segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Josh Malerman - Inspeção [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Título Original: Inspection
               Tradução:
               Preço com IVA: 18,79€
               Páginas: 400
               ISBN: 9789896686123

Sinopse: J é aluno de uma escola muito peculiar.
J está a ser treinado para se tornar um génio.
J não sabe, mas a sua vida é uma mentira.

Nas profundezas de uma floresta isolada, há uma escola restrita onde 26 rapazes são educados para se tornarem prodígios das artes, ciências e atletismo. Versões melhoradas do ser humano inspecionadas todos os dias, de modo a evitar qualquer tipo de mácula vinda do exterior.
Aos 12 anos, J e os seus irmãos desconhecem o mundo que existe para lá da redoma mantida pelos professores, guardas e disciplina do fundador da escola ? que os rapazes conhecem como P.A.I. E enquanto a maioria dos alunos segue à risca as regras da única família que conhece, J começa a detetar pequenas falhas, que aguçam a sua curiosidade. Mas depois das advertências do P.A.I., que o proíbe terminantemente de explorar o que lhe é interdito, J sabe que o castigo para a desobediência é pesado: expulsão definitiva da família? ou pior.
Atormentado pela dúvida e pelo comportamento errático do fundador, J não consegue deixar de se questionar: por que razão os alunos não podem transpor os limites da escola? O que é que há lá fora que eles não podem ver? E, acima de tudo? o que pretende o P.A.I. fazer com os 26 rapazes? 

Sobre o autor: Josh Malerman iniciou-se cedo na escrita, é fã acérrimo do terror, e gosta de escrever ao som de bandas sonoras de filmes do género.
Às Cegas, o seu romance de estreia, foi bastante aclamado pela crítica, tendo sido nomeado para vários prémios como: Melhor Romance de Estreia do Bram Stoker Award (2014), Shirley Jackson Award (2014), Melhor Livro de Terror do Goodreads Choice Award (2014) e ainda o prémio James Herbert (2015).
Josh Malerman vive atualmente em Ferndale, no Michigan, com a noiva.

Imprensa
«Um cruzamento improvável e provocador entre 1984 e O Deus das Moscas» 
Kirkus Reviews



M. J. Arlidge - O Dom da Morte [Divulgação TopSeller]


Data de publicação: 2 Setembro 2019

               Título Original: A Gift for Dying
               Tradução: Rui Azeredo
               Preço com IVA: 20,99€
               Páginas: 416
               ISBN: 9789896685768

Sinopse: Ela ouve os gritos deles
Ela sente o seu medo
Agora, ela é a única esperança que têm...
Adam Brandt é um psicólogo forense, bastante habituado a lidar com os membros mais perturbados da sociedade. Mas Adam nunca conheceu ninguém como Kassie.
A adolescente afirma ter um dom terrível — basta-lhe olhar diretamente nos olhos de alguém para saber quando essa pessoa irá morrer. E de que forma isso irá acontecer. Obviamente, Adam sabe que Kassie deve sofrer de algum distúrbio mental. É nesse momento que um assassino em série ataca a cidade. E só Kassie parece saber quem ele vai matar em seguida.
Contrariando a sua intuição, Adam começa a acreditar em Kassie. Apenas não tem consciência de quão fatal a sua fé pode vir a ser…

Sobre o autor: M. J. Arlidge trabalha em televisão há mais de 15 anos, tendo-se especializado em produções dramáticas de alta qualidade.
Nos últimos anos, produziu um grande número de séries criminais passadas em horário nobre na ITV, rede de televisão do Reino Unido. Escreveu ainda uma série policial para a BBC, além de estar a criar novas séries para canais de televisão britânicos e americanos.
Os seus livros, traduzidos para várias línguas, são autênticos êxitos de vendas e têm recebido críticas excelentes de todos os meios de comunicação social internacionais.

