quarta-feira, 2 de abril de 2014

Wilbur Smith - A Lei do Deserto [Passatempo Editorial Presença]


Desta vez, e em parceria com a Editorial Presença, a menina dos policiais tem para sortear, um exemplar do livro A Lei do Deserto de Wilbur Smith. Para participar no passatempo, tem apenas de responder acertadamente a todas as questões seguintes.
São mantidos os moldes do passatempo anterior: a partilha no facebook, pública, garante ao participante mais uma entrada válida!


Regras do Passatempo:
- O passatempo começa hoje, 2 de Abril de 2014 e termina às 23h59 do dia 11 de Abril de 2014.
- O participante vencedor será escolhido aleatoriamente.
- O vencedor será contactado via e-mail.
- O blogue e as editoras não se responsabilizam por extravios dos CTT.
- Apenas poderão participar residentes em Portugal e só será permitida uma participação por residência.
- Se precisarem de ajuda, podem consultar aqui.

Só me resta desejar boa sorte aos participantes!!! :)




Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
Para comprar o livro A Lei do Deserto, clique aqui.


segunda-feira, 31 de março de 2014

A Estante está mais cheia [Março 2014]


Março, março... A minha wishlist aumentou consideravelmente no mês de Março. Muitas eram as novidades por mim aguardadas e este foi o resultado. Nem sei por onde começar. Talvez por A Rapariga Corvo (como sabem, adorei o livro e os autores!), gentilmente ofertado pela Bertrand, a qual agradeço! 

Ainda pagos no mês passado, apenas em Março chegaram os livros da promoção da Editorial Presença, A Aventura dos Livros Grátis. Escolhi dois livros de Joseph Finder, Ameaça Sem Rosto e Killer Instinct e um de James Patterson, Sequestro de Alto Risco. Com um saldo na conta cliente, encomendei A Casa Negra de Peter May. Ainda da Editorial Presença e ofertado, veio O Escândalo Modigliani de Ken Follett, livro que também foi prémio de um passatempo aqui na menina dos policiais.

Da Leya, não esperava ler Lost Boys de Lilian Carmine, mas já que aqui está, vou lê-lo, certamente! Até porque cada vez mais estou curiosa com o género do fantástico. The Killing II é (ainda) a minha leitura actual e estou a adorar! Naturalmente endereço um agradecimento ao grupo Leya.

Da Porto Editora, dos livros que encerram uma trilogia e uma tetralogia, respectivamente. Do género fantástico, Convergente, o desfecho da série Divergente e que estou a gostar bastante de acompanhar e Prazer Ardente, erótico, o último das solteironas encalhadas. Oh, se gostei! Ainda da mesma editora, ganhei num passatempo O Jogo de Ripper e estou curiosíssima para iniciar esta leitura!

Da Planeta, o divertidíssimo romance de David Safier, Uma Família Feliz que me fez rir a bandeiras despregadas no meu trajecto trabalho-casa. E da TopSeller, acabadinho de chegar, a aguardada continuação da série Private de James Patterson. Mal posso esperar para ser devorado!
Por último, O Bibliotecário. Obrigado Clube do Autor! Sou apaixonada pelo Antigo Egipto, como sabem, e esta capa, oh céus, é linda!


Oh, então esqueci-me de incluir estes no post? Há uns tempos conheci, por intermédio do blogue, uma moça fantástica! É a Carla e é a minha partner não só de signo, como de gostos literários. É com ela que irei amanhã ao cinema ver Divergente e foi ela que me ofereceu Raptada e Delírio, livrinhos que já estão na secção de distopias.
Rio Equilibrium foi o simpático presente que recebi do autor. Obrigado Ricardo Tomaz Alves!
Em relação ao Sexo Ainda Mais no Feminino, foi um presente que recebi no lançamento do livro da Megan Maxwell. Tem umas dicas bem interessantes para apimentar uma relação ;) Não o li todo pois como é um guia, fui lendo o que me interessava e sabem que mais? Recomendo! ;)
Conclusão? So many books, so little time...

