seguidora desta saga. E com isto vou aguardar impacientemente que a Porto Editora publique o seguinte livro, o mais breve possível. Depois da reflexão que se traduziu nesta opinião, já me decidi: vou já cotar o livro com a mesma classificação merecedora de Anjos na Neve, 5 estrelas.

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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Michael Connelly - A Sombra da Lua [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 15 Outubro 2013

               Titulo Original: Void Moon
               Colecção: Minutos Contados, Nº38
               Preço com IVA: 18,90€
               Páginas: 352
               ISBN: 9789722351447

Sinopse: Cassie Black é uma mulher com um passado obscuro e prestes a regressar a ele. Depois de dez meses em liberdade condicional, Cassie descobre algo que a faz desejar um novo começo, bem longe de tudo o que conhece. Mas, para isso, precisa de um último golpe, um golpe em grande que lhe assegure a quantia necessária para desaparecer e deixar a sua antiga vida para sempre. Só ninguém contava que o suposto assalto perfeito pudesse correr tão mal. Cassie vê-se subitamente em fuga, perseguida por alguém muito perigoso que adivinha todos os seus passos - e que se está a aproximar ameaçadoramente do seu segredo mais bem guardado, da única coisa que Cassie fará tudo para proteger.

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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Robert Galbraith - Quando o Cuco Chama [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 15 Outubro 2013

               Titulo Original: The Cuckoo´s Calling
               Tradução: Ana Saldanha, Maria Georgina Segurado e Rita Figueiredo
               Colecção: Grandes Narrativas, Nº563
               Preço com IVA: 21,90€
               Páginas: 496
               ISBN: 9789722351539

O PRIMEIRO POLICIAL DE J.K. ROWLING

ESCRITO SOB O PSEUDÓNIMO ROBERT GALBRAITH 

Sinopse: Quando uma jovem modelo, cheia de problemas na sua vida pessoal, cai de uma varanda coberta de neve em Mayfair, presume-se que tenha cometido suicídio. No entanto, o seu irmão tem dúvidas quanto a este trágico desfecho, e contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike para investigar o caso.
Strike é um veterano de guerra - com sequelas físicas e psicológicas - e a sua vida está num caos. Este caso serve-lhe de tábua de salvação financeira, mas tem um custo pessoal: quanto mais mergulha no mundo complexo da jovem modelo, mais sombrio tudo se torna - e mais se aproxima de um perigo terrível...
Um policial envolvente e elegante, mergulhado na atmosfera de Londres – que nos leva desde as ruas privilegiadas de Mayfair até aos bares clandestinos do East End, e daí para a agitação do Soho – Quando o Cuco Chama é um livro notável. Apresentando ao público o detetive Cormoran Strike, este é o aclamado primeiro romance policial de J.K. Rowling, escrito sob o pseudónimo Robert Galbraith.

Sobre o autor: Robert Galbraith é um pseudónimo de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter e do romance Uma Morte Súbita.

Imprensa:
«Este é um livro excelente por direito próprio.»
Independent

«O enredo está muito bem urdido e é narrado com extremo rigor.»
The Guardian 

«Deliciosamente fresco e divertido.»
The Daily Telegraph

«Admiravelmente bem escrito e com um enredo extraordinário... É uma leitura surpreendente, intensa e com muito sentido de humor...»
Daily Express

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Gillian Flynn - Lugares Escuros [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Lugares Escuros é, tal como o próprio título indica, um livro escuro, sombrio, tão próprio do estilo gótico. Dos dois livros que li de Flynn, foi notória esta tendência especialmente no seu romance de estreia Objectos Cortantes. A autora realça todo um lado obscuro de cenários e personagens, estando as descrições fartas de pormenores sombrios. Até a própria Libby, a suposta heroína da trama, é munida desta característica que se manifesta na frase da sua autoria "Tenho uma ruindade dentro de mim, palpável como um órgão". Há uma honestidade em Libby, que leva a caracterizá-la tal e qual como ela é: cleptomaníaca, algo apreciadora de violência e ganância, aspectos tão negativos mas simultaneamente envolvidos numa inocência muito própria pois aos sete anos sobreviveu ao massacre que foi o Sacrificio Satânico de Kinnakee. Libby Day acaba por ser uma protagonista muito invulgar pois é difícil simpatizar com a mesma. Tudo o que possamos sentir pela personagem é mesmo compaixão.