Imprensa
«Uma história bem contada, com uma personagem principal convincente, que nos dá a sensação de estarmos a assistir a uma série televisiva dramática.» 
Daily Mail  

«Arrepiante e de leitura compulsiva.»
The Times




Adamastor, a roupa Portuguesa de Terror


O Adamastor surge como um projecto de roupa única e singular no panorama português. Cem por cento nacional, que visa abranger temáticas mais alternativas, tocando no género cinematográfico do terror mas apresentando uma imagem leve perante o mesmo, para que qualquer individuo de qualquer idade possa usufruir dos modelos, desde do fanático do cinema, ao utilizador banal no dia-a-dia.
O que diferencia este projecto do resto, é que todas as peças são totalmente executadas artesanalmente, ou seja, desde da criação do desenho, até à sua estampagem, tudo isto num circuito caseiro pelo criador.
Juntamente com os modelos existentes na loja online (nos tamanhos Small até Extra Large, e em Tshirt, Longsleeve e Sweatshirt) o consumidor poderá entrar em contacto com o monstro para personalizar o seu modelo numa temática mais sombria.

O Adamastor foi criado no início de 2018, mas só em 2019 estabelece objetivos concretos e tenta fixar-se como uma escolha única no panorama têxtil português. O seu criador, Marcos Meneses Martins, nascido na Ilha Terceira – Açores, é um apaixonado por filmes de terror desde dos 5 anos de idade, tal como pelo desenho. Tenta então assim, conciliar o gosto pelo género / cultura cinematográfica à arte neste Projecto que dará uma personalidade única a quem usar roupa do Adamastor.

Contactos
Site: www.adamastorwear.com
Email: contact@adamastorwear.com
Facebook: www.facebook.com/adamastorwear
Instagram: www.instagram.com/adamastorwear
Twitter: www.twitter.com/adamastorwear

Paul Tremblay - Fantasmas da Mente [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: Em contagem decrescente para o festival de terror, MOTELx, tem-me apetecido enveredar mais por livros deste género.
Já há muito que ouvi críticas favoráveis a esta obra, A Head Full of Ghosts, tendo equacionado lê-la em inglês. Felizmente pude ler na nossa língua e congratulo a editora TopSeller pela aposta neste lançamento. 

Os leitores mais cépticos, tal como eu, poderão iniciar a leitura apreensivos pela abordagem do tema do Exorcismo, já explanada na obra O Exorcista de William Peter Blatty não obstante achar que o presente título se distancia pela forma como apresenta o ritual, sob o formato de reality show, um fenómeno mediático nos últimos anos. 
Diria que este tipo de entretenimento acaba por banalizar certas situações (lembro-me de repente do formato do Casados à Primeira Vista no qual contrair um matrimónio parece uma tarefa simples e desprovida de intimidade), pelo que um exorcismo, retratado desta forma e na minha modesta opinião, aligeira o acontecimento que mexe com a psique humana e as mais profundas crenças. Portanto, desde o inicio da obra, encarei a história com uma estranha leveza que não senti de todo quando li, por exemplo, o Exorcista. 
 
Sem sombra de dúvidas que Fantasmas da Mente vai beber à grandiosa obra de William Peter Blatty.
Claro que considerei os primeiros comportamentos de Marjorie um pouco anormais, ainda que tivesse presente que esta era adolescente e, eventualmente, poderia estar a passar por alguma crise típica da idade. Contudo, estas atitudes foram escalando e para mim, já se consubstanciavam inconcebíveis. Ainda assim,  sentia-me desconfiada do eventual estado de possessão para justificar o comportamento da jovem. 
A trama é narrada pela sua irmã mais nova, Merry, tornando-a um pouco mais assustadora. Esta menina tem apenas 8 anos, pelo que temos a perspectiva de uma criança sobre uma situação bizarra e tenebrosa. Decerto que caso tivesse sido narrada pelos pais, a trama não teria esta intensidade.

Devo referir um aspecto que me agradou imenso: sendo fã de cinema de terror, foi um deleite, para mim, as inúmeras referências a filme salicerçados nesta temática. Muitos deles já conhecia, o que me deixou extremamente satisfeita, porém a minha watchlist aumentou mais um pouco.