sexta-feira, 28 de março de 2014

Wilbur Smith - A Lei do Deserto [Divulgação Editorial Presença]


Data de publicação: 2 Abril 2014

               Titulo Original: Those in Peril
               Tradução: Alberto Gomes
               Colecção: Grandes Narrativas, Nº 575
               Preço com IVA: 19,95€
               Páginas: 496
               ISBN: 9789722352536

AUTOR BESTSELLER COM MAIS DE 120 MILHÕES 
• Primeiro livro da série «Hector Cross»
• Direitos para adaptação cinematográfica vendidos à Reelart (o produtor Matt O'Toole acredita que «Hector Cross» tem potencial para ser o equivalente do século XXI de James Bond, Bourne ou Jack Ryan.)
• Em 2014 Wilbur Smith celebra 50 anos de carreira

Sinopse: Hazel Bannock é proprietária de uma das maiores companhias petrolíferas do mundo, a Bannock Oil. Durante uma viagem através do oceano Índico, o seu iate é sequestrado por piratas somalis. Nele viajava a filha de Hazel, de dezanove anos, Cayla, e o resgate que os piratas pedem para a libertarem é exorbitante. 
Hazel recorre ao major Hector Cross, cuja empresa foi contratada pela Bannock Oil para proteger as suas instalações e pessoal. Juntos, Hazel e Hector estão dispostos a tudo para salvar Cayla, mesmo que isso signifique fazer justiça pelas próprias mãos… 

Sobre o autor: Wilbur Smith nasceu em África em 1933. Estudou em Michaelhouse e na Rhodes University, na África do Sul. Depois de publicar o seu primeiro livro, When The Lion Feeds, em 1964, tornou-se escritor a tempo inteiro, e desde então já escreveu mais de 30 romances, inspirados nas suas numerosas expedições por todo o mundo. Os seus livros encontram-se traduzidos em 26 línguas e contam com mais de 120 milhões de exemplares vendidos.

Imprensa
«Wilbur Smith é um mestre.» 
Publishers Weekly 

«Ninguém escreve romances de aventura como Wilbur Smith.» 
Daily Mirror

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui


Veronica Roth - Insurgente [Opinião]


Sinopse: A tua escolha pode transformar-te - ou destruir-te. Mas qualquer escolha implica consequências, e à medida que as várias fações começam a insurgir-se, Tris Prior precisa de continuar a lutar pelos que ama - e por ela própria.
O dia da iniciação de Tris devia ter sido marcado pela celebração com a fação escolhida. No entanto, o dia termina da pior forma possível. À medida que o conflito entre as diferentes fações e as ideologias de cada uma se agita, a guerra parece ser inevitável. Escolher é cada vez mais incontornável... e fatal.
Transformada pelas próprias decisões mas ainda assombrada pela dor e pela culpa, Tris terá de aceitar em pleno o seu estatuto de Divergente, mesmo que não compreenda completamente o que poderá vir a perder.
A muito esperada continuação da saga Divergente volta a impressionar os fãs, com um enredo pleno de reviravoltas, romance e desilusões amorosas, e uma maravilhosa reflexão sobre a natureza humana.

Opinião: Após ter lido Divergente fiquei curiosa com esta trilogia distópica. Insurgente é o segundo volume e li-o tão avidamente quanto o primeiro. Aquando li Divergente, não consegui deixar de estabelecer comparações com a afamada trilogia Jogos de Fome, sensação que desvaneceu neste segundo volume. Ainda que não tenha lido muitas distopias, que achei este livro extremamente original.

O leitor não perde pitada da acção pois Insurgente inicia-se no preciso momento em que termina o livro antecessor. Este tinha deixado muitas questões em aberto, e terminado Insurgente, continuo com a mesma sensação. Fico ainda mais curiosa com a leitura do livro que encerra esta trilogia, Convergente, publicado na semana passada em Portugal.