A estrutura do livro, algo semelhante à obra antecessora Em Parte Incerta (como se lembram consistiam nos testemunhos de Amy revezados com os de Nick) alterna a actualidade com a véspera do massacre, mudando também a forma de narração da história. Nos dias de hoje, Libby Day agora em idade adulta, narra na primeira pessoa. O leitor poucos juízos de valor tem a fazer sobre Libby pois ela é aberta: efectivamente desconhece quem terá sido o responsável pelo massacre, embora as pistas indiquem o seu irmão Ben e partilha com o leitor as decisões que toma referentes à colaboração com o Kill Club. 
O mistério reside no dia do massacre. Sob forma de perspectivas da mãe Patty Day e do irmão Ben Day, os capítulos que alternam com a actualidade retrocedem até dia 2 de Janeiro de 1985. Muito sinceramente fiquei apoquentada com o teor de algumas passagens referentes a Ben, sensação intensificada pela escrita de Gillian Flynn que, como referi anteriormente, explora sempre o lado sombrio das situações. Por outro lado até algo revoltada com o facto da autora associar músicas do meu género musical predilecto, o heavy metal (e em concreto a banda Iron Maiden) como rastilhos de cultos satânicos e adorações ao Diabo. 

A trama acaba por ser contada por três formas distintas que se expressam sobretudo através na linguagem. Nas passagens referentes a Ben espera-se algum calão para expressar sobretudo algumas práticas sexuais, linguagem esta mais contida nos testemunhos do narrador sobre Patty e até nos depoimentos de Libby. O cerne desta não é propriamente a violência física mas sobretudo os mecanismos psicológicos que estão por detrás das mais variadas personagens. Ainda assim, a linguagem gráfica respeitante ao modo de actuação do massacre está presente e essas passagens são bastante explícitas.
Realço ainda a linguagem quase impregnada de um ódio resultante da adolescência de Ben que se rebelou contra a própria família depois da influência pouco positiva e até mesmo ausência de uma sólida figura paterna.

O clímax do livro deixou-me sem palavras, boquiaberta, revelando uma reviravolta chocante de eventos que explicam então a terrível noite do massacre.

Apenas aponto um pormenor que desgostei. A tradutora Tânia Ganho, uma conceituada autora de romances contemporâneos manteve algumas palavras que a meu ver são abrasileiradas, como gambá e faxina, que poderiam ter sido igualmente traduzidos para a nossa língua.

Em suma, Lugares Escuros foi um livro que adorei apesar de estar impregnado de negativismo. Na minha opinião ainda melhor do que Em Parte Incerta, Lugares Escuros é uma obra naturalmente inquietante, absorvente e algo deprimente, tão forte a nível de linguagem e descrições sombrias, que irá certamente estarrecer alguns leitores.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

James Thompson - As Lágrimas de Lúcifer [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de Publicação: 11 Outubro 2013

               Título Original: Lucifer´s Tears
               Tradução: Ana Lourenço
               Colecção: Alta Tensão
               Páginas: 296
               Preço com IVA: 16,60€
               ISBN: 9789720043795

Sinopse: Uma morte brutal. O segredo mais obscuro de um país. Um detetive levado ao limite. 
Um ano após o caso Sufia Elmi, o inspetor Kari Vaara regressa a contragosto a Helsínquia, numa tentativa desesperada para conseguir ultrapassar as insónias e os fantasmas que persistem em persegui-lo.
Ao serviço da Brigada de Homicídios de Helsínquia, Kari terá nas suas mãos os dois casos mais mediáticos do momento: o brutal homicídio da mulher dissoluta de um homem de negócios russo e o estranho envolvimento em crimes de guerra de um herói nacional da Segunda Guerra Mundial, já nonagenário, cujos contornos políticos estão na iminência de provocar um incidente diplomático entre a Finlândia e a Alemanha.
Assombrado pelo passado, serão as circunstâncias do presente que o farão descobrir a verdade e as respostas que tanto procura.

Sobre o autor: James Thompson, nascido e criado no Kentucky, vive na Finlândia há dez anos e reside actualmente em Helsínquia com a mulher. Antes de se tornar escritor a tempo inteiro, estudou Sueco e Finlandês e trabalhou como barman, segurança, operário da construção civil, fotógrafo, negociante de moedas raras e soldado.

