sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mary Higgins Clark - Do Fundo do Coração [Opinião]


Apesar de Mary Higgins Clark ser apontada como uma rainha do suspense e eu ter enveredado na leitura deste género há coisa de 3 anos, devo confessar que nunca tinha lido nada da autora, e está cá a parecer-me que a autora é inesquecível!

Ora nesta leitura denotei que Clark escreve de uma forma muito coerente e fluída, em capítulos pequenos, mantendo constante o nível de suspense e o desejo de ler mais e mais. A escrita é bastante acessível e a autora sabe prender e cativar o leitor.

Ao ler este livro, tive a sensação que estava a ver um episódio da série Lei & Ordem. Os pormenores ricos referentes ao mundo judicial faz-nos transportar para o tribunal onde assistimos ao julgamento de Gregg Aldrich, acusado de ter morto a sua esposa Natalie Maines.
O estranho da história é que ficamos em dúvida do porquê dessa morte, anos depois da melhor amiga de Natalie ter sido morta também, uma vez que ambas eram actrizes de sucesso.

Denotei uma apresentação bastante superficial das personagens, exceptuando a procuradora Emily Wallace. Praticamente não conhecemos nada da primeira rapariga morta e o que conhecemos da segunda é já post mortem. Os demais personagens, vulgo os intervenientes do julgamento ou mesmo a família da falecida, não me conquistaram em pleno, devo confessar.

Depois há um mistério em torno de Emily, uma vez que foi submetida a um transplante de coração e não se sabe a identidade do dador. Para complementar, existe uma história paralela do vizinho esquisito de Emily cujas intenções são descobertas ao longo da narrativa. Estes são então os dois elementos chave que o leitor está ávido de descobrir.

A história não deixa de ser interessante, todas as pontas soltas que são apresentadas durante a sua narrativa têm um elo comum que acaba por ser, de certa forma, surpreendente! Penso que deveria ter sido dado um ênfase, nomeadamente na questão do coração, pois o título (e o subtítulo) me induziram a fazer já um grande filme sobre isso, quando afinal nem o era...

O desfecho foi rápido de mais. Estava eu a 10 páginas do fim e todo aquele clímax deu-se como um raio, intenso mas demasiado acelerado, a autora podia ter debruçado em maiores pormenores e ter estendido a evolução dos acontecimentos. Também achei que as mortes de Natalie e Jamie poderiam ser explicadas de melhor forma afim de convencer totalmente o leitor.

Para finalizar, fico curiosa em conhecer as opiniões dos seguidores e fico satisfeita em conhecer os livros de MHC categorizados como os melhores, pois certamente que não vou perder a oportunidade de os ler.

Recomendo este livro sem reservas, constitui um bom momento de leitura.


quinta-feira, 31 de março de 2011

Promoção "estranha"


Olhem o que eu encontrei na Bertrand a 10,09€ (um livro que custa 23,21€). Podem ver esta estranha promoção aqui

domingo, 27 de março de 2011

Gyles Brandreth - Oscar Wilde e os Crimes do Vampiro [Opinião]


Com o apoio das Publicações Europa América, tive a oportunidade de ler algo deste autor pela primeira vez.

Desde já devo dizer que apesar de não ser conhecedora dos demais livros de Arthur Conan Doyle (vulgo Sherlock Holmes), todo aquele misticismo londrino vitoriano sempre me atraiu muito, daí a curiosidade em enveredar por esta leitura diferente do policial dito convencional.

Nesta que é já a quarta aventura de Oscar Wilde publicada pela Europa América, deparamos-nos com um estranho homicídio. Somos transportados para Londres, ano de 1890 e, após uma festa, a duquesa de Albemarie é encontrada morta, com duas pequenas marcas no pescoço. Por sua vez um personagem estranho, de seu nome Rex LaSalle afirma ser um vampiro.

A insólita constituição do livro (notas de diários, excertos de jornal, telegramas e cartas dos personagens) aliado ao acelerado arranque da narrativa fazem com que o livro seja uma rápida leitura. Por outro lado este aspecto faz com que as personagens nos sejam apresentadas a "cru", sem que haja inicialmente um vínculo entre as mesmas e o leitor.