Se Divergente funcionou como uma apresentação sobre as facções e suas ideologias, em Insurgente são reveladas as verdadeiras motivações das mesmas e o leitor apercebe-se que é iminente um conflito politico-ideológico. E a trama basicamente oscila muito entre algumas revelações desencadeando conflitos e traições, imperando um poderoso sentimento de sobrevivência. 

Não tenho a adiantar muito mais das personagens, que são familiares pois o leitor esteve em contacto com as mesmas no livro antecessor. Se outrora achei que Beatrice ou Tris era a protagonista, agora considero Tobias ou Quatro, tão importante quanto a personagem feminina. 
Houve alturas em que as atitudes de Tris mexeram comigo e algumas decisões suas não achei consistentes. Tal facto contribuiu para um maior dramatismo por parte de Tris. E isso foi tão intenso que, finda a leitura, acho que passei a gostar mais da personagem. E há que pensar que atitudes contraditórias reforçam o ser Divergente, que é afinal de contas, a essência da personagem feminina. 
Gostei de ver o aprofundamento da sua relação com Tobias. 

Com este volume, verifica-se novamente que a realidade distópica concebida por Roth é extremamente imprevisível. Além disso bastante sólida. Apesar da trilogia ter como publico alvo o juvenil, creio que os adultos também são fãs. Até porque Insurgente promete capítulos muitos intensos, pautados por muitas tragédias e mortes. Bem, para quem adora estes ingredientes, como eu, este é o livro indicado! Não hesito em começar Convergente já, já!

Para quem aprecia este género, não deixo de recomendar a leitura desta trilogia. Curiosa que sou, irei no próximo dia 1 à ante-estreia do filme baseado em Divergente. Por falar no primeiro livro da saga, este foi reeditado com a capa alusiva ao filme:

E por falar no filme. Se ainda não viram, convido-vos a espreitar o trailer e ficarem tão curiosos quanto eu:


Para comprar o livro Insurgente, clique aqui.






quinta-feira, 27 de março de 2014

Janet Evanovich - Corrida Perversa [Divulgação Editorial TopSeller]


Data de publicação: 27 Março 2014

               Titulo Original: Wicked Business
               Colecção: Lizzy and Diesel
               Preço com IVA: 16,59€
               Páginas: 288
               ISBN: 9789898626332

Sinopse: A vida pacata de Lizzy Tucker está prestes a ser virada do avesso, quando Diesel, o seu espetacular e maravilhoso parceiro nas investigações do sobrenatural, a desafia para salvar o mundo. Uma vez mais.
Depois de terem encontrado a Pedra da Gula, a chef de pastelaria e o mais sexy caçador de recompensas do oculto de Boston continuam à procura das restantes seis pedras Saligia que, segundo as lendas, detêm o poder de cada um dos sete pecados mortais.
Quando Gilbert Reedy, professor da Universidade de Harvard, é misteriosamente assassinado e atirado da varanda do 4.º andar da sua casa, pistas ligam o homicídio a Wulf Grimoire, uma figura do lado negro com quem Lizzy e Diesel já se haviam cruzado. Wulf está determinado em reunir as sete pedras para, com o seu poder, dominar o mundo, e desconfia-se precisamente que Reedy foi morto às suas ordens por estar a investigar a Pedra da Luxúria.
Seguindo as pistas que constam de um críptico livro de sonetos do séc. XIX, Lizzy e Diesel partem à descoberta da Pedra, que se pensa estar investida do poder da luxúria, deixando atrás de si um rasto de sepulturas profanadas, distúrbios da ordem pública e o caos generalizado.
Uma caça ao tesouro divertida, cheia de ação e de leitura imparável, ao estilo inconfundível e original de Janet Evanovich.

Sobre a autora: Janet Evanovich é a autora de policiais mais vendida em todo o mundo e a escritora mais bem sucedida atualmente(fonte: Forbes), com 75 milhões de livros vendidos em todo o mundo.
Os policiais da série Stephanie Plum são bestsellers consecutivos do New York Times. Em 2013, a Topseller iniciará a publicação de duas outras séries da autora: Lizzy & Diesel, cujos livros se tornaram também bestsellers do New York Times, e uma nova coleção desenvolvida em co-autoria com o escritor Lee Goldberg.