Ainda que as cenas de exorcismo não me incomodem - fruto de vários anos a assistir a filmes de terror, muitos deles com foco nessa temática - há um crescendo de atitudes e situações que são impactantes. Estabelece-se, naturalmente, um paralelismo entre Marjorie e Regan (a menina que protagoniza o Exorcista) e concluo que os sinais de possessão acabam por ser muito semelhantes - compreensível uma vez que são atitudes que desafiam claramente a religião e destinam-se a chocar a sociedade ocidental de matriz cristã. Não encontrei grandes inovações de Fantasmas da Mente se tivermos em conta às demais histórias alicerçadas nesta temática.
Diria que a grande diferença é a estrutura da narrativa, intercalada entre relatos da acção e entradas num blogue, tornando-a mais dinâmica. Acima de tudo, existe uma crítica social - a curiosidade humana é tão forte ao ponto de se tornar mórbida - presente no formato de reality show para retratar a situação. As parcas condições de vida de algumas famílias tornam-nas presas fáceis das multimilionárias produtoras de conteúdos televisivo ou audiovisual. 

Um outro ponto digno de ser registado é, sem dúvida, a excelente reviravolta no final. Se até então não me sentira perturbada e até um pouco céptica com a veracidade sobre a possessão, li as páginas finais com grande desconforto. Foi então que me senti genuinamente impressionada.

Em suma, é um livro imprescindível para os fãs do género. Fantasmas da Mente tem apresenta um clímax tão perturbador que me ficará, certamente, na retina por muito tempo. Quero, decididamente, continuar a acompanhar os trabalhos do autor! 


terça-feira, 27 de agosto de 2019

Lina Bengtsdotter - Annabelle [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Sendo deslumbrada pelos autores oriundos da Escandinávia, foi com muito entusiasmo que recebi a notícia da publicação desta obra. Não conhecia a autora, tanto quanto pude apurar, Annabelle é o pontapé de partida para uma série recente protagonizada pela detective Charlie Lager cuja conduta poderá ser reprovável - se tivermos em conta o seu comportamento de alcoolismo e promiscuidade - ou desculpável caso consideremos os seus esqueletos no armário. O vício do álcool fez-me irremediavelmente lembrar o Harry Hole, protagonista de uma outra série de livros escandinava. 
Surge assim um laço entre leitor e protagonista, não muito comum se tivermos em conta que este é apenas o primeiro livro da série. Contudo sinto que a personagem ainda pode vir a dar cartas e aprecio quando as protagonistas apresentam um potencial que é explorado na medida certa na obra de estreia.

Ainda que a premissa seja sobre uma adolescente, Annabelle, que desaparece após ter ido a uma festa, esta não é uma típica trama policial assente sobre os procedimentos de investigação. Pessoalmente senti-me não só intrigada pela realidade por trás deste desaparecimento - estaria Anabelle raptada ou morta? - como também pela origem de um comportamento tão auto-destrutivo por parte de Charlie. Creio que a trama está muitíssimo bem construída alicerçando-se sobre a acção actual e uma outra, protagonizada por duas meninas cujos nomes, Alice e Rosa, nos são alheios e, por conseguinte, toda esta subtrama aparenta ser desconectada. Esta subnarrativa começa por ser uma inocente história sobre amizade que vai escalando para uma relação de natureza mais sombria, o que me deixou bastante curiosa em saber como esta peça se encaixaria no puzzle.

Agradou-me que o passado de Charlie fosse sendo desconstruído gradualmente através de flashbacks que remotam à sua infância, focando-se concretamente na relação disfuncional que esta tinha com a mãe, Betty. E aqui entra uma certa redenção da personagem, não desresponsabilizando os seus comportamentos, é certo, mas apelando a uma compreensão por parte do leitor.

A caracterização minuciosa das personagens traduz-se num ritmo lento no que concerne à investigação policial propriamente dita. Ainda que seja uma leitora ávida desta componente, como sabeis, este pormenor não me desagradou, creio que aproxima a obra do género de thriller psicológico tendo assentando sobre a investigação policial do desaparecimento. 