Imprensa:
«O aguardado regresso do inspetor Kari Vaara num livro ainda mais avassalador do que Anjos na Neve. Uma leitura obrigatória para todos os fãs de Arnaldur Indriðason, Stieg Larsson, Henning Mankell e Jo Nesbø.»
Booklist

«Colaboração nazi, ocultação de factos governamentais, cenas de sexo bizarro, um bebé ansioso por nascer e um herói atento mas irreverente. Que mais se pode querer?»
Kirkus Review

«Um livro fantástico. Deixei-me conduzir de imediato a um estranho mundo novo, ficando seu prisioneiro da primeira á última página. Uma obra magistral.»
Michael Connolly

Leia aqui as primeiras páginas.

Anteriormente do autor:
Opinião AQUI













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domingo, 6 de outubro de 2013

Sandra Brown - Vidas Trocadas [Opinião]


Sinopse: As gémeas Melina e Gillian Lloyd são praticamente iguais, ambas empresárias de sucesso e solteiras. Mas numa coisa são diferentes: Melina é impulsiva enquanto Gillian gosta de ponderar bem as suas decisões. Além disso, Gillian quer um filho. Sentindo o relógio biológico a avançar inexoravelmente, opta por se submeter a uma inseminação artificial, utilizando esperma de um dador anónimo. A história começa no dia em que ela faz a inseminação.
Nesse dia, Melina acompanha, na sua qualidade de relações públicas, o coronel da NASA Christopher "Chefe" Hart à cerimónia de entrega de um prémio. Mas terá sido mesmo Melina?
A vida do coronel choca, depois interliga-se, com a das gémeas. Uma partida aparentemente inofensiva acaba em catástrofe. Na manhã seguinte a terem trocado de identidades, Melina recebe uma notícia terrível: a irmã fora brutalmente assassinada - e o coronel, apesar de inocente, é o principal suspeito.
O que parece de início ser um homicídio de fácil resolução acaba por conduzi-los às montanhas do Novo México, onde um louco, cujos planos diabólicos requerem a substituição de Gillian por Melina, está a criar uma «nova ordem mundial». Mesmo que seja apenas parcialmente bem sucedido, as consequências serão catastróficas e afectarão o mundo inteiro.

Opinião: Ganhei este livro num passatempo do blogue D´Magia aquando a sua publicação. Apesar de ser fã da autora, sinceramente não tenho explicação para o facto deste livro ter ficado na estante dois anos a aguardar leitura. Este título era o único que me faltava ler desta autora.

Apesar da fórmula de Brown não variar de livro para livro, é garantido que em Vidas Trocadas fosse encontrar um caso criminal (que digamos, achei-o mais sórdido do que os apresentados em livros anteriores) com uma pitada de romance. Em Vidas Trocadas, achei que a vertente do romance estava diminuta, comparando com outros livros da autora. 
O caso centra-se no assassinato de Gillian, uma morte acidental visto que toda a gente desconhecia da troca combinada pelas gémeas na noite anterior. Uma brincadeira tão típica de crianças, que achei improvável ser praticada em idade adulta. Uma coisa é certa: o amor incondicional entre as irmãs é notório embora achasse que o luto de Melina se arrastasse mais.
A partir daqui existe uma sucessão de acontecimentos, alguns improváveis e que me deixaram presa ao livro durante alguns dias. O perfil das personagens mostram que os gémeos, apesar da semelhança física, não têm necessariamente que ter personalidades semelhantes. Melina e Gillian não poderiam ser mais diferentes. 
Ainda que a temática sobre a troca de gémeos seja recorrente, achei a história algo original principalmente pelo desfecho. Apanhou-me completamente desprevenida!

Nas suas novelas, Brown disseca alguns temas que são analisados até ao limite, o mais improvável, originando as ditas situações que deixam o leitor incrédulo. Neste caso particular, em Vidas Trocadas, as temáticas fulcrais são os cultos religiosos e os tratamentos de fertilidade. Surpreendeu-me muito a dimensão dos ditos cultos religiosos associados a uma megalomania tal que gerou toda uma situação, a meu ver, pouco verossímil. 

Relativamente à componente sensual do livro, devo dizer que estranhei a química entre o casal, o Chefe e Melina que se envolvem apesar deste ainda estar enfeitiçado pela irmã que faleceu. Era previsível que o casal fosse precisamente este, apesar de sabermos desde o início que o astronauta tivera um caso com Gilian na noite anterior. Não menosprezando claro, a evidente semelhança física entre as irmãs, pormenor que pode aparentemente explicar também a troca de interesses por parte do Chefe.
Em comparação com os outros livros da autora, as cenas de sexo entre o casal são escassas. No que atende aos pormenores, estes estão lá e captam a essência de uma tórrida noite de paixão.