Para mais informações sobre Corrida Perversa, clique aqui


Anteriormente publicado, da colecção:
Opinião AQUI











Louise Penny - Natureza Morta [Divulgação Editorial Dom Quixote]


Data de publicação: 30 Abril 2014

               Titulo Original: Still Life
               Preço com IVA: 17,90€
               Páginas: 360
               ISBN: 9789722054461

Sinopse: Quando a neblina se dissipa na manhã do Dia de Ação de Graças, as casas de Three Pines ganham vida. Apenas uma permanece silenciosa.
A aldeia é um paraíso seguro e os seus habitantes ficam desorientados quando a antiga professora, a muito estimada Jane Neal, é encontrada morta na floresta de áceres. Foi certamente um acidente, uma flecha disparada por um caçador, que se extraviou. Quem poderia desejar a morte de Jane Neal?
Durante uma longa e notável carreira na Sûreté do Quebeque, o inspetor-chefe Armand Gamache aprendeu a encontrar serpentes no paraíso. Gamache sabe que há algo obscuro por detrás das belas casas antigas e das vedações de estacas brancas e que, se observar atentamente, Three Pines começará a revelar os seus mistérios...

Sobre a autora: Louise Penny nasceu em Toronto, em 1958, e é autora de romances policiais. Atualmente vive no Quebeque, concentrada nas investigações do inspetor-chefe Armand Gamache de que já publicou dez títulos. Inicialmente trabalhou como jornalista, mas foi como escritora que ganhou numerosos prémios dos quais se destacam o Agatha Award para o melhor romance policial do ano, em quatro anos consecutivos (2007-2010), e o Anthony Award para dois títulos da série. Os seus livros estão traduzidos em 25 idiomas.

Imprensa
«Um convincente motivo para um assassínio, um detetive fascinante e uma atmosfera única… Um impressionante romance de estreia.»
The Times

Para comprar o livro A Natureza Morta, clique aqui.


quarta-feira, 26 de março de 2014

Ken Follett - O Escândalo Modigliani [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: O Escândalo Modigliani é um dos primeiros policiais escritos por Ken Follett e que data do ano 1976 baseando-se no mundo artístico. Confesso que, ainda que não seja grande entusiasta do tema, O Escândalo Modigliani foi um livro que me despertou grande atenção devido a ter sido escrito por um dos autores que mais admiro.

Como o próprio nome indica, a história baseia-se numa peça de Modigliani e que move uma série de personalidades e interesses, desencadeando uma procura a uma dita peça do artista. Tudo começa com Dee Sleign, uma jovem historiadora, que ambiciona escrever a sua tese de mestrado sobre uma obra de Modigliani que estará eventualmente perdida. Desde já atento como na altura (consta que o consumo de drogas nos anos 70 era banal), a haxixe e a arte estavam, de alguma forma, conectadas.
E sem querer adiantar mais sobre a história, já se sabe como é o poder da transmissão da informação, acrescentando à ambição desmesurada conduzindo a uma caça ao quadro desaparecido por algumas cidades europeias.

É portanto uma trama baseada nas maquinações das personagens para obter o quadro perdido. E em relação às personagens, penso que estas estão francamente convincentes. É um dos aspectos que adoro nas novelas do autor: a formulação das personagens e penso que Follett soube reunir características muito interessantes para as mesmas.
É inevitável que o autor, através destas, explore dois mundos diferentes dentro da arte moderna: o dos artistas e o dos galeristas com motivações antagónicas: se por um lado os artistas querem um reconhecimento da sua arte, os galeristas procuram lucrar com a mesma.