Reconheço alguns clichés no comportamento dos adolescentes e no mundo de Annabelle, deitando por terra a minha impressão pessoal que na Escandinávia, a juventude tende a ser menos louca, não me tendo sentido, ainda assim, descontextualizada com esta realidade, percepção que associo à diferença de idades, entre a minha e a dos jovens amigos de Annabelle. 

Ainda que me tenha sentido satisfeita ao longo da leitura, tive um dissabor com o final. A meu ver, este poderia ter sido mais explorado e, consequentemente, teria tido um maior impacto.

Em jeito de conclusão, não poderia expressar o meu desejo em ver publicada a continuação da série, uma vontade que se prende especificamente com a avaliação do progresso da protagonista. 


segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Michelle Adams - Entre As Mentiras [Opinião]


Sinopse: AQUI

Opinião: A recente obra de Michelle Adams, autora do livro Se Conhecessem A Minha Irmã, debruça-se sobre mentiras, como o título assim o sugere. Este é um ingrediente que prezo devido à sensação de insegurança que sinto face ao desenvolvimento da trama por não conseguir destrinçar os factos reais das mentiras.

Apesar de ter considerado a premissa um pouco cliché, alicerçando-se sobre uma situação de amnésia, gostei da forma como a história se desenrola pelo motivo que afirmei anteriormente. Deve ser deveras assustador não nos conseguirmos lembrar absolutamente nada da nossa vida, pelo que esta situação, por si, conseguiu inquietar-me. Contudo, esta condição de amnésia de Chloe, na minha opinião, iliba-a de ser uma narradora não confiável, um papel que, a meu ver, foi desempenhado pela sua família. Fiquei com uma estranha sensação que estes não a queriam realmente ajudar e senti-me genuinamente intrigada com esta percepção.
Estamos perante, portanto, uma trama que explora as dinâmicas familiares, semeando, uma vez mais, a dúvida se conhecemos realmente as pessoas com quem vivemos, um tópico vulgarmente usado no género de thriller psicológico.

Relativamente à personagem Chloe, que considerei uma vítima - aquele acidente que lhe alterou a vida consubstanciou-se como um acontecimento trágico não só pela condição da amnésia como também por outra adversidade que me apanhou desprevenida e que me destroçou. Criei, portanto, uma expectativa que esta situação fosse igualmente mentira, como inúmeras informações que se foram seguindo. Entre Mentiras é, desta forma, um livro que mexeu comigo e creio que será uma percepção transversal às leitoras.

A estrutura da narrativa é interessante na medida em que intercala algumas cartas cujo remetente é a pessoa que testemunhou o acidente e a acção propriamente dita. Confesso que a leitura das cartas pouco consolidou as teorias que ia formulando, ainda que não deixe de ser aterradora a ideia que alguém mal intencionado está muito perto. 

Em suma, uma obra que se caracteriza como um verdadeiro jogo de manipulação, tendo a capacidade de ludibriar o leitor página após página. Ainda que tenha preferido o livro anterior da autora - ainda hoje me recordo da relação tóxica daquelas irmãs - vou manter o nome Michelle Adams debaixo de mira.



9º Aniversário do blogue [Resultado do Passatempo]


Em jeito de celebrar o 9º aniversário e para agradecer o carinho de quem segue este blogue, decidi sortear estes dois livros do autor John Grisham. Agradeço as partilhas e o entusiasmo da vossa parte que, como devem imaginar, é extremamente gratificante.

Após verificação das partilhas, contando com 78 participações válidas e posterior sorteio no random.org, a vencedora é:

32 - Maria Santos

Estava tão entusiasmada que me esqueci completamente de deixar uma pergunta sobre a localidade neste formulário mas entro já em contacto com a vencedora, via e-mail, afim de solicitar a morada e enviar os livros. 

Obrigada, uma vez mais, por estarem desse lado! 