Quase que denotei uma semelhança com Agatha Christie na descrição do crime e consigo estabelecer um paralelismo entre a personagem de Poirot com as personagens de Arthur Conan Doyle e Oscar Wilde, os que mais se destacam na narrativa. Assim é difícil ficar indiferente à perspicácia dos mesmos na associação das pistas do crime e na lógica para assumir determinadas hipóteses.

Assim, esta forma tão "polite" de descrição dos crimes, também se aplica a outras situações, nomeadamente os temas da bissexualidade e homossexualidade, tratados como discretos e quase como naturais para a época.

Um dos aspectos que gostei foi o inventário inicial das personagens. Bastante útil para o leitor verificar a identidade das personagens intervenientes na narrativa a qualquer momento. Também achei particularmente interessante a nota do autor no final do livro, com uma breve biografia de Arthur Conan Doyle, Oscar Wilde Robert Sherard e Bram Stoker, tendo sido este último o primeiro autor a enfatizar a temática dos vampiros na literatura.

Gostei muito de ter sido "transportada" para aquela época, conhecer os hábitos londrinos em 1890/1900 e ter contactado com a geração de medo de Jack, O Estripador. Um livro que, sem dúvida me ensinou muito e fez com que me apaixonasse por este tipo de literatura, um policial mais arcaico.

Não querendo levantar um véu sobre o final, nem deixar eventuais spoilers, devo dizer que, tanto a morte da duquesa como os dois homicídios que lhe seguiram tiveram uma explicação coerente e razoável. De certa forma um final inesperado pois eu estava convicta da identidade do assassino, o que não foi bem assim...

Uma rápida e entusiasmante leitura que aconselho, e que fará as delíciais especialmente aos fãs de Agatha Christie e Sir Arthur Conan Doyle.


sábado, 26 de março de 2011

Um miminho!


O facto de eu ter enveredado no clube de leitores do Segredo dos Livros fez com que eu conhecesse pessoas fantásticas! Uma delas deixou o clube, com muita pena minha, e passou o seu último livro para mim com alguns miminhos, uns marcadores lindos lindos como podem ver...

Dá mesmo vontade de ler 4 livros em simultâneo para usar os marcadores todos! Adorei Marta (do clorofórmio do espírito), obrigada pelos lindos marcadores, pela simpatia e a inspiração que me dás quando leio o teu blog! Um beijinho, tudo de bom para ti!!!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Giorgio Faletti - Eu Mato [Opinião]



Quem diria que um comediante escreve um bom policial... pois se Giorgio Faletti desperta sorrisos e gargalhadas a muitos, a outros consegue arrancar arrepios, indignação e tensão!

Eu Mato conta a história de um serial killer bastante sórdido, que liga para um programa de rádio a anunciar o homicídio, deixando uma música como pista para a identificação da potencial vítima.

Nas primeiras páginas do livro, são apresentadas as personagens, com quem imediatamente sentimos empatia, o menino com problemas mentais que acompanha religiosamente os programas e as músicas da rádio, Pierrot e Jean-Loup Verdier, o apresentador desse mesmo programa. Também o agente do FBI Frank Ottobre,que estava em Monte Carlo, debatendo-se com os seus próprios fantasmas e, aliado ao amigo, o delegado de polícia Nicolas Hulot, decide que dará um fim à matança. Mas não só estas personagens aguçam a curiosidade do leitor, o que terá a esconder a misteriosa Helena Parker?

No que concerne a descrições de personagens tenho a referir que até as vítimas são tidas em conta. Assim, todas elas têm uma personalidade, uma maneira de estar na vida que, normalmente não são aspectos tão enfatizados numa personagem de literatura policial.
E não são só descrições de personagens, o autor prima pelas referências de pormenores a locais e a situações. A descrição no romance policial é sempre algo ambíguo: se por um lado o leitor quer imediatamente passar a acção, descurando os pormenores descritivos, por outro esta componente facilita um visionamento da acção na nossa mente, tal como um filme!