A obra está dividida em quatro partes e atentemos nos títulos: Preparar a Tela, A Paisagem, Figuras em Primeiro Plano e O Verniz.  Como se, curiosamente, a leitura deste livro fosse equiparável ao processo de pintura de uma obra. Dadas as inúmeras referências à arte, talvez o seja.

O Escândalo Modigliani é um livro que se lê muitíssimo bem: a trama tem um ritmo célere e o livro tem um reduzido número de páginas. Depois, o autor sabe magistralmente recriar cenários de corrupção e intriga. E isso é notório em todas as suas obras!
Em particular este livro tem de facto uma história cativante, contudo, e na minha opinião, ficou um pouco aquém de outros que já li do autor. Provavelmente por não me interessar o suficiente pelo mundo da arte ou por achar que, comparativamente a outros livros do autor, o presente não tem uma trama intrincada e complexa a que Follett me habituou.
Não deixa, no entanto, de ser um livro interessante para ser lido pelos fãs e atentar na evolução do autor.

Para mais informações sobre a Editorial Presença, clique aqui.
Para comprar O Escândalo Modigliani, clique aqui.


terça-feira, 25 de março de 2014

John Verdon - Deixa Dormir O Diabo [Divulgação Editorial Porto Editora]


Data de publicação: 4 Abril 2014

               Titulo Original: Let The Devil Sleep
               Colecção: Dave Gurney #3
               Tradução: José Lima Ferreira
               Preço com IVA: 16,60€
               Páginas: 480

Pode dizer-se que o americano John Verdon é um autor sénior em ascensão. Estreou-se na escrita aos 68 anos, com o thriller Pensa num Número, que a Porto Editora publicou em 2011, e alcançou enorme sucesso internacional. 
Mais tarde, publicou Não Abras os Olhos, outro grande êxito mundial. Hoje, está editado em 26 países e acaba de lançar um novo livro. Deixa Dormir o Diabo chega às livrarias portuguesas a 4 de abril e, à semelhança dos dois livros anteriores, é protagonizado pelo 
detetive Dave Gurney. 
A crítica tem sido unânime: em três espantosos thrillers, John Verdon dá a conhecer três brilhantes assassinos e um notável detetive. Esta nova obra, Deixa Dormir o Diabo, possui «um enredo genial» (New York Journal of Books) e tensão «palpável em todas as páginas» (Publishers Weekly). 
Apesar de já ter mais de 70 anos, John Verdon é, sem dúvida, um autor em ascensão. 


Sinopse: David Gurney, um ex-detetive da Polícia de Nova Iorque, aceita encontrar-se com uma jovem que está a realizar um documentário sobre o Bom Pastor. Uma década atrás, uma série de assassinatos fizeram deste serial killer notícia de primeira página. Mas os crimes pararam, sem que ninguém tenha percebido porquê. 
Para o FBI este era um caso arquivado, até que Gurney descobre elementos que a investigação inicial tinha desprezado e arrisca a própria vida para encontrar o Bom Pastor, transformando-se no próximo alvo do assassino. 
Dave Gurney sabe que está perante um homem perigoso e inteligente… um diabo que despertou.

Sobre o autor: John Verdon trabalhou durante vários anos como diretor criativo em agências de publicidade de Manhattan. Atualmente vive numa pequena localidade, nas montanhas do Norte do estado de Nova Iorque, onde se dedica à escrita a tempo inteiro. 
Os seus romances anteriores – Pensa num Número e Não Abras os Olhos – figuram no catálogo da Porto Editora. 
Mais informações em www.johnverdon.net 

Imprensa
«Um enredo genial que nos conduz a um final surpreendente. A tensão e as situações enigmáticas criadas ao longo da narrativa fazem deste livro um exemplo do suspense perfeito. »
New York Journal of Books 

«A tensão é palpável em todas as páginas de uma história que equilibra na perfeição a personalidade complexa de Gurney e um quebra-cabeças intrincado.»
Publishers Weekly 