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

David Lagercrantz - A Rapariga Que Viveu Duas Vezes [Divulgação Dom Quixote]


Data de publicação: 22 Agosto 2019

               Título Original: Hon som måste dö
               Preço com IVA: 20,90€ 
               Páginas: 392
               ISBN: 9789722068086

Sinopse: A Rapariga Que Viveu Duas Vezes – SEXTO E ÚLTIMO VOLUME DA SÉRIE MILLENNIUM iniciada por Stieg Larsson – é uma narrativa atual, que combina escândalos políticos e jogos de poder com novas tecnologias, genética, expedições dramáticas ao cume do Evereste, e “fábricas” de trolls que criam e difundem notícias falsas, responsáveis por influenciar resultados de eleições ou denegrir a imagem de proeminentes figuras públicas.
Um final épico, em que não faltam o humor e situações levadas ao extremo por Lisbeth Salander que, como sempre, na defesa dos seus princípios, não olha a meios nem recorre a métodos convencionais.
 

Sobre o autor: David Lagercrantz nasceu na Suécia em 1962. É escritor e jornalista e vive em Estocolmo. Depois de ter estudado Filosofia e Religião, licenciou-se em Jornalismo pela Universidade de Gotemburgo. Trabalhou para o diário Expressen como repórter criminal tendo feito a cobertura dos casos mais mediáticos no final dos anos 80 e início dos anos 90 na Suécia.
Publicou várias biografias de personalidades muito conhecidas dos suecos e, em 2011, aquela que foi o seu maior sucesso – I am Zlatan Ibrahimovic – a história do famoso jogador de futebol, nomeada para vários prémios importantes, traduzida em 30 línguas e com milhares de exemplares vendidos. Fez a sua estreia na ficção com The Fall of Man in Wilmslow, uma história baseada na vida do célebre matemático britânico Alan Turing que teve um enorme sucesso internacional. Nos livros de David Lagercrantz encontra-se frequentemente um padrão: grandes talentos que se recusaram a seguir as convenções. Interessam-lhe não só os que se destacam da multidão, mas também a resistência que a sua criatividade inevitavelmente enfrenta. Talvez por isso tenha aceitado a proposta que lhe foi feita em Dezembro de 2013 para escrever o quarto volume da série Millennium criada por Stieg Larsson (1954-2004). Decerto não conseguiu resistir a Lisbeth Salander, uma das personagens mais criativas e irreverentes da literatura contemporânea. 

Anteriormente publicado


domingo, 18 de agosto de 2019

Mary Kubica - Verdade Escondida [Opinião]

Sinopse: AQUI

Opinião: Por alguma razão que desconheço, Verdade Escondida residia na minha estante, por ler, há três anos. Curiosamente, foi o último livro publicado em Portugal desta autora, pelo que, subconscientemente, tê-lo-ei talvez guardado para recordar as tramas da autoria de Mary Kubica. Após a leitura dos três livros editados por cá, confesso que este título foi o que menos gostei.

Tal como as obras antecessoras, a autora opta pela narrativa sob a perspectiva de duas personagens: Quinn, a colega de quarto de uma jovem desaparecida e Alex, um rapaz que trabalha num café e que fica fascinado quando aparece uma rapariga no seu local de trabalho.
As subnarrativas são intercaladas, permitindo-nos conhecer em simultâneo a evolução de cada uma. Confesso que preferi a subtrama referente a Quinn pois senti-me mais interessada pelos contornos da busca por Esther do que propriamente a relação de Alex com a rapariga misteriosa ainda que, numa fase posterior, o jovem me tivesse despertado maior empatia devido aos seus fantasmas do passado. 

Como já tive oportunidade de referir, creio ser inquestionável que uma trama, narrada sob a perspectiva de duas personagens completamente diferentes sem qualquer relação, consubstancia-se deveras intrigante. Pessoalmente, senti-me em suspense para perceber a possível conexão entre os dois protagonistas. Contudo, em certos momentos, senti-me um pouco aborrecida, percepção que atribuo possivelmente a uma impaciência da minha parte pois senti que a autora se debruçou em demasia sobre a caracterização das personagens. Compreendo que Kubica tenha querido uma aproximação entre o leitor e os protagonistas, porém, a meu ver, grande parte dos factos não eram realmente flagrantes para a acção.