No que diz respeito ao serial killer, este é uma mistura entre o famigerado Ed Gein e Hannibal Lecter. Um dos aspectos mais relevantes do livro é a sua análise do perfil psicológico e o encaixe deste com a tipologia dos crimes, muito sangue e rostos mutilados. Denotei que o autor utiliza uma linguagem diferente nas falas desta personagem quando os telefonemas para a rádio, comparativamente aos demais personagens, facto que ajuda o leitor a sentir-se mais irrequieto, tenso e desconfiado. Achei que os telefonemas, ainda que breves, tinham um cariz perturbador e conseguiram deixar-me inquieta. Quanto às músicas escolhidas para cada vítima, devo dizer que o autor fez uma ligação bastante inteligente e que não era assim tão imediata.

Inicia-se então uma verdadeira caça ao homem, cujos homicídios são bastante gráficos, encontrando-se descritos ao pormenor, havendo pelo meio algumas peripécias surpreendentes.

Gostei do desfecho, conhecer a identidade do serial killer e o seu background, a sua infância e o desenvolvimento como indivíduo na sociedade.

Fico a aguardar atentamente o segundo livro do autor, intitulado "Eu sou Deus". Recomendo vivamente, é uma excelente leitura!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Passatempo "Arne Dahl - Misterioso" - Resultados

No segundo passatempo da menina dos policiais contei com 106 participações. Dado que a 4a pergunta estava um pouco ambígua vou considerar válida todas as respostas à mesma. Apenas vou invalidar 4 respostas, correspondentes às primeira e segunda pergunta erradas.

Assim, as respostas eram:
1. A que colecção pertence Misterioso de Arne Dahl?
Minutos Contados

2. E dessa colecção, a que número corresponde Misterioso de Arne Dahl?
Nº 32

3. Que nacionalidade tem o autor do livro?
Sueca

4. Como se chama aquele que tem por alcunha o "Misterioso"?
Thelonious Monk (a meio do passatempo percebi que era apenas o trecho musical que tinha este nome, daí a ambiguidade da questão)

Desta forma, e após sorteio o vencedor é

45. Marco Santos (Rio Maior)

Muitos parabéns ao vencedor! A todos os que tentaram e ainda não conseguiram, não desistam, terei todo o gosto de voltar a fazer passatempos! Boa sorte e boas leituras para todos!


domingo, 20 de março de 2011

Desafio Literário

1. Díficil dizer um livro que me marcou quando há tantos que me proporcionaram grandes momentos de leitura. Talvez a trilogia Stieg Larsson e o Sopro do Mal do Donato Carrisi.

2. Para ler toda a vida é arriscado! Já sei, escolhia um livro da colecção juvenil que eu lia em miúda cujo desenvolvimento e o final da historia dependiam dos dados lançados :)

3. Eu recomendaria vários apenas do género policial e thriller...sou muuuuuito selectiva nas minhas leituras ;)

4. 10 Blogs à maneira
http://cloroformio-do-espirito.blogspot.com/
http://livrolico.blogspot.com/
http://mira46.blogspot.com/
http://refugio-dos-livros.blogspot.com/
http://bibliomigalhas.blogspot.com/
http://milestrelasnocolo.blogspot.com/
http://pedacinho-literario.blogspot.com/
http://historiasdeelphaba.blogspot.com/
http://otempoentreosmeuslivros.blogspot.com/
http://esmiucaolivro.blog.com/

5. Alguns blogs me remeteram este meme, e eu aproveito para mandar um beijinho aos autores!

quinta-feira, 17 de março de 2011

Arne Dahl - Misterioso [Opinião]


Foi com um enorme prazer que li o novo título da Colecção Minutos Contados, bastante boa a nível de policiais/ thrillers, com a parceria da Editorial Presença.