«É sempre um prazer observar uma mente a destrinçar um enigma.»
New York Times 

Anteriormente publicado pela Porto Editora










segunda-feira, 24 de março de 2014

Alan Bradley - Flavia de Luce e o Mistério do Bosque de Gibbet [Opinião]


Sinopse: Flavia irá confrontar-se com duas mortes misteriosas, separadas pelo tempo, mas relacionadas. Para agravar a situação ainda tem que lidar com a sua vida familiar agitada, complicada pela difícil convivência com as irmãs.
O fim da Segunda Guerra vai encontrar Dieter, o deslumbrante prisioneiro de guerra alemão, a trabalhar na quinta de Culverhouse que é propriedade do casal Ingleby e fica situada perto da bucólica Bishop's Lacey. Certa tarde, o filho dos Ingleby desaparece e Dieter irá descobri-lo enforcado num antigo patíbulo, na clareira do Bosque de Gibbet, onde a Meg Louca passa os seus dias.
Cinco anos mais tarde chega a Bishop's Lacey um casal de artistas - ele é um bonecreiro de génio, estrela do público infantil da BBC, ela a sua fiel ajudante. A indómita Flavia De Luce, 11 anos de enorme talento, é encarregada de os ajudar a instalarem-se na terra. Mas o ambiente adensa-se na aldeia quando um dos espectáculos de marionetas, apresentado pelo famoso bonecreiro, termina de forma trágica. E Flavia De Luce terá, uma vez mais, de dar provas das enormes capacidades dedutivas na descoberta do que liga o passado ao presente.

Opinião: Li A Talentosa Flavia de Luce  há cerca de dois anos e nunca me esquecera da protagonista nem do tipo invulgar de policial que Bradley escreve. Passado nos anos 1900´s e tendo uns laivos de investigação clássica, onde o inquérito e a dedução eram fundamentais para analisar e consequentemente chegar a uma conclusão, mistura um chorrilho de curiosidades sobre Química, uma das ciências que mais me fascina. Tudo isto pela mão da invulgar protagonista Flavia de Luce, uma menina de apenas 11 anos.

Flavia de Luce e o Mistério do Bosque de Gibbet é, à semelhança do livro antecessor, um policial marcado pelo humor, desde as primeiras páginas, onde a jovem idealiza a sua própria lápide e referências (macabras) dos seus familiares, em torno da sua morte precoce. Um sonho, portanto, Flavia de Luce está viva e pronta para solucionar o caso que é retratado neste livro.

A par da protagonista, que por si é especial, existe um leque de personagens excêntricas inglesas (que dão uns excelentes suspeitos) no refúgio rural de Bishop´s Lacey, mas o que se destaca é sem dúvida, o carismático titereiro que acaba morto e alvo das investigações da menina detective. A premissa para um livro muito bem escrito, cheio de humor negro e mistério, com uma breve reminiscência histórica da Segunda Guerra Mundial, sendo por isso um livro de rápida e interessante leitura.

Apesar de haver um salto temporal entre as acções do primeiro livro e este, não notei nenhuma evolução na personagem principal Flavia, que mantém a sua idade e a ingenuidade. Apesar de ser inteiramente independente do primeiro livro, recomendaria a sua leitura prévia afim do leitor se aperceber da ligação de Flavia com a sua família, especialmente com as suas irmãs. No presente livro, esta interacção é abordada, ainda que com menos profundidade.

Em suma, a série protagonizada por Flavia de Luce são policiais peculiares, que farão não só as delícias dos amantes do mistério clássico bem como aqueles que procuram uma leitura mais ligeira. Gosto muito de crianças e como tal, a pequena Flavia cativou-me. O terceiro volume desta série já foi publicado pela Planeta e chama-se Flavia de Luce e a Bola de Cristal da Cigana. Uma das próximas leituras, assim o espero!