Se houver algum ponto negativo a apontar, devo dizer que há um, ínfimo, inerente à tradução portuguesa. Encontrei um lapso referente à sigla da Defesa dos Índios Americanos (DIA) que estranhamente a meio do livro é referida como DNA. Certamente um lapso insignificante visto que a entidade volta a ser designada como DIA. Também já me expressei anteriormente que não gosto de ver traduzidas algumas terminologias americanas como por exemplo cowboy, que vejo nestes livros escrito como cóboi. 

Sandra Brown é sem dúvida a autora a que recorro para desanuviar das minhas leituras habituais por ter livros que associem o ligeiro policial ao romance. Gostei do livro mas continuo a eleger como preferidos Uma Voz na Noite, Obsessão e principalmente Letal. Com este livro a fasquia ficou demasiado alta. 
Fico a aguardar por um próximo livro da autora!


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Ken Follett - O Voo das Águias [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Sou grande fã do autor Ken Follett e quando tive conhecimento da republicação de O Voo das Águias (sei que o livro tinha sido publicado há uns largos anos e dividido em duas partes pela Círculo de Leitores), comecei a contar os dias para começar a sua leitura. Grandes expectativas que antecederam o momento da leitura que foram largamente ultrapassadas, como qualquer livro do autor. 

Baseado numa história verídica, os eventos retratados neste livro ocorreram em 1979 durante a revolução iraniana para instaurar a lei islâmica. Conhecia esta revolução mas desconhecia em particular este episódio narrado na obra. Ainda não tinha nascido neste ano mas fiquei estupefacta por não ter visto nada nem na TV nem na internet sobre o verdadeiro caso de coragem aqui retratado. Terá estado na berra nos anos 80 e entretanto caiu numa pária? Soube posteriormente que foi realizada uma mini série baseada no caso, datada de 1986. Dado o ano, não me parece que venha a ser transmitida pela televisão.

Falando do livro, os meus caros leitores sabem a razão número um pela qual adoro as obras de Follett. Falo, claro, das personagens. Como é hábito do autor, são retratadas diversas personagens que criam uma empatia quase inexplicável com o leitor dado o seu desenvolvimento. A versão da Editorial Presença enumera-as logo na primeira página (de acordo com o local onde desempenham o seu papel), facilitando o papel de retenção das inúmeras personagens.

Neste caso em particular, foi estimulante saber que O Voo das Águias foi baseado num caso verídico e como tal mantém o realismo sobre a sociedade iraniana dos anos 70 no seu regime ditatorial do Xá originando alguns tumultos por parte dos muçulmanos xiitas e dos defensores da democracia. Desta forma, a história acaba por ser muito mais do que uma operação de resgate, sendo uma fonte fiável da história do Irão.
O autor refere logo nas páginas iniciais que foi contactado por Ross Perot, o presidente da EDS e terá escrito a presente obra com base no seu testemunho. Daí que se esperava algo pouco fictício. E de facto, Follett conta a história cingindo-se aos eventos tal como se um documentário se tratasse. Apenas empreende mais tempo na descrição dos intervenientes. Claro que em particular, achei Ross Perot um homem íntegro, com uma especial atenção para com os seus colaboradores.
No entanto e agora que reflicto nisto, levanta-se uma questão que acho pertinente: sempre ouvi dizer que uma história tem dois lados e esta que acabei de ler, é justamente a versão de Perot. Será essa uma versão tendenciosa? 
A Editorial Presença incluiu, sensivelmente a meio do livro, algumas fotos apresentando os intervenientes da história, facto que achei bastante interessante e contribuiu para o realismo da história.

A trama é toda ela muito cativante e envolvente. Sobre as circunstâncias que levam à detenção dos funcionários, são passagens de cariz revoltante. Falo por mim, que apesar da dificuldade em libertá-los do país, só os queria ver fora das grades! Dotada de acção intercalada com o fascinante desenvolvimento das personagens só como Follett o sabe fazer, a obra é extensível a todos os gostos não se cingindo aos ávidos do thriller. É uma emocionante história de vida que abarca temas fidedignos como a história do Irão e suas caracterizações socio-políticas de forma pouco fastidiosa e que dará que pensar agora passados quase 35 anos. E o melhor? Escrita pelo melhor contador de histórias, Ken Follet. Recomendo!

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