Antes de mais devo dizer que adoro estes novos livros amigos do ambiente da Editorial Presença. Como alguns de vós sabem, sou engenheira do ambiente e portanto todas as iniciativas possíveis para pouparmos os nossos recursos agradam-me mesmo muito! Pois bem, estes livros possuem a textura da folha bastante suave e desmistifica a ideia que o papel reciclado tem obrigatoriamente ser mais "sujo" do que o outro. Isto tudo para dizer que estes livros são bem mais leves (eu adoro andar com o livro na mala para ler nos transportes, por isso esta nova concepção do livro ajuda imenso!)

Mas passando ao que interessa... a dificuldade de ler um livro nórdico é acrescida devido aos nomes próprios das personagens e locais. Ainda para mais eu salto do Henning Mankell para Arne Dahl, e parece que ler dois livros suecos de empreitada é obra!

O livro começa com o inspector Paul Hjelm num caso de sequestro muito mal parado, e após um disparo sobre um estrangeiro, o inspector enfrenta um processo disciplinar. Contudo, esta reacção impulsiva desencadeia um mediatismo de super herói em Hjelm, e este é convidado pelo superintendente Jan-Olov Hultin a integrar uma unidade especial, o grupo A.

Por sua vez, o grupo A vai investigar os crimes de dois empresários suecos, mortos como se um ritual se tratasse, duas balas, e sem rasto de pistas. Deste modo, a unidade especial vai seguir os indícios que apontam para o envolvimento da Máfia da Estónia. De repente as investigações centram-se na gravação de Misterioso de Thelonious Monk, encontrada num local do crime. Terá esta pista alguma relação de facto com todos os crimes?

Este facto aguça a minha curiosidade, que li capítulo após capítulo com alguma ansiedade. Intercalando as investigações do crime com a relação entre Paul e a mulher Cilla e os episódios da borbulha na bochecha do inspector, as respostas vão sendo respondidas aos poucos, de uma forma misteriosa.

Gostei de ter aprendido um pouco mais sobre Maçonaria e sociedades secretas com nomes de mitologia nórdica logo no início do livro, ainda que tenha sido uma breve abordagem.

Penso que o autor sabe contextualizar a sua deixa humorística nos momentos certos da narrativa, aliviando a carga pesada que uma investigação criminal retrata, assim como a descrição dos impulsos de Hjelm com a sua colega feminina do grupo A. Na minha opinião, a história não é linear, apesar de apresentar alguma tensão e bastante acção no decorrer da narrativa, contendo alguns twists, o que confere também alguma imprevisibilidade. Em relação ao desfecho, este foi mais ou menos como eu o idealizei, bastante tenso mas simples e que explicou convenientemente o que se leu para trás.

O ponto pior foi a dificuldade nos nomes suecos, estes ainda mais complicados do que os livros nórdicos que eu tenho lido (e convém dizer que eu ando com alguma pedalada nesta temática). Assim, andei eu com umas notas para não me esquecer da personagem e dos locais.

Relembrando que este é o primeiro livro do autor, devo acrescentar que está realmente bastante bom a ponto de haver prevista uma adaptação em série televisiva ainda para este ano, conforme se pode constatar aqui. Recomendo a quem aprecie uma dose de emoções fortes!


segunda-feira, 14 de março de 2011

Livro da Semana - Editorial Presença

Em Augusta Falls, uma pequena comunidade rural no Sul dos Estados Unidos, a vida nunca mais será a mesma. Um assassino em série anda a semear o terror enquanto deixa atrás de si os corpos mutilados de raparigas pré-adolescentes. Joseph Vaughan, de apenas doze anos, não consegue evitar sentir-se profundamente impressionado com os acontecimentos. Por isso decide criar um grupo com o objectivo de descobrir o responsável pelos crimes. Mas o tempo vai passando, e um dia as mortes param subitamente. Só Joseph continuará a ser perseguido ao longo dos anos pela sombra do que se passou, até ser obrigado a confrontar-se com o pesadelo que lhe roubou a vida.

A um preço irresistível e portes grátis, acho que não vou resistir :D
Alguém já leu este livro? Que me dizem?