Donna Leon - Vestido Para A Morte [Opinião]


Sinopse: Da autora de «Morte no La Fenice», chega-nos agora mais um romance de ficção policial de grande sucesso mundial: «Vestido Para a Morte». Um cadáver masculino encontrado num acetinado vestido vermelho, roupa interior rendada a preceito e sapatos de salto alto vermelhos consegue chocar drásticamente Guido Brunetti da polícia de Veneza. Mas o estado alterado do comissário de polícia não tinha sido provocado pela vestimenta do corpo: a razão era a semelhança entre ambos, que de facto era abismal. Após a autópsia descobre-se que a vítima encontrada em trajes femininos era banqueiro de um pequeno mas altamente bem frequentado banco. 
O superior do comissário estava prestes a fechar o caso como tendo sido o homicídio de um travesti/prostituto, mas Brunetti desconfiava de algo mais. Resistindo a pressões políticas, Brunetti lança-se numa investigação muita própria ao negócio bancário que o falecido mantinha com o poderoso director de uma instituição de caridade religiosa. Em «Vestido Para a Morte», Guido Brunetti irá enfrentar o seu mais poderoso inimigo de sempre, um que mantém relações ao mais alto nível: finanças, governo e até mesmo em relação à Igreja. Enquanto a tensão vai aumentando, a autora presenteia o leitor com cristalinas imagens de Veneza - no seu melhor e pior - através do olhar singularmente perspicaz de Brunetti, um devoto homem de família, cidadão preocupado e exemplar, perfeitamente irresistível investigador de polícia.

Opinião: Para tentar escoar alguns livros, tenho participado em iniciativas de maratonas literárias, e no dia 1 de Março de 2014, teve início uma alusiva ao Carnaval. O objectivo seria ler um livro que tenha como cenário uma cidade onde tradicionalmente se festeja o Carnaval. E haverá algo mais apropriado do que Veneza?

Já há muito que a série protagonizada por Guido Brunetti reside na minha estante. A minha intenção seria ler por ordem cronológica, desejo falhado pois já li um ou outro mais actual (agora a autora é publicada pela Planeta). Vestido Para A Morte é o terceiro livro protagonizado por Guido Brunetti e, lamentavelmente, já se encontra esgotado do catálogo da Editorial Presença. E é lamentável pois baseada na minha ainda breve experiência com a autora, posso afirmar que esta é uma série interessante. 

O livro em questão foi escrito em 1994. Vinte anos depois li esta obra e nunca em nenhuma altura aquando a sua leitura, tive noção do salto temporal. O livro aborda temáticas recorrentes nos dias de hoje, como o negócio do sexo ilícito, homossexualidade e corrupção policial. 
Comparativamente ao primeiro da série, por exemplo (recordam-se de Morte no Teatro La Fenice), diria que este livro é mais obscuro pois é uma viagem a um submundo que até então Guido Brunetti desconhecia. Ainda assim, apresenta um bom mistério policial que se lê muitíssimo bem. Um pouco graças ao envolvimento pessoal das personagens.

A par da investigação policial, a série de Guido Brunetti está cheia de paisagens e a atmosfera é quase palpável da moderna cidade italiana. São várias as menções gastronómicas bem como as sensações de afectividade do povo, transversal aos mediterrânicos.
Como já referi anteriormente, a propósito de um outro livro da série, um dos aspectos mais engraçados, para mim, é a relação de Brunetti com a família. A sua vida familiar acaba por ter um interesse igualável ao da investigação. E o leitor acaba por construir uma relação de familiaridade com as personagens.
Sobre este aspecto, a minha percepção é que neste livro, a autora cinge-se ao fundamental e Vestido Para a Morte é talvez um dos livros que li até hoje, em que de facto a vida familiar de Brunetti é mencionada, embora de forma mais contida.

Em suma, o terceiro livro de Donna Leon aguçou-me para continuar a saga de Brunetti. É uma série que, até então, se tem mostrado original. Apesar de ter o mesmo ambiente em Veneza protagonizado pelas mesmas personagens, os enredos e os casos criminais são distintos e intrigantes.
Apesar de este Vestido Para A Morte não constar entre os meus livros preferidos da autora, foi uma agradável leitura.