Uma vez que o cerne do mistério reside no desaparecimento de uma rapariga, foi inevitável que, numa fase inicial, estabelecesse uma comparação com o afamado Gone Girl. Felizmente que este ponto era o único em comum, convidando-nos a uma reflexão, novamente, sobre o quão bem conhecemos a pessoa com quem partilhamos a casa. Com excepção deste ponto, a história diverge completamente. De facto, não esperava que o rumo da trama fosse o que a autora propõe, pelo que fui surpreendida. Embora a chave do puzzle estivesse fora das minhas teorias, não fiquei completamente convencida nem me senti deslumbrada como acontece nos demais thrillers.

A minha avaliação de Verdade Escondida deve-se também a um contraponto entre as outras obras da autora. Ainda há dias, a propósito de um filme, lembrei-me do estranho rapto explanado na obra Não Digas Nada. Recordo-me, igualmente, da estranha que aparece com um bebé no lar de um casal, premissa de Vidas Roubadas. Tramas estas que, claramente, me marcaram mais do que o presente título.  

Em suma, apesar deste título ser, na minha modesta opinião, o menos estimulante dos três livros editados em Portugal, Mary Kubica é uma autora a ter em consideração. Autora de thrillers aliciantes, espero revê-la novamente em breve.


quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Dick Haskins - A Embaixadora [Opinião]


Sinopse: Naquele fim de tarde ameno, no início do Verão, Vanda não podia imaginar o perigo que a aguardava ao sair do emprego. Mas a verdade é que um grupo de conspiradores vira nela a sósia perfeita para levar a cabo um arriscado golpe político internacional...
Vanda ver-se-á então num papel que nunca sonhara incarnar, passando longas horas de terror e suspense num estádio superlotado, durante um jogo de futebol.
Até que o espírito de observação de uma criança propiciasse, para o caso, uma inesperada solução

Opinião: Confesso desde já que não sou grande apreciadora de tramas que se alicercem em atentados e conspirações, ingredientes que são explanados na presente obra de Dick Haskins. Contudo, abracei o desafio de ler esta obra que sai claramente da minha zona de conforto.
Esta trama apresenta, assim, contornos bastante diferentes das demais. Não que conheça completamente a bibliografia do autor, apenas li O Sono da Morte e vi alguns episódios da série televisiva realizada pelo autor, Dick Haskins, transmitida nos anos 80. Realço que o autor é conhecido pelas suas tramas pertencentes ao subgénero de giallo, em que o protagonista, o detective homónimo, investiga alguns casos policiais, recorrendo ao poder de dedução e lógica, relembrando um pouco o célebre detective belga Poirot.

Em A Embaixadora, deparei-me com uma história completamente diferente, alicerçada sobre conspiração e intriga política. Senti falta, portanto, do detective Dick Haskins.
Ainda que não seja uma aficionada de histórias do género, reconheço que a obra é interessante. Muitíssimo bem escrita, como o autor nos habituou, é uma história que atenta aos detalhes para convencer o leitor que está prestes a presenciar um golpe político contra o país de Puerto Nuevo, no estádio, em pleno jogo de futebol. A trama tem basicamente a duração da partida, o que tornou o ritmo da acção mais intenso. Considerei, portanto, a trama deveras entusiasmante, ainda que prefira as comuns investigações policiais à eminência de um atentado com vista à execução de um golpe de estado.

É uma obra que está claramente descontextualizada contudo não pude deixar de relembrar saudosos tempos em que eu própria me via desesperada com as cassetes para gravar filmes e outros programas e, em caso negativo, escolher escrupulosamente uma cujo conteúdo pudesse ser gravado por cima. É com esta metodologia que Henrique quer ver um jogo de futebol, embora parecendo-me um pouco contraproducente vê-lo em diferido.

Em suma, embora seja um livro antigo e descontinuado, fazendo com que seja provavelmente difícil de encontrá-lo, creio que carece a nossa atenção. Além de nacional, Dick Haskins é, para mim,  literatura policial de qualidade, ainda que este título seja bastante peculiar. Os amantes do género sentir-se-ão agradados com esta história e, em termos gerais, não há como sentir alguma nostalgia da época.